Prova de coerência


Se somos pelo far west numas coisas, temos de sê-lo em todas!
O mesmo Augusto Morais, presidente da Associação Nacional das Pequenas e Média Empresas, que ameaça pedir aos seus associados para não renovarem os contratos a termo, que declara guerra ao salário mínimo e que requere ao governo que suspenda as penhoras a empresas devedoras ao Estado, ainda nada disse sobre a suspensão dos concursos públicos.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , . Bookmark the permalink.

7 respostas a Prova de coerência

  1. y correa diz:

    pois é: uma vez somos pombos, outra vez fazemso de estátua.cia aplica-se a tudo não só em relação ao far-west, separadinho com hífen, para quem sabe um bocadinho de pretogrunhês com pronúncia de esquerda.

  2. JC diz:

    Meu caro, a culpa não é desse inimputável, mas é mesmo de alguns jornalistas distraídos que confundem tudo. Essa Associação só existe mesmo para o ego do auto-intitulado “Sr. Prof. Fernando Augusto Morais”. Ultimamente muito publicitada na imprensa. Porque será? Lancemos algumas pistas:
    A. É conveniente ao Governo dar uma má imagem das PMEs.
    B. Há jornalistas que têm agendas ocultas e ganham dinheiro com elas.
    C. Ignorância dos jornalistas e falta de investigação sobre quem é a AMPME e Fernando Morais.

    O que interessa é o soundbyte, e vale tudo.

    Parece aliás que ele tem a soldo o “Público” e que uma rádio de grande audiência, repentinamente, passou só a ouvi-lo a ele, quando determinadas pessoas editam?

    Porque será?

    Para que não restem dúvidas, a verdadeira posição das PMEs, podem encontrar-se em http://www.pmeportugal.pt, e sobre o assunto, foi:
    “29-10-2008 SALÁRIO MÍNIMO: PME-PORTUGAL CONCORDA, MAS COM COMPENSAÇÕES PARA AS EMPRESAS

    O Primeiro-Ministro, José Sócrates, adiantou, em entrevista ao Diário de Notícias (DN), que o salário mínimo nacional (SMN) vai aumentar 5,6% para 450 euros, dando a entender que a actualização se fará, tal como em anos anteriores, logo em Janeiro.

    No entanto, adianta o mesmo jornal que, se o valor do SMN para 2009 está definido desde Dezembro de 2006, quando foi assinado o acordo de concertação social para revalorização do ordenado mínimo praticável em Portugal, o mesmo não se pode dizer do mês em que esse aumento se opera. E é precisamente aí que incidem as críticas.

    Em declarações também ao DN, o presidente da PME-Portugal concorda com o aumento do salário mínimo, lembrando que “quem vive com 450 euros é um herói”. Mas, em compensação, Joaquim Rocha da Cunha pede uma redução dos impostos e contribuições sociais que incidem sobre as pequenas empresas. “O que pedimos é uma moratória, por um ano, nos impostos e contribuições sociais para que as indústrias de trabalho intensivo possam enfrentar esta crise”, evitando falências em catadupa e um aumento inusitado do desemprego.”

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro JC, independentemente da figura Augusto Morais, que não conheço, a Associação tem publicado no seu site o seguinte parágrafo:

    “A ANPME é uma associação patronal de direito privado, registada no Ministério do Trabalho e da Solidariedade, sob o nº 111/2000, fls 41 do Livro nº 1, que conta actualmente com mais de 9800 associados.”

    A ser verdade e independentemente da opinião expressa, parece-me lógico que seja ouvida.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    y correa, mais uma vez peço-lhe as suas fontes.
    Nem o dicionário de Oxford como de Cambridge, identificam a palavra FAR-WEST ou FARWEST (nem na versão de Cambridge de American English). Apenas o Dicionário do Encarta (coisa que julgava já não existir) refere o termo FAR WEST.
    Até prova em contrário, actualizarei o post com o termo FAR WEST.

  5. gil costa diz:

    Caro Tiago Saraiva, realmente toda a gente tem direito a opinar, contudo é necessário verificar qual a credibilidade e representatividade real do que são.
    Inventar estatisticas: 4/10 mulheres foram assediadas no local de trabalho, 20% das empresas portuguesas íam fechar em 2008, 20% das empresas dos Açores iam fechar em 2008, aconselhar os associados a não renovar contratos a prazo, aconselhar os associados a não votar PS nas eleições europeias, … são devaneios mentais de quem confunde qual o papel de um dirigente associativo, com o de proscrito (leia-se expulso) de um determinado partido politico, e que portanto vive amargurado em ter que se colar em termos de imagem a outra associação (em 2005 essa associação chamava-se assinacional e só então achou boa ideia mudar o nome para anpme), e de não conseguir tempo de antena a não ser inventando noticias, estatisitcas, etc…
    Gostava de ver os elementos que serviram de base às estatisticas desse sr.
    É tempo também de os bloguers, jornalistas, opinadores, … terem um rumo na sua análise, em vez de cederem a um buzz que não é efectivamente mais que ruido…
    Quer conhecer os numeros vá ao site do BdP, INE, eurostat, …
    Quer ouvir preocupações das PMEs, leia o Jornal das PMEs, o Vida Económica, vá ao site da PME Portugal – wwww.pmeportugal.pt (como o JC lhe aconselhou).
    Quanto à questão do salário minimo, enquanto empresário, é ridiculo se discutir os 450 euros…
    Essa é uma discussão que apenas interessa às grandes empresas e ao Estado, que é quem pratica esses salários massivamente, e como referência global.
    As PMEs se pagassem apenas os salarios minimos não conseguiam recrutar nem um ceguinho!!!

  6. António Mendes diz:

    Temos de combater a corrupção, estes gajos da PME vivem todos de subsídios, alguns já fogem para o Brasil, fartam-se de offshores, montam à custa dos nossos impostos parques comerciais como é o caso da Ideia atlântico de Braga. Batem palmas a todos os politicos. É uma borga!

    • JC diz:

      A opinião é livre, o insulto não. Begueiros a asneirar andam por aí muitos, mas quando se referem nomes em concreto para se difamara em concreto há que provar.

      Caros gestores do 5dias.net, solicito identificação do autor do comentário anterior, “António Mendes” para os devidos efeitos legais.

      Quando um blog se torna veículo de mentiras difamatórias, não estará ele a agir em conivência, mesmo que por mera omissão? Neste caso como registam os e-mails, e supondo que esse António Mendes” existe, vamos lá esclarecer tudo!

      JCunha

Os comentários estão fechados.