Mais vale a escravatura do que o desemprego

Em tempos de crise deve-se suspender os direitos sociais, é a tese escrita por Pacheco Pereira e prontamente destacada por João Miranda.
Viva o trabalho precário e acabe-se com os contratos! – diz Vitalino.
As associações empresariais rejubilam e acrescentam, emprego sem salário, já! – com a crise, o trabalho deve ser para dar curriculum!

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9 respostas a Mais vale a escravatura do que o desemprego

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    A escravatura é um modelo social muito substimado, o que vale é que há o Pacheco Pereira para nos alertar do facto.

  2. O Direito a ser Escravo é uma violação actual da nossa Liberdade. Desobediência civil já! Olhó Escravo, quem quer o Escravo …

  3. GL diz:

    Mas que exagerado.
    Não dava para copiar os direitos sociais da Inglaterra?
    Há que se alterar a constituição, como disse Van Zeller, essa ´
    é inimiga do emprego. Só um louco faz um contrato sem termo.

  4. Bem, de qualquer maneira, e seja como for, na verdade, mesmo um mau emprego, mal pago e sem brilho, é melhor que emprego nenhum. Emprego nenhum só seria bom se na porta do lado houvesse um pequenino mal pago e a prazo curto.

    Cumprimentos

    JM

  5. Isto dito num país em que o ministro da Economia nos foi “vender” à China por baixos salários e em que há toda uma cultura de exploração do próximo, também me soou pessimamente mal…
    Há qualquer coisa de Estado Novo nesta mentalidade, o “pobrezinhos mas honrados”… e que pega logo, claro!, nas empresas de trabalho temporário (cultura da exploração do próximo e da “nova escravatura”) e noutras que seguem esta cultura de “baixos salários”.
    Mais valia, isso sim, travar a ASAE e deixar o cidadão comum mais autónomo, numa economia paralela de sobrevivência. Mas isso, não querem eles, porque passa ao lado da colecta de impostos (de que eles vivem).
    Também o micro-crédito para pequenos negócios viáveis seria bem-vindo, mil vezes preferível à política dos baixos salários…
    Mas voltámos ao Estado Novo, não há dúvida.
    Cumprimentos. Ana

  6. A. Laurens diz:

    Bem pior que o Estado Novo… lá isso é verdade. Pior que o número do desemprego é o número de ladrões e a insanidade dos partidos políticos, não poupando nenhum deles.

  7. JC diz:

    Alguém acredita nessa mentira única em democracia, a manipulação dos dados do INE sobre desemprego? A taxa real é há muito superior a 10%. Em muitos concelhos industriais do norte do país, já passou os 20, e entre miséria e emigração, fogem! Em Angola há 2 meses dizia-me um tuga recém-chegado: fugi a tempo. Só lá, há 60.000 pedidos de visto de residência…voltamos ao querido modelo dos anos 50 exportar (á força) a riquza do país, a mão de obra, e nela se inclui desde o desqualificado até ao recé-licenciado, e claro engenheiros, gestores e empresários!
    Alguém já disse, bastava seguir o modelo Inglês.
    Mas essa magnifica palavra, “percariedade”, inunda tudo.
    Das duas uma, ou saímos da União Europeia e fechamos a fronteira, ou não podemos continuara meter a cabeça na areia, e obrigar quem emprega a pagar o dobro do ordenado em compensações sociais, e a ter que aturar qualquer situação (p. ex. o caso do empregado que chamou filho da puta ao empregador, e no Tribunal do Trabalho, o juíz deu razão ao trabalhador, com o argumento de que foi um momento de insanidade! Diz-me aliás o advogado que esteve neste caso (foi quem defendeu as FP 25), que para ser despedido, talvez nem mesmo matando o patrão!
    Quando se quer fechar a porta, abrem-se logo muitas janelas (recibos verdes, etc).
    E quando se quer trancar a economia, ela explode.
    É isso que está a acontecer.
    Portanto não se preocupem com o trabalho precário e sem direitos. Na verdade, vai cada vez haver menos quem contrate, e portanto, o problema está resolvido per si. Cada um com a sua ideologia.
    Mas atenção, Lisboa não é o vale do ave…lá não há avenças, consultorias, “aspones” e empregos públicos donde se pode dizer o que se quiser, porque o cheque chega ao fim do mês.
    E esqueçam a estória dos Ferrari’s: está tudo a fechar a porta!
    Se tiverem dúvidas, vejam a Aerosoles, ex-libris do nosso calçado e empresa da moda, que em Dezembro nem dinheiro tinha para pagar o subsídio de Natal, mesmo se no seu capital tem injecções de capital de risco público…

  8. Pingback: Tráfico de Influências | 04/01/2009 | : fractura.net!

  9. Sérgio diz:

    Por mim podemos seguir sem problema o modelo inglês.
    Desde que tenhamos igualmente os ordenados ingleses e o subsídio de desemprego, quase ilimitado, dos ingleses.

  10. João diz:

    Este país não é para trabalhadores.

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