Sokal é sempre que um homem quiser

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jackson pollock, à procura da Palmira

Ao ler a polémica entre Miguel Vale de Almeida, Palmira Silva e Carlos Vidal e a utilização, por alguns, das acções do Sokal. Apeteceu-me repescar uma discussão entre mim e o Rainha, no nosso primeiro blogue conjunto (Muro Sem Vergonha) em 2003. Gostava de ver a actual posição do Rainha, ex-aluno do Técnico e actual mestrando de sociologia da cultura. E era bom contar com as palavras sábias do Bruno Peixe e do Pedro Ferreira.

Do Sokal até à Lapa

A minha nota sobre o debate entre Sokal, Boaventura, Crato e CIA relevava, apenas, sobre a falta de honestidade intelectual de quem o organizou. Li há muito tempo os papeis da polémica do Sokal com os pós-modernistas da “Social Text” (não encontro a disquete com esses documentos) e saboreei com gosto o livro que me ofereceste. Estou como aquele dignatário do antigo regime que, quando foi instado a responder qual dos seus dois comparsas tinha razão, respondeu salomónico: “ambos têm razão, quando dizem que o outro não tem razão”.
Para resumir, não compartilho grande parte das ideias dos chamados pós-modernistas, mas acho o texto do Sokal terrivelmente simplista. Gostava de reler várias coisas para fazer uma resposta séria, como a tua provocação merece. No entanto, a falta de tempo leva-me a responder-te em quatro pontos impressionistas. A saber:

1. Por incrível que pareça, há diferenças entre metáforas, analogias e conceitos.
Concluindo, devemos queimar o Nietzsche?
2. Há muitas disciplinas científicas, mas as linguagens e metodologias não são as mesmas. Quem cita deve saber isso.
3. Um concerto de rock não é a mesma coisa que um jogo de futebol. Heisenberg e Feyerabend sobre a ciência, a religião e a astrologia.
4. O teorema de Gödel tem consequências? Boaventura Sousa Santos e a “Nova Aliança”: como “Um discurso sobre as ciências sociais” se insere numa discussão científica em curso.

Vamos então por partes:

1.Toda a ciência, inclusive a física, usa metáforas e analogias no processo de explicação das coisas. Por exemplo, para analisar o estado das ciências “duras”, David Bohm – que trabalhou com Einstein e Oppenheimer – faz uma analogia com a visão humana. Diz ele: “Os pormenores daquilo que vemos são registados numa pequena região no centro da retina. Se este for destruído, perde-se a visão em pormenor, mas mantém-se a visão geral, que provém da zona periférica da retina. Todavia, se for esta a zona danificada, ainda que o centro se mantenha intacto, todos os pormenores perdem significado. Por analogia, perguntamo-nos se a ciência corre risco de correr um “danifício” semelhante na sua visão. Ao dar demasiada ênfase à matemática, a ciência pode perder de vista o contexto mais geral (Bohn, David e Peat, F. David: “Ciência, Ordem e Criatividade”, Gradiva,Lisboa, 1989. PP 19).
Nas ciências sociais, como a sociologia, este processo de utilização de analogias é uma constante. Veja-se o caso dos funcionalistas em relação ao corpo humano. Mesmo alguns conceitos, admitidos por parte dos sociólogos (como sabes, segundo Khun, as ciências sociais estão numa fase pré-paradigmática porque as suas comunidades científicas não conseguem consensualizar um determinado paradigma), têm uma história que pode começar na alquimia, passar pela química, andar na literatura e acabar na sociologia. Registe-se com este percurso a, peculiar, história do conceito “Afinidade Electiva” usado por Weber para explicar a relação especial entre o capitalismo e o protestantismo. Este conceito tem como “padrinhos”: Alberto, o Grande (século XIII), Johann Wolfgang Goethe e Max Weber (Lowy Michael: “Redenção e Utopia” , Companhia das Letras, São Paulo, 1989. PP13-19).

2 . Se a questão não está no uso de analogias, pode estar na ignorância e incompreensão que esta prática explicativa por vezes revela, e que não leva em consideração a diferente natureza dos fenómenos a explicar. Como se, por exemplo, alguém apelasse para a lei da relatividade de Einstein para explicar o relativismo cultural.
O problema é que o método que o Sokal usou, e o Luís Rainha resumiu, não é sério. Primeiro, pretende ridicularizar os autores tirando frases do contexto. Depois, presume-se que aquilo de que falam os autores nas suas disciplinas, se rege pela mesma linguagem da física, da quimica e da matemática.
Por exemplo, cita o Rainha (presume-se que do papel em que o Sokal justificou a armadilha que fez à Social Text):
“Deleuze e Guattari falam de uma Filosofia que dá um “conhecimento que é peculiar ao virtual”. ”
Com muita probabilidade esta citação é retirada do livro “Capitalismo e Esquizofrenia”. A obra tem cerca de 400 páginas, mas pretende-se que, apenas por esta frase, e sem a ler na totalidade, é possível concluir que ela é um perfeito disparate. Como se conhecendo uma passagem de Nietzsche se analisasse toda a sua obra. Eu leio do filósofo alemão: “Desta vez eu venho como Dionísio vitorioso que vai colocar o mundo de férias…Mas eu não tenho muito tempo” – e mando queimar os livros do rapaz do Zaratustra.
O caso da citação de Deleuze e Guattari é ainda mais grave, porque a frase tem um sentido filosófico que não tem nada que ver com o “virtual” dos computadores. Eu sei que é difícil de explicar isso a alguns cientistas, mas a ideia de um mundo virtual e a própria palavra é anterior às consolas da Play Station 2… Em francês (lingua dos ditos autores) virtual quer dizer: “Virtual.adj (…) Fil. Ou lit. Que é somente em potência, que se encontra no estado de simples possibilidade num ser real, ou (mais corrente) que tem em si todas as condições essenciais para a sua realização. V. Possível, potencial. – Subst. masc. O possível, o provável e o virtual. “Ser homem é sentirmo-nos…com uma multiplicidade de seres virtuais, e ser artista é trazer…este virtual à existência” (Thibaudet)…”(Dic. Petit Robert).
Aristóteles e Platão, mesmo antes da edição deste dicionário francês e da comercialização dos primeiros GameBoy já discutiam a questão:
“Para Aristóteles, o virtual em potência, é alguma coisa que não é ainda real, que ainda não acedeu à dignidade do real, que talvez nunca a ela aceda, uma vez que só parte do virtual será realizada (em acto) enquanto as distantes terão por destino abortar…
O real, segundo Aristóteles, é mais e melhor que o virtual.
Para Platão, pelo contrário, o real não é mais que virtual degradado, sombras efémeras e inapreensíveis na parede da caverna. Só as ideias são puras, eternas imóveis”. (Finkielkraut, Alain e Soriano, Paul: “Internet – O Êxtase Inquietante”, Fim de Século, Lisboa, 2002. PP 57-58).
Voltando a Deleuse e Guattari, eles falam na necessidade de conseguir uma filosofia que nos dê conhecimento daquilo que existe em potência e provavelmente dos modos de o conseguir realizar, o que, como se vê, é um programa filosófico que nem sequer é novidade.

3- Sobre a frase do Boaventura que pareceu tonta ao Luís Rainha, de que a ciência não é superior a outras formas de ler o real, como a poesia, a religião, a metafísica ou a astronomia, vou poupar o Rainha a leitura das provocações do Feyeraband sobre as parecenças da astrologia com a luta contra o cancro (Feyeraband, Paul K: “Diálogos Sobre o Método”, Editorial Presença, Lisboa, 1991. PP 16- 25 ). Mas queria-lhe deixar, para pensar, apenas uma citação longa do Heisenberg (o mesmo físico que deu o nome ao princípio de incerteza) sobre ciência e religião:
“Eu presumo que para Plank a religião e a ciência são compatíveis porque, na sua opinião, se referem a domínios completamente diferentes da realidade. A Ciência trata do mundo real e objectivo. Ela coloca-nos perante uma tarefa que consiste em fazer afirmações justas no que diz respeito a esta realidade objectiva, e a compreender as correlações que ela comporta. A Religião, pelo contrário, trata do mundo dos valores. Ela questiona o que deve ser, o que nós devemos fazer, e não aquilo que é. Na ciência trata-se daquilo que é verdadeiro ou falso; na religião, trata-se daquilo que é bom ou mau” (Heisenberg, Werner: ” La Partie et le Tout”, Flammarion, Paris, 1990. PP 119- 120).
É obvio que nem a religião, nem a metafísica, nem a poesia, nem a filosofia servem para construir aviões. Mas não deixam por isso de abordar outras formas do “real”, que não estão subordinadas à ciência. É por exemplo, impossível provar a existência ou a inexistência de Deus por qualquer método científico. Fazendo a analogia com os cisnes brancos de Popper: não é porque sempre apareceram cisnes brancos, que nós podemos dizer que o próximo não será preto. Digamos que não podemos impor a todos os discursos que se debruçam sobre o real, as regras de validação do método científico. Primeiro, porque como se poderá ver com o teorema de Gödel, nem a ciência se consegue validar assim, depois porque seria misturar alhos com bugalhos: um jogo de futebol não tem os mesmos critérios de apreciação do que um concerto rock.

5. Boaventura defende que está em curso uma mudança de paradigma científico e associa a esta movimentação uma série de “descobertas” científicas que desde há dezenas de anos vêm minando a prática da “ciência normal”. Entre estas, cita o teorema de Gödel como pondo em causa os fundamentos e certezas matemáticas. Esta afirmação foi muito contestada no debate da Aula Magna. Antes de ir à questão de saber se a eventual mudança de paradigma é disparatada, talvez tivesse interesse analisar sucintamente o que é o teorema de Gödel e algumas opiniões sobre as suas implicações.
Numa reputada história da matemática pode-se ler:“O que demonstrou Gödel foi que um sistema desenvolvido de uma maneira estritamente lógica, tal como os que tinham sido desenvolvidos por Russel e Whitehead para a aritmética dos números naturais, há sempre proposições indecifráveis a partir dos axiomas do sistema. Quer dizer, que existem dentro do sistema certas afirmações bem definidas que não podem ser nem demonstradas, nem refutadas a partir dos axiomas. Também demonstrou Gödel em 1931 que é impossível demonstrar, utilizando utilizando os métodos a que fazia referência Hilbert, que os axiomas da aritmética não conduziriam a uma contradição”. (Boyer, Carl: “História de la Matemática”, Alianza Universidad, Madrid, 1986. PP 748).
Perante esta situação, muitos cientistas dividiram-se em relação às ilações a retirar do facto: o teorema põe em causa as certezas matemáticas ou apenas diz que há certezas que não podem ser provadas com recurso ao sistema lógico?
Dado que eu sou jornalista e por definição sou um ser ignorante, vou recorrer a três autores e mais o Boaventura: René Thom, Michael Guillen, Douglas R. Hofstadter e, claro, o cão do Rainha (o Zen).
O conhecido cientista René Thom acha que isto não altera muito, no que respeita à “veracidade” das matemáticas. À pergunta sobre o significado do teorema de Gödel, Thom é peremptório: “- Para além de um certo interesse filosófico – inegável – estes resultados demonstram apenas que é inútil trabalhar em certas direcções. Tal é, perdoe-me o jogo de palavras, a sua utilidade. São como sinais de trânsito que indicam que não se deve sair da estrada.
– Em suma, não se pode (e não se deve) formalizar tudo…
– Exactamente!Mas para responder acerca dos chamados “fundamentos” da matemática: foi uma pretensão aberrante a de que a matemática pudesse fundar-se a si mesma : por que razão, aliás, deveria ser a matemática a única ciência a conseguir encontrar em si própria ou na lógica, os seus fundamentos?” (Thom, René: “Parábolas e Catástrofes”, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1985. PP 36).
Já o Professor de Harvard Michael Guillem é mais radical: “Entretanto, no mundo do matemático de hoje, verdade não é sinónimo de demonstração lógica, mas, por outro lado, confiar na validade duma demonstração lógica acaba por ser também matéria de fé. E é assim porque Gödel provou, não só que qualquer sistema lógico é incapaz de demonstrar todas as asserções matemáticas realmente verdadeiras, como ainda que qualquer sistema lógico é incapaz de demonstrar a sua própria consistência lógica. Ou, por outras palavras, acreditar na lógica é um esquema mental não menos subjectivo do que, digamos, acreditar num princípio de fé, secular ou místico, porque mesmo a lógica não pode ser verificada lógica ou objectivamente.” (Guillen, Michael: “Pontes para o Infinito”, Gradiva, Lisboa, 1987. PP 132-133).
Finalmente, Douglas Hofstadler, autor do Prémio Pulitzer “Gödel, Escher, Bach – Laços Eternos”, compara a descoberta de Gödel com a filosofia Zen (por coincidência o nome do cão do Rainha).
O autor vai citando vários Kõan da filosofia Zen, com o propósito de demonstrar que quando se “lê a natureza com os olhos da matemática” , há sempre algo que se perde e algo que se ganha. Qualquer coisa se revela e outras coisas escondem-se.

Vejamos este Kõan: “Shuzan segurou o bastão e disse: “Se chamas a isto bastão, opões-te à sua realidade. Se não lhe chamas bastão, ignoras o facto. Ora, como queres chamar-lhe?”

Comentário de Mumon: Não pode ser expresso com palavras e não pode ser expresso sem palavras. Agora diz depressa o que é.

Conclusão de Hofstadler: ” Chamar aquilo bastão é opor-se à sua realidade porquê? Provavelmente, porque tal categorização dá a aparência de captar a realidade, quando, na verdade, não chega sequer a arranhar a superfície. Poderia ser comparada à afirmação de que “5 é um número primo”. Há tantas outras coisas – uma infinidade de factos – que são omitidas. Por outro lado, não chamar aquilo bastão é, na verdade, ignorar esse facto particular, por mais insignificante que seja. Assim, as palavras levam a algo verdadeiro – e talvez também a algo de falso – mas certamente não levam a toda a verdade. Dependermos das palavras para nos levarem à verdade é como dependermos de um sistema formal incompleto para nos levar à verdade. Um sistema formal produzirá algumas verdades (…) mas por mais poderoso que seja, não pode levar a todas as verdades. O dilema dos matemáticos é este: em que devemos confiar senão nos sistemas formais? E o dilema dos seguidores do zen é: o que mais há para utilizar senão palavras?” (Hofstadter, Douglas R: “Gödel, Escher, Bach – Laços Eternos”, Gradiva, Lisboa, 2000. PP 265).

Também prisioneiro das palavras, queria referir algumas coisas sobre o livro do Boaventura Sousa Santos (BSS) que tanto irrita alguns cientistas. A maioria das coisas que ele diz não são nem novidade, nem disparate. BSS lembra que toda a ciência é feita por humanos em sociedade e que os resultados dessa ciência condicionam em muito a vida deste planeta. Para BSS, o caminho da ciência não pode ser deixado nem nas mãos do mercado, nem abandonado aos cientistas. Numa altura que o desenvolvimento científico pode pôr em causa a vida do planeta e os humanos (energia atómica, manipulação genética, etc), é preciso caminhar para um novo senso comum que tenha conhecimentos suficientes para democratizar as decisões científicas. Finalmente, para BSS, há alterações no campo teórico das ciências duras que percorrem as ciências e põem em causa as certezas “mágicas” que tínhamos sobre a ciência. E antecipam a emergência de um novo paradigma científico que aproximará mais as ciências físicas e sociais.
Nos últimos vinte anos, estas questões têm sido repetidamente discutidas no campo científico. Gostaria de aconselhar dois livros, para se ver que não são nada disparatadas:
– Prigogine, Ilya (Prémio Nobel da Química) e Stengers, Isabelle: “A Nova Aliança”, Gradiva, Lisboa,1986).
– Pomian, Krzysztof (Org): “La Querelle du Déterminisme”, Gallimard, Paris,1990).

O resto da polémica:

1º Artigo: O Klan da Ciência, NRA
2º Artigo: Primeira sessão do CAPUM, LR
3º Artigo Do Sokal até à Lapa, NRA (texto que publico).
4º Artigo Terceiro Round co CAPUM, LR
5º Artigo O Saltitão dos Quanta, NRA

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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10 respostas a Sokal é sempre que um homem quiser

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  2. Maria Velho diz:

    Nuno

    tem e.mail acessível?

  3. M. Abrantes diz:

    No seu texto aparece a passagem

    “fundamentos” da matemática: foi uma pretensão aberrante a de que a matemática pudesse fundar-se a si mesma : por que razão, aliás, deveria ser a matemática a única ciência a conseguir encontrar em si própria ou na lógica, os seus fundamentos?” ,

    atribuida a René Thom.

    Pode até ser. Mas repare só nos resultados desta pretensão, considerada aberrante por Thom.

    O matemático alemão Hilbert foi o grande motor da procura duma fundamentação para a matemática, no séc XX. O teorema de Goedel surgiu como reacção aos propósitos de Hilbert. Os especialistas que estudam os trabalhos de Goedel afirmam que, nos seus artigos, está a génese de uma importante linguagem de programação, o LISP.

    Outra reacção aos propósitos de Hilbert foi a resposta negativa ao célebre problema da paragem, dada por Alan Turing. Para poder dar essa resposta, Turing construiu o primeiro paradigma computacional, conhecido por Máquina de Turing.

    Deixe-me resumir muito por alto: os computadores de hoje, e as ciências da computação em geral, têm os seus alicerces teóricos nas respostas aquilo que Thom considera uma “pretensão aberrante” .

    Podemos imaginar o tenebroso que seria, existirem pretensos semideuses, daqueles que vão à sanita como nós, a decidirem, preto no branco, o que deve, ou não deve, ser investigado [sem embargo de existirem abordagens que não podem, por razões óbvias, ser consideradas sérias; o estado tem que ter critérios para decidir quais os estudos que deve financiar – isto envolve critérios puramente políticos? claro que sim! afirmar o contrário é cegueira ou oportunismo].

    Não sei se a afirmação de Michael Guillem está descontextualizada, mas não é verdade que “qualquer sistema lógico é incapaz de demonstrar a sua própria consistência lógica”. Isso é verdade para alguns sistemas lógicos, suficientemente fortes para neles se poder expressar a aritmética. Mas há sistemas lógicos, com utilidade prática, que são completos e consistentes. Os computadores e os circuitos digitais trabalham com lógica proposicional, que é completa (pode demonstrar todas as verdades exprimíveis na sua linguagem) e consistente (não demonstra uma afirmação e a sua negação).

  4. Luis Rainha diz:

    Começaria com uma citação do mestre Aleixo: agradecia que nao mencionasses o meu nome enquanto resolves este assunto. Cheguei agora de um país algo mais civilizado do que este e não queria já mergulhar de cabeça em rixas requentadas.
    Depois, vê lá se prestas atenção ao “peso” das imagens que afixas. Quanto ao resto, continuo a estar de acordo como o que esse rapaz Rainha escreveu em 2003: quase sempre que essa malta usa terminologia científica mete água mas isso não os transforma em nulidades.

  5. C. Vidal diz:

    Nuno, estou com Van Rijn e perto da Grande Vía (se se pode traduzir assim para port.). Estou pertíssimo de Pt, portanto. Uma nota apenas: eu nao tenho polémicas com pessoas que escrevem “a freakalhada desconstrutivista”, e depois com medo (medo de quê porra?) trocam as palavrinhas e passam para “desconstrutivismo hiper-realista” (o quê ?????????????? – desculpa os pontos de interrogaçao). Tens razao, Sokal, como o Carnaval, é quando um homem quiser.

  6. Pedro Ferreira diz:

    Um pequeno comentário ao comentário de M. Abrantes. Quando diz que

    “… mas não é verdade que “qualquer sistema lógico é incapaz de demonstrar a sua própria consistência lógica”. ”

    e dá como exemplo a lógica proposicional está a ir depressa demais e a misturar a teoria com a meta-teoria.

    O facto de a lógica proposicional ser completa e consistente não implica que ela possa provar a sua própria consistência, a completude e a consistência são meta-teoremas, recorrem a noções exteriores à teoria. A teoria ela mesma é insuficiente para exprimir a noção de consistência.

  7. alice diz:

    Caro Nuno

    Rectifique o link: 4º Artigo Terceiro Round co CAPUM, LR

    (e de seguida poderá apagar este comentário)

    Cumprimentos e bom trabalho

  8. M. Abrantes diz:

    Pedro Ferreira, concordo com a sua observação e agradeço-lha. De facto, a prova de consistência da lógica proposicional que tenho presente, envolve uma quantificação universal sobre o universo das fórmulas.

    Mas, na observação que faço, a parte que antecede a referência à lógica proposicional é pertinente. Existem sistemas de primeira ordem que permitem provar a sua própria consistência.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Self-verifying_theories

  9. Bendito seja o senhor; santíssimo sacramento!!!!

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