Shamir, herói de Israel e colaborador da Alemanha nazi: uma investigação em aberto (e conhecida)

shame

(b. Ruzinoy, Poland, 1915) Israeli; Foreign Minister 1980 – 3, 1984 – 6, Prime Minister 1983 – 4, 1986 – 92 Yitzhak Yezernitsky became a revisionist Zionist and emigrated to Palestine in 1935. There he resumed his interrupted legal studies and joined the Irgun terrorist group in 1937. With its most militant members, he broke away in 1940 to form the extremist terrorist group LEHY (Lohamei Herut Yisrael), under the leadership of Abraham Stern. He was party to its notorious attempts at alliance with Fascist Italy, Nazi Germany, and the USSR and, after Stern’s death in 1942, he led the fascistoid Stern Gang in its campaign of indiscriminate terrorism. Shamir continued his lethal career as head of Mossad‘s assassination unit between 1956 and 1964.
(A ligação Shamir-nazismo é tão conhecida que até a banal Wikipedia regista: In secret contacts with German representatives at Beirut the group – LEHY – offered to open up a military front against the British in the Middle East in return for the expulsion (rather than extermination) of the Jewish population of Europe to Palestine.
In 1941 Shamir was imprisoned by British authorities. After Stern was killed by the British in 1942, Shamir escaped from the detention camp and became one of the three leaders of the group in 1943, reforming it as “Lehi”. In October 1944 he was exiled and interned in Africa by the Mandate authorities. He made an attempt to escape from one of the camps by hiding in a water tank.He was returned, along with the other detainees, after the Israeli Declaration of Independence in 1948.
As one of Lehi’s triumvirate, he authorized the assassination of the United Nations representative in the Middle East, Count Folke Bernadotte
[…].)

Trata-se de um excerto da biografia do herói até 1964. Sem qualquer dúvida que a investigação se pode desenvolver. Isto também responde a quem insiste nas ligações do mufti de Jerusalém à Alemanha no mesmo período de Shamir. Mas, quanto a Shamir, até onde este homem estaria disposto a ir ?? (Gostaria de informações mais concretas, por exemplo, a enviar para a caixa de comentários). (NOTA: este post teve última versão às 20:05)

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30 respostas a Shamir, herói de Israel e colaborador da Alemanha nazi: uma investigação em aberto (e conhecida)

  1. Rita diz:

    ò Vidal:

    Mas que assanhamento, homem, acalma-te que ainda tens uma apoplexia.

    O Shamir era outro chanfrado fundamentalista, para mim são todos igualzinhos, o problema é que do lado palestiniano há carradas de chanfrados e são aplaudidos em vez de serem denunciados.

    Para perceberes o que quero dizer, pega lá um artigo que te conta toda a história do Shamir e explica até onde ele era capaz de ir, escrito, vê lá, por um israelita :

    Yitzhak Shamir, Then and Now

    Israel Shahak

    Dr. Shahak, Holocaust survivor and retired professor of chemistry at the Hebrew University in Jerusalem, is chairman of the Israeli League for Human and Civil Rights.

    Para a troca, tens aí algum artigo de um palestiniano a descrever com detalhe todas as canalhices do facínora ainda maior qu foi o tio do Arafat, o grande Mufti de Jereusalém??

  2. Carlos Vidal diz:

    O comentário sobre os palestinianos chanfrados, passo. Eu ocupo-te a casa porque os meus avós lá viveram há dois mil anos e já sei que sou bem recebido e todo o recheio passe a ser meu, mais o olival e tudo o que está cultivado no quintal (onde me apetece depois instalar uma piscina e acabar com o cultivo).
    Para a troca tenho o livro de Edward Said, “From Oslo to Iraq and the Road Map”, de 2004. Crítico das cedências de Arafat em Oslo (comparadas a uma hipotética aceitação de Mandela da solução “bantustões”, o que o sul-africano nunca consentiu e só parou numa sociedade “um homem um voto”), crítico da sua administração corrupta.

    As bases aqui estã minadas e não vejo que o Mufti tenha sido mais louco que Shamir. O primeiro queria correr com os judeus da Palestina, o segundo negociou com quem matou mais de 6 milhões de judeus. Mais louco o Mufti? Deves estar louca, ó Rita. Mais louca do que o Mufti e o Shamir juntos. Não te conheço, mas abraços.

  3. Carlos Vidal diz:

    espero que estejas satisfeita ó Rita, e agradeço o link do livro sobre o Shamir. Desse livro (ver link acima), basta isto por agora:

    « LEHY showed its uniqueness in its very earliest political strategy, namely in its persistent search for an alliance with Nazi Germany throughout 1940 — 41. Unlike all other Jewish groups of that time, the LEHY men respected Hitler. Later, the veterans of LEHY tried for a long time to deny that they had ever made alliance overtures to the Nazis. Unfortunately for them, documents proving the contrary were found by Israeli scholars and journalists and published long ago. The search for that alliance and its implications are best described in the above-mentioned book by Heller. He shows that the drafting of the Principles of Renaissance took place at the same time, and he argues that LEHY’s pro-Nazism was by no means unrelated to the contents of this document. »

    Shamir admirava Hitler por uma razão, o Mufti por outra. No meio, claro, está uma emigração desmesurada de judeus para uma Palestina habitada por pessoas, gente, casas, campos cultivados, uma sociedade em suma que já lá existia ……………………….

  4. Rita diz:

    Ah! Prontos, já percebi onde estás. O estado de Israel é um invasor, tem de ser aniquilado. Os chanfrados palestinianos que se explodem para matar umas crianças são uns heróis, assim como são heróis os judeus anti-Israel. Só não percebo o que achas que se deve fazer aos outros: cãmara de gás ou outra solução… final?

  5. Rita:
    “Como curar um fanático? Perseguir um punhado de fanáticos através das montanhas do Afeganistão é uma coisa. Lutar contra o fanatismo, outra muito diferente. Receio não saber muito bem como perseguir fanáticos pelas montanhas, mas talvez possa apresentar uma ou duas reflexões acerca da natureza do fanatismo e sobre as formas, se não de curá-lo, pelo menos de controlá-lo.A chave do ataque de 11 de Setembro contra os Estados Unidos não deve ser apenas procurada no confronto existente entre pobres e ricos. Esse confronto constitui um dos mais terríveis problemas do mundo, mas estaríamos errados se concluíssemos que o 11 de Setembro se limitou a ser um ataque de pobres contra ricos. Não se trata apenas de «ter ou não ter». Se fosse assim tão simples, deveríamos esperar que o ataque viesse de África, onde estão os países mais pobres, e que talvez fosse lançado contra a Arábia Saudita e os emirados do Golfo, que são os estados produtores de petróleo e os países mais ricos. Não. É uma batalha entre fanáticos que crêem que o fim, qualquer fim, justifica os meios, e os restantes de nós, para quem a vida é um fim, não um meio.ento não há tempo tempo tempo”

    2″Trata-se de uma luta entre os que pensam que a justiça, o que quer que se entenda por tal palavra, é mais importante do que a vida, e aqueles que, como nós, pensam que a vida tem prioridade sobre muitos outros valores, convicções ou credos.A actual crise mundial, no Médio Oriente, em Israel e na Palestina, não é uma consequência dos valores do Islão. Não se deve à mentalidade dos Árabes, como proclamam alguns racistas. De forma alguma. Deve-se à velha luta entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância. O 11 de Setembro não é uma consequência da bondade ou da maldade dos Estados Unidos, nem tem a ver com o capitalismo ser perigoso ou esplendoroso. Nem tão-pouco com ser oportuno ou com a necessidade de travar ou não a globalização. Tem a ver com a típica reivindicação fanática: se penso que alguma coisa é má, aniquilo-a juntamente com aquilo que a rodeia.O fanatismo é mais velho que o Islão, do que o Cristianismo, do que o Judaísmo. Mais velho do que qualquer Estado, governo ou sistema político. Infelizmente, o fanatismo é um componente sempre presente na natureza humana, um gene do Mal, para apelidá-lo de algum modo. Aqueles que fazem explodir clínicas onde se pratica o aborto, nos Estados Unidos, os que incendeiam sinagogas e mesquitas na Alemanha, só se diferenciam de Bin Laden na magnitude, mas não na natureza dos seus crimes. Naturalmente, o 11 de Setembro produziu tristeza, raiva, incredulidade, surpresa, abatimento, desorientação e, é certo, algumas respostas racistas – antiárabes e antimuçulmanas – por todo o lado. Quem teria ousado pensar que ao século XX se seguiria de imediato o século XI?A minha própria infância em Jerusalém tornou-me especialista em fanatismo comparado. A Jerusalém da minha infância, lá pelos anos 40, estava repleta de autoproclamados profetas, redentores e Messias. Ainda hoje, todo o jerosolimitano possui a sua fórmula pessoal para a salvação instantânea.Todos dizem que chegaram a Jerusalém – e cito uma frase famosa de uma velha canção – para a construírem e serem construídos por ela. Na realidade, alguns (judeus, cristãos, muçulmanos, socialistas, anarquistas e reformadores do mundo) acudiram a Jerusalém, não tanto para a construírem ou serem construídos por ela, mas para serem crucificados ou para crucificarem outros, ou para ambas as coisas ao mesmo tempo. Há uma desordem mental muito arreigada, uma reconhecida doença mental chamada «síndrome de Jerusalém»: uma pessoa chega, inala o ar puro e maravilhoso da montanha e, de repente, inflama-se e pega fogo a uma mesquita, a uma igreja ou a uma sinagoga. Ou, então, tira a roupa, sobe a um rochedo e começa a fazer profecias.Já ninguém escuta. Mesmo hoje em dia, mesmo na Jerusalém actual, em qualquer fila de autocarro, é provável que surja uma exaltada conferência na via pública entre pessoas que não se conhecem de nenhum lado, mas que discutem política, moral, estratégia, História, identidade, religião e as verdadeiras intenções de Deus. Os participantes nessas conferências, enquanto discutem política e teologia, o Bem e o Mal, tentam, no entanto, abrir caminho à cotovelada até aos primeiros lugares da fila. Toda a gente grita, ninguém ouve. Excepto eu. Eu escuto, às vezes, e assim ganho a vida.Confesso que em miúdo, em Jerusalém, também era um pequeno fanático limitado por uma lavagem cerebral. Com a presunção de superioridade moral, chauvinista, surdo e cego a qualquer ponto de vista q ue fosse diferente do poderoso discurso judeu sionista da época. Eu era um rapaz que atirava pedras, um rapaz da Intifada judaica. Na verdade, as primeiras palavras que aprendi a dizer em inglês, à parte o yes e o no, foram British, go home!, que era o que nós, rapazes judeus, costumávamos gritar enquanto apedrejávamos as patrulhas britânicas de Jerusalém.Falando de ironias da História, no meu romance de 1995, Uma Pantera na Cave, descrevo como um rapaz chamado ou com a alcunha de Profi perde o seu fanatismo, o seu chauvinismo, e muda quase por completo no espaço de duas semanas ao tornar-se mais relativista. Em segredo, ficara amigo de um inimigo: concretamente, de um sargento da polícia britânica muito afável e pouco competente. Os dois encontravam-se às escondidas e ensinavam inglês e hebraico um ao outro. E o rapaz descobre que as mulheres não têm cornos nem cauda, uma revelação quase tão chocante para ele como a descoberta de que nem todos os Britânicos nem os Árabes têm cornos ou cauda. De algum modo, o rapaz desenvolve um sentido de ambivalência, uma capacidade para abandonar as suas crenças a preto e branco. Mas, naturalmente, paga um preço por isso: no final deste pequeno romance já não é uma criança, mas uma pequena pessoa mais velha, um pequeno adulto. Grande parte da alegria e do fascínio, do entusiasmo e a singeleza da vida desapareceram. E, além disso, ganha outra alcunha: os antigos amigos começam a chamá-lo de traidor.”
    3″Vou citar a primeira página e meia de Uma Pantera na Cave, porque julgo que é a melhor forma de exprimir aquilo que eu penso em matéria de fanatismo. É o primeiro capítulo de Uma Pantera na Cave:
    Fui apelidado de traidor muitas vezes durante a minha vida. Da primeira, tinha eu doze anos e três meses e vivia num bairro de um dos extremos de Jerusalém. Foi nas férias grandes, a menos de um ano de os Ingleses deixarem o país e de o Estado de Israel nascer no meio da guerra.Certa manhã apareceu uma inscrição a grossos traços negros na parede da nossa casa, por baixo da janela da cozinha: PROFI BOGUED SHAFEL – «Prodi é um reles traidor». A palavra shafel, reles, levantou uma questão que ainda hoje, ao escrever esta história, me intriga: poderá um traidor deixar de ser reles? Se a resposta for não, por que motivo é que o Tchita Reznik (conheci-lhe logo a letra) se teria dado ao trabalho de acrescentar a palavra «reles»? Se for sim, em que circunstâncias é que a traição não é um acto reles?Foi a partir dessa altura que me colocaram a alcunha de «Profi», abreviatura de «Professor», resultante da minha obsessão em examinar as palavras. Ainda hoje gosto imenso de palavras, de as reunir, ordenar, misturar, inverter, combinar – um pouco ao jeito dos avarentos, obcecados por moedas e notas, ou dos jogadores por cartas de jogar.O meu pai tinha saído às seis e meia da manhã para ir buscar o jornal e deparara-se com a inscrição logo por baixo da janela da cozinha. Ao pequeno-almoço, enquanto barrava uma fatia de pão integral com compota de framboesa, cravou a faca no boião, quase até ao cabo, e exclamou com o seu tom pausado:«Mas que surpresa! Que patifaria cometeu Vossa Excelência para merecermos tamanha honra?!»«Não o aflijas logo pela manhã!» – atalhou a minha mãe. – «Já lhe basta aturar os outros rapazes.»Nessa altura o meu pai vestia roupa de caqui, como a maioria dos homens do nosso bairro, e tinha os modos e a voz de uma pessoa cheia de carradas de razão. Ergueu a faca e retirou do fundo do frasco um pedaço viscoso de doce de framboesa; espalhou-o por igual sobre as metades da fatia e replicou:«É verdade que hoje em dia quase toda a gente usa a palavra traidor com demasiada leviandade. Mas o que vem a ser um traidor? Sim, o que é, com efeito? É um homem sem honra, um sujeito que, às escondidas, por detrás das costas, por um qualquer benefício insuspeito, ajuda o inimigo contra o seu povo, chegando mesmo a desgraçar a sua família e amigos. É mais infame do que um assassino. E tu, faz-me o favor de acabar de comer esse ovo! Na Ásia há quem morra de fome, está aqui escarrapachado no jornal.»A minha mãe puxou o meu prato para si e acabou de comer os restos do meu ovo e pão com doce – não por força do apetite, mas por amor à paz – e rematou:«Quem ama não atraiçoa.»
    Mais à frente no romance, o leitor pode descobrir que a mãe estava completamente enganada. Só quem ama se pode converter num traidor. A traição não é o reverso do amor: é uma das suas opções. Traidor, julgo, é quem muda aos olhos daqueles que não podem mudar e não mudarão, daqueles que detestam mudar e não podem conceber a mudança, apesar de quererem sempre mudar os outros. Por outras palavras, traidor, aos olhos de um fanático, é qualquer um que muda. E é difícil a escolha entre converter-se num fanático ou converter-se num traidor. Não converter-se num fanático significa ser, até certo ponto e de alguma forma, um traidor aos olhos do fanático. Eu fiz a minha escolha e esse romance é disso a prova fiel.”
    4″Intitulei-me especialista em fanatismo comparado. Não é nenhuma piada. Se alguém souber de uma escola ou universidade que vá abrir um departamento de Fanatismo Comparado, cá estarei para solicitar o lugar de professor. Na minha qualidade de antigo jerosolimitano, e como fanático reabilitado, sinto-me plenamente qualificado para esse posto. Talvez seja chegado o momento de todas as escolas, todas as universidades, facultarem pelo menos um par de cursos de Fanatismo Comparado, pois este está em toda a parte. Não me refiro tão-só às óbvias manifestações de fundamentalismo e fervor cego. Não me refiro apenas aos fanáticos natos que vemos na televisão entre multidões histéricas que agitam os punhos contra as câmaras, ao mesmo tempo que gritam slogans em línguas que não entendemos.Não, o fanatismo está em todo o lado. Com modos mais silenciosos, mais civilizados. Está presente à nossa volta e talvez também dentro de nós. Conheço bastantes não-fumadores que o queimariam vivo por acender um cigarro ao pé deles! Conheço muitos vegetarianos que o comeriam vivo por comer carne! Conheço pacifistas, alguns dos meus colegas do Movimento de Paz israelita, por exemplo, desejosos de dispararem directamente à minha cabeça só por eu defender uma estratégia ligeiramente diferente da sua para conseguir a paz com os Palestinianos.Não afirmo que qualquer um que levante a voz contra alguma coisa seja um fanático. Não sugiro que qualquer um que manifeste opiniões veementes seja um fanático, claro que não. Digo que a semente do fanatismo brota ao adoptar-se uma atitude de superioridade moral que impeça a obtenção de consensos. É uma praga muito comum que, certamente, se manifesta em diferentes graus. Um ou uma militante ecologista pode adoptar uma atitude de superioridade moral que impeça a obtenção de consensos, mas causará muito pouco dano se o compararmos, por exemplo, com um depurador étnico ou terrorista. Mais ainda, todos os fanáticos sentem uma atracção, um gosto especial, pelo kitsch. Muito frequentemente, o fanático só consegue contar até um, já que dois é um número demasiado grande para ele ou para ela. Ao mesmo tempo, descobriremos que, com alguma frequência, os fanáticos são sentimentais incuráveis: preferem muitas vezes sentir do que pensar, e têm uma fascinação especial pela sua própria morte. Desprezam este mundo e estão impacientes por trocá-lo pelo «Paraíso». No entanto, o seu Paraíso é geralmente imaginado como o final de uma mau filme.Vou contar uma história em jeito de divagação: eu sou um reconhecido divagador, estou sempre a divagar. Um querido amigo e colega meu, o admirável romancista israelita Sammy Michael, passou uma vez pela experiência, por que todos nós passamos de vez em quando, de andar de táxi durante um bom tempo com um condutor que lhe ia dando a típica palestra sobre como é importante para nós, judeus, matar todos os Árabes.Sammy ouvia-o e, em vez de lhe gritar ‘Que homem horrível que você é! É nazi ou fascista?’, decidiu ir por outro caminho e perguntou-lhe: «E quem acha que deveria matar todos os Árabes?» O taxista disse: «O que quer dizer com isso? Nós! Os Judeus Israelitas! Temos de o fazer! Não há escolha. Veja só o que nos fazem todos os dias!»«Mas quem, especificamente, é que deveria fazer o trabalho? A polícia? Ou o Exército, talvez? O corpo dos bombeiros ou as equipas médicas? Quem deveria fazer o trabalho?»O taxista coçou a cabeça e disse: «Penso que deveríamos dividi-lo em partes iguais entre cada um de nós, cada um de nós devia matar alguns.»E Sammy Michael, ainda no mesmo jogo, disse: «Pois bem, suponha que a si lhe toca um determinado bloco residencial da sua cidade natal, Haifa, e que bate às portas ou toca às campainhas, e pergunta: ‘Desculpe, senhor, ou desculpe, senhora. Por acaso é Árabe?’ E se a resposta for afirmativa, você dispara. Quando acaba o seu bloco, dispõe-se a regressar a casa mas, ao fazê-lo», continuou Sammy, «ouve, algures no quarto andar do seu bloco, o choro de um bebé. Voltaria para matar o bebé? Sim ou não?»Houve um momento de silêncio e, então, o taxista disse a Sammy: «Sabe, o senhor é um homem muito cruel.»Esta é uma história significativa, porque há algo na natureza do fanático que, essencialmente, é muito sentimental e, ao mesmo tempo, carece de imaginação. E isto, às vezes, dá-me esperança – naturalmente, muito limitada – de que injectando alguma imaginação nas pessoas, talvez as ajudemos a reduzir o fanático que trazem dentro de si e a sentirem-se incomodados. Não é um remédio rápido, não é uma cura rápida, mas pode ajudar.”
    5″Conformidade e uniformidade, a urgência de «pertencer a» e o desejo de fazer com que todos os demais «pertençam a» podem constituir perfeitamente as formas de fanatismo mais amplamente difundidas. Lembrem-se de A Vida de Brian, esse filme magnífico dos Monty Phyton, em que o protagonista diz à multidão dos seus futuros discípulos «Sois todos indivíduos!» e a multidão responde aos gritos «Somos todos indivíduos!», excepto um lá no meio, que diz timidamente com um fio de voz: «Eu não.» Mas todos o mandam calar furiosos.Uma vez tendo dito que a conformidade e a uniformidade dão formas moderadas mas expandidas de fanatismo, devo acrescentar que, com frequência, o culto da personalidade, a idealização de líderes políticos ou religiosos, a adoração de indivíduos sedutores, podem muito bem constituir outras formas disseminadas de fanatismo. O século XX parece ter dado mostras excelentes neste sentido. Por um lado, os regimes totalitários, as ideologias mortíferas, o chauvinismo agressivo, as formas violentas de fundamentalismo religioso. Por outro, a idolatria universal de uma Madonna ou de um Maradona. Talvez o pior aspecto da globalização seja a infantilização do género humano – «o jardim de infância global», cheio de brinquedos e adereços, rebuçados e chupa-chupas.Até meados do século XIX, mais ano menos ano – varia de um país para outro, de um continente para outro – mas grosso modo até um determinado momento do século XIX, a maior parte das pessoas em grande parte do mundo tinha, pelo menos, três certezas básicas: onde passarei a minha vida, o que farei para viver e o que acontecerá comigo depois de morrer. Quase toda a gente – há uns cento e cinquenta anos – sabia que passaria a sua vida onde nascera ou em algum lugar próximo, talvez na povoação vizinha. Todos sabiam que ganhariam a vida como os seus pais ou de forma semelhante. E que, portando-se bem, iriam para um mundo melhor depois de mortos. O século XX provocou uma erosão destas e de outras certezas, destruindo-as muitas vezes. A perda destas certezas elementares pode ter originado o meio século mais ferozmente egoísta, hedonista e mais virado para a superficialidade. No que respeita aos movimentos ideológicos da primeira metade do século passado, o mantra costumava ser: «Amanhã será um dia melhor – façamos sacrifícios hoje, levemos os outros a fazer sacrifícios, para que os nossos filhos herdem um paraíso no futuro.»Num determinado momento à volta de meados do século, esta noção foi substituída pela da felicidade instantânea. Não se tratava do já famoso direito a lutar pela felicidade, mas da ilusão – actualmente tão difundida – de que a felicidade está exposta nas prateleiras, de que basta chegar a ser suficientemente rico para comprar a felicidade a troco de dinheiro. A ideia do «foram felizes para sempre», a ilusão da felicidade duradoura, é, na verdade, um oxímero. Pode ser pontual ou prolongada, mas a felicidade eterna não é felicidade, do mesmo modo que um orgasmo sem fim não seria de forma alguma um orgasmo.A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar. Nessa tendência tão comum de melhorar o vizinho, de corrigir a esposa, de fazer o filho engenheiro ou de endireitar o irmão, em vez de deixá-los ser. O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta. Está mais interessado nos outros do que em si próprio. Quer salvar a nossa alma, redimir-nos. Livrar-nos do pecado, do erro, do tabaco, da nossa fé ou da nossa carência de fé. Quer melhorar os nossos hábitos alimentares, ou curar-nos do alcoolismo ou do hábito de votar. O fanático morre de amores pelo outro. Das duas uma: ou nos deita o braço ao pescoço porque nos ama de verdade, ou se atira à nossa garganta em caso de sermos irrecuperáveis. Em qualquer caso, topograficamente falando, deitar os braços ao pescoço ou atirar-se à garganta é quase o mesmo gesto. De uma maneira ou de outra, o fanático está mais interessado no outro do que em si mesmo, pela simples razão de que tem um mesmo bastante exíguo, ou mesmo nenhum mesmo.
    O senhor Bin Laden e os da sua laia não se limitam a odiar o Ocidente. Não é assim tão simples. Creio antes que querem salvar as nossas almas, querem libertar-nos dos nossos horríveis valores, do materialismo, do pluralismo, da democracia, da liberdade de opinião, da emancipação da mulher… Tudo isto, segundo os fundamentalistas islâmicos, é muito, mas mesmo muito prejudicial à saúde.
    Com toda a certeza, o objectivo imediato de Bin Laden não era Nova Iorque ou Madrid. O seu objectivo era converter os muçulmanos pragmáticos, moderados, em crentes «autênticos», no seu tipo de muçulmanos. O Islão, para Bin Laden, estava debilitado pelos «valores americanos» e, para defender o Islão, não basta ferir o Ocidente e feri-lo forte e feio. Não. No final, o Ocidente deve ser convertido. A paz só prevalecerá quando o mundo se tiver convertido, não já ao Islão, mas à forma mais rígida, feroz e fundamentalista do Islão. Será para nosso bem. No fundo, Bin Laden ama-nos. O 11 de Setembro, no seu modo de pensar, foi um acto de amor. Fê-lo para nosso bem, quer mudar-nos, quer redimir-nos.”
    6″Muito frequentemente, tudo começa na família. O fanatismo começa em casa. Começa precisamente pela urgência tão comum em mudar um ser querido para seu próprio bem. Começa pela urgência do sacrifício para bem de um vizinho muito amado. Começa pela urgência de dizer a um filho: «Tens de fazer como eu, não como a tua mãe» ou «Tens de fazer como eu, não como o teu pai» ou «Por favor, sê muito diferente de ambos». Ou quando os cônjuges dizem entre si: «Tens de mudar, tens de fazer como eu, ou, de contrário, o casamento não resultará.» Com frequência, começa pela urgência em viver a própria vida através da bida de outrem. Em anular-se a si próprio para facilitar a realização do próximo ou o bem-estar da geração seguinte. O auto-sacrifício costuma infligir terríveis sentimentos de culpa ao seu beneficiário, manipulando-o ou mesmo controlando-o. Se eu tivesse de escolher entre os dois estereótipos de mãe da famosa anedota judaica – a mãe que diz ao filho «Acaba o pequeno-almoço ou mato-te», ou a que diz, «Acaba o pequeno-almoço ou mato-me» -, provavelmente escolheria o menor de dois males, não acabar o pequeno-almoço e morrer, em vez de não acabar o pequeno-almoço e viver com um sentimento de culpa para o resto da minha vida.Voltemos agora ao sombrio papel dos fanáticos e ao fanatismo no confronto entre Israel e a Palestina, outro Israel e grande parte do mundo árabe. O choque entre israelitas e Palestinianos não é, na sua essência, uma guerra civil entre dois segmentos da mesma população, do mesmo povo, da mesma cultura. Não é um conflito interno, mas internacional. Felizmente. Porque os conflitos internacionais são mais fáceis de resolver do que os internos – guerras religiosas, lutas de classes, guerras de valores. Disse mais fáceis, não fáceis. Na sua essência, a batalha entre Judeus Israelitas e Árabes Palestinianos não é uma guerra religiosa, embora os fanáticos de ambos os lados façam o impossível por transformá-la numa guerra religiosa. Fundamentalmente, não é mais do que um conflito territorial sobre a dolorosa questão: «De quem é a terra?» É um doloroso conflito entre quem tem razão e quem tem razão, entre duas reivindicações muito convincentes, muito poderosas, sobre o mesmo pequeno país. Nem guerra religiosa, nem guerra de culturas, nem desacordo entre duas tradições. Simplesmente uma verdadeira disputa teritorial sobre quem é o proprietário da casa. E eu acredito que isto se pode resolver.Acredito, de uma forma simples e cautelosa, que a imaginação possa servir de protecção parcial e limitada contra o fanatismo. Acredito que uma pessoa capaz de imaginar o que as suas ideias implicam, como no caso do bebé a chorar no quarto andar, pode converter-se num fanático parcial, o que já constitui uma ligeira melhoria. Neste momento, bem gostaria de vos dizer que a literatura contém um antídoto contra o fanatismo, que é a injecção de imaginação nos leitores. Gostaria de poder recitar simplesmente: leiam literatura e ficarão curados do vosso fanatismo. Infelizmente, não é assim tão simples. Infelizmente, muitos poemas, muitas histórias e dramas ao longo da História foram utilizados para fomentar o ódio e a superioridade moral nacionalista. Apesar de tudo, há algumas obras literárias que julgo poderem ajudar até certo ponto. Não operam milagres, mas podem ajudar. Shakespeare pode ajudar muito: todo o extremismo, toda a cruzada intransigente, toda a forma de fanatismo em Shakespeare acaba, mais tarde ou mais cedo, em tragédia ou comédia. No final, o fanático nunca está mais feliz ou mais satisfeito, ora morrendo ora convertendo-se em bobo. É uma boa injecção. E Gogol também pode ajudar: faz com que, grotescamente, os seus leitores tomem consciência do pouco que sabemos, mesmo quando estamos convencidos de ter cem por cento de razão. Gogol ensina-nos que o nosso próprio nariz pode transformar-se num inimigo terrível, num inimigo fanático até. E pode acontecer que acabemos por perseguir fanaticamente o nosso próprio nariz. Em si, não é uma má lição. Kafka é um bom educador a este respeito, se bem que tenho a certeza de que ele nunca pretendeu leccionar contra o fanatismo. Mas Kafka mostra-nos que também existe escuridão e enigma e engano quando pensamos que não fizemos absolutamente nada de mal. Isso ajuda. (Se houvesse tempo e espaço, poderia falar muito mais sobre Kafka e Gogol e sobre a subtil conexão que vejo entre ambos, mas vamos deixá-lo para outra ocasião.) E William Amijai expressa tudo isto melhor do que eu poderia fazer, quando afirma: «Onde temos razão não podem crescer flores.» É uma frase muito útil. Assim, de certo modo, algumas obras literárias podem ajudar, mas não todas.”
    7 “E se me prometerem não levar à letra o que vou dizer, atrever-me-ia a assegurar que, pelo menos em princípio, julgo ter inventado o remédio contra o fanatismo. O sentido de humor é uma grande cura. Jamais vi na minha vida um fanático com sentido de humor, nem nunca vi qualquer pessoa com sentido de humor converter-se num fanático, a menos que ele ou ela tivessem perdido esse sentido de humor. Os fanáticos são frequentemente sarcásticos. Alguns deles têm um sarcasmo muito agudo, mas de humor, nada. Ter sentido de humor implica a capacidade de se rir de si próprio. Humor é relativismo, humor é habilidade de nos vermos como os outros nos vêem, humor é a capacidade de perceber que, por muito cheia de razão que uma pessoa se sinta e por mais tremendamente enganada que tenha estado, há um certo lado da vida que tem sempre a sua graça. Quanto mais razão se tem, mais divertia se torna a pessoa. E, neste caso, pode dar-se ser um israelita convicto da sua razão ou qualquer pessoa convicta da sua razão. Com sentido de humor, bem pode acontecer que se seja parcialmente imune ao fanatismo.Se eu pudesse comprimir o sentido de humor em cápsulas e, depois, persuadir povoações inteiras a engolirem as minhas pílulas humorísticas, imunizando desse modo toda a gente contra os fanáticos, talvez um dia chegasse ao Prémio Nobel de Medicina, em vez de Literatura. Mas esperam! A simples ideia de fazer com que os outros engulam as minhas pílulas humorísticas para seu próprio bem, curando-os assim do seu mal, já está ligeiramente contaminada de fanatismo. Muito cuidado, o fanatismo é extremamente infeccioso, mais contagioso do que qualquer vírus. Pode-se contrair fanatismo facilmente, até mesmo ao tentar vencê-lo ou combatê-lo. Basta ler os jornais ou ver televisão para verificar como as pessoas se convertem facilmente em fanáticos antifanáticos, em fanáticos antifundamentalistas, em cruzados antijihad. Afinal, se não podemos vencer o fanatismo, talvez possamos, ao menos, contê-lo um pouco. Como disse antes, a capacidade de nos rirmos de nós próprios constitui uma cura parcial, a capacidade de nos vermos como os outros nos vêem é um outro remédio. A capacidade de conviver com situações cujo final está em aberto, inclusivamente de aprender a desfrutar com essas situações, de aprender a desfrutar com a diversidade, também pode ajudar.Não estou a pregar o relativismo moral total, com certeza que não. Tento realçar a nossa capacidade de nos imaginarmos uns aos outros, Façamo-lo a todos os níveis, começando pelo mais quotidiano. Imaginemos o outro quando lutamos, imaginemos o outro quando nos queixamos, imaginemos o outro precisamente quando sentimos que temos cem por cento de razão. Mesmo quando se tem cem por cento de razão e o outro está cem por cento equivocado, continua a ser útil imaginar o outro. Na verdade, fazemos isso a todo o momento. O meu último romance, O Mesmo Mar, versa sobre seis ou sete pessoas espalhadas pelo globo e que têm entre si uma comunicação quase mística. Pressentem-se, comunicam constantemente entre si de forma telepática, embora se encontrem disseminados pelos quatro cantos da Terra.A capacidade de conviver com situações de final em aberto está, imaginariamente, em aberto para todos nós; escrever um romance, por exemplo, implica, entre outras responsabilidades, a necessidade de nos levantarmos todas as amnhãs, tomar um café e começar a imaginar o outro, Como seria se eu fosse ela, e como seria se eu fosse ele? E na minha experiência pessoal, na minha própria história de vida, na minha história familiar, não consigo deixar de pensar frequentemente que, com uma ligeira modificação dos meus genes ou das circunstâncias dos meus pais, eu poderia ser ele ou ela, poderia ser um colono da Margem Ocidental, poderia ser um extremista ultra-ortodoxo, poderia ser um judeu oriental de um país do Terceiro Mundo, poderia ser alguém diferente. Poderia ser um dos meus inimigos. Imaginar isto é sempre uma prática útil. Há muitos anos, quando ainda era uma criança, a minha sapientíssima avó explicou-me com palavras muito simples a diferença entre um judeu e um cristão, não ente um judeu e uma muçulmano, mas entre um judeu e um cristão: «Olha», disse, «os Cristãos acreditam que o Messias já cá esteve uma vez e que, certamente, regressará um dia. Os Judeus defendem que o Messias ainda está por chegar. Por isso», disse a minha avó, «por isso, tem havido tanta raiva, tantas perseguições, derramamento de sangue, ódio… Porquê? Por que não podemos simplesmente esperar todos e ver o que acontece? Se o Messias voltar e disser, ‘Olá, estou muito contente por vê-los de novo’, os Judeus terão de aceitar. Se, pelo contrário, o Messias chegar e disser, ‘Como estão, prazer em conhecê-los’, toda a Cristandade terá de pedir desculpa aos Judeus. Entretanto», disse a minha sábia avó, «vive e deixa viver». Ela era, definitivamente, imune ao fanatismo. Conhecia o segredo de viver em situações de final em aberto, no meio de conflitos não resolvidos, com a diversidade de outras pessoas.Comecei por dizer que o fanatismo muitas vezes começa em casa. Quero terminar dizendo que o antídoto também se pode encontrar em casa, praticamente na ponta dos nossos dedos. Nenhum homem é uma ilha, disse John Donne, mas atrevo-me humildemente a acrescentar: nenhum homem e nenhuma mulher é uma ilha, mas cada um de nós é uma península, com uma metade unida à terra e a outra a olhar para o oceano – uma metade ligada à família, aos amigos, à cultura, à tradição, ao país, à nação, ao sexo e à linguagem e a muitas outras coisas, e a outra metade a desejar que a deixem sozinha a contemplar o oceano. Penso que nos deviam deixar continuar a ser penínsulas. Todo o sistema político e social que converte cada um de nós numa ilha donneana e o resto da Humanidade em inimigo ou rival é uma monstruosidade. Mas ao mesmo tempo, todo o sistema ideológico, político e social que apenas nos quer transformar em moléculas do continente, também é uma monstruosidade.A condição de península é a própria condição humana. É o que somos e o que merecemos continuar a ser. De modo que, em certo sentido, em cada casa, em cada família, em cada condição humana, em cada relação humana, temos de facto uma relação entre um certo número de penínsulas, e será melhor que nos lembremos disso antes de nos tentarmos modelar uns aos outros, de virarmos as costas uns aos outros e de tentarmos que quem está ao nosso lado se torne igual a nós, enquanto que o que ele ou ela necessitam é de contemplar o oceano durante algum tempo. E esta é a verdade para os grupos sociais, para as culturas, para as civilizações, para as nações e, é verdade, para os Israelitas e os Palestinianos. Nenhum deles é uma ilha e nenhum deles pode misturar-se inteiramente com o outro. Estas duas penínsulas deviam estar relacionadas e, ao mesmo tempo, deixadas à sua vontade. Sei que esta é uma mensagem pouco usual num tempo em que a violência, a ira, a vingança, o fundamentalismo, o fanatismo e o racismo capeiam livremente no Médio Oriente e noutros lugares.Sentido de humor, a capacidade de imaginar o outro, a capacidade de reconhecer a capacidade peninsular que existe em cada um de nós, pode pelo menos constituir uma defesa parcial contra o gene fanático que todos temos dentro de nós.”
    Amos Oz
    ( A minha propaganda…)

  6. xatoo diz:

    amiga “De Puta”
    para que não se parta de premissas erradas convém identificar o 11 de Setembro como sendo uma obra (não de pobres vs ricos) mas de ricos falidos, um inside job, como quase toda a gente já percebeu.

    camarada Vidal
    o caso da colaboração do Shamir com o regime nazi alemão não é um caso esporádico.
    Os dirigentes Sionistas concertaram com o Reich a “exportação” massiva de judeus para a Palestina – pela parte dos alemães dava-lhes jeito porque passavam a batata aos ingleses que administravam o protectorado saido dos otomanos, aos fundadores de Israel também porque viam nisso uma óptima forma de recrutar carne para canhão para o que já previam planear de seguida – tinham até um plano escrito, o “Plano Havaara” (1933), que costumava estar na wikipedia, porém já deve ter passado por aí a brigada de limpeza pq já não encontro qualquer referência ao nome.
    Mas vem mencionado num livro do Garaudy
    http://www.scribd.com/doc/8709823/The-Founding-Myths-of-Israeli-Politics

  7. A DPM está coberta de razão: não vale a pena espernear mais, pois já todos perceberam que por detrás da famigerada e morta foice e martelo, se escondem os pressupostos do Pacto Molotov-Ribbentrop. Bom proveito!

  8. Carlos Vidal diz:

    Aqui não há pactos nenhuns. Sobre Shamir não há muito a dizer. Colaborou com a Alemanha nazi, como o mufti de Jerisalém, os dados são conhecidos, a biografia de Israel Shahak está aí para ser lida. Etc.

  9. Saloio diz:

    Senhor Carlos Vidal: estas “informações” interessantíssimas que aqui dá, recebe-as lá do Comitê Central, ou vem directamente do KGB?

    Será que as explicações que a estimada Rita ou a DPM lhe deram não são suficientes para se aperceber que a sua propaganda barata só tem por destinatários os lorpas e aqueles cuja cegueira ideológica esquerdalha os nada deixa ver?

    Ou está a fazer algum frete?

    Seja lá um pouco mais justo politicamente e acrescente lá à sua lista de colaboradores dos nazis toda aquela rapaziada soviética e palestiniana sua amiga, incluindo o Estaline e Cª, os egípsios do Nasser, do Arafat e do Hamas.

    Digo eu…

  10. Yob diz:

    Carlos Vidal

    O Grand mufti foi um nazi.

    Shamir “colaborou” porque tinha que ajudar os seus.

    Não é “como o mufti”.

    Você é um demagogo de primeira.

    Da pior espécie.

  11. O que eu queria apreciar – convenientemente refastelado num sofá e a comer pipocas – era ver estes anti-israelitas a trabalhar em qualquer país árabe. Especialmente se forem jornalistas. No entanto, parece-me existir um fundo masoquista nestes exaltados apoios à “causa” palestiniana. Vá-se lá saber porquê?

    De uma coisa tenho a certeza : nada de regresso mouro a Portugal, como existe em França ou em Espanha. Nem pensar!

  12. Carlos Vidal diz:

    Yob,
    Na sua óptica, tb o mufti queria o melhor para os seus.
    A sua óptica fanática dá nisto.
    Shamir encarregou-se de matar britânicos fazendo o jogo dos alemães. Colaborando na guerra nazi contra os aliados.
    Um fanático é capaz de matar o próprio pai.
    Vá com Deus.
    Vá e não volte, ou vá e volte.
    Mate, faça sangue, faça o que quiser.

  13. xatoo diz:

    caro barão Castel-Branc
    o chamado “Pacto Molotov-Ribbentrop” não foi um pacto entre ideologias – foi um pacto entre 2 paises, ambos derrotados na 1ª Grande Guerra através do qual procuraram recuperar novamente influência sobre territórios que tradicionalmente lhe pertenciam e tinham perdido.
    Antes de mandar bocas leia um bocado de história

  14. Carlos Vidal diz:

    Caro xatoo, o barão sabe história filtrada por um regime de governo já enterrado. A história é mais viva do que isso.
    Bom ano, ó xatoo.

  15. Para o xatoo e tovarich Vidal:

    Não vale a pena recorrer à técnica da provocação que decerto vos ensinaram no tugúrio que se conhece. Antes do mais, o xatoo sabe perfeitamente ao que me refiro quanto ao pacto germano-soviético e registo com um sorriso a explicação alvar que deu quanto ao mesmo, pois insere-se perfeitamente no discurso da obra apologética “Grande Guerra Patriótica”, onde reescrever a história é o princípio basilar da mesma.
    Quanto ao sr. vidal, desconfio muito que quando se refere a um regime já enterrado, faz a autocrítica, outro recurso segundo os manuais. É que na verdade, o regime soviético está morto e bem morto, enterrado sob uma pilha de dezenas de milhões de cadáveres, miséria absoluta e pasme, pelo seu descendente directo e mafioso, ás ordens de Putins, etc.

    Nota: “mando” as bocas que bem entender, enquanto os srs. não instaurarem a censura, outro dos articulados de recurso no manual/cartilha de V. Exas.
    Já agora, não sou nem barão (podia ter escolhido coisa de maior categoria), nem catalão; pelo que Castel Branc é-lhe graciosamente recambiado. Olhe, utilize-o como pseudónimo e assim pode passar por militante da “E”RC.

  16. Selofane diz:

    Vai por aqui uma grande confusão e também quero meter a colherada. É um facto que o Estado de Israel foi fundado por pessoas que caíram de pára-quedas na Palestina alegando que os seus antepassados lá viveram há coisa de quase dois milénios. Tiveram todos esse tempo para regressarem (enfim, depois da queda do Império Romano ou sua divisão) – não o fizeram. Entretanto, o território foi ocupado por outros povos que estavam na paz do Senhor até serem expulsos das suas casa pelos sionistas.
    Também é um facto que com o tempo esse novo Estado de Israel criou um regime democrático (mas com características muito próprias por exemplo não casamentos civis). Este estado foi-se aguentando ao longo dos anos e de várias guerras, com muito apoio exterior, etc., mas está lá. Hoje há que reconhecer essa realidade e aceitá-la.
    Por seu lado, aos palestinianos nunca foi permitido pelos seus “amigos” árabes a construção de um Estado próprio no que restava da Palestina não ocupada pelos israelitas: nem a Jordânia nem o Egipto o deixaram. Não sei se os palestinianos se esforçaram para o construir ou não, embora compreenda que a sua primeira prioridade fosse de início a expulsão do invasor sionista.
    Hoje, porém, terão de se aceitar mutuamente. O que me parece certo é que o facto de Israel ser uma democracia não lhe permite arrogar-se o direito de fazer o que entende e impedir um Estado palestiniano; o facto de os países árabes serem ditaduras, fundamentalistas e tudo o mais não invalida os facto de a Palestina ter sido invadida e de os israelitas terem dedo fácil no gatilho.
    Qulaquer um dos lados é complexo: bons e maus há nos dosi lados, porqwue isto não é uma coboiada simplista.
    Por último, dá muito jeito a muito gente que não haja paz mno Médio Oriente: aos fundamentalistas, aos falcões israelitas, aos vendedores de armamento, etc.
    Agora é que é mesmo último, porque foi mencionado nos comentários: o território que a União Soviética ganhou na sequência do pacto germano-soviético era habitado na sua maioria por ucranianso e bielorrussos; esse mesmo território foi fundamental nas operações da invasão alemã e permitiu à URSS resistir aos alemães e, por fim, derrotar três quartos do exército alemão – sem isso não haveria desembarque na Normandia, dia da Vitória e, se calhar, não estaríamos aqui.

  17. Carlos Vidal diz:

    Selofane, comentário equilibrado e arguto, o seu. Grato.
    Mas nem isso os fanáticos que por aqui pululam são capazes de entender – uma análise bilateral, ver o problema entrando em zonas não recomendáveis de ambos os lados, etc. Eu não sabia é que em Portugal o fanatismo era tanto – mais papistas que o Papa, é sina portuguesa pelos vistos.
    Bom 2009.

  18. Selofane

    Andas a ler y a ver mto Henry -Potter … Antão ada aí algum calhau à deriva, uma ilha voadora para o resto da humanidade fundar lá o Estado de Israel?? Pois. Quanto ao resumo da História dos Judeus—Território-y Estado Israelita é graciosamente semelhante ao registo paleontológico, Ou seja: Cheio de lacunas. Com a diferença que as da tua síntese são estratégicamente sonegadas.
    Bem, moral da história: toca a correr ao pontapé as minorias que residem no PT. Bora correr – para Espanha – a ciganada ao pontapé y depois os Espanhóis fazem o mesmo para França y quando chegarem ao Japão voltam para PT outra vez … Pois. O Chato do Planeta não tem Ilhas voadoras y suspensas.
    Bolas. Parece que somos todos uns Jesuses ressentidos… Esta coisa do catolicismo bateu-nos y deixou mossa.
    A gente pode n gostar nem de ver Judeu pintado de Cristo, mas não adultera a história a modos de que dê mais jeito ao argumento. Ou seja, os Ciganos não são menos Portugueses por serem ciganos. Logo os direitos y deveres são os mesmos. Se actualmente o leque de direitos lhes abrange mais a sua vida cívica no PT, n é por serem privilegiados, é porque a sua circunstância social é propícia à exclusão. Logo, cabe ao Estado equilibrar o que a cegueira dos seus cidadãos não deixa fluir isentamente. Y o que é que Isto tem a ver com Israel??? Independentemente das quantificações y cronometrias y cronologias pontilhadas y lacunas …!! Israel tomou a Forma Canónica do actual reconhecimento Internacional dos Estados ( Embora, até já antes de 2009 tenha existido como Estado de Referência para o seu povo y para os outros todos tb!) Está lá, sempre esteve lá y sempre teve Judeus lá. Escrevia mais mas tenho de ir … .

    ……..
    Nuno: Chama-lhes vassalos, pagens, cortesãos 😉 isso tb tem graça … y animava os textos …

  19. Selofane diz:

    Respondendo a De Puta Madre (que nome!), em primeiro lugar agradecia que não me tratasse por tu, porque não andámos juntos na escola. Harry Potter é um tipo de literatura que não me agrada.
    Como é óbvio, num comentário destes, não podemos escrever uma tese, daí que qualquer comentário tenha lacunas ou qualquer um possa ver lacunas.
    Ora bem, se não estou equivocado, o movimento sionista procurou vários locais para instalar o Estado de Israel: Argentina, Angola, por exemplo – de facto, de início a Palestina não era assim tão essencial. Afinal, os sionistas, eles sim, procuram a sua ilha mágica.
    Parece óbvio do meu comentário anterior, que não proferi qualquer juízo de valor ou afirmação sobre a situação dos judeus na Europa. Por isso, as bodas de De Puta Madre sobre os ciganos em Portugal ou onde for, me passam ao lado.
    Esquecia-me: não sou católico-mas também não cometo pecados (enfim: tirando o da gula e o da luxúria).
    Reafirmo que essa ligação umbilical povo judeu – território da Palestina é artificial. Mas pronto: agora estão lá e todos têm de conviver com isso, como os israelitas têm de conviver com os palestinianos. O que me parece é que nem uns nem outros estão dispostos a isso!
    SE não me engano, os judeus foram expulsos da Palestina (todos? na sua imensa maioria? não sei) pelos romanos, após uma revolta. Seria mais uma das grandes migrações forçadas de povos naquela zona do planeta (e os judeus sofreram vários exílios!) – mas agora os judeus tinham à sua disposição um imenso império para se instalarem e fizeram-no como já o vinham fazendo antes. Mas isso já lá vai. Os anos, os séculos passaram e os judeus não voltaram à Palestina ou a Israel, ou à Judeia, ao nome que lhe quisermos dar. Foram perseguidos, foram protegidos, foram isolados por todas as nações da Europa, dependendo do local e do momento histórico. Alguns voltaram à PAlestina – é um facto que sempre por lá houve judeus. Pronto, tudo bem. Não discuto percentagens de maioria ou minoria da população palestiniana, ams penso que os judeus que lá viviam não deveriam ter uma qualquer procuração dos judeus europeus para guardar o território à espera do movimento sionista no século XIX! Por isso outras pessoas ocparam o espaço vazio (tantas vezes que isso aconteceu ao longo da História em tantos locais).
    A qustão é que no século XX, os descendentes dos não judeus estavam sossegadinhos da sua vida, coom as suas casas, os seus terrenos agrícolas e depois aparecem us indivíduos vindos da Europa a mandá-los embora com a alegaçaõ de que os antepassados destes viveram na região há uns séculos atrás e com justificações de cariz religioso (a terra atribuída por Deus) – isto está bem? E se agora os descendentes dos mouriscos atravessassem o estreito de Gibraltar para reclamar o seu antigo Al-Andalus?
    Com isto não quero negar a rica história dos judeus na Europa e a sua capacidade para manter uma identidade religiosa e cultural. E mito menos nego a terrível situação dos judeus após o Holocausto. Agora, tudo isto e o apreço que tenho pelo papel dos judeus na história (e sobretudo na história de Portugal) não me cega perante a realidade, o que foi o nascimento do Estado de Israel (por muito épico que tenha sido) e a sua acção no Médio Oriente. O que não posso de maneira nenhuma aceitar é ver em Israel tudo de bom e nos países árabes tudo de mau. É tudo questão de pensar pela nossa cabeça e usar do bem senso…

  20. Carlos Vidal diz:

    Selofane:

    «E se agora os descendentes dos mouriscos atravessassem o estreito de Gibraltar para reclamar o seu antigo Al-Andalus?»

    Selofane, a sua observação e questão é pertinente, claro!

  21. Selofane : “Diz o roto para o nú: olha-me tu” Y se não queres ser tratado por tu arranja um nome como a malta usa cá no PT. Com ar de de Oficial. Tá a ver? Y com certeza que andei numa Escola melhor do que a tua. Y abaixa lá a bola tu! Porque se calhar ainda nem idade de meu neto tens para ter. Bisneto.

  22. Agora começa o comment :Harry Potter… Espero que seja Robet Musil “O Homem sem Qualidades”. A Poesia ( Y só essa) do ónio Franco Alexandre … na falta sugiro a visita ao meu blo alternativo http://www.maspas-de-espelhos.blogspot.com. Thomas Benhard quaqur livro. Em Busca do Tempo Perdido do Proust ( mto útil inclusive!!!) … para não nos sentirmos a pensa sozinhos Um Javier Marías é a melhor companhia. “O Teu Rosto Amanhã” ( 3 vol. 2 já traduzidos para pt) são leitura Obrigatória.
    Agora vou ler as tuas senteças ( … da outra vez só comentei o 1º parágrafo … o resto n causava mossa …) Vale.

  23. «E se agora os descendentes dos mouriscos atravessassem o estreito de Gibraltar para reclamar o seu antigo Al-Andalus?»

    “Seu” Al-Andalus… que curioso… E eu a pensar que eles tinham invadido a península! Como se tivéssemos “roubado” fosse o que fosse a essa gente!
    Já agora, não agucem o dente, porque lá está a Royal Navy em Gibraltar. Dá conta do recado e só é uma pena já não ter uns couraçados com canhões de 15 polegadas. isso é que era!

  24. «E se agora os descendentes dos mouriscos atravessassem o estreito de Gibraltar para reclamar o seu antigo Al-Andalus?»

    “Seu” Al-Andalus… e eu a pensar que eles é que tinham invadido a península!

    Mas escusam de estar com coisas porque a Royal Navy está em Gibraltar e mais que apta para impedir certas aventuras. É uma pena ter desmantelado alguns dos seus couraçados, pois uns canhões de 15 polegadas davam imenso jeito.

  25. Selofane diz:

    Respondendo a De Puta Madre: não sabia que a idade era um posto nestas paragens. Mas a educação fica bem em qualquer lado. Muita razão têm aqueles que acham os velhos muito mal educados. Lembro que não ofendi ninguém, ao contrário do senhor. Fiz comentários para discutir ideias de formas civilizada – não dou sentenças; apreento opiniões. Uns concordam, outros discordam, mas todos debatemos, mesmo que não haja consenso. Não é isso a democracia? Já agora: escreva Português correcto. Para acabar: nasci em 1960 e o senhor?
    Para nuno castelo-branco: quando disse “seu Al-Andalus” fi-lo na perspectiva que poderiam adoptar os eventuais interessados – de maneira nenhuma acho que tenham qualquer direito histórico sobre a península – e é exactamente por isso que serviu de comparação com a situação de Israel em 1948.
    Porém, convém não esquecer que em 711 a península Ibérica estava “ocupada” por outros invasores: os visigodos. Este pedaço de terra, como tantos outros, andou de mãos em mãos ao longo dos séculos. Por último: também os ingleses em Gibraltar são invasores – pergunte aos espanhóis o que eles pensam! Isto é um mundo complicado.

  26. Bem, Selofane, parece que nos entendemos (deve ser a mesma idade, lol…).
    Afinal, é reconhecido o disparate da Al-Qaeda em reivindicar a península como “terra do islão” e nisto estamos de acordo. Quanto aos visigodos, a situação era bastante mais complicada, pois sendo os invasores muito minoritários, deixaram-se aculturar pelos antigos súbditos de Roma, adoptando os costumes e – mais importante,m dada a época – a religião cristã. A invasão “árabe” foi outra coisa muito distinta e pode ser vista como a tentativa de impor um diferente império dos homens e do espírito. Éa grande diferença.

    Quanto a Gibraltar. Os espanhóis bem podem arrancar os cabelos e atirar areia para a cabeça. Não lhes pertence, porque os gibraltinos não querem. Os referendos assim o disseram e os inquéritos constantes assim o ditam. Ao contrário do caso de Olivença, os gibraltinos foram consultados e existe um forte sentimento contra a integração em Espanha, atéporque a população já nem sequer é espanhola. O mesmo podemos dizer – a favor de Espanha – relativamente a Ceuta que não quer pertencer a Marrocos. E aqui já não se trata de qualquer direito histórico, mas sim do direito da gente, que é hoje mais relevante. A Inglaterra tem as Falkland, reivindicadas pelos argentinos. Estes, utilizam o argumento geográfico e remotos direitos derivados do Vice-Reino de La Plata. Enfim, valem o que valem, mas creio que mais alto fala a decisão dos habitantes da ilhas que preferem sem duvida, cantar o God Save the Queen, em vez da Marcha Peronista.
    E ainda os espanhóis: Portugal deve ser o único país europeu que é integralmente reivindicado territorialmente por um vizinho! As sondagens e estudos de opinião em Espanha são muito claros. E eles nem sequer entendem o que dizemos. Não lhe parece um absurdo? Imagine se um estudo semelhante fosse feito na Alemanha, relativamente à Áustria (que por coincidência até é um país alemão, com a mesma língua, etc)… Seria o fim do mundo.

  27. Selofane: “Lembro que não ofendi ninguém, ao contrário do senhor.” Ora, eu não sou um senhor! Devo escrever mesmo mal, … o meu português é travesty. eh eh ehe y sou mais novA, vá (!) fica lá com Inveja!
    Miúdo, não te arrelies tanto … ainda estou intrigadA com a Angola do comment de cima … Y IrritadA com o “para-quedas” do outro…
    Já agora, és de que signo? Vês os Masculinos, n têm desta curiosidades … 😉 Sim, a idade dos meus Pulmões é um Posto, já fumei mais que um Exército de Generais … é só medalhas, Logo, ninguém aterrou em Israel assim tão de Para-quedas …
    ………….
    NunoCB: “E ainda os espanhóis: Portugal deve ser o único país europeu que é integralmente reivindicado territorialmente por um vizinho!” ( Aqui o vice-versa n seria tão alucinante!) Ahhhhhhhhh!! Como? Num tal ouvi contar, … a não ser como piada …. Bem, há a teoria dos Filipes! Y que este Filipe não tinha nome inocente – tipo tramóia Franco-Salazar … Mas … Quanto muito somos expulsos da Europa Y viramos Base EU, uma extensão da base da Terceira.

  28. Ouuups, Selofane: são piropos, essas coisas da educação no feminino … tás a ver, agora!? Vale. Vou investigar “Angola”…

  29. Selofane diz:

    O fundador do sionismo, Theodor Herzl, defendia como território para os judeus a PAlestina ou a Argentina.
    Em 1903, os ingleses apresentaram o Programa Britânico do Uganda para instalar os judeus no actual Quénia, quando Herzl o recusou, houve uma divisão no movimento sionista.
    Em 1912 o parlamento português aprovou o Plano Bravo para instalar judeus no planalto de Benguela, que os interessados recusaram por não aprovaram as concessões feitas por Portugal.
    Os visigodos eram minoritários, mas demoraram a integrar-se com a população local, porque seguiam o arianismo.
    Gibraltar é um claro exemplo de um território invadido, mas que hoje, pela força dos factos e da vontade da respectiva população, se tornou irreversível. É um exemplo semelhante ao de Israel que hoje é também irreversível.
    É um facto que os direitos das gentes são mais importantes do que legitimidades históricas – mas ninguém perguntou pelos direitos das gentes na Palestina de 1948…

  30. Carlos Vidal diz:

    “É um facto que os direitos das gentes são mais importantes do que legitimidades históricas – mas ninguém perguntou pelos direitos das gentes na Palestina de 1948…”

    Está dito, concordo, tenho de o repetir, Selofane.

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