Três dias no Norte e na Galiza – III

Em S. Miguel de Seide, num cantinho, para os leitores do Glória (livro falhado mas ainda assim excelente), há uma fotografia do Vieira de Castro e da sua Néné, tão amigos que eles eram todos.

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SEXTA | António Figueira
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8 respostas a Três dias no Norte e na Galiza – III

  1. jorge c. diz:

    O Glória, do Redol? Falhado porquê?

  2. António Figueira diz:

    Glória de Vasco Pulido Valente, não Glória do Ribatejo.

  3. Esse Vieira de Castro é meu tetravô. No meio de todos os seus defeitos, Vasco Pulido Valente encontrou tempo para homenagear a minha ancestral família minhota. ; )

  4. Luis Bentes diz:

    o gloria do vpv falhado pq?

  5. António Figueira diz:

    Aos que me perguntam porque considero o Glória um livro falhado, duas coisas:
    – Primeiro, um pedido de desculpas; as perguntas já são de ontem, e eu ainda ontem respondi, mas certamente por descuido meu o comentário respectivo não ficou gravado, ou foi apagado;
    – Segundo, uma tentativa de exolicação: eu entendo o Glória como um projecto romanesco, embora de fundo realista, uma espécie de Le rouge et le noir, embora escrito em Portugal, na transição do século XX para o século XXI; do meu ponto de vista, falta ao livro o golpe de asa que o faça descolar do mero tratamento das fontes para a obra literária, o livro incorpora demasiado material original e parece que não consegue livrar-se dele, e no final não é um romance nem deixa de sê-lo. Dito isto, li-o com muito prazer.

  6. F. B. diz:

    Caro António Figueira,

    Penso que o autor de “Glória” é claro quando na introdução diz “Este é um livro de história. Não é um livro de história a fingir de romance, nem um romance documental. Convém começar por dizer isto para que não haja confusões.”

    “Glória” é, de facto, um livro de história, escrito de uma maneira magistral, que pode ser lido como um romance. Contudo o seu conteúdo não é ficcional. É obvio que quando se escreve história surgem lacunas que, ao serem preenchidas, remetem o autor para o campo da dedução ou da opinião, nunca da “ficção”.

    Se calhar o António Figueira “saltou” a introdução e deduziu, mal, que “Glória” era um projecto “romanesco”. Se o foi, num desejo íntimo do autor, este teve o cuidado (e a inteligência) de o negar na introdução…

    Cumprimentos,

    F.B.

  7. António Figueira diz:

    Caro FB
    Eu li a mesma Introdução que V. leu; simplesmente V. levou à letra as cautelas do Autor e eu não.
    Cumps., AF

  8. F. B. diz:

    Caro António Figueira,

    Tem todo o direito de não levar à letra as “cautelas” do Autor e até de ignorar o modo como o livro está escrito (com o cuidado de utilizar a citação com uma nota a remeter para a fonte, etc).

    Se o leu como romance, apesar da advertência do autor (que o António Figueira preferiu ignorar) tem todo o direito de o ter achado um “livro falhado”. Se o voltar a ler como um livro de história ou como uma biografia (que são as duas categorias em que, na minha opinião, se pode enquadrar o livro), vai ser forçado a reconhecer que é uma obra notável!

    Cumprimentos e Bom Ano,

    F.B.

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