O pecado original


O pecado original, em minha opinião, foi a criação de um Estado hebraico, em parte como compensação por tudo o que se passou durante a II Guerra Mundial, embora a ideia tivesse raízes mais profundas. Um Estado completamente artificial, construído por gente vinda de todo o mundo e que serviu apenas para ocupar um lugar que era dos palestinianos, mesmo que governados pela Inglaterra.
60 anos depois, parece-me lógico que Israel ganhou o direito à existência. Não há nada a fazer!
Só não ganhou, ainda, o direito ao respeito internacional. Porque, apesar de, internamente, ser uma democracia, externamente continua a ser o mais imperialista e o mais terrorista dos Estados.
Chegados a este ponto, penso que ninguém tem razão. Nem os terroristas palestinianos, nem os israelistas que, em nome da defesa das suas fronteiras, têm sido ao longo dos anos tão terroristas como os seus inimigos.
No meio, o povo de ambos os lados. Como sempre, a arraia-miúda é que sofre, como dizia António Figueira no início de 2008, porque estão nos bastidores aqueles que realmente comandam os seus destinos.
E não ver nada de criticável na acção de Israel só demonstra a que ponto pode chegar um ser humano na defesa das suas ideologias.

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35 respostas a O pecado original

  1. Luis Moreira diz:

    É isso,Ricardo, enquanto as razãos não forem as humanas,mas as políticas e ideológicas aquele sofrimento não acaba.Ou se pensa nas pessoas e há uma saída ou se as razões são as históricas,religiosas…andamos aqui a dizer o mesmo todas as vezes que morrem seres humanos!Não vale a pena!

  2. António Figueira diz:

    Prémio Blogosfera 2008 para Ricardo Santos Pinto por ainda se lembrar, em 29 de Dezembro de 2008, do que escreveu António Figueira no início do mesmo ano. Saravah!

  3. P.Porto diz:

    Tretas de esquerdista.

    Para os esquerdistas o pecado original é Israel ser uma Democracia, ser terra de Liberdade política e económica, ser Ocidente num meio medieval e atrasado. Isso, sim, é para os esquerdistas o pecado original.

    Quantas vezes a Coreia do Norte é mais artificial que Israel? E a DDR, o que era senão uma monstruosa construção artificial? Isso mexe com os conceitos de esquerda de artificialidade? Nadica.

    Artificial é o islamismo emitir fatwas impedindo os árabes de Gaza ou da Cijordância de poderem viver longe da violência e da corrupção da autoridade palestiniana, quer seja do Hamas ou da Fatah. Isso, sim, é artificial. Mas isso já não afeta as neuroeses da esquerda. As neuroses da esquerda são mais viradas contra o ódio à liberdade e ao progresso.

    Agora publiquem este comentário, a menos que o 5dias queira voltar às práticas de censura do lobby gay/socratino do tempo da outra senhora (aquela que foi fazer o Jugular a pensar que acaba com isto.)

  4. RB diz:

    O pecado original foi a perseguição milenar feita por praticamente todos os povos que não o judeu à face da terra ao povo judeu. A consequência disso foi a construção do moderno Estado de Israel, inspirado no antigo Reino de David mas muito diferente dele.

    Não sei em que se baseia para afirmar que o Estado Israelita é artificial. Porém, se você for justo reconhecerá que existem, hoje em dia, Estados bem mais artificiais e bem mais falhados que o Estado de Israel.

    O lugar não era dos Palestinianos porque nem eles sabiam que eram Palestinianos. Eram árabes muçulmanos sem qualquer tipo de identidade nacional iguaizinhos aos já independentes Jordanos (que anexaram a Cisjordânia em 50 e apenas reconheceram a soberania da OLP sobre o território em 88).

    De resto, nada de interessante: a típica retórica.

  5. António Figueira diz:

    RB: Sugiro-lhe cautela com a sua argumentação; já viu que ela pode ser transposta para a maior parte dos territórios coloniais? Afinal, havia mais franceses na Argélia, por exemplo, do que judeus na Palestina antes da Declaração Balfour, e nada indica que a “consciência nacional” argelina fosse superior à palestiniana na altura: acha V. que a Argélia ainda devia ser francesa – ou Angola portuguesa, ou a África do Sul boer…?
    Cordialmente, AF

  6. Ricardo Santos Pinto diz:

    P. Porto,

    Felizmente que Israel é uma democracia. Infelizmente que as terras em redor não o são. Infelizmente que os palestinianos são tão radicais. Infelizmente que a Coreia do Norte é o regime abjecto que é, um dos mais abjectos do mundo.
    Como vê, concordo consigo em muita coisa. Não vejo por que não havia de concordar.
    Mas como não vejo de um lado anjos e do outro demónios, mantenho que nehuma das duas partes tem razão. E mantenho tudo o que escrevi antes sobre Israel. Internamente, uma democracia de louvar; externamente, um Estado terrorista e imperialista.
    Cumprimentos
    (aqui já não há censores).

  7. P.Porto diz:

    RSP

    Começando pelo fim:
    “(aqui já não há censores).”
    Sim, parece que passaram para o Jugular. Tipo israelitas e árabes que decidiram que o melhor era viver separados, certo? Pois. E também há morteiros e contra-morteiros, não é? Tipo israelitas e árabes…

    Quanto aa sua resposta, fica a faltar-lhe um ‘pormenorzinho’: desde que os terroristas do Hamas controlam Gaza, parece que foi raro o dia em que não houve morteiros a cair em Israel. Vc acha que Israel devia continuar a esperar que os moços se regenerassem; mas os israelitas tiveram opinião diferente e acharam que mais era demais. Talvez eles saibam melhor que nós todos, afinal eles é que são as vítimas, eles é que têm de se defender.

  8. Ricardo, andaram-te a contar uma história mal contada… m exeplo começa por aqui: “Um Estado completamente artificial, construído por gente vinda de todo o mundo e que serviu apenas para ocupar um lugar que era dos palestinianos, mesmo que governados pela Inglaterra.”EEEEEEEEEEERRRRADÍSSSIMMMMMMMO.

  9. Luís Moreira, Y como cães vádios calcorrear as vielas do mundo é o único território – sem eira nem beira – destinadinho aos Israelitas … Pois. Está bo-ni-to esta coisa …

  10. Uma forma agradável de se ter uma perspectiva ( pelo menos honesta) das gentes Israelitas nos últimos 350 anos naquele território é o “Amor e Trevas” do Amos Oz. Vale.

  11. Nicolau diz:

    António, podemos presumir, portanto, que todos os retornados das colónias do ultra-mar, incluindo descendentes dos colonos Portugueses, não teriam qualquer direito de regressar a Portugal.

    Os Judeus nunca foram os Franceses na Argélia. A comparação do António Figueira é simplesmente absurda.

  12. António Figueira diz:

    Nicolau,
    Com o devido respeito, o que V. escreveu é que é totalmente absurdo: tem a certeza que leu bem o que eu escrevi? O que é que tem a ver o direito ao regresso dos colonos portugueses a Portugal após a independência das colónias africanas com a colonização judaica da Palestina no século XX? Ou será que V. julga que essa colonização, de judeus europeus e norte-americanos desde há muitos séculos fora da Palestina, corresponde ao exercício de um hipotético direito ao regresso, exercido séculos senão milénios depois? É que nesse caso V. está a legitimar a tese de algum islamismo ultra-radical, que reclama o direito a recuperar a Península Ibérica – que, não o esqueçamos, um dia foi quase toda islâmica…

  13. RB diz:

    Caro António Figueira,

    Não creio que a minha argumentação possa ser levada para esses caminhos.

    O estabelecimento e formação do Estado de Israel é uma ocorrência bastante peculiar que só é levada para caminhos de generalização por gente sem nada na cabeça. A especificidade é muita e tirar ilacções daqui para situações completamente diferentes é muita redondância caro AF.

    Ainda para mais, por muito que quisesse compreender a sua generalização, não a consigo acompanhar/compreender. Não existe relação nenhuma entre os dois casos.

  14. António Figueira diz:

    Pois é, o problema das ocorrências “peculiares” e das situações “específicas” (e quem decide que umas são “peculiares” e “específicas” e as outras não são?) é que não se lhes aplica as categorias normativas, que por definição são gerais e abstractas – ou seja, estão fora da lei, ou sujeitas apenas à lei do mais forte.

  15. António Figueira … O que é um facto, é que Judeus Sempre Viveram em Jerusalém (- Israel -), nunca deixaram de lá existir. Inclusive, os Árabes – agora – chamados de Palestinianos, nunca tiveram a insensatez que os excluir, porque sempre tb os reconheceram como existentes. Tal como nós, agora europeus – andamos a pensar numa artimanha marosca de travar as ( e/i) migrações no nosso Mega-território. Os Árabes – agora conhecidos por Palestinianos – no início só não queriam os vindos do Exterior. Aquela Terra sempre foi de Judeus tb… Mas será que eles têm que ir viver para o Ar?

  16. Nicolau diz:

    António,

    Defender o regresso de um império NÃO é a mesma coisa do que defender o direito dos Judeus criarem um estado numa área que sempre foi habitada minoritariamente por Judeus desde…sempre!! Fala como se os Judeus fossem Franceses imperialistas, pertencentes a uma cultura completamente estranha aquela região.

    Os Judeus nunca tentaram criar ou recriar um império opressivo.

    O direito dos Judeus estabelecerem um estado na “palestina” não é de forma alguma comparável (só para se compreenderem as diferenças) à recriação de uma ordem imperial (opressiva).

  17. Nicolau diz:

    Pois, Puta Madre, é isso mesmo:

    A presença continuada do povo Judeu naquela região é um facto crucial.

  18. Nicolau diz:

    Sejamos rigorosos.

    A Palestina foi uma invenção Brit.

    Não existia. Historicamente falando é pelo menos tão “artificial” como o estado Israelita.

    Se me tivesse dito que os Palestinianos tem direito ao seu estado dir-lhe-ia: Claro. Tal como os Judeus. É exactamente o mesmo direito. Aqui a comparação seria pertinente, julgo eu.

  19. António Figueira diz:

    Caros Puta Madre e Nicolau,
    Peço-vos que se informem sobre o número de judeus existentes no início do século XX em Jerusalém e no resto da Palestina: eram poucos milhares, muito provavelmente menos do que o número de cristãos. A suposta “presença continuada do povo Judeu naquela região”, para além de largamente mitológica, tem muito pouco ou nada que ver com o projecto sionista de criação de um Estado judeu na Palestina. E quanto à ausência de uma “consciência nacional” palestiniana na época, é em tudo igual à dos outros povos colonizados, e não foi por isso que lhes foi negado o direito à auto-determinação, ou que foi consentida a criação e permanência de enclaves coloniais nos seus territórios de origem.
    Cumps., AF

  20. RB diz:

    O Nicolau lançou aqui um aspecto importante: a Palestina verdadeira dos Britânicos foi uma criação pós-I Guerra Mundial e incluia, para além de Israel e Palestina, a Jordânia, Líbano, Síria e parte do Egipto.

    Os Otomanos nem sequer davam o nome de Palestina àquela zona do Globo. Se olharmos bem, a criação de uma zona unificada com o nome Palestina remonta ao século XX!

    Ora, e na altura em que a malta lá dividiu aquilo a régua e esquadro (Síria e Líbano para França; Jordânia, Palestina e Israel para Inglaterra) já os Ingleses tinham declarado, através da Declaração Balfour, a intenção de criar um lar para o povo Judeu.

    A partir daqui, os Judeus que não tinham fugido com os restantes nas diversas diásporas Judaicas, começaram a receber Judeus vindos de todo o Mundo de forma regular, enquadrando-os na sociedade. O sentimento já existente de que os judeus mereciam um Estado juntou-se à legitimidade concedida pelos Britânicos em 1917. Por isso, quando começou a haver problemas, facilmente os Judeus começaram a pegar nas armas. Ben-Gurion e o pai de Tzipi Livni eram terroristas na altura.

    Já agora, gostaria de frisar que o nome Palestina nada tem a ver com os árabes Palestinianos de hoje: o nome é proveniente de séculos antes de Cristo, e vem de um povo, os Filisteus. Este povo nada tem a ver com os árabes Palestinianos de agora: foi um povo que migrou para aquela zona, crê-se que a partir da Grécia.

    Curiosamente, os principais amigos dos Filisteus na altura já eram os Judeus…

    Uma ligeira correcção Nicolau: os Judeus foram maioria na região até à I Diáspora.

  21. RSP:
    “(aqui já não há censores).”

    Não. Olhe aí para o seu lado:

    CV:
    “A partir de agora os textos de Range-o-Dente serão aqui despejados. Saem da minha esfera de conversas e serão aqui despejados, tendo Range-o-Dente, aqui, todo o espaço para as suas denúncias, revulsões e respostas. Faça sangue, muito sangue. Não se trata de não publicar Range-o-Dente, trata-se de o pôr a dialogar consigo mesmo.

    C. Vidal”

    Aqui:
    https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7993954565932450902&postID=7069879942503102174

  22. António Figueira diz:

    Caro RB,
    Não tem sentido prosseguir a discussão nesta base: com o devido respeito, temo que V. não saiba do que está a falar e recomendo-lhe vivamente que leia um livro de história, sério e isento, sobre a matéria antes de opinar: não, o Médio-Oriente não se chamava todo “Palestina” em 1914, nem incluia pedaço nenhum do Egipto; não, a Inglaterra e a França, na sua divisão dos despojos do Império Otomano, não criaram nenhuma entidade chamada “Israel”, e de resto o Acordo Sykes-Picot, de 1916, é anterior à Declaração Balfour, que é de 1917; não, os pouquíssimos judeus que habitavam na Palestina no início do século não têm nada que ver com o projecto sionista e não “receberam” ninguém. O Estado de Israel, qualquer que seja a sua legitimidade, é uma criação “ex-novo”, um projecto nacionalista criado na Europa por europeus, como qualquer especialista desse período histórico lhe poderá explicar, e falar à época num “sentimento já existente de que os judeus mereciam um Estado” é um perfeito anacronismo.
    Cumps., AF

  23. RB diz:

    Caro AF,

    Não me lembro de ter afirmado que o Médio Oriente era todo ele Palestina no início do século XX. O que disse foi que a zona anteriormente dominada pelo Império Otomano foi negociada entre a França e a Inglaterra, no Acordo Sykes-Picot.

    Até à data do acordo, não havia Palestina. Os Otomanos não chamavam Palestina ao local. A administração dos Otomanos dava diversos nomes a diversas zonas e nem a totalidade do território era conhecido com Palestina.

    Os Ingleses derrotaram os Otomanos e tinham que, forçosamente, dividir os territórios com os Franceses. Uns ficaram com a actual Síria e Líbano, outros com a actual Jordânia, Israel e Palestina. Dado que os territórios conquistados foram divididos por duas potências e anteriormente estavam unificados sob a égide Otomana, posso presumir que eram um só lugar, a Palestina ou outro nome que lhe quiser chamar.

    Porém o nome Palestina só foi adoptado pelos Ingleses. O nome tem origem num povo que se fixou junto ao mar mediterrâneo séculos antes de Cristo, os Filisteus. Um povo inimigo dos Judeus que se perdeu na História, ninguém sabe se partiram de novo para a Grécia se se misturaram com as populações Judaicas e árabes da região (os árabes da altura eram geralmente nómadas, pessoal políteista com ritos meio malucos).

    Tal como eu não disse que a Palestina era todo o Médio Oriente nos termos em que você aqui afiançou (peço desculpa se me fiz interpretar mal) também não disse que os Ingleses e os Franceses criaram Israel.

    Os Ingleses afirmaram, em 1917, que pretendiam formar um Estado inteiramente Judeu na área e, obviamente, não fizeram isso sem consultar todas as outras potências. A Declaração Balfour nada tem que ver com o Acordo Sykes-Picot, uma vez que a Inglaterra poderia fazer o que bem entendesse dentro das fronteiras do seu mandato. A França não era chamada para o assunto nem o Acordo Sykes-Picot, os Ingleses estavam no direito de fazer aquilo que quisessem.

    Os pouquíssimos Judeus que habitavam foram envolvidos na lógica Sionista ao longo dos anos. Primariamente, o Sionismo apenas foi defendido pelos Judeus provenientes da Europa. No entanto, quando as revoltas árabes se iniciaram, não se olhou a Judeus antigos ou recentes: todos os Judeus eram atacados, o que levou à criação de diversos movimentos de defesa dos Judeus, onde começaram a ser incluídos judeus residentes na Palestina à milénios.

    Levou tempo para os Judeus “antigos” enquadrarem-se no movimento Sionista, como diz. Porém, as coisas foram desenrolando-se e os Judeus provenientes de sitíos diferentes nunca tiveram problemas de relacionamento. Porém, os laços só se reforçaram quando os árabes se começaram a revoltar.

  24. RB diz:

    Em suma:

    1 – Não disse que todo o Médio Oriente era Palestina. Disse que os territórios foram divididos depois de conquistados pelos Ingleses. Se me expressei mal, peço desculpa;

    2 – Não disse que a Inglaterra e a França criaram Israel. Disse que tiveram a intenção de fazer um Estado só para Judeus. O projecto foi apoiado também pelos Estados Unidos da América;

    3 – Os pouquíssimos Judeus (70000 em 1920) habitantes da Palestina antes da Declaração Balfour nunca foram contra a chegada dos ricos irmãos Europeus, que compravam grandes terrenos a árabes e que muitas vezes empregavam Judeus já fixados na Palestina nos terrenos adquiridos. Com o decorrer do tempo o descontentamento dos árabes levou a assassinatos e ataques contra a povoação Judaica, o que à sua União.

    O meu primeiro comentário foi infeliz, na medida em que não dato a informação escrita. Por isso, é normal que não tenha conseguido passar a mensagem.

    Espero que o tenha esclarecido.

  25. “Estado imperialista”… não deixa de ser uma excelsa originalidade, essa afirmação. Israel é pouco maior que … o Algarve! E então nós seremos o quê? Um império oriental!
    Ridículo, no mínimo…

  26. ezequiel diz:

    António

    meu caro, eram muitos mais do meros milhares. recomendo-lhe que se informe.

    seja como for, isto não altera em nada a lógica da coisa.

  27. António Figueira diz:

    Ezequiel,
    “In 1919 the population of Palestine was almost entirely Arab and estimated at something under 700,00.” (E.H.Carr, International Relations Between the Two World Wars);
    “Cette politique [a imigração judaica] était, sans aucun doute, complètement opposée aux voeux de la majorité indigène, environ 90% des habitants étant, à cette époque [1917], d’origine non-juive.” (G.-M. Gathorne-Hardy, Histoire des Èvènements Internationaux de 1920 à 1939, trad. francesa).
    Duas obras clássicas, da melhor historiografia inglesa e absolutamente não facciosas, cuja leitura, no que à questão da Palestina diz respeito, te recomendo vivamente.
    Abraço e bom ano,
    AF

  28. ezequiel diz:

    Caro António,

    Por favor arranja-me a página do Livro de Carr. É que eu tenho-o aqui e não encontro o numero 700 em parte alguma.

  29. ezequiel diz:

    já agora, envia-me tb a página do livro de Gathorne-Hardy.

    O numero correcto é de + ou – 70, 000 (setenta mil)

    um erro inocente, é certo. of course!

    http://www.iussp.org/Brazil2001/s60/S64_02_dellapergola.pdf

  30. Carlos Vidal diz:

    António Figueira, acho que quiseste dizer também 70 000 (a vírgula é que te fugiu). Mas o ezequiel, não percebeu ao princípio, acabou por perceber no fim.

    O ezequiel exultou com os textos educados que me dirigiu David Oppenheimer, mas este não soube dizer-me da justiça e justeza da passagem desses setenta mil para seis milhões (ou sete?) actualmente. Tal passagem não acarretaria problemas, não, nenhuns, claro.
    Bom ano, António Figueira.

  31. ezequiel diz:

    “O ezequiel exultou com os textos educados que me dirigiu David Oppenheimer…”

    Exultar com ou sem. Eis a questão. Nada como exultar aCOMpanhado.

    A sofisticação Badiouana deste Vidal não deixa de me espantar. Até parece Francês e
    tudo. Sou eu que não percebo o que escreveste agora, Sr. Vidal. Já te disse. Deixa o Badiou em paz. O homem é um verdadeiro imbecil. Burro mesmo. Burrinho burrinho burrinho. mesmo atoleimadinho. esta merda é contagiante, percebes? LOL

    eu já sabia que o António tinha se esquecido de uma virgula… e não só. No worries. O rigor desta malta é deveras notável. Sou um rapaz prendado. trato bem a minha modesta biblioteca e, felizmente, tenho uma memória

    – Centenas de milhar de Judeus a serem expulsos de todo o mundo árabe aquando do nacionalismo pan arabe (esqueceste-te destes, António…não contam, né?) Iam pra onde, einsteins? regressavam à Polónia ou à Hungria ou, quiçá, iam para o Paraguai? Lindo, não é??

    As causas do crescimento populacional de Israel são conhecidas de todos: a imensa tolerância árabe e europeia…

    IAM PARA ONDE, Carlos?

    Só podiam ir para um sitio: ISRAEL.

    António, suponho que o Voices of Integrity do sr haslam (biografia de Carr, conhecido germanófilo e great appeaser) esteja disponível no google books…na página 60 ou thereabouts, o sr Haslam cita Carr correctamente: A Alemanha tinha que expandir. O seu “peso natural” tinha que se fazer sentir, segundo Carr. Para ele, a Alemanha tinha todo o direito a anexar todo Sul da Europa, desde que esta expansão não afectasse os sacrosanctos interesses Britânicos. Isto foi eu que li. Tal e qual. E foi Carr que o escreveu.

    Sentes o fedor a darwinismo social nas obras de Carr??

  32. ezequiel diz:

    voilá…

    O António merece. É bom rapaz. pag 59, mas vale a pena continuar…apesar do mais do que notório fetish de haslam com Carr!! alguém precisa de dizer a este haslam que ele já é Britânico. Não precisa de se esforçar mais. LOL 🙂 Poderia ter dado pa franciuzada.

    http://books.google.pt/books?id=nTxgdXSEAecC&pg=PA28&lpg=PA28&dq=e+h+carr+jews&source=bl&ots=Bpio3HbxIf&sig=BSb0_FUV32nFJMInIxL692TrsPo&hl=pt-PT&sa=X&oi=book_result&resnum=1&ct=result#PPA59,M1

  33. ezequiel diz:

    “Mas o ezequiel, não percebeu, acabou por perceber.”

    o ezequiel ainda não percebeu….este teu texto! escreve de forma clara, Carlos!! É um requisito elementar da democracia: Ser compreendido.

    Gostei muito de ler os teus textos sobre arte, Carlos. Aprendi alguma coisa contigo. O que aprendi contigo, ficará comigo até ao fim. Quanto ao resto, do not care at all.

    Chegou o comprador da Bellahertz (o meu ex computador, um gateway fantástico q tão bem me serviu estes dois anos)

    Daqui a minutos, taxi. Airport. GONE.

    O António é o melhor membro deste blogue. Sempre foi. Despeço-me dele calorosamente. Já há + de 1 ano atrás havia decidido não comprar mais nenhum computador.

    Um excelente Ano Novo para todos Vós

  34. Ricardo Santos Pinto diz:

    Boa tarde, Ezequiel.
    Com todos os defeitos, este texto é meu, não do Carlos. E penso que é claro.
    Abraços.

  35. Carlos Vidal diz:

    ezequiel, este post é do Ricardo, de facto.
    Agora exultar=regozijar.
    Aprende o português pá, esforça-te.
    Tu entraste em regozijo COM os textos de David Oppenheimer.
    Não COM os meus felizmente.
    Ah, outra coisa, não sabes o que é não perceber e depois perceber. Modifiquei o comentário e, ao estilo escola primária, pus: o ezequiel não percebeu ao princípio, mas percebeu no fim.
    Mas estas merdas não têm interesse.
    Interesse tem o teu raciocínio.
    Fugidos da intolerância árabe e europeia, para onde iriam os judeus? Para Israel, claro – que já existia mesmo antes de existir. Boa ezequiel, vais longe ezequiel.

    Desculpa Ricardo, estas confusões do ezequiel e a minha invasão deste post. Bom 2009, Ricardo.

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