A perspectiva do carniceiro e a outra

“Não vejo nada de criticável, até ao momento, no ataque de Israel contra alvos militares do Hamas, depois de este ter unilateralmente escolhido o caminho da provocação bélica. Só espero que mantenha a sua acção dentro dos limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos”.
João Pinto e Castro

“Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. É mais um record que se bateu. Não, não se assustem os políticos, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido, este de abrir as portas do gueto para fazer as “limpezas” necessárias. E não, não chamamos a isto de terrorismo”.
Daniel Oliveira

Nota: A primeira citação foi lida no post do Tiago.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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22 respostas a A perspectiva do carniceiro e a outra

  1. Sinceramente não veria nada de criticável num ataque contra alvos militares. As imagens que eu vejo é que não são de ataques a alvos militares. Os 282 mortos não são só terroristas. Nem sequer a maioria.
    Julgava que o João Pinto e Castro tivesse um pouco mais de bom senso nesta questão.

  2. Carlos Vidal diz:

    O textinho de PCastro é tão repugnante que até pode ser que nem sirva para o P”S”. Nem para a extrema direita serve, disso estou certo. A extrema direita é muito mais equilibrada. Bush e sequazes acéfalos não faria melhor. Depois os socratistas não se podem comparar a Pinochetezinhos. Então vamos compará-los a quê ??

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos Vidal,
    Eu não sei se o JPC é PS. Sei que ele foi contra a invasão do Iraque e o facto de achar completamente errada a posição dele sobre esta guerra, não o torna um Pinochet.

  4. Spartakus diz:

    Não. Mas a estupidez, mesmo inocente, pode ser, é quase sempre perigosa.

    Boa noite.

    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/12/28/contra-a-barbarie-solidariedade-com-gaza/

  5. Luis Moreira diz:

    Basta ler alguns textos no 5 dias e na Jugular para perceber que não há saída naquela guerra.Se lá estivessem e mandassem nada mudava.E, no entanto, não provaram (ainda bem) nenhum dos dramas quotidianos daquela gente.E, mesmo assim, a visão sem saída,obtuza,cruel, é a mesma!!!

  6. Carlos Vidal diz:

    Nuno,
    Vamos tentar esclarecer a questão de Pinochet deste modo: Pinochet não cometeu massacres destes durante sessenta anos seguidos, a idade de Israel. A comparação Israel Pinochet favorece Pinochet – aqui não vejo nada mais do que factos: desde o desalojar de 5 000 000 de pessoas no início, passando depois por Sabra e Shatila, recentemente pela destruição do Líbano ……. Meu Deus, o que é que necessitas mais? Israel faz de Pinochet um democrata.
    Pinto e Castro foi contra a invasão do Iraque, Durão Barroso foi do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, e depois?
    Resta o facto de ele ser ou não PS. Se o P”S” é um partido com alas, digamos, esquerda, centro, direita, etc, Pinto e Castro fará parte de uma ala de extrema direita do P”S” contígua à extrema direita tout court. Ser ou não ser do P”S” é aqui irrelevante.

    Os massacres continuados de Israel e as vezes em que foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU fazem de Pinochet um homem bom. Sem aspas.

  7. Luis Moreira diz:

    Boa Carlos Vidal, ganhou, leve a bicicleta.Só que há gente que sofre,que morre, que é ferida. O Pinochet foi um ditador contra o seu próprio povo.Não tinha como adversário um povo diferente que está em guerra por interesses muito próprios. Assassinou gente, pessoas,só porque pensavam de modo diferente.Nem armas tinham e que se saiba não matavam “Pinochetes”.Fazer essa comparação é descer ao nível da frase assassina de JPC ” não vejo nada de censurável…”.Matar gente, pessoas ,para si e para ele já não interessa nada.Interessa só quem tem razão.Leve a bicicleta e seja feliz!

  8. Zé António diz:

    Mas quem foi que anunciou o fim da trégua?
    Alguém ficou indignado?

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Zé António,
    Já perdi a conta às vezes que fiquei indignado com este conflito. E você ficou indignado com o assassinato de 300 palestinianos, muitos deles sem nada que ver com o Hamas?

  10. Carlos Vidal diz:

    Luís Moreira,
    Boa, digo eu.
    Então você distingue os mortos entre os “do próprio povo” e os “de povo diferente” ?? Desconhecia essas categorias.
    É pior matar os do “próprio povo” que os de “povo diferente” ?
    Ai sim, então, Israel, oh Israel, toca a bombar, como dizem os miúdos. No fundo, quem morre são sempre os outros!

    Ah já me esquecia, os chilenos nem armas tinham!
    Então, descreva-me o fabuloso arsenal bélico da Palestina, sff.
    1500 F-16?? Mais? Menos?

  11. Luis Moreira diz:

    Carlos, não me venha com jogos de palavras.O que se passa entre Judeus e Árabes é um problema entre dois povos que razões históricas ,religiosas, territoriais colocaram lado a lado e que nenhum deles consegue controlar.Pinochet é um ditador que arranjou, ele próprio, condições para matar o seu próprio povo.Nesse contexto,pessoal, Pinochet é bem mais assassino! E se não olhar com despojamento ideológico o problema Palestiniano o melhor é não deitar achas para a fogueira.As gerações vindouras que não viveram este ódio entre povos é que poderão resolver com bom senso e coragem a questão.Até lá gritar que uns são melhor mortos que outros é para mim uma posição insustentável! Antes de Judeus são pessoas!Antes de Árabes são pessoas! Quem não tiver nada para oferecer de apaziguamento o melhor é estar calado!

  12. Carlos Vidal diz:

    Luís Moreira, não posso deixar de o felicitar pela sua abordagem ponderada a esta questão e ponderada também em relação às minhas ideias sobre o assunto. Mas, permita-me que lhe diga que ou não as conhece, ou delas não se lembra. Elas estão expressas, antes desta recente crise, num longo diálogo aqui no 5dias com um interlocutor que muito prezo, o ezequiel, e que figuram na caixa de comentários deste post do Luís Rainha: http://5dias.net/2008/12/01/o-terrorismo-visto-pelo-noddy/
    Não tenho nada a ver com J P Castro e não gosto de ser visto como alguém que sustenta uma posição simétrica a tal blogger. O diálogo com ezequiel teve cerca de 75 comentários. Passe por lá e leia com atenção e atenção ao que já lhe referi: às vozes independentes e dissidentes de judeus. Eu estou atento a elas.

  13. viana diz:

    Deixe-me que lhe diga, Luis Moreira, que o que escreve não faz o mínimo sentido. Diz que os Judeus e os Arabes são pessoas, pretendendo com isso chamar a atenção para o seu igual valor intrínseco. Apoiado. Mas depois defende que matar o “seu próprio povo” é mais grave que matar “outro povo”. Mas então já não somos todos iguais? Já é mais aceitável matar certas pessoas do que outras?! Aconselho-o a parar para pensar antes de dizer mais tolices. A gritar histericamente que todos estão histéricos não convence ninguém do que quer que seja que quer dizer. Sugeria que experimentasse dizer: Israel deve oferecer a abertura de negociações sem condições com todas as partes envolvidas no conflito israelo-árabe e negociar um acordo assente na existência de dois Estados, Palestina e Israel, divididos pela fronteira pré-1967, e na indemnização dos refugiados do êxodo provocado em 1948. Acha uma boa solução?…

  14. Carlos Vidal diz:

    Caro viana, dê tempo a Luís Moreira para que leia um pouco mais ou estude um pouco mais.
    Postei uns links, vamos a ver.

  15. Francisco diz:

    Segundo a Wikipedia:
    “Com o fim do Império Otomano em 1917, o território que é hoje conhecido como Faixa de Gaza foi concedido à Grã-Bretanha pela Sociedade das Nações sob a forma de mandato sobre a Palestina. Quando em 1947 a Assembleia-Geral das Nações Unidas dividiu a Palestina em dois estados, um judeu e o outro árabe, a área que corresponde à Faixa de Gaza deveria integrar o estado árabe. Porém, o plano seria rejeitado pelos Árabes, dando início à primeira guerra israelo-árabe. A cidade de Gaza foi durante este conflito invadida pelo Egipto e em resultado das lutas com Israel, acabou por definida uma linha de armistício em torno da cidade, que se tornaria a Faixa de Gaza.

    Esta faixa de terra foi um dos locais onde se fixaram as populações árabes palestinianas que se tornaram refugiadas em consequência da guerra entre Israel e os países árabes vizinhos. A Faixa de Gaza esteve sobre controlo egícpio entre 1949 e 1967, excepto no anos de 1956-1957 quando foi tomada por Israel durante a crise do Canal de Suez. O Egipto não considerou os refugiados ali fixados como cidadãos egípcios, embora tenha permitido que estudassem nas suas universidades. Por sua vez, Israel não permitiu o regresso dos refugiados nem os compensou economicamente pela perda das suas terras. Os refugiados palestinianos seriam em larga medida apoiados pelas Nações Unidas, que ali instalou campos de refugiados.

    Em 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza em resultado da sua vitória na Guerra dos Seis Dias. Durante a década de setenta e oitenta seriam ali instalados colonatos pelos governos de Israel.

    Em Dezembro de 1987 iniciou-se a primeira Intifada, ou levantamento da população palestiniana contra o exército israelita.

    Em Setembro de 1993 Israel e representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo, nos quais se previa a administração por parte dos palestinianos da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia através de uma entidade política, a Autoridade Nacional Palestiniana.

    O Hamas, movimento político de carácter religioso nascido em Gaza em 1982, e a Jihad Islâmica, opuseram-se às negociações com Israel e realizaram a partir de 1995 uma série de ataques terroristas contra a população civil israelita. Estas acções impediram o avanço das negociações entre Israel e a OLP, situação reforçada com a chegada ao poder de Benjamin Netanyahu em 1996, que não concorda com aspectos negociados. O início da Segunda Intifada, em Setembro de 2000, estagnou ainda mais as negociações.

    Em 2005 o primeiro-ministro israelita Ariel Sharon conseguiu que o Knesset (parlamento de Israel) aprovasse o plano de retirada unilateral dos 21 colonatos judaicos existentes na Faixa de Gaza, que Sharon apresentou em 2003. A decisão gerou controvérsia, tendo sido constestada pela direita nacionalista e religiosa israelita. O desmantelamento dos colonatos deu-se em menos de um mês, entre 15 de Agosto e 12 de Setembro. Alguns colonos resistiram a retirada, praticando actos de violência contra o exército israelita.

    Com a chegada do Hamas ao poder em uma eleição livre e democrática decorrida em Janeiro de 2006, a situação do conflito israelo-palestiniano alterou-se, pois um dos itens da carta de fundação do Hamas é a libertação total da Palestina, incluindo a eliminação do Estado de Israel. Muitos analistas definem que as novas negociações de paz devem começar com a retificação desta carta, como ocorreu com a OLP, enquanto outros definem que esta retificação deve ser o produto final da negociação.

    O futuro da Faixa de Gaza permanece incerto, sendo o território visto como eventual parte de um futuro estado palestiniano.”

  16. Francisco diz:

    Segundo a Wikipedia:
    “Com o fim do Império Otomano em 1917, o território que é hoje conhecido como Faixa de Gaza foi concedido à Grã-Bretanha pela Sociedade das Nações sob a forma de mandato sobre a Palestina. Quando em 1947 a Assembleia-Geral das Nações Unidas dividiu a Palestina em dois estados, um judeu e o outro árabe, a área que corresponde à Faixa de Gaza deveria integrar o estado árabe. Porém, o plano seria rejeitado pelos Árabes, dando início à primeira guerra israelo-árabe. A cidade de Gaza foi durante este conflito invadida pelo Egipto e em resultado das lutas com Israel, acabou por definida uma linha de armistício em torno da cidade, que se tornaria a Faixa de Gaza.

    Esta faixa de terra foi um dos locais onde se fixaram as populações árabes palestinianas que se tornaram refugiadas em consequência da guerra entre Israel e os países árabes vizinhos. A Faixa de Gaza esteve sobre controlo egícpio entre 1949 e 1967, excepto no anos de 1956-1957 quando foi tomada por Israel durante a crise do Canal de Suez. O Egipto não considerou os refugiados ali fixados como cidadãos egípcios, embora tenha permitido que estudassem nas suas universidades. Por sua vez, Israel não permitiu o regresso dos refugiados nem os compensou economicamente pela perda das suas terras. Os refugiados palestinianos seriam em larga medida apoiados pelas Nações Unidas, que ali instalou campos de refugiados.

    Em 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza em resultado da sua vitória na Guerra dos Seis Dias. Durante a década de setenta e oitenta seriam ali instalados colonatos pelos governos de Israel.

    Em Dezembro de 1987 iniciou-se a primeira Intifada, ou levantamento da população palestiniana contra o exército israelita.

    Em Setembro de 1993 Israel e representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo, nos quais se previa a administração por parte dos palestinianos da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia através de uma entidade política, a Autoridade Nacional Palestiniana.

    O Hamas, movimento político de carácter religioso nascido em Gaza em 1982, e a Jihad Islâmica, opuseram-se às negociações com Israel e realizaram a partir de 1995 uma série de ataques terroristas contra a população civil israelita. Estas acções impediram o avanço das negociações entre Israel e a OLP, situação reforçada com a chegada ao poder de Benjamin Netanyahu em 1996, que não concorda com aspectos negociados. O início da Segunda Intifada, em Setembro de 2000, estagnou ainda mais as negociações.

    Em 2005 o primeiro-ministro israelita Ariel Sharon conseguiu que o Knesset (parlamento de Israel) aprovasse o plano de retirada unilateral dos 21 colonatos judaicos existentes na Faixa de Gaza, que Sharon apresentou em 2003. A decisão gerou controvérsia, tendo sido constestada pela direita nacionalista e religiosa israelita. O desmantelamento dos colonatos deu-se em menos de um mês, entre 15 de Agosto e 12 de Setembro. Alguns colonos resistiram a retirada, praticando actos de violência contra o exército israelita.

    Com a chegada do Hamas ao poder em uma eleição livre e democrática decorrida em Janeiro de 2006, a situação do conflito israelo-palestiniano alterou-se, pois um dos itens da carta de fundação do Hamas é a libertação total da Palestina, incluindo a eliminação do Estado de Israel. Muitos analistas definem que as novas negociações de paz devem começar com a retificação desta carta, como ocorreu com a OLP, enquanto outros definem que esta retificação deve ser o produto final da negociação.

    O futuro da Faixa de Gaza permanece incerto, sendo o território visto como eventual parte de um futuro estado palestiniano.”

  17. Francisco diz:

    Segundo a Wikipedia:
    “Com o fim do Império Otomano em 1917, o território que é hoje conhecido como Faixa de Gaza foi concedido à Grã-Bretanha pela Sociedade das Nações sob a forma de mandato sobre a Palestina. Quando em 1947 a Assembleia-Geral das Nações Unidas dividiu a Palestina em dois estados, um judeu e o outro árabe, a área que corresponde à Faixa de Gaza deveria integrar o estado árabe. Porém, o plano seria rejeitado pelos Árabes, dando início à primeira guerra israelo-árabe. A cidade de Gaza foi durante este conflito invadida pelo Egipto e em resultado das lutas com Israel, acabou por definida uma linha de armistício em torno da cidade, que se tornaria a Faixa de Gaza.

    Esta faixa de terra foi um dos locais onde se fixaram as populações árabes palestinianas que se tornaram refugiadas em consequência da guerra entre Israel e os países árabes vizinhos. A Faixa de Gaza esteve sobre controlo egícpio entre 1949 e 1967, excepto no anos de 1956-1957 quando foi tomada por Israel durante a crise do Canal de Suez. O Egipto não considerou os refugiados ali fixados como cidadãos egípcios, embora tenha permitido que estudassem nas suas universidades. Por sua vez, Israel não permitiu o regresso dos refugiados nem os compensou economicamente pela perda das suas terras. Os refugiados palestinianos seriam em larga medida apoiados pelas Nações Unidas, que ali instalou campos de refugiados.

    Em 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza em resultado da sua vitória na Guerra dos Seis Dias. Durante a década de setenta e oitenta seriam ali instalados colonatos pelos governos de Israel.

    Em Dezembro de 1987 iniciou-se a primeira Intifada, ou levantamento da população palestiniana contra o exército israelita.

    Em Setembro de 1993 Israel e representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo, nos quais se previa a administração por parte dos palestinianos da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia através de uma entidade política, a Autoridade Nacional Palestiniana.

    O Hamas, movimento político de carácter religioso nascido em Gaza em 1982, e a Jihad Islâmica, opuseram-se às negociações com Israel e realizaram a partir de 1995 uma série de ataques terroristas contra a população civil israelita. Estas acções impediram o avanço das negociações entre Israel e a OLP, situação reforçada com a chegada ao poder de Benjamin Netanyahu em 1996, que não concorda com aspectos negociados. O início da Segunda Intifada, em Setembro de 2000, estagnou ainda mais as negociações.

    Em 2005 o primeiro-ministro israelita Ariel Sharon conseguiu que o Knesset (parlamento de Israel) aprovasse o plano de retirada unilateral dos 21 colonatos judaicos existentes na Faixa de Gaza, que Sharon apresentou em 2003. A decisão gerou controvérsia, tendo sido constestada pela direita nacionalista e religiosa israelita. O desmantelamento dos colonatos deu-se em menos de um mês, entre 15 de Agosto e 12 de Setembro. Alguns colonos resistiram a retirada, praticando actos de violência contra o exército israelita.

    Com a chegada do Hamas ao poder em uma eleição livre e democrática decorrida em Janeiro de 2006, a situação do conflito israelo-palestiniano alterou-se, pois um dos itens da carta de fundação do Hamas é a libertação total da Palestina, incluindo a eliminação do Estado de Israel. Muitos analistas definem que as novas negociações de paz devem começar com a retificação desta carta, como ocorreu com a OLP, enquanto outros definem que esta retificação deve ser o produto final da negociação.

    O futuro da Faixa de Gaza permanece incerto, sendo o território visto como eventual parte de um futuro estado palestiniano.”

  18. Pingback: : fractura.net! | Tráfico de Influências | 29/12/2008

  19. Luis Moreira diz:

    Caro Viana, o que você diz é mais do mesmo.Eu digo que o conflito só se resolverá se o sectarismo sair de cena.Quanto a Pinochet eu não digo que as vítimas são diferentes, o que digo é que por parte do Pinochet é mais grave.Foi ele que arranjou as condições para calar quem não pensava como ele.Tudo o que vocês dizem é velho e não acrescenta nada ao problema.Zero!

  20. P.Porto diz:

    Quem está na foto? Vítimas das dezenas de rockets que o Hamas lança diariamente sobre Israel a partir de Gaza? É muito provável que sim. Se continuarem a colocar fotos das vítimas isrealitas não vai haver blog que chegue. Bom trabalho.

  21. Nuno Ramos de Almeida diz:

    P. Porto,
    Estamos no domínio do cómico. As dezenas de rockets fizeram até agora dois feridos, segundo as agências. Da outra parte há mais de 300 mortos e 1000 feridos.

  22. RB diz:

    Eu gostava de saber qual as fontes destes meninos todos que falam de ataques “odiondos” do Estado “Imperialista” “Sionista” e “Bushista” que é Israel.

    Meus amigos: a Faixa de Gaza tem um milhão e meio de habitantes e quase 4500 pessoas por quilómetro quadrado (só superados por Macau, Mónaco, Hong Kong, Singapura e Gilbraltar). A tecnologia militar Israelita, por mais perfeita que fosse, nunca conseguiria evitar baixas civis.

    Praticamente toda a opinião pública Israelita se encontra a favor da decisão tomada pelo Governo, inclusive a quase totalidade dos partidos de esquerda. Vejamos o porquê

    O Sul de Israel (Sderot, Beersheva, Netivot, Ashkelon, entre outras cidades) têm estado debaixo de fogo ininterrupto desde que foi decretada a retirada total da Faixa de Gaza pelo inimigo da esquerdalha Mundial, o herói de Guerra Ariel Sharon. Israel está a levar com Katyushas e Qassams vai para 5 anos, sem que uma medida de represália em larga escala tenha sido tomada.

    Os Israelitas foram engolido em seco mas a malta cansa-se. Até mesmo durante os 6 meses de tréguas, o Hamas continuou a lançar misseís contra cidades Israelitas, numa tentativa de matar civis.

    Chegados a poucos dias do fim das tréguas, o Hamas afirma que deseja o terminar das tréguas e aumenta o lançamento de katyushas e qassams contra solo Israelita. O próprio Mahmoud Abbas, que já não mete os pés em Gaza à mais de 1 ano (vá-se lá saber porquê), advertiu o Hamas para que parasse com as provocações ao Estado de Israel.

    Porém, a malta quis continuar a molhar a sopa. E agora levam porrada e continuarão a levar porrada.

    Segundo órgãos de informação bem afectos à vossa visão no que toca ao conflito Israelo-Palestiniano, as baixas civis são cerca de 60, o número de mortos total 320. É de lamentar que 60 inocentes tenham morrido, inclusive crianças, mas o somatório não é de todo mau para os Israelitas.

    Os alvos foram preparados ao longo de vários meses, a decisão não foi tomada de cabeça quente. Israel, respeitando as tréguas, sabia perfeitamente que o Hamas ia fazer das suas, e preparou-se para o pior, compilando informação atrás de informação sobre lugares de actividade do Hamas.

    O Hamas levou uma chapada das valentes e continuará a levar porque Israel não vai parar tão cedo. A grande maioria das sedes, das escolas, dos gabinetes, das rampas de lançamento do Hamas foram destruídas. Alguns militantes importantes mortos.

    Angela Merkel, a Casa Branca, Mubarak, a Turquia e até o próprio ABBAS já reconheceram que a culpa é única e exclusivamente do Hamas e dos ataques perpetrados pela organização nos últimos 5 anos. Várias individualidades não radicais do Mundo Árabe criticaram o ataque Israelita, mas pela suposta violência usada.

    Pode parecer força desproporcionada, e admito que isto possa fazer curto-circuito nas cabeças de algumas pessoas. Mas Israel tem o direito e o dever de proteger os seus cidadãos, para que estes levem uma vida normal.

    Israel não tem, agora, nada contra os habitantes de Gaza, até porque Gaza não interessa para nada. O que tem é contra o Hamas.

    Quanto á afirmação de Daniel Oliveira, acho muito pouco provável uma invasão terrestre de Israel.

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