A outra forma de não escrever “estagnação”

A agência Lusa noticiou que o governo espanhol vai aumentar o salário mínimo em 3,5 por cento. No mesmo “take”, a agência noticiosa tratou de recordar que o Governo português também decidiu aumentar o salário mínimo, mas em 5,6 por cento.
A notícia seguinte da Lusa contava que Moscovo vai apoiar 295 empresas para “contrariar os efeitos da crise” e até já publicou a lista das contempladas. Mas, ao contrário da notícia sobre o salário mínimo, a Lusa “esqueceu-se” de fazer a comparação com Portugal e nem sequer fez referência aos apoios do Governo português. Talvez por serem inexistentes.
Nem só de “estagnação” se fazem “notícias” na agência Lusa.

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6 respostas a A outra forma de não escrever “estagnação”

  1. GL diz:

    Que feio…. está a ser coca-bichinhos.

  2. Emidio Fernando diz:

    Bem, GL, imagine se todas as notícias seguissem esse padrão. Quer ver? Repare: 1 – Ataques em Mombai matam… pessoas. Em Portugal, o último atentato foi…. 2 – Regressa a violência em Atenas. Lisboa está tranquila 3 – Governador nos EUA acusado… Em Portugal, não hé registo de governadores indiciados e o último autarca…. 4 – Venezuela aumenta a produção de petróleo. Portugal não aumenta as exportações de cortiça. Acha que faz algum sentido?
    Se, por acaso, o aumento percentual em Portugal fosse inferior, a Lusa limitava-se a dar a notícia espanhola. E apenas isso.

  3. GL diz:

    Mas a comparação com ESpanha deve-se ao facto de que há duas paranóias nacionais, inclusivamente entre os jornalistas: competir com Espanha e com a Grécia.
    Não se procura comparar com Rússia ou EUA.
    Dê um desconto à Lusa.

  4. LG diz:

    e a Lusa precisa de descontos?

  5. GL diz:

    “e a Lusa precisa de descontos?”

    Está a precisar de ver mais novelas brasileiras.

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