Indigno

Do Secretário de Estado que queria trucidar os funcionários públicos, chegou a notícia do fim de semana, que o governo se prestaria a um “apoio de emergência” aos funcionários públicos.
– Ao menos que também apoiem os funcionários públicos, e que não seja só a banca e os banqueiros, pensei.
Mas depois fui ver o valor máximo deste apoio: 2.600,00 €.
Diz-se que é para ajudas de emergência… blá blá blá… e obras! PARA OBRAS!

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9 respostas a Indigno

  1. Tiago diz:

    É isto que nos (des)governa.
    Emprestar!!!!!!!! Aumentem é os ordenados.
    Endividar ainda mais!!!!!!!!
    Miséria.

    Bem,

    BOM NATAL para todos

    Abraço
    Tiago
    http://democraciaemportugal.blogspot.com
    http://perolasaporkos.blogspot.com

  2. Saloio diz:

    Ou muito me engano, ou estamos perante mais uma manobra de propaganda socialista.

    Efectivamente, já há muitas décadas, bem antes do 25 de Abril, que o Estado tinha um fundo de ajuda aos funcionários públicos, não só para emergências, como também para a compra de casa – empréstimos estes a taxas de juros muito inferiores às praticadas no mercado.

    Diz-me a minha tia que era um dos benefícios de ser funcionário público – no antigamente…

    Digo eu…

  3. o sátiro diz:

    se isto fosse um país (e um governo) a sério, esse desbocado Sec Estado tinha sido demitido mal fechou a matraca. De resto, o 2 sábio tem razão: isso já existia há dezenas de anos, antes do 25 Ab.

  4. Chico da Tasca diz:

    O que a medida tem de insultuoso é ser destinada exclusivamente aos funcionários públicos. Como se não bastasse terem emprego garantido, trabalharem 7 horas por dia (os que trabalham), e usufruirem de uma ADSE, que é, em boa parte, paga por todos nós, entre outras regalias…

    Esta coisa de termos de andar todos com os funcionários públicos ao colo é algo que me revolta.

  5. teofilo m. diz:

    Por acaso não é apenas de 2.600 €, e, actualmente, pode ultrapassar ligeiramente os 4.500 €.

    Esse apoio é destinado para: situações de emergência
    resultantes de doença, realização de obras, aquisição de
    equipamento doméstico e acompanhamento de crianças
    em risco (não reembolsável) e situações de emergência resultantes
    de encargos assumidos com compra ou arrendamento de
    casa própria, doença, funeral, desemprego, realização
    de obras e aquisição de equipamento doméstico (reembolsável).

    Como talvez alguns felizardos desconheçam, há, de facto, ocasiões em que obras são condições resultantes de imponderáveis, e não passíveis de ser suportados por rendimentos familiares que são geridos no limite.

    Quanto à manobra de propaganda, é capaz de ter sido aprovada em 27 de Abril de 2007, ou seja há mais de um ano.

    São beneficiários os

    a) Beneficiários titulares no activo ou aposentados;
    b) Cônjuges sobrevivos ou pessoa que esteja nas condições
    previstas na Lei n.º 7/2001, de 11 de Maio;
    c) Descendentes ou equiparados susceptíveis de usufruir
    de prestações familiares, nos termos da legislação em
    vigor;
    d) Ascendentes a cargo do beneficiário que não concorram
    para a economia comum com rendimentos próprios
    mensais iguais ou superiores a 60 % do indexante dos
    apoios sociais (IAS) ou correspondentes ao respectivo
    montante, tratando -se de um casal

    Também lastimo que a ajuda se fique pelos trabalhadores da administração directa e indirecta do Estado e haverá por aí muitos que também deveriam beneficiar com apoios idênticos, mas há coisas que são bem feitas, mesmo que pequem por ser pequenas, e o que mais me custa é ver algumas ‘postas’ por aqui e por ali, que com um bocadinho de trabalho, apenas, poderiam sair muito melhores…

  6. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro Teófilo, a ser verdade o que escreve (já agora pedia-lhe que me indicasse o documento de 27 de Abril de 2007 que refere), pelo que percebo, é mais uma “medida” já existente ou na qual o apoio às famílias diminui. Por outro lado, também gostaria de deixar claro que não estou contra o facto de se ajudar os funcionários públicos, como o Teófilo parece deduzir das minhas palavras, que têm sido muito maltratados por este governo.
    Sobre o “trabalho” para fazer as postas e até sobre a regularidade com que escrevo lamento, mas depende muito da minha actividade profissional.
    Conforme perceberá não trabalho para o governo (e por aqui me fico, por enquanto)…

  7. teofilo m. diz:

    Caro Tiago,

    é o Decreto -Lei n.º 122/2007, de 27 de Abril que vem aglutinar num único diploma os diferentes serviços que estavam espalhados por diversos serviços sociais.

    Também eu não estou contra o apoio, mas lamento que os trabalhadores do estado tenham benefícios que não são extensivos aos demais cidadãos.

    Eu também não trabalho para o governo, mas dada a minha actividade profissional, certamente terei muito mais tempo livre para me dedicar a este tipo de pesquisas.

    Bom Natal

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro teófilo m.,
    Já transformei a sua investigação em post, com a devida referência.
    Obrigado pelo esclarecimento

  9. teofilo m. diz:

    Não tem de agradecer, foi um prazer.

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