O Obama está para a política como Artur Jorge estava para o futebol. Há décadas, não havia treinador, da liga dos últimos à primeira divisão, que não falasse que queria “fazer coisas bonitas”. Até se percebia a cópia: Artur Jorge tinha estado na universidade e até escrevia versos. Os treinadores tinham arranjado um homem que falava sem escarrar no chão e que conseguia andar e mascar pastilha elástica ao mesmo tempo. Infelizmente, livrados da chusma de treinadores com fatinhos Maconde, floresceu, em Portugal, a resma dos políticos, os de sempre, a copiar Obama e a prometer “change” (em português, trocos). Com a crise das ideias, é sempre mais fácil imitar as frases do que pensar. Não há bicho careta que não “fale da audácia da mudança” e que não pregue que “sim, é possível!”.
Não se pode exterminá-los?




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Mas acima de tudo, pelo que percebo das mentes conservadoras que por aqui vão postando, iludidas e travestidas de progressivas, mudar não, nunca, jamais… é que ainda a “situação” (um dos mistérios do Universo, saber ao certo o que é a “situação”) melhora ou alguma solução inovadora implementada por quem quer que seja funciona ou assim algo do género e depois é o caraças para dar à má língua.
Acima de tudo, é tentar ao máximo manter as coisas como estão, que assim já sabem bem como produzir as suas diatribes; a mudança vai implicar um esforço muito grande de actualização.
Já agora uma pergunta: nem os supostos “progressistas” escapam ao veneno do futebol? Ou é para ajudar à ilusão de estarem perto do “povo” (outra entidade misteriosa, sempre referida na 3.ª pessoa, e da qual o autor/orador/whatever nunca parece fazer parte – assim um “eles” mas em pobrezinhos e indefesos???).
Bjorn qualquer coisa,
É o último comentário seu que deixo passar se não tiver nada que ver com o post que comenta. Eu sei que provavelmente você não percebe o conceito , mas um comentário é suposto contribuir com ideias e não ser apenas um repositório de insultos sem nada que ver com o texto que comenta.
O homem tem um blogue chamado “Sueco Vociferante”… que esperavas? Bom senso?
Cá para mim, trata-se do famoso Cozinheiro Sueco, agora reformado em Portugal.
Bem, o “Sim, é possivel” já foi usado há alguns anos na campanha do partido que agora o recuperou.