Alguma criatura divina tem que existir

 O “TRISTÃO E ISOLDA” regido por Daniel Barenboim e encenado pelo gigante génio tudo Patrice Chéreau já está disponível em DVD (ainda com Waltraud Meier, Storey, Salminen ….).

Isto estreou no Scala em Dezembro passado e já está disponível !

Céus, isto é Graça de quem? Esta rapidez? Quem sabe do que falo, sente-se e clique já na amazon.fr.

Já, é tarde, digo eu.

ADENDA 1: Outra encenação, outro momento de arte total também saiu há pouco: a Valquíria por Stéphane Braunschweig. A simultaneidade destes registos EM NOVEMBRO é um milagre:

De Braunschweig, vimos duas encenações memoráveis em Lisboa : uma “Flauta Mágica” e um “Wozzeck” nos tempos de Pinamonti, S. Carlos. Mas esses tempos, parece-me, já acabaram.

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7 respostas a Alguma criatura divina tem que existir

  1. ? Portar bem como?
    Que tal o Glenn Brown?

    PS.: Faz mas é uma pirataria p’ra gente fazer uma terapia de ouvido …

  2. Pingback: caixa » Blog Archive » Alguma criatura divina tem que existir

  3. Carlos Vidal diz:

    Ainda não tenho o DVD De Puta Madre, mas depois será religiosamente guardado.
    De Puta Madre, quanto ao portar-me bem, devo dizer que nem tudo o que digo é para levar a sério. Mas este “Tristão” é. É para levar muito a sério.

  4. jorge diz:

    Nâo é para armar aos cucos(ainda se usará esta expressão?) mas ouvi a Waltraud Meier com o Siegfried Jerusalem em 2000 em Berlim cantar o Tristão,dirigido pelo Barenboim com a Filarmónica. Prefiro não qualificar essas horas mágicas. A orquestra esteve tão bem que,pela 1º vez na minha vida vi o maestro mandá-la ao palco para ser aplaudida no mesmo plano dos cantores. Mas pareceu-me que a Meier para o final dava sinais de algum cansaço vocal. Agora,com 52 anos,como estará? Talvez renovada e resistente como a Nilsson que cantou Isoldas e Valquírias com mais de 60 anos. Aguardemos esse DVD,até porque as encenações do Chéreau (essas nunca vi ao vivo) são sempre originais e não destrutivas da ligação do público à obra,como sucede com muitos experimentalismos bacocos.

  5. Carlos Vidal diz:

    Caro jorge, todas as suas informações e aquilo de que se recorda é aqui muito bem-vindo.
    Quanto ao Chéreau, que dizer? Que inscreve as suas marcas na história das obras que encena. Quer dizer, como fazer a história das apresentações de determinadas obras sem falar do momento Chéreau, se nelas interveio. Há como que uma espécie de um antes e depois dele.

  6. E já agora, não sei se memorável ou não, houve um Pirandello de Braunschweig na Culturgest. Nem só de ópera se faz um encenador.

  7. Carlos Vidal diz:

    Grato por me ter recordado esse Pirandello que, com muita pena, não pude assistir.
    Entretanto, já há quem diga que a tetralogia de Braunschweig, em desenvolvimento (creio que falta o Crepúsculo dos Deuses), ou vai ser a melhor dos últimos muitos anos, ou apenas pode ser desafiada pela de Chéreau. O que acredito, embora Chéreau seja quase sempre ultrapassável apenas por si mesmo.

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