Se um artista chamado Steve McQueen o convidar para o cinema, não estranhe


Fome, a longa-metragem agora estreada em Portugal, ostenta uma assinatura algo enigmática. Mas não se trata de uma estrela morta, agora rediviva. A coisa é mais simples: Steve é um celebrado video-artist, vencedor em 99 do Turner, conhecido sobretudo pela sua obra de 97, Deadpan, um remake irónico e inquietante da proeza de Buster Keaton acima reproduzida. Não é o primeiro artista “sério” a emigrar para a 7.ª arte – Robert Longo e  Julian Schnabel são exemplos bem recentes – mas talvez seja, a ajuizar pela recepção crítica, o caso de maior sucesso. Fome, evocando a agonia de Bobby Sands, promete. A ver vamos.

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2 respostas a Se um artista chamado Steve McQueen o convidar para o cinema, não estranhe

  1. Carlos Vidal diz:

    Luís, estiveste na “Documenta” de Kassel (a referência destas coisas) de 2002? A melhor obra era de Steve McQueen, impressionante “Western Deep” (2002).
    McQueen, quem mais?, filmou uma negra e insuportável descida de elevador aos fundos da mais funda mina de ouro sul-africana. Ecran negro, raras luzes, ruídos do elevador, ruídos dos mineiros e suas falas entrecortadas, pedaços de coisas e pessoas. E tu, sentado na salinha da expo sem conseguires respirar durante largos minutos. Não esquecer, portanto, “Western Deep”.

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