Poder observar este governo caminhando a passos largos para o abismo, guiado pelo seu mais “valioso” elemento, é um prazer que não quero deixar de ter

É do Evagelho Segundo S. Mateus, XV:14, que isto vem, como se sabe (o bom do Brueghel sabia-o):

“Deixai-os, guias são cegos de cegos: e se o cego ao cego guiar, ambos na cava cairão.”

Já agora o erro da argumentação do Filipe Moura no seu interessante post em baixo, “Da Desobediência”, parece-me este: não viu que eu penso (embora eu não seja ninguém em especial – apenas penso isto:) que não há que discutir se se pode ou não pode desobedecer, se se deve ou não desobedecer à lei.

Pura e simplesmente, há que desobedecer.

(Entretanto, a equipa ministerial da Educação ainda continua no lugar? É que não estou junto à televisão, nem ao rádio)

Adenda 1: Diz Filipe Moura no seu post “Da Desobediência” que quem acha que o governo actual é ditatorial deve assumi-lo. Como penso que a fronteira entre ditadura e democracia não é um valor absoluto e indiscutível (se fosse, porque é que o centro esquerda, o centro direita e a direita não param de chamar ditador a Chavez?, o homem que mais eleições realizou na história do seu país), acho que há resquícios de ditadura na democracia como, por vezes, há resquícios de democracia numa ditadura (por exemplo, “A Sociedade do Espectáculo” de Debord foi por cá editado em 1972). Assim sendo, considero que este é o governo com mais resquícios de ditadura desde 1974. Também posso acrescentar que entre as Conversas em Família de Marcello Caetano e as justificações de M L Rodrigues das suas políticas, inclino-me a preferir as primeiras.

Alguém gosta de ouvir M L Rodrigues e os seus pedidos de desculpa à classe docente ?

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