Orelhas de burro

Como se pode verificar neste comunicado da NASA, o Sol entrou no seu novo ciclo de aproximadamente 11 anos, o ciclo 24, em Janeiro quando foram detectadas as primeiras manchas solares com polaridade invertida em relação à polaridade das manchas do ciclo 23. Apesar deste mínimo ter sido um dos mais calmos registados, os mínimos de 1933, 1954 tiveram um número de dias sem manchas que será comparável ao do corrente ano e o mínimo de 1913 foi bem mais tranquilo com mais de 300 dias sem manchas solares. O corrente ciclo 24 é um ciclo normal que já registou cerca de 18 manchas solares com a nova polaridade, um valor normal em ano de mínimo, e cujo fluxo de radiação emitida tem sido também o esperado. Aqui algumas imagens do Sol que registei no Observatório de Coimbra durante um eclipse parcial de 96, ano de mínimo, onde apenas se observam duas pequenas manchas. Como é hábito em anos de mínimos e máximos a comunidade científica reuniu-se para debater os dados resultantes das observações e curiosamente já em Julho deste ano a NASA deu-se ao trabalho de prevenir o público contra as habituais especulações pseudo-científicas, explicando porque não havia nada de errado na actividade do Sol.

Mas, como o João Miranda nem a NASA ouve, não resistiu e debitou um texto de pura desinformação, errado de uma ponta à outra, onde reina a especulação ignorante e pseudo-científica com o único intuito de tentar negar o aquecimento global, uma obsessão ideológica recorrente do autor. Mas a melhor passagem é aquela em que o autor insinua que se deveria especular sobre um novo mínimo de Maunder. O Mínimo de Maunder é um período de 70 anos (1645 a 1715) durante o qual apenas se registaram cerca de 50 manchas solares. Ora, desde Janeiro, em apenas 10 meses, só o ciclo 24 já registou 18 manchas… Assim sendo, as conclusões do João Miranda têm tanta lógica como diagnosticar a menopausa a uma jovem de 27 anos só porque a menstruação de um determinado mês foi menos intensa do que a dos 6 meses precedentes… Isto não é de espantar vindo do mesmo autor que queria abrir um debate sobre o criacionismo (porque não sobre o pai Natal ou o Peter Pan?) defendendo-o de mansinho até poder, que afirmou que a maior ameaça ao darwinismo vinha da física fundamental (não estou a gozar, leiam isto), que escreveu no mesmo post que “a física é uma teoria” (dava chumbo no secundário), que não percebe o método científico, que veladamente lançou de uma entrada do nível da massa do sangue de Arroja, que jurava que o livro de Al Gore estava cheio de mentiras (essa foi um fartote…) e que afirmou que as conclusões do relatório do IPCC não tinham base científica, que eram apenas uma opinião…

Isto quando é escrito no Blasfémias vale o que vale, mas o nível de disparate das crónicas do mesmo autor nas páginas do DN, lido por milhares de pessoas, supostamente um jornal sério, é do mesmo calibre. Li-lhe três ou quatro artigos e aquilo batia largamente a Palin na disciplina de lançamento da bojarda. O pior é que o DN é lido nos centros de imprensa internacional e estas crónicas são objecto de gozo em Bruxelas, no Luxemburgo, em Estrasburgo e garanto-vos que dão muito mau aspecto do país e do seu ensino.

Para desintoxicar, quem se interessar por física solar aqui ficam umas referências:

– “The Sun, Our Star” de Noyes pelo qual aprendi os primeiros fundamentos de física solar;
Sítio do Observatório Astronómico de Universidade de Coimbra onde existe um registo quase diário de imagens do Sol que vai até 1926;
Sítio do satélite SOHO que observa o Sol em contínuo;
Sítio do ciclo solar 24;
Sítio do SIAM, Universidade de Lisboa, onde o meu caro colega André Moitinho estuda o contributo eventual de vários fenómenos astronómicos (fluxo solar, raios cósmicos e contribuições de natureza galáctica) para o aquecimento global.

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33 respostas a Orelhas de burro

  1. Bjorn Pal diz:

    Bom, o fulano em questão é uma besta ignara, com um extenso currículo nessa ocupação de parvo alegre, como uma análise, que não precisa ser atenta, ao seu blog o demonstra

  2. Pingback: A ciência mirandesa. « Vida Breve

  3. Cam diz:

    a fisica não é um teoria, mas enuncia um conjunto de teorias. Comprovadas experimentalmente, mas teorias. Não é matematica.

  4. Caro Cam:

    Diz que a Física nao é Matemática porque labora sobre “teorias”. Em Matemática nao há teorias?

    Diz que a Física nao é uma teoria, mas um conjunto de teorias comprovadas experimentalmente. Isso é falso. Muitas das teorias em Física nao foram comprovadas experimentalmente (como o bosao de Higgs). Outras nem sequer o podem ser, como alguns pressupostos da cosmologia.

    E que é isso de nao ser UMA teoria e sim um CONJUNTO de teorias? É óbvio que há mais do que uma teoria em Física, mas nao estaria o autor do post referindo-se ao significado conceptual dessa ciência, grosseriamente despojado e reduzido por Joao Miranda?

  5. j diz:

    O Rui Curado importa-se de escrever isto de forma a que um leitor ignorante, como eu, nestas matérias perceba.
    É que julgo existir uma forma mais simples de explicar isto sem ser só para doutores.

  6. CMF diz:

    Objecto de gozo no “estrangeiro” devia ser esta crónica. A começar pelo título. Se é isto que se ensina nas universidades portuguesas, se é este o nível de debate, então o ensino português está mesmo muito mau. Nesse ponto o texto acerta em cheio. Mas ao mesmo tempo dá razão ao João Miranda: este texto fez mais pelos argumentos do JM do que tudo o que ele escreveu sobre o assunto. Claro que para entender isso é preciso saber ler e interpretar o que os outros escrevem.

  7. Antónimo diz:

    Alguém sabe dizer onde é que ele investiga biotcenologia, ou a Fundação já lhe tirou a bolsa de iniciação científica?

  8. Antónimo diz:

    CMF, concretize, vá! Quero ler a força dos seus argumentos!

  9. J:

    Há sempre um risco que se corre neste tipo de textos, ou se escreve um texto para todo tipo de leitores correndo o risco de ser demasiado extenso e maçador para um blogue, ou se escreve um texto mais condensado correndo o risco de ser só para “doutores”. É por isso é que é muito difícil de combater a pseudo-ciência, é um trabalho sujo mas alguém tem que o fazer.

    CMF:
    Se tem problemas em distinguir o que é ciência da pseudo-ciência, ou faz um esforço para perceber a informação que ali coloquei, que é muito clara, ou tem sempre a opção de fazer como a avestruz.

  10. diz:

    Eu não vejo nenhuma transcendência científica no texto. A sua difícil interpretação deve-se apenas … às vírgulas. Experimentei reler este texto alterando arbitrariamente a posição das vírgulas e substituindo aleatoriamente algumas delas por pontos finais e verifiquei que para além de ter conseguido voltar a respirar entre cada frase, ainda acabei por perceber onde se queria chegar, ou melhor, onde não se queria chegar. Se a ideia é entreterem-se a mandar bojardas de um lado para o outro da net ao menos que o façam com o mínimo de dignidade ortográfica.

  11. altc diz:

    O JM pode não perceber nada de “Sóis” e “Luas” (como eu, aliás) mas o autor deste post esqueceu-se das suas recentes, e informadíssimas, opiniões sobre o sector automóvel e sobre o Euro onde demonstrou toda a sua sabedoria acerca dos assuntos em questão.
    Pelos vistos nem todos temos direito ao disparate…

  12. Cam diz:

    Em matematica há teoremas, hipoteses. É muito diferente uma teoria matematica de um fisica. E isso de existirem teoris cosmologicas que não podem ser provadas tem muito que se lhe diga.

  13. CMF diz:

    “Se tem problemas em distinguir o que é ciência da pseudo-ciência, ou faz um esforço para perceber a informação que ali coloquei, que é muito clara, ou tem sempre a opção de fazer como a avestruz.”
    Sei muito bem o que é ciência. E por isso sei que colocar “orelhas de burro” nas vozes discordantes não entra nessa definição. Pode não saber (e lendo o seu texto, e a resposta ao meu comentário deixa-me dúvidas sobre isso), mas o debate, a discussão de ideias, também faz parte dessa coisa chamada ciência. Claro que há quem prefira “atirar bolos” (Lomborg, lembra-se) à cara de quem divulga opiniões diferentes. É um método. Mas não lhe chame ciência. Será pseudo-ciência?

  14. CMF diz:

    “CMF, concretize, vá! Quero ler a força dos seus argumentos!”
    Parece que não percebeu, e a culpa é certamente minha. Eu referia-me à forma, e não ao conteúdo. Ciência também é isso: saber debater, e não arremessar “orelhas de burro”. Claro que é mais fácil esse método. Mas não cabe na minha definição de Ciência. Nem de educação.

  15. CMF diz:

    “Que eu saiba, o Lomborg é um charlatão; de ciência não lhe conheço nada.”
    Mas o Al Gore é grande cientista…

  16. Luis Rainha diz:

    E assim descobrimos que “charlatão” tem como antónimo “grande cientista”, sem nada no meio…

  17. CMF diz:

    Meu caro Luís Rainha, por acaso o meu comentário tinha como alvo “de ciência não lhe conheço nada”. Azar.

  18. CMF

    Eu escrevi apenas sobre Lomborg, e repito que é um charlatão, as vezes que quiser. Não me baseio no preconceito, mas no que já li do que ele escreveu. Ele não é um investigador qualificado sobre muitas (a maior parte) das áreas sobre as quais se pronuncia com tanta veemência – se se der ao trabalho de ler os “links”, vai perceber porquê. O seu livro mais badalado “O Ambientalista céptico” foi arrasado por uma comissão científica dinamarquesa e além disso nem foi publicado na secção de ciência da Cambridge University Press. O Al Gore, embora não lhe dê grande importância – prefiro ir directamente às fontes- pelo menos faz um esforço de citar gente/organizações idóneas.

  19. E é por cromos como o RCS e o JM que existe a histeria à volta destes assuntos. Dá tudo bitaites sobre “ciência” e cada um está convencido que tem razão… Era tão mais simples fazer como fazem os cientistas, afirmar e citar onde se basearam.

  20. Luis Serpa diz:

    Uma pequena nota, José M. Sousa: a dita comissão científica dinamarquesa já pediu desculpa publicamente a Björn Lomborg, porque foi forçada a reconhecer que o homem não é charlatão. Pode ou não estar-se de acordo com o que ele diz, mas as suas teorias são fundamentadas.

    Os exemplos de dogmatismo e de comportamento acientífico são muito frequentes na esquerda (o que não deixa de ser paradoxal, de certa forma). Mas é um debate difícil: é como uma discussão em que um dos intervenientes fala francês e o outro responde em chinês.

    Mais vale ter presente uma velha máxima, cujo autor, infelizmente, não recordo: “Não avançamos para a verdade. Mudamos de dogmas, é tudo”.

  21. Luís Serpa
    A dita comissão sofreu pressões políticas, isso sim. Eu gostava de saber quais são as teorias científicas do Lomborg e a sua fundamentação.
    Eis o resultado da comissão científica – essa sim composta por cientistas, e que recorreu a conceituados especialistas mundiais (como Stuart Pimm, Stephen Schneider, etc.) em cada uma das áreas tocadas por Lomborg:
    http://stephenschneider.stanford.edu/Publications/PDF_Papers/DishonestDane.pdf
    Eu concedo que o sujeito é esperto, disso não tenho dúvida e que convence muitos incautos, também não.
    http://www.planetark.org/dailynewsstory.cfm/newsid/22004/newsDate/27-Aug-2003/story.htm

    Além disso, não sei onde foi buscar essa ideia de que a comissão pediu desculpa:
    «In March 2004, the Danish Committee on Scientific Dishonesty declined to reconsider its verdict against Lomborg»
    http://www.sourcewatch.org/index.php?title=Bjorn_Lomborg#Lomborg_and_the_Danish_Committee_for_Scientific_Dishonesty

  22. Luis Serpa diz:

    “In March 2004, the DCSD stated that since its finding had been to acquit Lomborg of the charges of scientific dishonesty (although they had criticized his biased selection of data), there was no basis to re-open the investigation, and dismissed the case.”

    Caro José Sousa,

    como disse no meu comentário acima, este debate é difícil. Parece-me contudo que se deve reconhecer que o zeitgeist (se não quiser usar o termo “dogma”) está a favor dos Al Gores deste mundo e contra os Lomborgs; e pouco, ou nada, há a fazer.

    Nos anos 70 ser anti-comunista era prova de desonestidade intelectual, era ser primário, ser um horrível explorador das massas, contra a cultura, contra o futuro, contra o bem estar dos povos, e tudo e tudo… Eu posso falar, porque não era comunista e sei o que ouvi, e vivi.

    O ambiente é o marxismo de hoje, e todos aqueles que pedem uma atitude objectiva face aos problemas que ele levanta são os “reaças” daquele tempo. Como dizia acima: “Nao avançamos para a verdade; mudamos de dogma”.

    Claro que se pode dizer que a humanidade precisa de dogmas (deve precisar, se não porque insiste tanto neles?), mas isso é irrelevante. O que é relevante é que os argumentos das pessoas que vão contra o dogma são desmontados numa base moral, ética, ad hominem, acientífica, subjectiva – exactamente como o eram os de quem não era comunista há 30 anos. Mas, como diria um garagista que eu conheci há muitos anos, es ist nicht so schlimm…

    Provavelmente, daqui a trinta anos acontecerá co o ambiente o que aconteceu com o comunismo. Até lá, mas vale ir bebendo umas cervejitas bem geladas, para combater o aquecimento global.

  23. Luís Serpa

    Você deve estar equivocado sobre o tema em debate nest “post” .

  24. Luis Serpa diz:

    “In March 2004, the DCSD stated that since its finding had been to acquit Lomborg of the charges of scientific dishonesty (although they had criticized his biased selection of data), there was no basis to re-open the investigation, and dismissed the case.”

    Caro José Sousa,

    Há trinta anos quem era anti-comunista (ou não era comunista, na verdade não faziam muita diferença) estava três furos abaixo de cão, em certos meios: poupo-lhe (e aos leitores) a descrição, mas saberá decerto a que me refiro.

    O ambiente, hoje, é o marxismo de então; pouco ou nada há a fazer. Só um bárbaro idiota, mentecapto, desonesto (se bem eu pergunte porquê: se se pusesse do lado da maioria provavelmente ganharia muito mais e teria menos chatices) é que ousa pôr em causa o dogma da época.

    De qualquer forma, como diria um garagista meu conhecido, es ist nicht so schlimm. Provavelmente, acontecerá com o ambiente aquilo que aconteceu com o Marxismo. Até lá, mais vale irmos bebendo uma cervejitas bem frescas, para combater o aquecimento global.

    Cordialmente,

    Luis Serpa

    PS – Para ver que as coisas não são sempre simples, aconselho-o a visitar regularmente este site: http://climatedebatedaily.com/.

  25. Luis Serpa diz:

    Oooops, as minhas desculpas. Pensava que tinha apagado o primeiro comentário. Só mesmo de quem não tem certezas sobre o aquecimento global, e outras coisas…

  26. Já conhecia, obrigado.
    Um site que tem este qualificativo : “Pro-IPCC Views” já diz tudo sobre não perceberem nada…

    Então, a propósito disto, sugiro-lhe:

    http://royalsociety.org/displaypagedoc.asp?id=13619 , onde pode ler :

    «The work of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) represents the consensus of the
    international scientific community on climate change science. We recognise IPCC as the world’s most
    reliable source of information on climate change and its causes, and we endorse its method of achieving this
    consensus. Despite increasing consensus on the science underpinning predictions of global climate change,
    doubts have been expressed recently about the need to mitigate the risks posed by global climate change.
    We do not consider such doubts justified.»
    Declaração de 16 Academias das Ciências de todo o mundo
    Já agora, o link indicado, como pode ver, é da Academia das Cíências do Reino Unido
    Você pode preferir acreditar no Pai Natal. Enfim… cada qual opta pelo que entender…

  27. CMF diz:

    José M. Sousa, o livro de Lomborg foi revisto por quatro cientistas, a pedido da editora. Parece que todos deram o seu aval. Pode não ser o processo típico de revisão pelos pares de uma revista científica, mas tem o seu valor. De qualquer forma, não é isto que está aqui em discussão (pelo menos da minha parte). Contra charlatães ou “grandes cientistas”, tortas e orelhas de burro não são coisa digna de debate científico. A “charlatanice”, a existir, denuncia-se com argumentos. O ataque pessoal é a arma dos fracos.

  28. Caro CMF

    Se está mesmo interessado no debate científico então tente ler o PDF acima indicado e tente saber quem são, entre outros, Stuart Pimm e Stephen Schneider.

    Você diz sobre 4 cientistas, etc. Quem são? Porque uma coisa é falar de cientistas políticos, que nada têm que ver com os temas abordados por Lomborg no “Ambientalista Céptico” outra coisa é falar de cientistas nas áreas da biologia, física, energia, etc. que são aqueles que avaliaram essa obra e constam do relatório da Comissão Dinamarquesa do dito PDF.

    Porque eu estou a dar-lhe referências circunstanciadas, e você não!

  29. Luis Serpa diz:

    Caro José Sousa,

    Quem, não sendo cientista, face aos diferentes argumentos apresentados pelos intervenientes prefere acordar mais credibilidade aos arguments dos “cépticos” só pode, claro, acreditar no Pai Natal. É assim, e não há nada a fazer.

    Já agora, quanto às Academias de Ciências: fui casado 15 anos com uma professora universitária e investigadora. Estou bastante familiarizado com os mecanismos de atribuição de fundos para investigação.

  30. Mas quais cépticos?! Você dá o mesmo valor a alguém que lhe fala de astronomia sendo astrónomo do que a outrém que seja, por exemplo astrólogo?
    Acaso um especialista em oftalmologia opera problemas relacionados com a especialidade de neurocirurgia, hérnias por exemplo?! Pode até acontecer, tendo as duas especialidades, enfim! Mas convenhamos. Você está a dar crédito a pessoas que não são qualificadas, pura e simplesmente!
    Mas o que me impressiona mais são os argumentos paroquiais.
    Devem pensar que o mundo é feito à imagem cá da terra!
    Quanto a fundos para investigação, o que não faltam são fundos para promover a desinformação sobre as AC:
    http://www.exxonsecrets.org/maps.php
    http://www.guardian.co.uk/environment/2007/feb/02/frontpagenews.climatechange

    http://image.guardian.co.uk/sys-files/Guardian/documents/2006/09/19/LettertoNick.pdf
    Como pode ver neste último caso, até a Exxon tinha representantes no IPCC.

  31. Luis Serpa diz:

    Caro José Sousa, vamos por partes, pode ser?

    a) Acha que o Bjorn Lomborg está para a ciência como um astrólogo para a astronomia?

    b) Nao sei a que se refere quando fala em “argumentos paroquiais” e na “imagem cá da terra”. No caso, a minha mulher é Suíça, faz investigação na Suíça e colabora em projectos em França, Brasil, Estados Unidos, Argentina e creio, mas não tenho a certeza, que vai começar um em Israel. Não sei se isso é “paroquial”, para si. Para mim não é.

  32. Quanto ao Lomborg, considero-o um aldrabão, portanto…de qualquer modo não é qualificado para merecer o crédito que aparentemente lhe dá sobre o tema em discussão!

    Pouco me importa o seu caso pessoal. Não é disso que estamos a falar. Agora, por favor, confundir “pressões”, incentivos para promover determinados programas de investigação que evidentemente existem e são comuns, com a insinuação de que as conclusões das AC são o resultado disso e que, em todo o mundo – com as resistências sobejamente conhecidas de países e interesses económicos que não querem ouvir falar das AC e o melhor que têm para apresentar é o Lomborg- não há quem investigue eventuais erros de avaliação do problema, francamente!
    O problema deste raciocínio é pensar que a ciência é como a política: tem de haver sempre dois lados, pelo menos; lamento, mas não é necessariamente assim…

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