Eduquem-se bestas – lavem a história com o PS!

Diz o PS no logótipo da sua “Respublica”:
“Outubro 1917, quando a alternativa de esquerda ao capitalismo liberal se começou a concretizar com a tomada de posse, em Estocolmo, no dia 19, na sequência de eleições democráticas, do primeiro governo com participação do Partido Social-Democrata Sueco (em coligação)”
Houve esperança no mundo em Outubro de 1917 ? O mundo tremeu ?
Sim, através de um governo de coligação com a participação do PSD sueco. Quem é capaz de dizer que em Outubro não se passou nada, ou melhor, quem de Outubro destaca isto – o PSD sueco – o que dirá de outras coisas ?
O que dirá, por exemplo, de um tal Partido Nacional Socialista ? Que foi apenas um partido entre outros, jogando o jogo da democracia ?
O que é que esta gente é capaz de rever ? Tudo ? O PSSSSSSSSSSSSS no seu melhor. A reflexão deles revê e lava mais branco. Eduquem-se, bestas !
ADENDA: No fundo, isto também serve para relembrar que a melhor publicação de arte, crítica e política é, precisamente, a OCTOBER, mas a do MIT Press (OCTOBER, aqui, não relembra o PSD sueco, note-se)
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15 respostas a Eduquem-se bestas – lavem a história com o PS!

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  2. O Carlos pode ficar aborrecido com aquilo que o PS disse, mas na verdade, esse Outubro de 1917 na Suécia, trouxe muitíssimos mais benefícios ao povo que aquele outro que se encontra subjacente na sua indignação. O PSD sueco não andou a massacrar gente aos milhões, não instalou um regime policial e elevou a Suécia ao patamar dos países mais desenvolvidos a todos os níveis. quer comparar com a Rússia? Ora, ora…

  3. quem é esta pintora do PS, mais uma JUGULAR criatura, certinha, limpimha e asseadinha do TIDE a lavar a pintora a comentar.Volta Staline, dá- lhes na água pesada e nos volvos.

  4. October do MIT já não há paciência para tanta left review, esquerdiçe avulsa e salvação dos povos.

  5. A. Laurens diz:

    Confuso. Que terá de comum o PSD sueco com a mesma sigla portuguesa?

  6. Carlos Vidal diz:

    Nuno Castelo-Branco,
    Ignoremos o facto de que o P”S” pretendia uma piadinha barata. Uma provocação jardinesca, que, além do mais, é anti-histórica e menospreza a esperança genuína de milhões de seres humanos.
    O P”S” zito está interessado somente nas contas de 2009. Enfim, gostos. Ignoremos esse facto.
    A diferença entre o Outubro sueco e o Outubro de Eisenstein, Malevich e Kandinsky, é aquilo que separa um facto mundial (a humanidade inteira teve esperança) e um facto local.
    É a diferença entre mudar o mundo e gerir o mundo com algum cuidadinho e uma limitação (pequena) de injustiças. Aquele sueco socialismo sempre foi chamado de “socialismo do tédio”. Mas vamos considerar outra coisa. De tempos a tempos algo move a humanidade para uma aventura colectiva no desconhecido. O Outubro sueco não teve nada a ver com isso. O “vermelho”, sim, teve a ver com esse acontecimento necessário.
    Veja o que aconteceu com Obama. Um alargado colectivo sentiu a necessidade de experimentar algo inédito, superar algo estável, razoável. No momento da celebração isso foi o mais importante. Como Outubro, embora muito diferenciadamente. Se a gestão de Obama vai ser uma continuidade com políticas anteriores, ou muito pouco diferente, isso é outra questão. Mas houve um acontecimento com Obama. Noutras proporções, houve um acontecimento com a URSS. Isso conta e marca a história e o futuro. Uma revolução transfiguradora, durante alguns anos foi possível, lá, na URSS, como na França de Saint-Just.
    Mas o P”S” revela aí um grande desdém pelas pessoas. Por milhões de pessoas, e pela história.

  7. Carlos Vidal diz:

    Caro Laurens,
    Programaticamente o PSD sueco, o PSD português e o PS também cá da terra têm tudo em comum: são partidos da gestão do dia-a-dia, fingindo-se progressistas.
    Rosinha, quem é este Rosinha – vá comprar a “October” (não a do P”S”, claro) e depois falamos. Atão não vê que os povos devem ser salvos ? A senhora é pintora, é ?

  8. CMF diz:

    A forma leviana, até desculpabilizadora, como alguns tratam um evento que conduziu meia Europa para a barbárie (a tal “aventura colectiva no desconhecido”) é repugnante. Se calhar não há mesmo esperança para parte humanidade. Não aprende. Nem com revoluções e aventuras colectivas no desconhecido…

  9. Carlos Vidal diz:

    Caro CMF,
    percebo perfeitamente o sentido do seu comentário. Mas, esqueceu-se de um facto muito importante, o mais importante de todos: a história ainda não acabou. Isto poderia ser apenas um cliché, mas não creio. Temos primeiro de determinar se temos ou não desejo ou impulso de emancipação – emancipação em relação ao que nos aliena, espectaculariza, expropria e falsifica. Há lutas de emancipação colectiva ou não, no nosso mundo ?
    Se sim, e desde sempre, todo o gesto que ansiou libertar-se (de qualquer coisa) nunca deixou de ser um salto no desconhecido, e não só na política, como é bem de ver: na arte e na ciência, o imprevisivelmente novo sempre nos moveu.
    Os clichés, por vezes, contêm alguma verdade: o termo a “aventura humana”, por todos citado, não está errado de todo. Como sabe.

  10. Sabe qual é a diferença entre esse que voçê chama P “S” e aquilo que gostaria que o PS fosse?
    A resposta é simples: mais de 100.000.000 de mortos na China, 2 milhões no Camboja, o que se sabe na Europa de Leste e o brilhante resultado da Urss, hoje a maior exportadora de putedo, narcotrificantes e bandidos de todo o calibre. É claro que tudo seria outra coisa para quem pertencesse à ínfima parcela de 1% que explorava e pisoteava todos os outros. Dê-me UM ÚNICO país “desses” melhor que a Suécia. Diga lá…

  11. rosinha dos limões diz:

    Sou pintora neo-figurativa, dou tudo por um belo acontecimento de legitimação sistémica, penso que o mês Outubro é um mês triste como o submarino bem como aquele senhor que viveu na maison saussurre em geneve. Art, Theory, criticism, politics? está tudo dito. Grandes aventuras do novo em avanguardado, já nem nos comités quanto mais no cais, a propósito da sua abjecção também Mussolini bem como outros vieram das esquerdas mais favorecidas. Pois é mais do unidimensional, do unhappy conscious e do abstract universal, pp. 32 embaixo do October PS-II. Vá lá então para o Jugular. Beijos.

  12. rosinha dos limões diz:

    Havia-me esquecido deste outro evento.
    Mais importante que o jugular são as bicicletas, não as do Duchamp mas as da Camara de Lisboa, aqui e agora depois do fraccionismo, desta feita na inteireza do Bloco. Cá está, vamos ter obra inacabada. Vou ter que ensinar ao grande líder e economista da Palma de Baixo, que um Arquitonto é uma espécie de Deus cá na Terra, talvez por vias do construtivismo e da consolidação do si mesmo.
    Parece-me tambem, relativa e abstractamente que anda tudo a colocar-se mais ou menos a jeito, não sei, sei lá, os rapazes do CDS com o PS, os do Bloco com os do PS e assim sucessivamente. Não tenho nenhuma fixação no ps, rapazes e raparigas muito habilitados, gostava contudo e de preferência que me explicasse a razão nova e revolucionária da sua, deles, última vitória eleitoral. Argumentos dadaístas, internacional situacionistas ou anarquistas reflectem insuficiencias de maturidade. Beijos com muitos eventos, sua: rosa é uma rosa é uma rosa.

  13. Carlos Vidal diz:

    Caro nuno castelo-branco,
    Antes de Mao, não sei bem o que era a China. Talvez você saiba.

    Quanto à URSS, creio que foi o grande Ieltsin que dela fez, da Federação Russa concretamente, o maior exportador daquilo que o meu caro releva (e com razão).

    Quanto ao resto, diga-me que pontos comuns encontra entre o partido do “engenheiro” e o social-democrata sueco ?

    cara rosinha,
    É verdade, os argumentos da Internacional Situacionista revelam insuficiências de maturidade, dificuldades em opor o polegar aos restantes dedos, etc.
    Quanto às bicicletas, prefiro de facto as rodas do bom Duchamp. Disso percebo eu. Os senhores António Costa e J. Sá Fernandes, eu não conheço. Também não conheço arquitectos. Parece-me que há um, português, que ainda vai ganhar o Nobel da Literatura.
    Fora isso, só conheço pintores e não figurativos.
    Só conheço a malta das “redes/grelhas”, como sabe.

  14. Ummm, redes/grelhas, sei.
    Ocupação cuidadosa e supérflua, pois que precisão temos nós de rever, em telas, padrões, módulos, repetições, all over’s do nada, acontecimentos-evento humanos que já conhecemos por os haver visto, ou vermos na indústria da cultura, e em certos casos, por ter ouvido falar deles a pessoas do nosso convívio? Posso até dizer que estes esforços inúteis se reduzem a uma presunção cujos resultados são sempre inferiores aos que a vida-morte nos ofereçe.

  15. Carlos Vidal diz:

    Rosinha, copiando o nosso Debord, gostei, boas referências:
    “A sensação do escoar do tempo para mim foi sempre muito viva; por ela me vi atraído do mesmo modo que outros são atraídos pelo vácuo ou pela água. Neste sentido amei a minha época, que viu desaparecer toda a segurança existente e esvairem-se todas as coisas naquilo que socialmente era regulado. São prazeres destes que a prática da maior das artes me não teria dado”.
    Muito bem, rosinha, você é um Debord de saias intuitivo.

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