Referi na passada semana no Klepsýdra a fúria da câmara da Figueira da Foz, cujo presidente Duarte Silva foi constituído arguido no processo do Vale do Galante, para tentar passar a revisão de um plano de urbanização que é mais um atentado ao ordenamento do território. Um dos principais beneficiados das políticas de urbanização do executivo de Duarte Silva tem sido o empresário Aprígio Santos, proprietário da empresa de construção civil Imoholding e presidente do Naval 1° de Maio. Estão a ver o filme não estão? Agora vejam este. Não, não é o Ezequiel Valadas do Gato Fedorento, aqui a personagem é real.




O Aprígio Santos é bem conhecido pelos portimonenses desde que foi apanhado em flagrante a lavrar o sapal da Quinta da Rocha em Alvor, zona húmida protegida.
Vide aqui uma cronologia que mostra como, de crime em crime, vai conseguindo destruir um tesouro de um património natural:
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=25866
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=11543
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=17423
Mete festas, fugas à polícia judiciária, jantaradas pagas a gente da Câmara, retroescavadoras , tudo.
Palavras para quê, é um artista do empreendedorismo português.
Escusado será dizer que isto já deu milhões a ganhar, em particular a Joe Berardo:
http://dn.sapo.pt/2008/02/11/economia/berardo_ganha_milhoes_quinta_alvor.html
eu gosto particularmente da parte em que se refere que “(…) aliado à paisagem das aldeias alentejanas, em que o golf surge naturalmente como elemento aglutinador.” Naturalmente.