Pesquisa

O incomparável

23 de Novembro de 2008 por Carlos Vidal

Apesar da morte de Danièle Huillet, podemos sempre voltar a ver e rever, graças às Éditions Montparnasse, o melhor cinema das últimas (cinco) décadas. (Regressar-se-á a este tema).

Comentários

Comentário de Victor Afonso
Data: 24 de Novembro de 2008, 18:18

O cinema dos Straub é muito bom mas… será o “melhor cinema das últimas cinco décadas”?

Comentário de antonio
Data: 24 de Novembro de 2008, 19:23

Pois… também não sei.
Mas há turcos que o apreciam (FNB stands for FenerbaHce, ou lá como aquilo se chama)… e russos também que hospedam as ‘coisas’ em sites alemães… Nada como a ‘intermete’ , n’est-ce pas ?

Para o caso da vossa cultura ser REALMENTE inculta, e estarem mêmo tesos, aqui:

Jean-Marie Straub, Danièle Huillet – Chronik der Anna Magdalena Bach (1968)

http://www.avaxhome.ws/video/genre/art_house/ambach_by_straubhuillet.html

e também:

Jean-Marie Straub, Danièle Huillet – Klassenverhältnisse (1984)

aqui:

http://www.avaxhome.ws/video/genre/art_house/klassen_by_shuillet.html

Os outros comprem na amazon ou no ebay, ou aprendam a funkar com o google (google is your friend…)

Obrigado pelo post, Carlos Vidal. É sempre um prazer re-descobrir que nem todos os meus compatriotas são ladrões ou cabotinos. :-)

Comentário de Carlos Vidal
Data: 24 de Novembro de 2008, 20:04

É provável que seja. Apesar da pergunta dever sempre ser feita quando surgem afirmações do tipo daquela que fiz.
Godard gosta de falar de Schliemann que, quando viu umas ruínas disse: “Aqui devia ter sido Tróia”. Há aí algo que ultrapassa a linguagem ou a linguagem como cadeia, prisão. Uma sensação inadiável e não objectiva.
Depois, diz ainda Godard, veio a TV e a comunicação dos jornais em massa. Aqui tudo é certo, comunicante, claro. A linguagem aprisionou tudo e todos. Que fazem os Straub? Radicalmente, despem: a linguagem, o cinema, o texto, a imagem. Tudo despido e tudo em conflito, para que tudo valha sem hierarquias.
Quando vejo “Othon”, dificilmente acompanho os diálogos de tão rápidos são. Fico pois a olhar para os diálogos, para as faces dos actores, olhares, perucas que se movem (como diz Straub). Retomo os diálogos e a palavra surge então com mais força: Racine, eis tudo.
Gesto radical, não vi nada parecido.

antonio, grato pelas indicações – que sejam seguidas, Straub-Huillet, seja como for devia ser obrigatório.

Comentário de rosA DOS LMOES
Data: 26 de Novembro de 2008, 13:57

Que casal tão unido, produtor, trabalhador e concreto.