Ainda Mahler e Gergiev (ou então estou completamente surdo e embrutecido)

Habituei-me a admirar este russo que, no mesmo dia, dirige concertos em Roterdão, Londres, Paris e Nova Iorque. Habituei-me a admirar este amigo de Putin (e eu também gostava de ser) que redescobriu toda a ópera russa, tornando-a uma das mais fascinates narrativas dos últimos anos: Glinka, Borodine, Moussorgsky, Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky (a sua “Dama de Espadas”, por exemplo, com o Kirov é superável?), Shostakovich (apesar de ninguém poder competir com Mravinsky), Prokofiev (bela integral sinfónica com a OSL), entre muitos (só mais um: Scriabine).
Agora chegou a vez de Mahler, agora que tomou a direcção da Orquestra Sinfónica de Londres, e de Mahler parece ter feito o seu primeiro grande projecto, como eu disse. Oiço e volto a ouvir esta 6ª e continuo a (quase sempre) não gostar. Mas, porque insisto em Gergiev? Ora, por causa deste “Pássaro de Fogo”. Não chega ?

Porque será que esta genial personagem não faz Mahler (que quer fazer, diga-se) como faz Stravinsky ?
Acho que não percebo nada disto (ou na próxima tento Vivaldi – se for capaz).

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