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	<title>Comentários em: A revolta contra o real</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75696</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 13:38:15 +0000</pubDate>
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		<description>Miguel,
Desculpa o atraso na resposta, trabalho a mais. &quot;Inautenticidade&quot;, &quot;autênticos&quot;... Acho que não usaria essas palavras. Que o nosso processo de construção nacional se fez na longue durée, de forma sedimentar, e que foi o político que segregou o étnico, ao contrário do que se passou nos processos acelerados de etno-génese da Europa Central e Oriental nos sécs. XIX e XX (e em Israel - o Luís Lavoura tem razão - que se inspira neles directamente), que por comparação parecem daqueles filmes do início do cinema, com menos imagens por segundo - isso parece-me um facto; simplesmente, esse facto torna-nos diferentes, mas não nos torna ontologicamente melhores (mais &quot;autênticos&quot;) que os outros; mais: uma nacionalidade mais &quot;natural&quot; e menos &quot;inventada&quot; que outras pode ter efeitos colaterais negativos - e como sabes há, por exemplo, muito boa gente a pensar (e a escrever) que o facto de não ter sido necessário que o aparelho escolar ensinasse às crianças uma língua que lhes era estrangeira foi um dos factores responsáveis pelo facto de o analfabetismo português ser historicamente superior ao dos países com que nos podemos comparar. De resto, a &quot;nação cívica&quot; é um conceito de facto, mas é também um conceito normativo, e que é preciso manipular com cuidado: neste último sentido, é preciso ter sempre presente que a &quot;nação cívica&quot; constitui um horizonte teórico e que seu estado &quot;puro&quot; não tem, nunca teve e se calhar nunca terá realização histórica; todas estão &quot;manchadas&quot; de etnicidade e é preciso perceber esses limites sob pena de também não percebermos o seu potencial efeito opressor.
P.Porto:
O &quot;linguicídio&quot;, por acção voluntária e premeditada do poder de Estado, é evidentemente uma violência altamente condenável; o mesmo &quot;linguicídio&quot; como efeito espontâneo da vida social pode dar pena, mas mais nada: obviamente, nenhuma língua, nenhuma cultura se pode julgar com direito a ser eterna.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel,<br />
Desculpa o atraso na resposta, trabalho a mais. &#8220;Inautenticidade&#8221;, &#8220;autênticos&#8221;&#8230; Acho que não usaria essas palavras. Que o nosso processo de construção nacional se fez na longue durée, de forma sedimentar, e que foi o político que segregou o étnico, ao contrário do que se passou nos processos acelerados de etno-génese da Europa Central e Oriental nos sécs. XIX e XX (e em Israel &#8211; o Luís Lavoura tem razão &#8211; que se inspira neles directamente), que por comparação parecem daqueles filmes do início do cinema, com menos imagens por segundo &#8211; isso parece-me um facto; simplesmente, esse facto torna-nos diferentes, mas não nos torna ontologicamente melhores (mais &#8220;autênticos&#8221;) que os outros; mais: uma nacionalidade mais &#8220;natural&#8221; e menos &#8220;inventada&#8221; que outras pode ter efeitos colaterais negativos &#8211; e como sabes há, por exemplo, muito boa gente a pensar (e a escrever) que o facto de não ter sido necessário que o aparelho escolar ensinasse às crianças uma língua que lhes era estrangeira foi um dos factores responsáveis pelo facto de o analfabetismo português ser historicamente superior ao dos países com que nos podemos comparar. De resto, a &#8220;nação cívica&#8221; é um conceito de facto, mas é também um conceito normativo, e que é preciso manipular com cuidado: neste último sentido, é preciso ter sempre presente que a &#8220;nação cívica&#8221; constitui um horizonte teórico e que seu estado &#8220;puro&#8221; não tem, nunca teve e se calhar nunca terá realização histórica; todas estão &#8220;manchadas&#8221; de etnicidade e é preciso perceber esses limites sob pena de também não percebermos o seu potencial efeito opressor.<br />
P.Porto:<br />
O &#8220;linguicídio&#8221;, por acção voluntária e premeditada do poder de Estado, é evidentemente uma violência altamente condenável; o mesmo &#8220;linguicídio&#8221; como efeito espontâneo da vida social pode dar pena, mas mais nada: obviamente, nenhuma língua, nenhuma cultura se pode julgar com direito a ser eterna.</p>
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		<title>Por: P.Porto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75609</link>
		<dc:creator>P.Porto</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 19:01:46 +0000</pubDate>
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		<description>Fica então claro que o brio nacional também pode levar à promoção da identidade linguistica pela via da &#039;invenção&#039; de uma língua. Boa ideia.

Já agora, fica a &#039;encomenda&#039; de um texto sobre o reverso do que expôs, isto é, o linguicídio. Por exemplo, o linguicídio das linguas do sul de França, ou o ainda recente linguicídio do Português em Olivença.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fica então claro que o brio nacional também pode levar à promoção da identidade linguistica pela via da &#8216;invenção&#8217; de uma língua. Boa ideia.</p>
<p>Já agora, fica a &#8216;encomenda&#8217; de um texto sobre o reverso do que expôs, isto é, o linguicídio. Por exemplo, o linguicídio das linguas do sul de França, ou o ainda recente linguicídio do Português em Olivença.</p>
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	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75596</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 16:26:33 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora, e segundo li, processo similar ocorreu com o moderno hebraico, que não passa de uma língua inventada e aperfeiçoada a partir daquela em que alguns textos bíblicos foram escritos, com o fim de servir a um projeto nacionalista.

O mesmo, aliás, que a estrela de David, que nunca foi símbolo do povo judeu nem do rei David - não passa de uma moderna reutilização de um símbolo tradicional em toda a região do Médio Oriente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, e segundo li, processo similar ocorreu com o moderno hebraico, que não passa de uma língua inventada e aperfeiçoada a partir daquela em que alguns textos bíblicos foram escritos, com o fim de servir a um projeto nacionalista.</p>
<p>O mesmo, aliás, que a estrela de David, que nunca foi símbolo do povo judeu nem do rei David &#8211; não passa de uma moderna reutilização de um símbolo tradicional em toda a região do Médio Oriente.</p>
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	<item>
		<title>Por: miguel vale de almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75569</link>
		<dc:creator>miguel vale de almeida</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 10:13:12 +0000</pubDate>
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		<description>Gostava de ler desenvolvimento do teu post, mas agora sobre o português.. claro que não em relação ao século 19 e seus surtos nacionalistas, folcloristas e românticos, mas um pouco mais atrás. Falávamos português na cama, para usar a tua feliz expressão? Que português? Mais: hoje, falamos português na cama? Qual? Há sempre um certo perigo em &quot;acusar&quot; os outros de inautenticidade, porque implicitamente nos elegemos em autênticos. A não ser que façamos um &quot;disclaimer&quot; sobre isso... Just a thought...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostava de ler desenvolvimento do teu post, mas agora sobre o português.. claro que não em relação ao século 19 e seus surtos nacionalistas, folcloristas e românticos, mas um pouco mais atrás. Falávamos português na cama, para usar a tua feliz expressão? Que português? Mais: hoje, falamos português na cama? Qual? Há sempre um certo perigo em &#8220;acusar&#8221; os outros de inautenticidade, porque implicitamente nos elegemos em autênticos. A não ser que façamos um &#8220;disclaimer&#8221; sobre isso&#8230; Just a thought&#8230;</p>
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		<title>Por: manuela</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75552</link>
		<dc:creator>manuela</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:56:55 +0000</pubDate>
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		<description>A mesma situação do basco está a ocorrer com o crioulo cabo-verdiano, provavelmente surgirá uma norma de compromisso entendível e aceite por todos os falantes. 
E no fundo também é em certa medida o que está a acontecer com as tentativas de unificação gráfica do galego, embora seja um caso um tanto mais melindroso. Uns são mais &#039;lusistas&#039;, outros mais &#039;galeguistas&#039;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A mesma situação do basco está a ocorrer com o crioulo cabo-verdiano, provavelmente surgirá uma norma de compromisso entendível e aceite por todos os falantes.<br />
E no fundo também é em certa medida o que está a acontecer com as tentativas de unificação gráfica do galego, embora seja um caso um tanto mais melindroso. Uns são mais &#8216;lusistas&#8217;, outros mais &#8216;galeguistas&#8217;.</p>
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		<title>Por: Andre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75535</link>
		<dc:creator>Andre</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 19:18:46 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, nao sou um linguista e o meu basco nao está muito afinado, mas pelo que sei os falantes de alguns dialectos acham muitas vezes outros dialectos nao inteligiveis. A variedade será maior e incomparável ao Portugues/Brasileiro ou Espanhol/Mexicano.
Nao sendo especialista, acredito que de facto a variabilidade nao será identica ao Galego/Portugues/Castelhano, mas nao se poderá comparar a um acordo ortográfico.
Aliás o Batua é baseado principalmente num dos dialectos (sao uns sete-oito) e por isso muitos falantes dos outros dialectos nao concordaram com esta unificacao e ela só foi aceite devido à logica de que se nao fosse realizada, os dialectos todos acabariam por desaparecer em favor do castelhano. Acharam entao que o mal menor é falarem uma outra coisa que apesar de diferente, sempre é basca e nao espanhola.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, nao sou um linguista e o meu basco nao está muito afinado, mas pelo que sei os falantes de alguns dialectos acham muitas vezes outros dialectos nao inteligiveis. A variedade será maior e incomparável ao Portugues/Brasileiro ou Espanhol/Mexicano.<br />
Nao sendo especialista, acredito que de facto a variabilidade nao será identica ao Galego/Portugues/Castelhano, mas nao se poderá comparar a um acordo ortográfico.<br />
Aliás o Batua é baseado principalmente num dos dialectos (sao uns sete-oito) e por isso muitos falantes dos outros dialectos nao concordaram com esta unificacao e ela só foi aceite devido à logica de que se nao fosse realizada, os dialectos todos acabariam por desaparecer em favor do castelhano. Acharam entao que o mal menor é falarem uma outra coisa que apesar de diferente, sempre é basca e nao espanhola.</p>
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	<item>
		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75533</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 19:12:51 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado a todos pelos comentários.
Luís Naves: A prática do &quot;aperfeiçoamento&quot; nacional das línguas, como lhe chama, foi de facto generalizada, na Europa Central e Oriental, durante o século XIX e até inícios do XX (a norma escrita do lituano moderno, por exemplo, só ficou estabelecida há pouco mais de cem anos). Em todo o lado o processo foi mais ou menos o mesmo: poetas e filólogos iam supostamente beber à pureza dos falares rurais, que depois codificavam em línguas mais ou menos inventadas, que serviam de bandeira aos movimentos nacionalistas e que depois, nos locais onde esses movimentos conseguiram obter a criação de Estados nacionais, contavam com os aparelhos de Estado para serem impostas à generalidade da população. Toda a questão está, bem entendido, em saber se esses sábios acordaram velhas nações do seu sono ancestral ou não contribuiram sobretudo para a criação de um arsenal de mitos destinados a justificar a existência de novos Estados. Distinto desse processo são os caso de mudanças de língua (como o finlandês), que parecem ocorrer sobretudo por uma consideração de interesses das élites locais (por exemplo, a burguesia flamenga, na sua esmagadora maioria francófona até há três gerações, é hoje neerlandófona em igual percentagem, provavelmente para não se excluir do jogo político regional) ou situações em que uma língua ganha &quot;afinidades electivas&quot; com outras também por considerações políticas (caso, como disse bem, do romeno, ou mais recentemente do turco, que com o Kemalismo sofreu uma purga oficial de palavras de origem árabe ou persa, para importar outras das línguas ocidentais). Sem querer ser chauvinista, tudo isto são exemplos retirados do etno-nacionalismo europeu moderno, que pouca ou nenhuma aplicação têm (felizmente) nos Estados-nação da Europa Ocidental (excepto no caso de reivindicações periféricas, do tipo basco ou corso) e são insusceptíveis de se verificar em países com trajectórias de construção nacional semelhantes à nossa.
Timeshel:
Há evidentemente consequências políticas a tirar de factos semelhantes aos descritos: pela minha parte, tenho uma alergia visceral a processos de construção nacional baseados na identidade étnica e não na ideia republicana de uma nação cívica; mas como disse antes, preferi concentrar-me nos processos mentais inerentes a estas situações e não na sua dimensão política.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado a todos pelos comentários.<br />
Luís Naves: A prática do &#8220;aperfeiçoamento&#8221; nacional das línguas, como lhe chama, foi de facto generalizada, na Europa Central e Oriental, durante o século XIX e até inícios do XX (a norma escrita do lituano moderno, por exemplo, só ficou estabelecida há pouco mais de cem anos). Em todo o lado o processo foi mais ou menos o mesmo: poetas e filólogos iam supostamente beber à pureza dos falares rurais, que depois codificavam em línguas mais ou menos inventadas, que serviam de bandeira aos movimentos nacionalistas e que depois, nos locais onde esses movimentos conseguiram obter a criação de Estados nacionais, contavam com os aparelhos de Estado para serem impostas à generalidade da população. Toda a questão está, bem entendido, em saber se esses sábios acordaram velhas nações do seu sono ancestral ou não contribuiram sobretudo para a criação de um arsenal de mitos destinados a justificar a existência de novos Estados. Distinto desse processo são os caso de mudanças de língua (como o finlandês), que parecem ocorrer sobretudo por uma consideração de interesses das élites locais (por exemplo, a burguesia flamenga, na sua esmagadora maioria francófona até há três gerações, é hoje neerlandófona em igual percentagem, provavelmente para não se excluir do jogo político regional) ou situações em que uma língua ganha &#8220;afinidades electivas&#8221; com outras também por considerações políticas (caso, como disse bem, do romeno, ou mais recentemente do turco, que com o Kemalismo sofreu uma purga oficial de palavras de origem árabe ou persa, para importar outras das línguas ocidentais). Sem querer ser chauvinista, tudo isto são exemplos retirados do etno-nacionalismo europeu moderno, que pouca ou nenhuma aplicação têm (felizmente) nos Estados-nação da Europa Ocidental (excepto no caso de reivindicações periféricas, do tipo basco ou corso) e são insusceptíveis de se verificar em países com trajectórias de construção nacional semelhantes à nossa.<br />
Timeshel:<br />
Há evidentemente consequências políticas a tirar de factos semelhantes aos descritos: pela minha parte, tenho uma alergia visceral a processos de construção nacional baseados na identidade étnica e não na ideia republicana de uma nação cívica; mas como disse antes, preferi concentrar-me nos processos mentais inerentes a estas situações e não na sua dimensão política.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Antónimo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75524</link>
		<dc:creator>Antónimo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 17:36:41 +0000</pubDate>
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		<description>Luís Naves já deve ter dado por o ele mas anda aí nas livrarias, recém-editado, o Mito das Nações, de Patrick Geary. A tónica cai muito sobre o Leste. E lembra até como os portugueses e os kosovares podem estar mais aparentados do que se imagina, via bárbaros vândalos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís Naves já deve ter dado por o ele mas anda aí nas livrarias, recém-editado, o Mito das Nações, de Patrick Geary. A tónica cai muito sobre o Leste. E lembra até como os portugueses e os kosovares podem estar mais aparentados do que se imagina, via bárbaros vândalos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: timshel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75516</link>
		<dc:creator>timshel</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 14:53:25 +0000</pubDate>
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		<description>um belo texto

devia tirar todas as consequências, nomeadmente as políticas, deste texto</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>um belo texto</p>
<p>devia tirar todas as consequências, nomeadmente as políticas, deste texto</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: luis naves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75514</link>
		<dc:creator>luis naves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 13:43:21 +0000</pubDate>
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		<description>muito interessante, mas é pena não ter desenvolvido a ideia. conheço outros casos, mais no leste europeu, onde as línguas foram &quot;aperfeiçoadas&quot;, num sentido mais nacional. O seu excelente post suscita-me o seguinte comentário: provavelmente, no século XIX, ter uma identidade nacional forte e distinta dos vizinhos era mais importante do que o incómodo de mudar de língua. diga-se de passagem que a mudança de língua foi muitas vezes imposta pelas elites. criaram-se também poderosos mitos (o mito do romeno ser uma língua latina, por exemplo). mas no século XXI as coisas parecem diferentes e mais complexas: em vez da pureza, assistimos à miscigenação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>muito interessante, mas é pena não ter desenvolvido a ideia. conheço outros casos, mais no leste europeu, onde as línguas foram &#8220;aperfeiçoadas&#8221;, num sentido mais nacional. O seu excelente post suscita-me o seguinte comentário: provavelmente, no século XIX, ter uma identidade nacional forte e distinta dos vizinhos era mais importante do que o incómodo de mudar de língua. diga-se de passagem que a mudança de língua foi muitas vezes imposta pelas elites. criaram-se também poderosos mitos (o mito do romeno ser uma língua latina, por exemplo). mas no século XXI as coisas parecem diferentes e mais complexas: em vez da pureza, assistimos à miscigenação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75512</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 13:31:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=10158#comment-75512</guid>
		<description>O Euskara Batua é uma tentativa da Academia da língua basca de unificar as regras de grafia do basco. O que você chama dialectos, que são formas parecidas de falar o basco continuam a existir. Este processo de  fazer uma norma que se aplique à totalidade dos falantes existe em todo o lado. Era como comparar o acordo ortográfico com a invenção de uma língua. Num livro sobre os bascos editado pela L&#039;autrement, Bernardo Atxaga tem uma genial descrição do processo de criação desta língua que &quot;não tinha lugar na corte&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Euskara Batua é uma tentativa da Academia da língua basca de unificar as regras de grafia do basco. O que você chama dialectos, que são formas parecidas de falar o basco continuam a existir. Este processo de  fazer uma norma que se aplique à totalidade dos falantes existe em todo o lado. Era como comparar o acordo ortográfico com a invenção de uma língua. Num livro sobre os bascos editado pela L&#8217;autrement, Bernardo Atxaga tem uma genial descrição do processo de criação desta língua que &#8220;não tinha lugar na corte&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75511</link>
		<dc:creator>Andre</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 13:05:15 +0000</pubDate>
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		<description>E o Batua? A lingua &quot;oficial&quot; basca? Uma lingua criada nos anos 70 para tentar criar uma uniformizaçao artificial do país basco que possuia inumeros dialectos diferentes que em muitos casos pouco tem a ver com a nova língua.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E o Batua? A lingua &#8220;oficial&#8221; basca? Uma lingua criada nos anos 70 para tentar criar uma uniformizaçao artificial do país basco que possuia inumeros dialectos diferentes que em muitos casos pouco tem a ver com a nova língua.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/23/a-revolta-contra-o-real/comment-page-1/#comment-75501</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 12:06:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=10158#comment-75501</guid>
		<description>Porreiro, pá!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Porreiro, pá!</p>
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	</item>
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