Relembro apenas

Relembro apenas algo que já Vítor Dias escrevera no seu blogue “o tempo das cerejas”. O Secretário da Administração Pública, de seu nome Gonçalo Castilho dos Santos declarou ao “Correio da Manhã” que, a partir de Janeiro de 2009, “trabalhadores que não estejam com a reforma serão trucidados”. Repito: “trabalhadores que não estejam com a reforma serão trucidados”.
A colunista Constança Cunha e Sá, no “Público” de 12 / 11 dedicou um texto a esta pérola política.

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23 respostas a Relembro apenas

  1. GL diz:

    “Trucidar – matar cruelmente com barbaridade, mutilar”. O gajo se descaiu. Ou não deve saber o significado da palavra.

    Mas e então? o governo quer trucidar os funcionários? Ora bolas.

  2. Carlos Silva diz:

    Queria que fosse ao contrário : “ministros que não estão com as reivindicações dos trabalhadores serão trucidados ?”, o que de resto tem sucedido nestes ultimos 34 anos.

    Ou seja, quem mandaria nas politicas do país seriam os trabalhadores. Ou seja, as pessoas nas eleições iriam votar em quem ? No dirigente sindical, na Comissão de trabalhadores, em todos os trabalhadores que fossem à maior manif, ou será que haveria mesmo eleições ?

    Isto é assim : agarre nos professores aí duma escola qualquer, dos que se recusam frontalmente a serem avaliados, e ponha-os numa empresa privada. A Administração dessa empresa decidia fazer alterações de fundo, vulgo reformas, no modo de funcionamento da empresa. Esses senhores professores, agora funcionários da dita, recusar-se-iam, faziam manifs, exigiam a demissão do admnistrador, por aí fora.

    Agora adivinhe quanto tempo demoraria até eles serem corridos da empresa para fora…

    No Estado é a mesma coisa. Ou deveria de ser. A Ministra da Educação está mandatada pelo voto das pessoas para dirigir aquilo. Tem toda a legitimidade do mundo para tomar decisões. E deve tomá-las porque foi para isso que as pessoas elegeram um governo.

    Os sindicatos, as associações de professores têm todo o direito de dar as suas opiniões acerca das decisões da Ministra, e até discordar frontalmente. Mas meu amigo, a ultima palavra cabe à senhora Ministra. Ela não é obrigada a concordar com os sindicatos. Pode muito bem entender que estes não têm ponta de razão, e faz aquilo para que foi, repito, mandatada pelo povo : toma uma decisão final.

    A partir daqui, é como na dita empresa. Os professores são funcionários remunerados. São assalariados do Ministério, pagos pelos impostos do Povo, o mesmo Povo que pôs lá a Ministra para ser superior hirrárquica dos profs. Sendo assalariados, têm direitos e têm obrigações. Uma delas é obedecerem às ordens emanadas dos superiores hierárquicos, gostem ou não, caso contrário acontece-lhes como aos profs que foram para a dita empresa : processo disciplinar, e até, eventualmente, despedimento. Se não é assim, deveria de ser, que é para as regras serem iguais para todos.

    Se os senhores professores não gostarem destas regras óbvias, é-lhes reconhecido o direito a demitirem-se, e a procurarem emprego, com outros superiores mais ao jeito.

  3. teresa diz:

    Isso foi uma ironia! Então não se nota logo?
    Estar a aproveitar uma ironia, sem consequências, para montar um circo hipócrita e moralista?

  4. Carlos Vidal diz:

    Como diz GL, trucidar quer dizer matar, eliminar, mutilar. O secretário de estado, de que já não me lembro o nome, não vai matar ninguém. Mas quer matar, eliminar e mutilar profissionalmente. Todo o governo o quer, aliás.

  5. Carlos Silva diz:

    Está enganado. O que o Governo quer é avaliar os professores e fazer incidir os resultados da avaliação na carreira. Para os melhores será bom, para os piores nunca será tão mau, como deveria de de ser, e como é, por exemplo, no scetor privado.

    Como deve saber, até agora, e ao longo de décadas, a esquerda estúpida assumiu que era tudo igual, os maus eram iguais aos bons, e ganhavam todos o mesmo. O que é injusto como calcula.

    Já agora, sabe o que custa remover um incompetente da administração pública ? É impossível não é ? O que é injusto para os contribuintes que são obrigados a deixar na dita administração uma parte dos salários.

  6. Ricardo Santos Pinto diz:

    Carlos Silva,

    Realmente, tudo serve para dizer mal dos professores, mesmo que o assunto não tenha a ver com professores.
    O assunto é o Secretário de Estado da Admiistração Pública, não é o Secretário de Estado da Educação ou a Ministra da Educação. Há mais gente a trabalhar para o Estado, não são só os professores, sabia?
    Nem sequer percebo porque vem falar dos professores, quando o Secretário de Estado estava a falar precisamente dos outros funcionários públicos.
    A propósito, conto-lhe uma história deliciosa que se está a passar nm Departamento da Segurança Social. Os superiores hierárquicos estabeleceram os objectivos a cumprir e os critérios para a avaliação de desempenho dos seus funcionários.
    No final, ultrapassaram todos os objectivos e tiveram todos, segundo aqueles critérios, Muito Bom.
    E agora, o que fazer? Solução brilhante. Ainda há tempo até ao fim do ano e pode-se reverter a situação. O chefe já mandou que não seja entregue serviço à maior parte dos funcionários. Assim, sem serviço atribuído, não poderão ter Muito Bom porque não cumprirão os objectivos estabelecidos.
    Deve ser este o tipo de avalação de desempenho que se pretende para os Funcionários Públicos.
    Eu cá já decidi também que, este ano, vou estabelecer quotas para as notas dos meus alunos. Assim, em cada 25 alunos, só um poderá ter nível 5 e não mais do que dois poderão ter nível 4. Os níveis 3 não têm quotas.Penso que é justo.

  7. Carlos Vidal diz:

    Relembro apenas que não se está, da parte do governo e seus apoiantes, a falar de professores. Está a falar-se DE TODOS OS PROFESSORES.

  8. Carlos Vidal diz:

    É difícil perceber o que eu disse ??

  9. Carlos Silva diz:

    Ricardo diga-me uma coisa. Suponha que numa empresa um superior quer fazer elevar um seu funcionário à categoria de chefia de um departamento. Vai analisar o desempenho das pessoas e verifica que tem 3 funcionários ao mesmo nível, todos excelentes. Quantos acha que ele escolhe para chefe do departamento ?

  10. Carlos Vidal diz:

    Talvez escolha os três ou só um. Diga lá como é que ele procederá ?

  11. Ricardo Santos Pinto diz:

    Escolhe um.
    Mas, penso eu, utillizará um critério sério para escolher.
    Acha que não entregar serviço a um funcionário para poder dizer que ele não atingiu os objectivos é sério?
    Há uns anos, numa empresa privada onde tralhava, foi estabelecido um prémo de 50 contos extra para quem atingisse primeir 1 000 contos de facturação. Quando o vendedor que ia à frente estava quase a chegar lá, o patrão anunciou que, afinal, só ganhava o prémio quem chegasse aos 2 000 contos. É justo?
    Responder-me-á: sim, se for funcionário público, é justo.

  12. Carlos Silva diz:

    Estou a falar de uma empresa, não estou a falar de uma escola pública, com uma tal de “gestão democrática”, que consiste em muitos mandarem e nenhum ter responsabilidade.

  13. Ricardo Santos Pinto diz:

    O post não fala dos professores.
    O Secretário de Estado não estava a falar dos professores.
    Dei-lhe um exemplo da avaliação dos funcionários da Segurança Social.
    Dei-lhe um exemplo de uma empresa privada que não comentou.
    Nada disto tem a ver com professores.
    E continua a «malhar» nos professores, a despropósito, porquê? Há tantos «posts» sobre o assunto neste blogue, por que não comenta lá o seu ódio pelos professores?
    Vou fazer como o Carlos, vou falar de uma coisa que não tem nada a ver.
    Na minha opinião, é vergonhoso o Governador do Banco de Portugal nada ter feito perante o que se estava a passar no BPN. Se fosse numa empresa privada, ja tinha sido demitido.

  14. Carlos Silva diz:

    O que a frase “trucidados” significa é que, por muito que as Corporações que existem no interior da Administração Publica, reajam contra as reformas (pensadas para o bem público, logo de TODOS os portugueses) porque assim mantém os seus privilégios, a maioria totalmente injustos em relação aos restantes portugueses, as reformas avançam mesmo, com sindicatos ou sem sindicatos.

    E está correcto ou não será ?

  15. Carlos Vidal diz:

    Pode-se sempre tentar substituir uma corporação de interesses na íntegra, troca-se cento e cinquenta mil manhosos por cento e cinquenta mil pessoas honestas e preparadas para dar o melhor ao futuro do país.

  16. pisca diz:

    Carlos Vidal, por favor o PS tem 150.000 nomes registados nos seus ficheiros ? Incluindo a Fatinha de Felgueiras ?

  17. Carlos Vidal diz:

    Hádem ver que tem, tem sim senhor: contemos: Jorge Coelho, a de Felgueiras, a lurdes dona lurdes, o Sócrates (o velho podíamos tentar também convencê-lo), o Vital, se viesse o Sócrates velho vinham mais gregos, em quantos vamos ?

  18. Carlos Vidal diz:

    Então e não vale malta do PSD ?

  19. Carlos Vidal diz:

    Este Oliveira e Costa, como reitor do Liceu de Camões, por exemplo.

  20. Ricardo Santos Pinto diz:

    Não, a frase não está correcta.
    O que acha quando Cavaco Silva, antes de ser Presidente, disse em relação aos funcionários públicos: «A única solução é esperar que morram».
    Vai mais ou menos no mesmo estilo.
    Muitas vezes, pior do que as medidas tomadas, é aquilo que se diz das pessoas. Denegrir ao máximo uma classe profissional, torná-la odiada aos olhos da opinião pública para depois fazer reformas com o apoio popular é nojento.
    E assim perdem a razão que no início podiam ter.

  21. Carlos Vidal diz:

    As três últimas linhas, o último parágrafo, é a política de boa educação do governo. Boa síntese.
    E qual é a frase que não está correcta ? A dos “trucidados” ? Ou não está correcta porque a de Cavaco é melhor ?

  22. GL diz:

    O gajo é sadô-masô, teve uma noite do caraças e se descaiu. E vocês a levarem a sério essa conversa.

  23. Ricardo Santos Pinto diz:

    A minha resposta era para o Carlos Silva.
    Obviamente, a frase “trabalhadores que não estejam com a reforma serão trucidados” mostra bem o estilo do Governo. E como é óbvio, não está correcta, sobretudo vinda do governo. Aquilo é frase de anti-funcionário público primário.
    E a frase do Cavaco vai exactamente no mesmo sentido.

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