Wittgenstein e a verdadeira esquerda


Paul Wittgenstein, irmão do outro, começava a sua carreira como pianista quando eclodiu a I Grande Guerra. Nela, perdeu o seu braço direito. Decidido a não desistir de tocar, fez uma série de encomendas a compositores de nomeada. Entre obras de Richard Straus, Hindemith, Britten, Florent Schmitt e Prokofiev (esta nunca chegou a ser tocada em público por Wittgenstein), acabou por ser o Concerto para Piano e Orquesta em Ré maior, de Maurice Ravel, a mais conhecida. Isto apesar de um desentendimento com o compositor francês, pouco feliz com a liberdade com que o pianista encarava a peça.
Elisso Wirssaladze ao piano, com a filarmónica de S. Petersburgo, dirigida por Nikolai Alekseev. Continua aqui.

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7 respostas a Wittgenstein e a verdadeira esquerda

  1. Sobrinho, Rainha, sobrinho. (Ou não é mesmo do “Sobrinho do Wittgenstein” do TBernhard?).

  2. Luis Rainha diz:

    Não. Eram mesmo irmãos, filhos de Karl Wittgenstein, industrial.

  3. Heitor diz:

    Não é que tenha grande relevância, mas faço notar que Paul Wittgenstein era de origem austríaca, tendo-se naturalizado norte-americano em 1946.

    Heitor

  4. Heitor diz:

    Uma pequena nota: escrevi o comentário anterior pelo facto de no texto se referir “o pianista alemão”.

  5. Carlos Vidal diz:

    Bem visto Luís Rainha, bem visto. No mesmo ano, Ravel escreveu o seu outro concerto para piano (este para as “duas mãos”), em Sol Maior. Qualquer um deles vale dez “esquerdas” de Portugal. E com isto não quer dizer que a nossa “esquerda” valha pouco. Os concertos do francês é que valem muito.

  6. Luis Rainha diz:

    Heitor,
    Tem toda a razão.

  7. jorge diz:

    De acordo com o comentário das 0.37. Sobretudo o andamento lento do Sol Maior, tocado pelo Samson François.

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