Paul Wittgenstein, irmão do outro, começava a sua carreira como pianista quando eclodiu a I Grande Guerra. Nela, perdeu o seu braço direito. Decidido a não desistir de tocar, fez uma série de encomendas a compositores de nomeada. Entre obras de Richard Straus, Hindemith, Britten, Florent Schmitt e Prokofiev (esta nunca chegou a ser tocada em público por Wittgenstein), acabou por ser o Concerto para Piano e Orquesta em Ré maior, de Maurice Ravel, a mais conhecida. Isto apesar de um desentendimento com o compositor francês, pouco feliz com a liberdade com que o pianista encarava a peça.
Elisso Wirssaladze ao piano, com a filarmónica de S. Petersburgo, dirigida por Nikolai Alekseev. Continua aqui.




Sobrinho, Rainha, sobrinho. (Ou não é mesmo do “Sobrinho do Wittgenstein” do TBernhard?).
Não. Eram mesmo irmãos, filhos de Karl Wittgenstein, industrial.
Não é que tenha grande relevância, mas faço notar que Paul Wittgenstein era de origem austríaca, tendo-se naturalizado norte-americano em 1946.
Heitor
Uma pequena nota: escrevi o comentário anterior pelo facto de no texto se referir “o pianista alemão”.
Bem visto Luís Rainha, bem visto. No mesmo ano, Ravel escreveu o seu outro concerto para piano (este para as “duas mãos”), em Sol Maior. Qualquer um deles vale dez “esquerdas” de Portugal. E com isto não quer dizer que a nossa “esquerda” valha pouco. Os concertos do francês é que valem muito.
Heitor,
Tem toda a razão.
De acordo com o comentário das 0.37. Sobretudo o andamento lento do Sol Maior, tocado pelo Samson François.