Put your hands up for Detroit!

As três marcas de Detroit (GM, Ford e Chrysler) estão neste momento no Congresso Americano a tentar obter 25 mil milhões de dólares de ajuda do bolo de 700 mil milhões de dólares do programa de salvação das instituições financeiras (Troubled Asset Relief Program) aprovado em Outubro.
É a segunda vaga da crise a atingir empresas que dependem de crédito directo e do crédito ao consumo dos seus clientes. A crise de Detroit não é brincadeira nenhuma, sem esta ajuda o Center for Automotive Research estima em cerca de dois milhões e meio o número de empregos em risco se a produção das três empresas fosse reduzida para metade – a solução equacionada para evitar falências.

Repete-se a história, agora na indústria automóvel, perante a ameaça de falência de empresas-chave a mão invisível passa a ser um conceito apenas útil à retórica de crentes, enquanto no terreno é à mão socialista que calha o trabalho sujo. Além do mais, convém neste caso evitar a vergonha que seria a invasão das estradas americanas por viaturas europeias, após décadas do proteccionismo agressivo praticado no mercado automóvel americano.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

4 respostas a Put your hands up for Detroit!

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Bonitos aquelas maquinas, Mac Pro, não é?

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Rui, lembras-te daquele anúncio:
    – Primeiro vieram os banqueiros e comeram, depois veio a indústria automóvel e comeu, depois veio o coelhinho (nós)…
    – Não, não, o coelhinho foi com o governo e o pai natal no comboio ao circo.

  3. Estava tão distraído a olhar para o tipo, nem reparei nos Macs 😉

    Boa Tiago 😀

  4. altc diz:

    “convém neste caso evitar a vergonha que seria a invasão das estradas americanas por viaturas europeias”
    As estradas americanas já foram invadidas por viaturas estrangeiras, só que japonesas.

    As viaturas europeias têm preocupações que chegam (e mercados que faltam): da recusa do governo alemão em dar a ajuda solicitada pela Opel à suspensão parcial da produção da Renault (de Portugal ao Brasil) passando pela (há muito tempo) anunciada e eminente falência da Fiat.

    O sector automóvel europeu não está muito melhor que o americano (apesar da tecnologia automóvel estar a anos luz de distância). A capacidade “sobreprodutiva” instalada, no sector, vai dar muitas dores de cabeça pela Europa fora. E nós, Portugal, vamos ser dos principais afectados (já estamos a ser). Aproximam-se tempos muito difíceis (e nem sequer estou a falar da Autoeuropa).

    Deixe lá a América, olhe cá para dentro e vai ver como pode bem com os males automotorizados da América.

Os comentários estão fechados.