Ricardo Pinto: “Requiem pela ministra da Educação” (3)

Claro que, para toda a gente, os professores não querem ser avaliados. Para toda a gente, professores e sindicalistas (as centenas que há anos não entram numa sala de aula e que, em nome dos professores, assinam entendimentos com fins meramente partidários e que vendem os seus representados à primeira oportunidade) é exactamente a mesma coisa.
É fácil generalizar e uma mentira dita muitas vezes transforma-se em verdade. Mas a realidade desmente-o: não têm faltado, na internet e nas escolas, a apresentação de modelos alternativos ao modelo chileno que este ministério optou por implementar. Ai, ai, esse grande país que é o Chile!
A Fenprof já apresentou um modelo alternativo. A FNE prepara-se para fazer o mesmo. O professor Paulo Guinote, em «A Educação do Meu Umbigo», também já o fez: “Corresponder ao final de cada ciclo de progressão, servindo exactamente para definir a passagem ao escalão seguinte.
Corresponder a períodos de três anos – o que implicaria uma progressão na carreira com mais níveis salariais e sem saltos tão grandes entre níveis.
Basear-se na apresentação pública de duas aulas, uma sobre a actividade desenvolvida no período anterior, podendo ser mais geral (apreciação global do trabalho realizado) ou mais específica (apresentar uma intervenção mais particular em torno de um problema) e outra sobre o(s) projecto (s) a desenvolver no período trianual seguinte (actividades não lectivas a dinamizar, projectos inovadores no trabalho em sala de aula).A prova seria avaliada por um júri que incluísse um elemento do Ensino Superior na área das Ciências da Educação ou da área científica de origem do avaliado, o(a) Presidente do órgão de gestão da Escola, um elemento a designar pelo ME (potencialmente um inspector qualificado para o efeito), um representante da comunidade educativa (por exemplo da Associação de Pais) e o coordenador do Departamento Curricular (no caso da avaliação destes, seria substituído, por exemplo, pelo Coordenador dos Docentes do seu ciclo de ensino).
Essa prova contaria para 50% a 70% da avaliação (25% a 35% por cada aula), sendo o restante resultante de uma avaliação realizada internamente quanto ao desempenho do docente em termos de assiduidade, inserção no projecto educativo da escola, cumprimento das actividades lectivas e tarefas não lectivas, numa grelha com não mais de 10 parâmetros.»
Vão continuar a dizer que não conhecem nenhum modelo alternativo ao modelo chileno?
Cá por mim, e apesar de não ter nada que andar a apresentar modelos de avaliação (sou professor, não político ou sindicalista), eu optava pelo modelo de avaliação de professores da Finlândia.
É o exemplo para tudo, não é, o finlandês? Até querem acabar com os chumbos, porque assim se faz na Finlândia! Então, eu quero ser avaliado segundo o modelo finlandês.
No meio disto tudo, faça-se justiça à ministra. Nada disto partiu da sua cabeça. Não me parece que seja assim tão inteligente. João Freire, sociólogo, foi o seu grande mentor.
Da sua cabeça saiu, sim, o tipo de discurso e pose utilizados, e isso é indesculpável. Um ministro é um patrão, e um patrão não se deve esforçar para que os seus funcionários o detestem. Mesmo que tome medidas contra os interesses dos seus funcionários, não o deve fazer com arrogância e altivez, como se quisesse «trucidar» (nas palavras de um Secretário de Estado) quem não está de acordo com ele. Correia de Campos fez reformas e pôs em causa interesses, mas não me lembro de uma palavra mais desagradável contra os seus funcionários, como os médicos. Não precisou de gritar nem de insultar para ter razão.
Pessoalmente, não lhe perdoo a forma como me desmotivou. A forma como me «pintou» aos olhos da sociedade portuguesa, do resto da comunidade educativa. Lembro com saudades o ano de estágio – todos os meus alunos desse ano foram convidados para o meu casamento, todos foram e juntaram 40 contos (era dinheiro em 1996!) e uma salva de prata para me oferecer. Lembro-me como então abri um conflito familiar, porque convidei os meus alunos e não convidei os meus primos. Lembro-me que ainda hoje continuo a jantar com eles de vez em quando. Lembro-me que, alguns anos mais tarde, os meus alunos do 9.º ano ficaram sem uma visita de estudo que lhes estava prometida e, para compensá-los, fui uma semana para o campismo com eles. Depois das aulas acabarem e responsabilizando-me pessoalmente por tudo perante os pais. Lembro-me que, ainda em 2005, ficava na escola até à meia-noite, às vezes, só para poder acabar o Jornal da Escola a tempo de ser entregue aos alunos.
Não precisava de leis para estar na escola horas infinitas. Não precisava de avaliações para correr quilómetros para encontrar um filme ou uma música para mostrar aos meus alunos. Não precisava de agradecimentos, mas também não precisava de ser insultado diariamente por quem manda em mim. Nem precisava de generalizações – se havia quem não cumpria e por isso tinha de ser responsabilizado, e para isso era necessário mudar a lei (e muito bem), isso não significava que todos tivessem de ser metidos dentro do mesmo saco.
Aos que pensam que todos os professores são iguais, aos que pensam que é um paraíso ser professor, só queria vê-los uma semana a trabalhar numa escola difícil, num dos Bairros Sociais do Porto ou de Lisboa. Olhem que não é fácil, não é nada fácil.
E se num tom irónico, no final do seu mandato, a ministra veio pedir desculpas pela desmotivação que criou aos professores, devia era ter pedido desculpa a todo o sistema público de ensino. Porque, ao fim de três anos e depois de tanta histeria, nada mudou de realmente importante.
Perdão, mudou a situação das escolas públicas nos rankings das escolas. Já se sabe que é estupidez comparar ensino privado (onde os alunos são seleccionados à lupa) com ensino público, que faz muito mais em condições muito mais difíceis.
Mas já se pode comparar o desaparecimento do ensino público dos lugares cimeiros nos últimos anos. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:

Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros.

2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros.

2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.

Mais do que as medidas, mais do que os resultados, foi o discurso e a pose que a fizeram perder a razão. E por isso foi derrotada. Três anos de insultos diários aos professores e de humilhação total – «os professorzecos» – tinham de dar nisto.

Paz à sua alma!

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45 respostas a Ricardo Pinto: “Requiem pela ministra da Educação” (3)

  1. teresa diz:

    Mas quais insultos? Nunca vi a ministra a insultar nenhum professor e continuam a falar dos insultos! Deliram?
    O que tenho observado é insultarem a ministra.

  2. teresa diz:

    Quando é que será que os professores vão entender que quem os pintou não foi a ministra mas os seus sindicatos e a forma como reagiram com apupos e reunioes por sms’s para assobiadelas? Basta ver 1 minuto de Mario Nogueira e aquele ódio que vomita arrogancia e má educaçao que se fica a detestar todo o cenário. Não foi só com a avaliação. Foi com as aulas de substituição, é com tudo.

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Cara Teresa,
    Mesmo entre os assessores da ministra já devem ter percebido que alguma coisa correu mal. Sindicatos livres, realidade que algumas pessoas convivem mal, existem há mais de 30 anos, desde o 25 de Abri, e nunca os professores estiveram tão unidos contra uma ministra e a sua política.
    O facto do governo querer estigmatizar essa oposição, afirmando que todos os contestários ou são comunistas ou estão manipulados por eles, não altera essa realidade. É apenas um recurso desesperado a um certo mantra de velhos tempos.
    A ideia do governo que as reformas se fazem contra os “privilegiados” , que são normalmente gente ignara que não quer as mudanças é mt interessante. Até porque o governo escolheu como privilegiados os professores, os funcionarios públicos e os reformados. Estranhamente, este discurso não se aplica a esta crise económica. Apesar de a economia ter de ser reformada, ao governo não lhe passa pela cabeça fazer essa reforma contra os banqueiros. Quer dizer, cada governo escolhe os inimigos que a sua política quer. Esta ministra da educação escolheu governar contra os professores. E, isso, na minha opinião é significativo.

  4. A.xavier diz:

    Afinal por qauis critérios progredirão os professores na Carreira? Ou por Alminha de quem?

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Naturalmente, a progressão na carreira deve ser sujeita a vários critérios, nomeadamente o desempenho. Coisa que já existia. Veja-se as leis 2000 e de 1995. O que não havia era uma progressão condicionada à partida, declarando e fazendo tudo para que só uma infima minoria possa progredir.

  6. A.xavier diz:

    Nuno Ramos de Almeida, não percebe muito de nada, pois não?

  7. Patricia Costa diz:

    Que a ministra é teimosa e arrogante é um facto,que a maioria dos professores podem ter razão,apesar de não ser professora,não contesto.Contudo a forma como o dirigente da Fenprof se manifesta não fica longe da ministra em arrogancia.E esta história dos miúdos andarem a atirar ovos e tomates fora da escola quando deviam estar nas aulas torna esta situação muito pouco abonatória na opinião pública.A RTP entrevistou alguns miúdos e eles disseram que tinham sido convocados por SMS,contudo á porta da escola onde estavam reunidos os secretários de estado duas professoras apressaram-se a desculpar os cachopos,alguns alunos disseram que estavam ali porque os professores os incentivaram.Demarcarem-se só da luta dos alunos como fez o Nogueira não chega é preciso que condenem este tipo de formas de protesto,e ainda não ouvi nenhum professor faze-lo.

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro A. xavier,
    Bastante mais do que as pessoas que usam o insulto como argumento. Se o usam é porque não conseguem argumentar. Não acha?

  9. teresa diz:

    Pois, há 30 anos, Nuno Ramos. Deve ser por isso que há mais ministros de educação que dirigentes de sindicatos. Fartam-se de deitar ministros abaixo e todas as politicas nunca estao contentes, Apesar de serem professores que fazem os programas para as escolas e vão trabalhar para o ministerio quando saem de lá parece que não foram eles os professores que escolheram os programas e dizem mal dos mesmos. Há 30 anos que o sindicato luta “contra as politicas de educação” dos sucessivos governos e deve colocar na parede o retrato do ministro que fez cair! É um sucesso educativo.

  10. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Cara Patrícia,
    Primeira questão, acho que não deve confundir os estudantes e os lançamentos de ovos com a Fenprof e os sindicatos. Ví, aliás, já vi vários dirigentes sindicais condenarem os ovos na ministra.
    Segunda questão, eu já fui dirigente estudantil, já me manifestei sobre as proprinas e a PGA, fi-lo por vontade própria e não me senti manipulado. É verdade que na altura não havia sms…mas de que forma você pensa que hoje os estudantes comunicam? O convocarem manifs de sms não é surpresa nenhuma, o contrário é que seria estranho.
    Nas manifs estudantis existe uma descoberta da rua que é reveladora. Reveladora da insatisfacção, mas também reveladora da situação social dos estudantes. Embora fosse positivo que os jovens dos subúrbios pobres se expressassem como senadores gregos é pouco provável que o façam. Saber isso, não é justificar nada, mas apenas perceber o que se está a passar. Ver por todo lado professores manipulados e estudantes telecomandados impede-nos ver uma questão importante. A profunda insatisfação de professores e estudantes e as suas razões.

  11. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Cara Teresa,
    O seu comentário devia fazê-la meditar. Se tudo o que escreve é verdade, porque razão só agora a esmagadora maioria dos professores se opõe, com os seus sindicatos, ao governo? Pense nisso.

  12. João diz:

    Sou professor.

    Sou avaliado todos os dias. Não de uma forma formal, mas sou-o todos os dias.

    Entendo que um professor é mais do que um simples funcionário aplicador de uma qualquer burocracia decretada.
    Entendo, como entendem os grandes pensadores da educação, da esquerda à direita, que um professor tem que ser um intelectual, um investigador… tem que ser alguém que procura a melhoria da seu desempenho em todos os momentos…
    mas só o pode fazer se conseguir fazer formação todos os anos (informal e formal), se conseguir actualizar-se continuadamente, se conseguir reflectir individualmente e em grupo as suas práticas.
    para o fazer não pode passar o tempo todo a preencher papéis que nada acrescentam à realidade que é necessário, antes de tudo, melhorar na escola. e o que tem que se melhorar na escola são as aulas, antes de tudo o resto é dentro da sala de aula que tem que se operar melhorias.
    de nada valem dossiers bonitos, planificações magnificas, relatórios belíssimos se não conduzirem a melhores aulas…

    a avaliação de professores que deveria ser um meio para a tornar melhor tornou-se um fim em si mesma.
    a política da educação da senhora ministra passou a ter como objectivo primeiro a avaliação dos professores, esquecendo os fins maiores da escola.
    e passou a ter como objectivo a avaliação de professores para permitir que se possa, num futuro próximo desinvestir na educação, tornando a classe docente num conjunto de meros executores do “brilhantismo” do pensamento “pedagógico” do ministro que ocupar a 5 de outubro.

    as reformas não se aplicam contra os professores…não é preciso fazer mais do que ler os estudos nacionais e internacionais para o perceber.
    os bons ministros são, antes de mais, bons líderes que conseguem mobilizar os profissionais para a implementação de estratégias que permitam a melhoria da escola.
    a sra ministra não o consegue fazer.
    não pode continuar a sê-lo.

  13. Chico da Tasca diz:

    Venho aqui dar uma palavra de apoio e de solidariedade à Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues pela sua Coragem e Determinação, face ao poder das Corporações de Privilegiados deste país, aliadas ao Oportunismo de Sindicatos, braços armados de partidos sem escrupulos.

    Sra. Ministra, não ceda, não olhe para os 100 mil, 120 mil, 150 mil, 200 mil, 500 mil… Olhe para os Portugueses TODOS ! Olhe para os que não sabem se vão ter emprego amanhã, para os que não ganham 1500 e 200 euros, olhe para os que precisam que estas medidas sejam tomadas, como pão para a boca.

    Mantenha a calma e a serenidade, não ceda ao insulto ! Mas não abique da Determinação e da Firmeza !!!!!

    Sou um Português saturado do laxismo, do diálogo ad eternum sem qualquer medida prática, da eternização do estatuto de privilégio de uns poucos !

    Tenha Força !

  14. A.xavier diz:

    Insulto?
    O que revelas saber sobre o assunto é nada. Sabes de ouvido umas coisa, e, no fundo, não estás a fazer mais do que isso: repetir de novo coisas velhas e já sem uso que se preste a mais nada do que a encher espaço só por encher. Ao cabo e ao resto, o que é que está em causa? Começa por aí?

  15. Luis Moreira diz:

    Meus caros, leio e fico muito preocupado.No essencial a ministra tem razão.Enquanto a escola for tão má os professores não têm razão nenhuma. A não ser que me venham dizer que os professores não têm influência nos resultados. Se assim é, há que tirar as devidas ilações.A escola é má, os alunos saem mal preparados, temos que mudar esta escola. Os sindicatos não querem mudar nada! Vejam os concursos anuais.Uma ópera bufa para os sindicatos andarem a gritar que estava tudo mal e á sucapa colocarem uns quantos á linha.Nos lugares que lhes interessava.Tambem estiveram contra.E essa medida como é óbvio é sensata e necessária.Mas os sindicatos se puderem ainda a irão repescar.Nada muda para os sindicatos.A não ser o valor das cotas.Os sindicatos têm que apresentar alternativas e perceberem que não co-governam a educação.Pois é caros, perante uma escola esconsa e ineficaz quem vos lê julga que estamos perante um ataque a algo perfeito.A ideologia cega!

  16. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Xavier,
    Admitindo que eu não sei nada e que você sabe imenso, que é a única coisa que você diz nos seus comentários. Não acha que é altura de compartilhar connosco as pérolas de sabedoria que possui? Até agora, o meu caro Xavier, só tem perdido tempo em declarar a minha imensa ignorância, em contraponto com os seus vastíssimos conhecimentos na matéria. Chegou a altura de mostar. É mesmo um imperativo nacional: Xavier salve a pátria e soletre-nos o caminho. Você consegue.

  17. teresa diz:

    Já pensei Nuno. Creio que é pela ministra não ceder nem ir embora como os outros. Quer mesmo reformar alguma coisa. Pena que os bons professores e mesmo os menos bons não queiram aproveitar e prefiram ouvir a historieta.

  18. A.xavier diz:

    Pois Consigo! Duvida?
    Agora não me apetece. Vou tomar café… Voltarei para o ilustrar. Bem anda precisado.

  19. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro A. xavier,
    A pátria afunda-se e você vai tomar café. Já não se fazem Messias como antigamente. Fico à espera que tome café no Largo do Rato, presumo.

  20. LA-C diz:

    Agradeco ao autor destes textos a disponibilidade para os escrever. fazia-me falta a visao de alguem de dentro do sistema.
    Ricardo Pinto, espero que continue a participar neste debate, aqui neste blogue em qualquer outro.

  21. A.xavier diz:

    Não. Tomo no Deck.
    Mas, entretanto: vai buscar papel e caneta.

  22. Nuno Ramos de Almeida diz:

    E eu que estava desconfiado que tu não sabias o que era um papel e caneta que já fazias tudo no Magalhães e não querias outra coisa. Mal posso esperar, é uma pena os comentários não suportarem power point para tu me explicares melhor. Mas vou-me esforçar para perceber a reforma da educação sócrates, explicada por um tipo que tem como máquina de e-mail a palavra “javibar”…vai ser educativo.

  23. Miguel diz:

    Embora possa parecer surpreendente para os “professores”, uma parte substancial dos “não-professores” não os entendem.

    Não os entendem porque conhecem e compreendem outras realidades que incluem avaliações. progressões, chefias, etc.

    Por mais que os “professores” tentem explicar que são uma excepção que se deve auto-avaliar e promover… mais ninguem vai entende o que dizem.

    Os factos são relativamente simples: 1) Até agora não existia um verdadeiro modelo de avaliação de desempenho dos professores e 2) A carreira é “Rectangular” (por oposição a piramidal). Quem começa chega ao topo.

    Estes dois factores são anómalos numa sociedade moderna e equilibrada. Promove a mediocridade e desculap os maus resultados.

    É certamente uma parte importante do belissimo estado em que está a educação pública em Portugal e parece ter sido desenhado por um grupo de directores de escolas privadas, para estoirar com a concorrência.

    Por mim, é irrelevante o modelo de avaliação que é proposto ou utilizado, desde que cumpra três condições: 1) Incentiva a formação de melhores cidadão, mais educados, mais preparados para a vida profissional e civica 2) distingue os melhores professores (não so bons..os melhores) 3) recompensa os melhores professores (não os bons…os melhores).

    Nenhuma proposta de sindicatos ou dos eloquentes professores que vão sendo entrevistados responde aos meus critérios.
    Em especial, evitam cuidadosamente o facto de a progressão nas carreiras ter de ser limitada “até ao nivel de incompetência de cada um ” (principio de peter). Esta escusa é evidente neste post em que se refere avaliação, mas não se diz que apenas uma parte pode chegar ao topo da carreira.
    Os professores ficam escandalizados!!
    ” Se eu tiver uma avaliação de muito bom, não sou promovido?”
    Bem..se todos tiverem…Não.
    Qual a surpresa? Os vossos concidadãos conhecem bem este facto da vida. mesmo que uma empresa tenha 1000 empregados super-emepnhados, motivados e a cumprir a sua missão a 100%…só existe um presidente da empresa.

    Isto será dificil de perceber?

    Para terminar. Este reforma é impossivel de fazer “com os professores” porque, por definição, uma parte significativa ficará pior do que hoje (na sua carreira). Adicionalmente, ninguem sabe quem será. Por isso vêm todos para a rua.

    Espero que a ministra se mantenha firme. mesmo que o modelo de avaliação seja probre, deve estabelecer os principios e dentro de 2 ou 3 anos pode ser aperfeiçoado.

    Miguel

  24. Ricardo diz:

    Caro Ricardo Pinto,

    Mas desde quando é que os rankings são indicador de qualidade das escolas. Se no próximo ano várias escolas públicas aparecerem no topo, será obra da Ministra. Por favor…juízo! A diferença está na selecção de alunos, se as escolas públicas também seleccionarem, sobem no ranking.

    Mau texto. O António Barreto tem razão, o que pensa a escola de tudo isto?

  25. Miguel: O mundo não é perfeito. Mas para complicá-lo já basta D/deus, não?
    EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE! Que tal?
    Lê o Post do A. Xavier. Vale.

  26. “Perdão, mudou a situação das escolas públicas nos rankings das escolas. Já se sabe que é estupidez comparar ensino privado (onde os alunos são seleccionados à lupa) com ensino público, que faz muito mais em condições muito mais difíceis.”

    Já não deves ter presente a razão da PGA, com certeza??? Eu Recordo-te: que estava a aceder ao Ensino Superior eram os filhos das Classes Baixas. Incomodou muita gente. Ai as cocegas que isso foi fazendo. Nada melhor que uma prova de português para colocar Travão à MOBILIDADE SOCIAL. E para dar uma ajuda o florescimento das Universidade-Institutos Privados cogumelos-intoxicantes.
    Meu caro Ricardo: eu tirei posteriormente a tudo uma Pós-G circundada de Upper-classes – INOCENTE-EUZINHA!! – Claro que como sou De Puta Madre!! as pernas já estavam Cortadas antes de entrar. Eu fui seleccionada para PAGAR O Curso aos Outros! ( Isto dito pela Coordenadora do cujo, futura daminha deste país!!) 3 anos depois, o meu trabalho foi considerado o MELHOR, aquilo que exactamente se pretendia… segundo o que a Idalina Conde, uma prof. do Curso.
    Resumindo meu caro: não há mobilidade social. Tudo está pensado e blindado para que esta não ocorra. Uma Sociedade que não avalia o mérito, não se pauta por ele é promotora da Fraude, da Trapassa, da mediocridade. A Actual “avaliação” é sintomático dessa sociedade que quer fazer Culto à Hierarquia, à vassalagem, a lambeBotismo, ao tão deleitável Calcar para Baixo tão ao gosto do Humano-rasca.
    EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE!!! É por aí! Claro que muita gente não vai gostar, não é?? Pois. Estudem Mais! Preparem-se melhor!
    Tudo isto é uma estúpida forma de remediar a M-RD-. É bom que páre. E comece do Princípio, de forma justa, EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE.
    Ou vamos ter Cenários DPS – Cenários Fantasma – para fazer de conta. E andamos à mercê da Sorte como quem joga no Euromilhões???

  27. A. Xavier diz:

    Vamos lá esclarecer uma coisa. Uma coisa com um exemplo prático, corroborado por uma realidade de quase 20 Anos. Ou andaste mesmo muito distraído? Tipo: vais com as Marias.

    Vamos Listar:

    1. Alunos
    2. Docentes
    3. Conselhos Directivos, agora Comissões Executivas.
    4. Universidades
    5. Pais
    6. Sociedade Civil
    7. Jornalistas
    8. O Miguel Sousa Tavares ( que tão distraído a dizer mal dos Professores, parece que se esqueceu de ensinar à filha que de manhã se bebe LEITE. Coisas que se aprende em casa. E não é para professor nem ensinar, nem aturar!
    9. Ministério da Educação/ Direcções Gerais etc.
    10. Sindicatos
    11. Partido Comunista, p. Exemplo.
    12. Mercado de Trabalho Docente.

    O Exemplo prático é a Disciplina de DPS = Desenvolvimento
    Pessoal e Social

    RedaçãoZinha sobre os frames:
    I- Dado vivermos num Estado Laico, há inevitavelmente que corresponder a essa assumpção na prática. E como é de pequenininho que se torce o pepino (?!?): há que criar uma disciplina curricular que preencha este requisito para que todo o Indivíduo subsumido Português o possa ser mais plenamente. Assim pensado, assim executado. Surge a Disciplina Curricular DPS. Todos Aplaudiram (os Onze Listados!), à excepção dos primeiros da lista, ou seja, os alunos. Mais uma disciplina, mais uma hora, mais uma estopada no cinzelar da sua identidade futura e etc’s. Acontece que esta Disciplina DPS era de longe mais atractiva do que a outra Disciplina Curricular Alternativa: Religião e Moral.

    Vejamos a razões para o atractivo de DPS e a sua incontornável ( como odeia LRainha esta palavra!!) mestria formativa da garotada e adolescentes portugueses.

    Anota os factores favoráveis:
    Escola:
    a) Não havia professores com Formação Própria para a leccionar.
    b) Os Conselhos Executivos devido à alínea a) nem orçamentavam os encargos respeitantes à manutenção do DPS.
    c) Os Directores de Turma Y respectivos responsáveis pela elaboração dos Horários – devido às alíneas a) e b) – apenas colocavam o DPS no Horário a Título decorativo ( para os alunos) e, claro, como pró-forme de legalidade ( para o ME).

    Universidades ( Reporto-me só há grande Lisboa e vale do Tejo):
    a) Havia uma Pós-graduação na Universidade Católica ( que custava 600 contos) em que os Licenciados de Filosofia ( da UC) tinha prioridade de acesso.
    b) Faculdade de Psicologia da Universidade Clássica
    O curso estava aberto a todos os Professores Licenciados profissionalizados, mas dava prioridade aos professores Efectivos. Logo, isso significava que um Licenciado Profissionalizado não tinha acesso directo ao Curso.

    Sociedade:

    a) Os país N-Católicos ou Católicos pouco praticantes estão Felizes, a miudagem vai ter uma abordagem guiada à cidadania.
    b) A OLHO! Grande Lisboa. A “Elite” Upper-classe coloca a filharada em Colégios Privados. Desconhece a escola Pública quer na vertente dos dramas, quer na vertente das virtudes. Isto significa que Facilmente “emprenha” pelos ouvidos e faz coro e eco com algum espertalhaço mais desenvolto da comunicação social ou o MSTavares ou o MRSousa. ( Faz bem! Paga. Ganha tempo para pensar noutra coisa, digo eu.).
    c) O mercado de trabalho na classe Docente ia agravando.
    C’) Eu, p. ex., sou um exemplo: leccionei dos 23 aos 30 anos, com Licenciatura e Profissionalização. A partir dos 30 anos deixei de ter colocação e abandonei a Ideia. HOJE NENHUM LICENCIADO EM FILOSOFIA E PROFISSIONALIZADO QUE SAIA da UC com média de 20 (!!!!) SERÁ PROFESSOR! Esta é a Realidade. P. Exemplo.
    Dizia. Ano 2000! 30 anos e já com 4 a Lutar com Sindicatos de professores, escrever cartas para tudo e mais alguma coisa inclusive comunicação social sobre a Realidade da Disciplina de DPS.
    Feed-back: ZERO.

    d) Os media decalcavam a sua Chapa 4, a mesmíssima que desde os anos 70, pós- 25/04. Gozões; Folgazões; Abécuas sinistras da produção de lixo sobre lixo, sem fundamento algum face a uma realidade que se adensava. Alienados voluntários, cultores do ridículo-fátuo, da bazófia de barriga a abarrotar de impostura, e da cabeça só o gel escorre, a laca pestilenta ou a careca como deserto com camelo dentro. Sim! Já para não falar da preocupante cintilação do dente. O dentinho branco para enfeitar a boca. Pois os dedos são para os anéis e para escrever graçolas disfarçadas de novas sobre a vida, a realidade e a Chapa 4. Sim. Morro de Asco pela classe jornalística. Compreendo melhor um Terrorista!

    e) O Ministério da Educação ( E MUITO BEM!) impõe a Formação Contínua como requisito para transitar de Escalão. Ou seja, todos os professores efectivos têm impreterivelmente que se submeter a n acções de formação para perfazerem os créditos estipulados pelo MEducação.

    f) A Classe Docente, essa hierarquização na horizontal (quem é prof. ou já o foi sabe bem o que significa) funciona assim:

    Anota novamente:
    a. Os Docentes Efectivos ( Licenciados e Profissionalizados) como qualquer outra pessoa com outra profissão qualquer encorpa a sua vida, pessoal devidamente salvaguardada pela Constituição Portuguesa: tem família, e etc’s. Face a esta imposição do ME – dos Créditos!! ( não é dos cursos de formação, dos quais possa retirar benefício … que ela pensa é nos creditozinhos os: 0. 02; 0.03; 0.10; 0. 25; 0. 75; 1.1; 1. 25 etc e o Fantástico, absolutamente Genial: 2.10 do DPS!) Ou seja: vê-se a braços entre escolher n Acções de Formação dispersas geograficamente ( ai os filhos, o jantar, as compra etc’s) ou escolher DPS ( os Sagrados!!!!!) 2.10 créditos, com a vantagem de n ter que se dispersar geograficamente….
    b. Pela alinha a. todos os cursos de DPS disponibilizados quer pela Faculdade de Psicologia, quer pelos sindicados e mais Empresas de Formação Protocoladas, foram invadidos/ açambarcados pelos Docentes Efectivos (Licenciados e Profissionalizados) e estes tinham prioridade sobre os Simplesmente Licenciados e Profissionalizados.
    c. Licenciados e Profissionalizados não podia aceder a esta formação porque não obtinham vaga em parte nenhuma desta terra.

    d. A Universidade Católica nesta história??? Pois. Os senhores da Alínea d) essa classe que me faz morrer de Asco: se trabalhassem facilmente descodificavam o CRIME CÍVICO!! E, claro que não é pelos 600 contos de custo do curso. Pois, com certeza. Trabalhem. Trabalhem. Tenham-nos no Sítio.

    CONCLUSÃO

    1.A Disciplina de DPS existia no Curriculum do Aluno.
    2.A Disciplina de DPS existia no Horário do Aluno.
    3.Passaram a Existir Docentes Com Habilitação Própria para leccionar a Disciplina, mas não o faziam, porque o Curso foi tirado com o Objectivo de Progredir na Carreira (sem mexer muito com a gestão privada da vida pessoal).
    4. O MERCADO de Trabalho Docente entra em DERROCADA. Há Licenciados Profissionalizados, 6 anos de tempo de serviço ( Eu, p. ex.) mas que não tem acesso à frequência do Curso que FORMA PROFESSORES PARA DPS y sabe que a Disciplina Não é Leccionada por ninguém! Excepto pelos colegas de Filosofia da UCatólica que foram “desviados” da Profissionalização para a Docência em Filosofia (((( Isto é Alto CRIME CíVIL!!!, Jornalista português é Bronco mesmo!)))) e “aliciados” para a Profissionalização em DPS. Onde estavam os Sindicatos??? Os sindicalista??? O Partido COMUNISTA??? O BLOCO??
    GRAÇAS A D/deus – Calhou!! – termos um Ministro da Educação (por uns tempos) de LUXO! Anota: Augusto Santos Silva. Sim. Não tive – por azar, mesmo por puro azar! – de expor todo este mini-escândalo educativo, mas Escândalo. Violência. Burrice.

    Nota positiva! Ilustrativa do Caricato, mas contudo altamente formativa:
    A garotada-linda é espertalhaça!! É, é! DPS passou a ser aquela disciplina favorita em que foram devidamente Iniciados na Cidadania – A cidadania Portuguesa: contornar a Lei, aprender a contornar a Lei.
    Toca de os pais assinarem a papelada: cruzinha em DPS, n em Religião e Moral.

    DPS- Desenvolvimento Pessoal e Social, a disciplina FANTASMA no Curriculum do Aluno. Bem Haja.
    ……………………

    Tendo este episódio por ilustrativo, e o espírito OBAMA a pairar, o Entusiasmo OBAMA, e mais não sei quê OBAMA, OBAMA, OBAMA etc’s ambiente-OBAMA. Que tal EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE. FIM de hierarquias na horizontal e escalonagens tolas, com climas de espionagem e alcovitice e vilanias a fazer-se passar pelo nome técnico pomposo de “avaliação”.
    Isso: fazer como em Espanha: depois do Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente: Ordenado Igual Para Todos até ao final de Carreira. Atenção: um Professor não iria, obviamente, ganhar 1300 euros, não é?!!
    É Isso, Nuno R. A. É esse o caminho JUSTO

    ………………

    É! sou De Puta Madre … não percebeste? Cortaste o Comentário por alma de quem?

  28. fernando antolin diz:

    Pois é,os Prof.s são uns malandros que não querem ser avaliados ao contrário da quantidade de malta que os vai atacando e que é avaliadíssima,muito avaliada,toda avaliada,por isso é que estamos em primeiro lugar de tudo quanto é ranking excepto na educação,claro…
    cambada de hipócritas que comem e calam e gostavam de ter a hipótese e coragem daqueles que ainda vão protestando,mesmo que,como é evidente,não tenham razão em tudo o que dizem.Eu não sou professor!!

  29. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Xavier,
    Quando conseguires, escreve um texto sobre o assunto em discussão. Não há pressa. Tu consegues.

  30. Patricia Costa diz:

    Eu até compreendo que os professores e os alunos estejam insatisfeitos.Mas alem dos professores há muitos outros trabalhadores deste País insatisfeitos,os que ganham o ordenado minimo,os que estão a falsos recibos verdes,os que estão com contratos a termo desde que começaram a trabalhar e não conseguem estabilidade para poder decidir sobre a sua vida,os que vão ser prejudicados com o novo Código de Trabalho.A insatisfação de todos estes é que é o problema central dos trabalhadores portugueses,não é o dos professores.A comunicação social que sabe muito bem aproveitar o que lhe convem tem explorado muito bem tudo o que se passa com os professores,repare que dias antes da manifestação quase não foi noticia a aprovação do Código do Trabalho.Por outro lado as manifestações de uma só classe profissional,para lutar pelos seus (deles)direitos não é muito habitual no nosso País.Os professores querem a solidariedade dos outros trabalhadores,mas ainda não ouvi da parte deles qualquer apoio ás lutas de todos os outros.

  31. É de saudar o texto de Ricardo Pinto, pela sua clarividência e acutilância. E porque desmonta a (insidiosa) propaganda da ministra e do governo, de que “os professores não querem ser avaliados”, máxima incessantemente repetida pela legião de comentadores do costume (vide o último número do Expresso).
    Ricardo Pinto fez eco da proposta de avaliação da autoria do prof. Paulo Guinote e deu tb a sua opinião sobre essa matéria. Mas, atenção, não se ponha os professores no mesmo plano do governo. É a este que compete gizar e aplicar medidas, enquanto aqueles apenas podem propor outras alternativas. E têm toda a legitimidade para contestar as medidas do governo que prejudicam ou atrapalham o seu trabalho quotidiano. Um trabalho difícil, diga-se de passagem. E por falar em avaliação, os professores são muito mais escrutinadas do que a maioria dos que aqui vêm criticá-los e insultá-los. Nas escolas sempre tem vigorado uma espécie de avaliação informal, dos colegas aos pais e e mesmo aos alunos, os professores são diariamente objecto de escrutínio. Também é falso que nada houvesse, em matéria de “avaliação formal”.

  32. Nuninozinho Ramos de Almeida:
    Cortaste o comentário!! ? Devias ter percebido que o ter-me metido contigo foi e é coisa simpática. Estavas tão disponível a responder às Senhoras … É, foi estratégia. Pena que nem assim tenhas valorizado uma realidade y tenhas preferido anular o comentário só porque a minha abordagem não foi de graxa y vassalagem y curveniência ( factores determinantes para F-d-r qq um em coisas pendentes de “avaliações”; agora imagina o Vespeiro potencial em cada escolinha deste País! Ser-se imparcial é uma arte, meu caro! Y requer estrutura y carácter!); pena que não entendas que esta é tb tua realidade ou és estrangeiro ou português que não goste de opinar sobre o que se passa à volta e prefere o bucolismo ? É, com efeito, um facto que o bucolismo é uma realidade que não descola nem das mentes comunistas mais iluminadas que ainda n se deram conta –-p. ex – que graças à ASEA há n pt’s que passaram a ter Contrato de Trabalho, um exemplo simples para se perceber melhor. Voltando à Educaçãozinhota é tão simples: como pode a avaliação do teu desempenho depender de factores tão singelos como o modo pelo qual o teu inocente bom dia, ou a cara que tens cai nos ouvidos y olhos de quem te circunda? Brincamos????!!! Ficas armadilhado numa emboscada de uma diplomacia terrorista Ou é difícil perceber isso? Será que esta Estúpida Sociedade Civil não percebe que a Matéria-Prima y Público-Alvo dos professores são Seres Vivos em Formação: Putos! Garotos! Miúdos! Cachopos! ( Pois. a ricalhada coloca a putalhada toda nos colégios!!)? Y não burgessos burgueses donos de empresas de média dimensão, como nas Agências de Publicidade, p. ex. ; ou adultos-marias vai com a moda opinativa em voga como as agências noticiosa e demais media??? Avaliar desempenhos??? Erguendo o argumento “no privado somos avaliados” os profs. tb têm que ser!! Brincamos??? Num País que não rastreia à partida os melhores, ou melhor, fá-lo pelas enganosas médias de final de curso!!! Y não por EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE!!!! Um país que Infestou as suas escolas com quem Teve dinheiro para Comprar o seu posto de Trabalho y não com quem a ele acedeu por mérito, esforço intelectual!! Brincamos??? Vai comparar o Curriculum de um Licenciado em Matemática do PIAGET com o Curricullum de um Licenciado em Matemática da Universidade Clássica ou da Universidade Nova. Vai comparar o Curricullum de um Licenciado em Estudos Portugueses pelo Piagent ( p. Ex. de Latim conhece a Palavra!) y um Licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade Clássica e pela Universidade Nova ( tem 2 cadeirões de Latim!).
    Sabes só os do Piaget estão colocados!!! Os Licenciados da Clássica y da Nova, sabes o que andam a fazer?? Pois. A servir-te café, a registar-te as compras, se tiverem Sorte! Sabes quem é a Clientela do PIAGET??? Quem Levou 3 y 4 anos para concluir o 12º ano y com média pouco superior a 10!! Esses são os Professores! Meu caro, Nuninho percebes agora: EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE????
    Onde pairam os Sinticatos???? Infestados de Gente do PIAGET! Onde paira a SABEDORIA COMUNISTA???
    Meu Caro: O Único Decente com a realidade dos Professores Foi AUGUSTO SANTOS SILVA!!!!!! Bem haja a Esse HOMEM! Imagina, o único a trazer alguma dignidade ao Professor ao conceder acesso ao direito ao subsídio de Desemprego, com uma proposta melhor que a dos Sindicatos, que do Partido Comunista!!! Aonde já se viu uma Proposta do Governo ser Melhor que a dos Sindicatos e do Partido Comunista??? Pois. Viu-se em 1999. Com Augusto Santos Silva.
    EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE! (Como em Espanha! Entras na Carreira Ordenado Igual para todos até ao fim de carreira. Claro que o professor não será pago pelos 1300 Euros!!)
    Claro, que quem infesta as Escolas não iria Gostar. Y esses são muitos! Y os Sindicatos tb n iriam gostar.

  33. Já agora: conhecesses tu a realidade em causa, não desenvolverias raciocínio falsos – ainda que muito bonitos – sobre ela. É pena que a Classe dos Jornalistas seja o que seja: Altamente precária em trabalho decent feito. É claro só comento este assunto ( a Educação!) é porque são os putos que estão em causa. Só por eles, por deformação profissional. Porque a tudo o restos y aos demais – à excepção do Augusto Santos Silva – mando http://f-se.blogspot.com/2008/11/f-se-propsito-de-damien-hirst-lie-of.html .

  34. Nuninozinho Ramos de Almeida:
    Cortaste o comentário!! ? Devias ter percebido que o ter-me metido contigo foi e é coisa simpática. Estavas tão disponível a responder às Senhoras … É, foi estratégia. Pena que nem assim tenhas valorizado uma realidade y tenhas preferido anular o comentário só porque a minha abordagem não foi de graxa y vassalagem y curveniência ( factores determinantes para F-d-r qq um em coisas pendentes de “avaliações”; agora imagina o Vespeiro potencial em cada escolinha deste País! Ser-se imparcial é uma arte, meu caro! Y requer estrutura y carácter!); pena que não entendas que esta é tb tua realidade ou és estrangeiro ou português que não goste de opinar sobre o que se passa à volta e prefere o bucolismo ? É, com efeito, um facto que o bucolismo é uma realidade que não descola nem das mentes comunistas mais iluminadas que ainda n se deram conta –-p. ex – que graças à ASEA há n pt’s que passaram a ter Contrato de Trabalho, um exemplo simples para se perceber melhor. Voltando à Educaçãozinhota é tão simples: como pode a avaliação do teu desempenho depender de factores tão singelos como o modo pelo qual o teu inocente bom dia, ou a cara que tens cai nos ouvidos y olhos de quem te circunda? Brincamos????!!! Ficas armadilhado numa emboscada de uma diplomacia terrorista Ou é difícil perceber isso? Será que esta Estúpida Sociedade Civil não percebe que a Matéria-Prima y Público-Alvo dos professores são Seres Vivos em Formação: Putos! Garotos! Miúdos! Cachopos! ( Pois. a ricalhada coloca a putalhada toda nos colégios!!)? Y não burgessos burgueses donos de empresas de média dimensão, como nas Agências de Publicidade, p. ex. ; ou adultos-marias vai com a moda opinativa em voga como as agências noticiosa e demais media??? Avaliar desempenhos??? Erguendo o argumento “no privado somos avaliados” os profs. tb têm que ser!! Brincamos??? Num País que não rastreia à partida os melhores, ou melhor, fá-lo pelas enganosas médias de final de curso!!! Y não por EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE!!!! Um país que Infestou as suas escolas com quem Teve dinheiro para Comprar o seu posto de Trabalho y não com quem a ele acedeu por mérito, esforço intelectual!! Brincamos??? Vai comparar o Curriculum de um Licenciado em Matemática do PIAGET com o Curricullum de um Licenciado em Matemática da Universidade Clássica ou da Universidade Nova. Vai comparar o Curricullum de um Licenciado em Estudos Portugueses pelo Piagent ( p. Ex. de Latim conhece a Palavra!) y um Licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade Clássica e pela Universidade Nova ( tem 2 cadeirões de Latim!).
    Sabes só os do Piaget estão colocados!!! Os Licenciados da Clássica y da Nova, sabes o que andam a fazer?? Pois. A servir-te café, a registar-te as compras, se tiverem Sorte! Sabes quem é a Clientela do PIAGET??? Quem Levou 3 y 4 anos para concluir o 12º ano y com média pouco superior a 10!! Esses são os Professores! Meu caro, Nuninho percebes agora: EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE????
    Onde pairam os Sinticatos???? Infestados de Gente do PIAGET! Onde paira a SABEDORIA COMUNISTA???
    Meu Caro: O Único Decente com a realidade dos Professores Foi AUGUSTO SANTOS SILVA!!!!!! Bem haja a Esse HOMEM! Imagina, o único a trazer alguma dignidade ao Professor ao conceder acesso ao direito ao subsídio de Desemprego, com uma proposta melhor que a dos Sindicatos, que do Partido Comunista!!! Aonde já se viu uma Proposta do Governo ser Melhor que a dos Sindicatos e do Partido Comunista??? Pois. Viu-se em 1999. Com Augusto Santos Silva.
    EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE! (Como em Espanha! Entras na Carreira Ordenado Igual para todos até ao fim de carreira. Claro que o professor não será pago pelos 1300 Euros!!)
    Claro, que quem infesta as Escolas não iria Gostar. Y esses são muitos!
    …………..
    Cortas comentário porquê? Não está conforme a propaganda Jornalística? a Sabedoria de Jornalista??

  35. Ahhhhh! Tiraste o Cursinho no Piaget?? Foi isso? Foi? Pois: lamento.

  36. Clara diz:

    Patrícia Costa:
    A Classe de Professores – dada a sua Hierarquia de categorização por escalões – nunca foi solidária nem com ela própria. Quer que as outras classes profissionais se solidarizem com a classe de professores em nome de que valor?? A conta bancária do Professor? É esse o valor?
    Ao longo de décadas a própria Classe de Professores deu o Exemplo de profunda abjecção Humana ao manter-se indiferente face ao número cada vez maior de Licenciados Profissionalizados. Ah! Pois esses? São Professores Também. Aonde estava a Patrícia Costa e a sua Moral??? Metida Num saco, na Gaveta! Vem par aqui apregoar o quê? A Moral Rasca da Classe de Professores??? Não terá VERGONHA na CARA?? Não vê que esse ar aflitinho, em bicos de pés é típica Desavergonhice! Diga-me: onde como e porquê se solidarizou com os seus Colegas, professores Licenciados e Profissionalizados que não obtiveram colocação. Deve-se ter solidarizado no sorriso escarnino: “ahh não tiveram média!” “São BURRoS!” ( e assunto arrumado!) “ Eu, euzinha sou muito esperta! estou colocada, vou tomar chazinho.” Olhe: Se não tem, compre um espelho e vá pregar solidariedade para si própria. Desavergonhada. ( Vá ler o Tomas Bernhard para compreender devidamente o significado e alcance do conceito: desavergonhice! sff!)

  37. Ler o Javier Marías Faz bem!

  38. Sejeiro Velho diz:

    Falando só de ser ou não ser avaliado.
    Embora afirmem (agora!) que querem ser avaliados, o que não querem é o modelo de avaliação da Ministra, o que todos os portugueses sentem é que os professores não querem qualquer sistema de avaliação que bula com a sua progressão automática na carreira como tem vindo a ser até aqui.
    Quem avalia a qualidade dos serviços que cada um presta, é a entidade que contratou esses serviços. E, claro, avalia segundo os seus próprios critérios. Não faz sentido ser o avaliado a definir o método pelo qual o quer ser. Seria ser juiz em causa própria. Acaso os professores aceitariam que os alunos quizessem ser avaliados pelos seus própros critérios de valor? Seria de aceitar que os administradores desonestos do BPN exigissem ser julgados segundo leis por eles estabelecidas? Se o senhor professor sair do Estado e for trabalhar para o Belmiro de Azevedo, também vai contestar os seus métodos de avaliação? Os professores foram contratados pelo Estado, para prestar um bem determinado serviço. É ao Estado que compete escolher a maneira de avaliar se o estão a fazer bem ou não.
    Esta contestação dos professores é um “tique” de funcionário público, que llhes ficou do tempo em que eram reis e senhores do Estado, fazendo o que queriam de todos nós.
    Infelizmente vão ganhar. O Governo dificilmente vai conseguir sobreviver às contestações, pois elas são contagiosas e outras corporações vão aproveitar a boleia e fazer as suas.
    Quais serão as consequências para a próxima geração desta nova “vitória dos trabalhadores”?

  39. Patricia Costa diz:

    Cara Clara para já tenho a dizer-lhe que não sou professora e nunca trabalhei no sector público.Não percebo o seu tom insultuoso,no fundo limitei-me a falar dos problemas dos trabalhadores que trabalham no sector privado porque me parece que esses estão a passar por uma situação dificil.Esse meu comentário até foi feito para responder a uma questão que me foi levantada pelo Nuno Ramos de Almeida

  40. Clara diz:

    As Minhas desculpas. Patrícia Costa.
    Y já agora aproveito a oportunidade para assinalar a linha divisória num aspecto que muitos se esquecem: os Profs. trabalham com crianças.

  41. Nalha diz:

    Espero que tenham assistido à entrevista da Sra Ministra. Assim deixam de dizer asneiras.

  42. Ricardo Santos Pinto diz:

    Agradeço a todos os comentários que fizeram ao meu texto, embora para muitos a opinião já estivesse formada e, por isso, ler ou não ler tenha dado no mesmo.
    Agradeço a elevação com que comentaram o texto, mesmo aquele que me chamou intelectualmente desonesto. Eh, eh, já pareço um político, a chamarem-me intelectualmente desonesto.
    Afinal, neste aspecto, eu tinha razão. Não eram só duas folhinhas apenas, afinal era muito burocrático. Por culpa das escolas e dos professores, claro. A culpa é sempre das escolas e dos professores, que não entendem o que o Ministério quer.
    Só comento hoje porque quis esperar uns tempos para ver onde isto ia dar. E realmente confirmou-se. Como referia Santana Castilho no «Público», a Ministra da Educação é hoje um cadáver político. Até poderá ficar no cargo até ao fim do mandato, mas simplesmente acabou.
    O modelo de avaliação dos professores confirma-o. A Ministra já recuou duas vezes e o modelo ainda nem sequer foi implementado. Até sexta-feira, 371 Agrupamentos e escolas não-agrupadas já tinham suspenso a avaliação dos professores.
    Eu tinha vergonha: dar uma ordem e ninguém cumprir, dar uma ordem e toda a gente comunicar-me, por escrito, que não tencionava cumprir. Eu tinha vergonha, mas isso sou eu.
    Não adianta muito estar a falar das características deste modelo, importado do Chile, como o Secretário de Estado Jorge Pedreira acabou por reconhecer. Não haveria modelos de países mais desenvolvidos, tinham de ir copiar ao Chile?
    E não adianta falar do modelo porque , quem defende a Ministra, já decidiu que os professores não querem ser avaliados. E por mais que se lhes diga que querem, eles vão achar que não querem. Não há nada a fazer!
    Como já escrevi não sei onde, na Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Escócia, Suécia, Eslováquia, Hungria e Letónia, os professores não são avaliados.
    Cá por mim, eu gostava de ser verdadeiramente avaliado, num sistema que tivesse efeitos para a minha progressão na carreira. Não tenho medo. Até costumo dar as aulas com a porta aberta.
    Mas não me rebaixarei a dar notas boas aos meus alunos para eu próprio me beneficiar. Não darei graxa a um colega que é igual a mim e que, se calhar, até é pior professor do que eu. Não perderei muito tempo com grelhas e mais grelhas, porque detesto papeladas e burocracias sem nexo.
    E como este modelo foi elaborado de forma a impedir a promoção na carreira e não a premiar o mérito, parece-me que nunca irei muito longe. Não faz mal. Desde que saiba continuar a ser bom professor, é o que interessa.
    Alguém se perguntava, na caixa de comentários, se um professor é sempre responsável pelo sucesso ou insucesso dos seus alunos. Dou um exemplo: tenho este ano três turmas de oitavo ano, que simplesmente chegaram às minhas mãos sem saberem nada de nada. Tenho aulas com eles uma vez por semana. Se por acaso houver feriado, ou greve, ou um motivo imprevisto, estou quinze dias ou mais sem os ver. 30 miúdos em cada turma. Terei sorte se chegar ao fim do ano a saber os nomes deles. E vou ser avaliado negativamente se por acaso eles não tiverem bons resultados?
    Outra questão é a confusão entre professores e sindicatos. São duas realidades distintas. Os sindicatos assinaram um Memorando contra a vontade dos professores, e isso só os compromete a eles. As duas grandes manifestações foram obra dos professores. Os sindicatos, sentindo-se ultrapassados, vieram a reboque. Os professores só precisam dos sindictos por motivos de representação, mas os sindicatos precisam dos professores por tudo e mais alguma coisa.
    Uma última palavra para agradecer ao Luis Rainha a possibilidade que me deu de dar a minha visão dos actuais problemas da Educação.

  43. Luis Rainha diz:

    Não tem de quê, naturalmente. Disponha!

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