“Vão trabalhar malandros”

Alunos encerram escola a cadeado em Lisboa

Parece-me que só mesmo quem não quer ver, não percebe que as escolas estão incendiadas com as declarações e acções deste governo. Já não são só os professores, mas os alunos também.
Ontem a RTP contava que tinha havido uma manifestação em Olhão, convocada por SMS, a partir da notícia (falsa) que a Ministra estaria para visitar a cidade.
Cheira aos tempos da luta contra a PGA. Também na altura, o governo de Cavaco, procurava difundir a ideia que os estudantes eram contra a avaliação e que queriam um sistema mais facilitador ou que os dirigentes associativos era gente que não queria trabalhar.
E o Ensino Superior também já começou a mexer.

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20 respostas a “Vão trabalhar malandros”

  1. Luis Moreira diz:

    Só lembra a contestação a Correia de Campos.Casos,notícias, mortes á porta dos hospitais.Tudo acabou como por milagre.Esta ministra da saúde não tem política nenhuma.Ou antes, tem a política das corporações que nos sugam os impostos.Quando os professores conseguirem não ter avaliações,chegarem todos ao cume da carreira,terem faltas e férias e não terem resultados, virá a paz do Senhor.Mas vem tambem a irresponsabilidade, os alunos mais mal preparados,o atraso atávico deste pobre país.

  2. xatoo diz:

    obviamente demitimo-lo: sócrates para a rua! queremos a ferreira leite para alterar o paradigma neocon aplicado à Educação

  3. madalena diz:

    ….e que saborosa delicia de ovos de alunos com a ajuda dos professores para além daquelas fabulosas entrevistas televisivas com os ditos… todos ó molho e que se lixe a educação.

  4. Carlos Silva diz:

    O Sr. Tiago Mota Saraiva mente com quantos dentes tem na boca quando afirma que o Governo tem feito declarações que indendeiam a escola pública. Eu ouço a ministra Maria de Lurdes Rodrigues sempre que ela fala, e nunca a vi passar do patamar da serenidade e da boa educação. O contrário não se pode dizer dos trauliteiros da Fenprof, a começar pelo seu testa-de-ferro, e dos professores, que têm dado uma imagem de senhores e senhoras calões e calonas, ultra-mimados, desobedientes, mal-educados e cujo comportamento ajuda a que os Portugueses entendam porque razão os alunos portugueses aprendem menos que os outros. Quanto às acções do Governo que também refere, o sr. Tiago também está a ver mal a coisa, porque o Governo está lá devidamente mandatado pelo Povo para isso mesmo, tomar decisões. Quer o sr. Tiago goste delas ou não.

  5. Luis Moreira diz:

    A técnica de avaliação de professores aplica-se há muito tempo.O que se passa é que não é essa a questão.Há uma luta de poder.De um lado os sindicatos.Do outro a burocracia do ministério.Quem quer comprar?Avance-se com a autonomia das escolas!E deixem-se de merdas !!

  6. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos Silva, ainda bem que não põe em causa que as escolas estão em pé-de-guerra. Parece-me, desde logo, que é uma atitude mais sensata do que a da Ministra que se limita a menorizar a coisa.
    Agora também me parece exagerado atribuir tudo isto ao trabalho dos sindicatos mas admito que possa ser essa a sua opinião.
    Em termos gerais, gosto do seu estilo agressivo e primário no ataque pessoal, aliás bem característico do socratismo, sobretudo quando se arroga a sapiência de identificar numa parte do texto que é uma opinião perante os factos, uma mentira… esquecendo-se dos factos.

  7. Carlos Silva diz:

    Tiago Mota, mas quais factos ? Aponte-me uma frase da ministra ofensiva para com os professores. Aponte-me uma ocasião em que ela tenha usado de um tom de voz arrogante para com os professores. A questão é esta : o Governo na sua inteira legitimidade de tomar decisões, resolveu, e eu acho muito bem, implantar um regime de avaliação dos professores. Estes, numa atitude de total desobediência, má-educação (basta ver alguns cartazes ostentados por eles, e frases por eles proferidas) e muita arrogância (atente bem na palavra : Arrogância !), resolveram em conluio com os sindicatos destruir pela base o que o Governo decu«idiu.

    Só lhe pergunto isto : quantos portugueses conhece o senhor, que trabalhem em empresas privadas, que estando insatisfeitos, enveredam por uma desobediência frontal aos superiores e não são despedidos ?

    Se os professores acham que o sistema de avaliação não está bem, discutam com o ministério melhorias ao mesmo. Mas, como o senhor sabe, não é isso que eles querem : o que eles querem é, Nenhuma Avaliação, querem Progressão Automática nas Carreiras, independentemente do seu mérito. Isso é o que eles querem. E querem BONS ordenados !

    Quantos aos sindicatos, digo-lhe : a Fenprof, é uma correia de transmissão do PCP, que por sua vez, aposta, como sempre apostou na agitação, na instabilidade, e em conquistar nas ruas o que não consegue nas urnas, mesmo que isso seja à custa do desenvolvimento do país e em prejuizo dos portugueses.

    Estes são os factos !

  8. xatoo diz:

    a noticia da conquista das ruas pelo PCP é um bocado extremista de direita, quando hoje se sabe que foi o Partido que desmobilizou as massas populares no auge do 25 de Novembro
    estes salazaristas vêm para aqui esgalhar cenas que nunca aconteceram e chamam-nas, cretinamente, de “factos”

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos Silva, costuma ouvir a TSF? Só de memória, recordo-me as declarações de ontem ou anteontem em que a Ministra pedia desculpa ao professores (de uma forma irónica/sarcástica) porque tinha de continuar com a avaliação. Aliás parece-me que este tipo de declarações, que vêm exacerbar o braço de ferro contra todos os agentes que fazem a escola pública, denotam a sua actual fraqueza.
    Quanto ao célebre argumentário sobre as correias de transmissão entre sindicatos e o PCP, recordo-lhe que nem mesmo o diligente Proença conseguiu que a FNE não estivesse na manifestação.
    Sobre a opinião que tem dos professores, é a sua opinião, produto da sua experiência de vida ou daquilo em que quer acreditar. Quem sou eu para o querer convencer do contrário…
    Para mim, como já disse por aqui, há bons e maus professores como em todo o lado, mas de facto, como já se percebeu não é isso que está em causa.

  10. Carlos Silva diz:

    Mas é assim, se a minsitra fala é porque é sarcástica se não fala é porque não quer o diálogo e é arroante.

    A questão não é essa. A questão é : a Ministra da Educação, e o Governo de que faz parte, mandatados pelo voto dos Portugueses para tomarem decisões, entederam, com toda a legitimidade, que deveria de haver avaliação dos professores. Como sabe, os professores, são empregados do Estado, recebem um vencimento e estão sujeitos à hierarquia, como em todas as organizações.

    Eu pergunto : se um ou mais professores, resolverem de forma aberta, desobedecerem e recusarem-se a fazer a avaliação, o que acha que deveria de lhes acontecer, tomando como exemplo, o que se passa com todos os restantes portugueses, que trabalham no privado, e que estão, igualmente, sujeitos a chefias, em muitos casos contrariados ?

    Pergunto também : se acha que o Governo e a Ministra da Educação, podem recuar num a matéria que consideram essencial para todos os portugueses, só porque os professores se recusam a obedecer.

    Pergunto : considera que podem haver sectores da sociedade sobre os quais nenhum governante tenha autoridade para mandar ?

    Pergunto : se os professores recusarem a avaliação, a ministra se demitir, e os professores levarem a deles avante, acha que eu tenho autoridade para me recusar pagar metade do IMI que tenho pagar, por exemplo, por achar que é uma prepotência por parte do Governo, e por achar que o ministro é um sujeito arrogante e sarcástico de cada vez que se refere aos contribuintes.

    Última Pergunta : considera que os Professores são uma espécie de portugueses à parte, que têm a prerrogativa de desobedecer aos Governos democráticamente eleitos, que mais nenhum português tem, porque são 120 mil, não podem despedidos, e se conseguem juntar todos em Lisboa ?

  11. Tiago Mota Saraiva diz:

    “… o Partido que desmobilizou as massas populares no auge do 25 de Novembro”
    Bem ou mal?

  12. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos Silva, desculpe, faltou-me ir aos seus dois principais argumentos: a legitimidade do governo e a lógica patrão/empregado.
    Legitimidade do Governo:
    Na minha concepção de sociedade a democracia constrói-se e faz-se com os cidadãos participando. A democracia é mais do que por um papel de quatro em quatro numa urna e a legitimidade do governo para decidir sobre coisas que nos dizem respeito deve estar sempre em causa. Já lá vai o tempo em que não havia sindicatos (só os corporativos) e em que os governos iam decidindo por nós.
    Patrão/empregado:
    Nem as escolas são empresas, nem as empresas são todas como diz, nem os professores são criados dos governos.

  13. A.Silva diz:

    Na questão dos alunos parece-me muito mal a forma como eles procederam ontem com ovos e hoje com tomates.Filho meu que fizesse isso ficava logo de castigo uns dias para esfriar a cabecinha.Se os professores acham graça e não dizem aos meninos que assim não vale estão sujeitos a serem os próximos a levar com os ovos e mais os tomates e o que der na gana aos meninos

  14. Aires da Costa diz:

    “Na minha concepção de sociedade a democracia constrói-se e faz-se com os cidadãos participando”

    Em Portugal existem mais de 7 milhões de cidadãos com plenos direitos políticos e não 120 ou 200 mil.

    Na minha opinião esta “guerra nas escolas” não resulta dos professores discordarem dum modelo de avaliação. O que está realmente em causa é quem é que define a política de educação no país.

    Em verdade os professores discordam de tudo:

    – Do modelo de gestão: Deixam de ter o exclusivo sobre a definição do “projecto de escola”. A participação da comunidade, dos pais, etc. é muito interessante se não tiverem direito a voto.
    – Das aulas de substituição: Têm mais trabalho
    – Do regime de faltas dos alunos: Obriga-os a avaliarem se os alunos com muitas faltas têm condições para continuar normalmente, se necessitam de um plano de recuperação ou se de facto não têm condições para prosseguirem. Mas não é isto que os senhores professores vendem aos alunos e aos pais, mas tão só que quem tiver faltas, ainda que justificadas tem que fazer um teste e pode chumbar.
    – Do sistema de carreiras: Deixam de ser os únicos profissionais por conta de outrém (que eu saiba) que têm garantido o acesso ao topo da carreira.
    – E até, pasme-se! dos contractos de 3 anos (agora 4): Porque os impede de trocarem a escola onde estão por outra mais da sua conveniência

    O desacordo com a avaliação, ou com o modelo de avaliação é tão só o elemento que permitiu aos sindicatos federarem o descontentamento. Presentemente, como as coisas estão: com os alunos a serem usados como tropa de manobra, penso mesmo que os líderes sindicais devem estar mesmo é a pensarem como é que vão sair deste embrulho.

    De facto, se a ministra continuar a resistir psicologicamente, os secretários de estado não fizerem mais asneiras que ao costume e o nosso PRIMEIRO não cometer a infantilidade de julgar que ganha votos demitindo a ministra, o movimento sindical corre o risco de sofrer uma derrota estratégica de que muito dificilmente se levantará nos próximos anos e isto de facto será um problema muito mais grave para quem defende uma maior participação de todos na cousa pública

  15. A.Silva diz:

    Eu ainda tinha alguma esperança que os professores não misturassem os alunos nas contestações e muito menos com ovos e tomates á mistura,mas depois de ver e ouvir duas professoras já entradotas a apoiar e desculpabilizar os cachopos e a considerar que o Secretário de Estado tinha tido uma enorme cobardia ao entrar pelas traseiras para não levar com os ovos,em pleno noticiário da RTP,tenho que dizer aos pais que vejam bem quem é que está a ensinar os seus filhos.

  16. Patricia Costa diz:

    Na semana passada foi aprovado o Código do Trabalho,os reformados ainda não sabem se vão ser aumentados,o desemprego na zona norte aumenta a cada dia que passa,vostaram os salários em atraso,a precariedade e maior que nunca,mas para os Srs.sindicalistas e para a comunicação social parece que o maior problema dos trabalhadores neste país e a avaliação dos professores,as manifestações dos professores.Chega há muito mais problemas e muita gente a passar mal,lembrem-se dos outros.

  17. pisca diz:

    Ena tanto paizinho, “Atento, venerador e obrigado”, o puto que vá para escola e que o aturem, essa cambada que trabalhe !!!!

  18. Carlos Silva diz:

    Tiago Mota as empresas não são todas iguais, umas más, outras boas, mas uma coisa eu lhe garanto, se um destes professor, que se recusa frontalmente a cumprir aquilo que foi determinado por um Governo democráticamente eleito, fizesse o mesmo em qualquer empresa, fosse ela boa ou má, pode ter a certeza de que era imediatamente despedido. Já não falo sequer da atitude de confronto permanente que os professores tomam.

    Os professores não são criados do Governo ? Não se trata de uma relaçãoi de criadagem, trata-se de, como funcionários, pagos, têm de cumprir as directivas que a tutela decide, podendo discordar com elas. Porque se não é assim isto é ingovernável.

    Ou seja, eu, a quem o Governo me obriga a entregar uma parte do meu salário, que me custa a ganhar, ao Estado para que este possa pagar os vencimentos dos professores, posso-me recusar por não concordar com isso, e por achar que não sou criado nem do Governo nem dos professores.

  19. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos Silva, permita-me prognosticar que, se a Ministra da Educação dissesse que queria “trucidar” professores e alunos que não cumprissem os seus ditames, você diria que era um recurso poético.
    Sobre os argumentos do seu último comentário, parecem-me radicalmente errados, partindo do princípio que o Estado não é você, mas sim o governo, ou seja, a receita clássica neoliberal, na qual se pretende afastar o cidadão de um papel activo dentro do Estado.

  20. Carlos Silva diz:

    Trucidar professores ? Não, aplicar as mesmas regras que se aplicam aos restantes portugueses. Como lhe disse, se algum trabalhador português se recusar a cumprir uma determinação das chefias, numa qualquer empresa deste país, é despedido. Se eu me recusar a pagar o IRS, por achar que é injusto, levam-me a casa, o carro e o ordenado, ou seja, sou mesmo trucidado.

    Porque é que os professores hão-de ter um estauto especial, que os iliba de qualquer responsabilidade, conferindo-lhes sómente direitos e ordenados acima da média ?

    Todos temos um papel no Estado porque o Estado somos todos nós. E é por isso mesmo, e por outras razões, que os professores não podem, de forma nenhuma, levar a deles avante e sairem vitoriosos. É que se isso acontecesse seria passar um estatuto de menoridade a todos os outros portugueses. Seria dizer-lhes que é completamente inutil ir votar, por exemplo, porque há sectores do país que não estão sob a alçada de qualquer governo. Sectores que temos de pagar muito bem, e acatar o que muito bem entendem.

    Não aceito isso. Estou saturado de mais de 30 anos de decisões adiadas e da cobardia sucessiva de todos os governos perante estes Lobbies Corporativos de Privilegiados.

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