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UNIPOP SEMINáRIO #a!

17 DE NOVEMBRO : 14H30

MUSEU REPúBLICA E RESISTÊNCIA

Rua Alberto de Sousa, nº 10 A (ao Rêgo)

Metro: Cidade Universitária

SUBJECTIVIDADE,

MARXISMO E PóS-ESTRUTURALISMO

O pensamento pós-estruturalista, designação anglo-saxónica para as correntes de pensamento anti-humanistas que surgem em França nos anos 60 e 70 (Michel Foucault, Jacques Lacan, Gilles Deleuze, Jacques Derrida), é frequentemente apresentado como superação ou mesmo antítese do marxismo. O propósito desta sessão é discutir as conexões produtivas que se operam desde os anos 60 (ou seja, desde que existe pós-estruturalismo) entre os filósofos acima enunciados e as ideias marxistas, conexões que passam desde logo pelo autonomismo italiano, e que hoje encontram a expressão mais visível no pensamento de Toni Negri, mas também em teóricos que emergiram no contexto do anti-humanismo francês dos anos 70, caso de Alain Badiou. Deste modo não se pretende, é claro, operar sínteses entre correntes teóricas que estão claramente em oposição (casos de Negri e de Badiou). Pretende-se sim encontrar plataformas comuns que ponham em evidência o potencial político dessas correntes para o aqui e o agora, tomando a produção de subjectividades como eixo central de debate.

Com

NUNO NABAIS

ALBERTO TOSCANO

MATTEO MANDARINI

Sociólogo e filósofo, actualmente professor no Goldsmiths College, Universidade de Londres, Alberto Toscano é autor, entre outros, de The Theatre of Production: Philosophy and Individuation between Kant and Deleuze (2006). Mais recentemente, tem vindo a trabalhar acerca de políticas e sociologia da religião. Tem igualmente trabalhado e publicado acerca de Alain Badiou, Gilles Deleuze, Giorgio Agamben, Foucault, Toni Negri e Simondon.

Professor na Universidade de Lisboa, professor convidado do Departamento de Teatro da Universidade de Évora e membro do Centro de Filosofia da Ciência da Universidade de Lisboa, Nuno Nabais é autor de A Metafísica do Trágico. Estudos sobre Nietzsche [tradução inglesa Nietzsche and the Metaphysics of the Tragic] e de A Evidência da Possibilidade. A questão modal na fenomenologia de Husserl. É ainda coordenador da Fábrica de Braço de Prata.

Professor na Universidade de Leiceister, no Centro de Filosofia e Economia Política, Matteo Mandarini realizou o seu doutoramento na Universidade de Warwick, acerca da ontologia política do tempo em Marx e em Foucault. Posteriormente, mudou-se para Roma, a fim de investigar o operaismo italiano e, em particular, os escritos de Antonio Negri (que tem igualmente traduzido para o inglês). O seu livro Antonio Negri: Antagonism and the Dialectic encontra-se em vias de publicação.

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2 respostas a Pub.

  1. António Figueira diz:

    Mais um da pocilga do Gonçalves!

  2. Vamos estar todos a chafurdar na lama uma tarde inteira.

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