Carlos Blanco de Morais é professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Lisboa e da Universidade Lusíada, consultor para os Assuntos Constitucionais da Presidência da República, membro do Conselho Superior de Magistratura e medalha de bronze deste ranking.
Caracterizado pelo DN como “conservador musculado”, o professor e advogado Blanco de Morais é muito “popular” na blogosfera por ter feito parte do Conselho de Administração da Fundação D. Pedro IV entre 1995 e 2007.
Recorde-se que, de 1996 a 2000, uma Inspecção das Segurança Social elaborou um famoso relatório sobre a Fundação D. Pedro IV (Processo nº 75/96 – digno de leitura até por conter outros nomes do ranking) uma Instituição Particular de Solidariedade Social financiada pelo Estado, no qual se diagnosticavam irregularidades na Fundação, comparada com uma “holding de imobiliárias”, e onde se propunha a sua extinção judicial.
Este relatório não chegou a ver a luz do dia pois, em circunstâncias que nunca foram tornadas públicas, foi arquivado sem despacho quando o Juiz Conselheiro Simões de Almeida era Secretário de Estado do Ministério da Segurança Social e Trabalho de Paulo Pedroso – ver notícia do Público de 31.12.2006.




Só uma coisa: lá porque uma pessoa faz parte do Conselho Superior da Magistratura não significa que seja juiz conselheiro – ler a Constituição pode ajudar, recomendo. Aliás, uma investigação mínima permitiria concluir que o Doutor Blanco de Morais não é juiz. Bolas, googlar não é assim tão difícil….
Googlar é fácil para que procura informação para adquirir conhecimento, mas quem pretende arranjar argumentos que justifiquem uma conclusão escrita à priori, torna-se difícil. Este post é bem o protótipo de uma pessoa desonesta, que procura frases, episódios, situações fora de qualquer contexto, mas com o firme objectivo de descredibilizar alguém. Infelizmente a blogoesfera está cheia deles. A sua arrogância é tal que mesmo desmascarados , fazem ouvidos de mercador e continuam como se nada tivesse acontecido. Desacredita-se, insinua-se, mas nunca uma simples desculpa pelo erro aparece. Aliás essa é a melhor prova da verdadeira intenção que os move.
Obrigado pela correcção.
O “juiz conselheiro”, nem sequer tinha a ver com o facto de ser membro do Conselho Superior de Magistratura, mas sim por estar em crer que o seria.
Corrigirei o texto.
Gomes da Selva, pode dizer o que quiser nesta auto-estrada dos comentários sob pseudónimo, descrevi factos e estabeleci ligações para as fontes que fui consultando e recordando…
Por isso convido-o a aproximar-se da discussão.
o blanco morais já é catedrático da fdl? tenho algumas dúvidas, seria uma ascensão verdadeiramente meteórica…