Racionalização do sistema
6 de Novembro de 2008 por Tiago Mota SaraivaA propósito da discussão que para aqui vai, recordo a ideia de um amigo sobre a decisão do Estado financiar a banca:
Se a banca precisa de liquidez, por que é que o Estado não cria um fundo de apoio à amortização de empréstimos?
Desta forma, os bancos capitalizavam-se e as famílias ficariam menos endividadas. Agora, ninguém me conseguirá explicar por que é que financiamos a banca para que a banca nos empreste dinheiro a taxas mais elevadas.

Comentário de Sérgio
Data: 6 de Novembro de 2008, 19:05
A verdade é tão simples que é quase impossível de explicar o que se tem passado nestes ultimos anos de uma forma complexa para ter mais credibilidade.
30 anos de politica ultra-liberal, sempre na medida correcta para não ocorrerem motins nas cidades tornaram os ee.uu num país em que 300 milhões de pessoas existem para servir uns poucos milhares que controlam ou influenciam o poder político.
O mesmo está a ser feito na europa. Fragilizam-se as posições dos trabalhadores, retira-se toda a protecção social aos mais fracos, e tornamo-nos todos escravos dos grupos económicos que se deitam com os grupos políticos.
Passe a linguagem típica dos comunistas é isto que se tem passado. É inacreditável que os eleitores das nações do ocidente aceitem passivamente todos os atropelos ao seu bem estar. Não há mobilização, não há nada. Apenas medo e resignação.
Desta maneira, como é que neste mundo, uma medida dessas seria tomada? Nunca! Mas se o país parasse todo durante 3 semanas e se 500 mil pessoas cercassem, pacificamente claro, a assembleia da républica, talvez a sua ideia parecesse mais atraente aos olhos dos políticos.
Por agora, o poder político tem tudo a ganhar em por as nações ao serviço dos interesses económicos. Porque o povo, coitado, é sempre sereno.
Já agora, não sou comunista, socialista, anarquista, fascista… nada.
Sou apenas um palerma que gostava de viver num mundo onde todos tivessem um mínimo de dignidade.