Barack Obama visitou dezenas de igrejas e sinagogas durante a sua campanha.
Não visitou uma única mesquita.
A promessa de resolução dos problemas da classe média apareceu amiúde nos seus discursos. A classe pobre, cada vez mais numerosa, não lhe mereceu atenção.
Nemesis úteis da gula beligerante, bodes expiatórios da crise económica, os inconvenientes foram esquecidos ou propositadamente ignorados. Mas ainda assim, hoje houve quem os lembrasse.




Epá! Também estás com Elbow. Há vacina. Parte o espelho lá de casa.
Nem uma?! Já subiu uns pontos na minha consideração…
De Puta Madre:
Não sou responsável pela tua imaginação.
coitadinhos!!! O problema estava nas meias rotas do barack. Mas a revolução mundial continua: um ateu (inteiro, com pescoço e cabeça!) vai ser eleito PR no Irão; outro está na linha d sucessão saudita; um tibetano vai ser pr na china; um checheno no kremlin; pacifistas em pyongyang e em hanói; um agricultor no zimbabwé; um negro no sudão e, last but not the least, depois d 6 meses d intensa campanha, um negro ELEITO em cuba!!!
O Nader deve estar tristinho, porque desta vez não deu para tirar votos ao Obama e entregar a presidência aos republicanos. Essa triste carta ao senador Obama datada de 4 de Novembro foi a última que pôde escrever. A partir de agora é Senhor Presidente, s.f.f.
É, Nik? Eu pensava que era só a partir de Janeiro.
Hoje, amanhã e nos próximos tempos, Senhor Presidente é George W. Bush.
Aos que comentaram: não acham importante pressionar o Obama naquilo que ele mostrou menos convicção?
(a saber: desmantelamento do complexo militar industrial e da sua influência, direitos das minorias odiadas e dos pobres, e uma política externa mais pacífica)
1 Para todos da esquerda que acham que é melhor não incomodar o futuro senhor presidente com preocupações legítimas, fica uma pergunta: acham que os lobbyistas militaristas e de direita que contribuiram com milhões para a sua campanha também se vão coibir de tentar fazê-lo?
2 Esta do “a partir de agora é senhor presidente” diz muito da concepção lusa de democracia. como “senhor presidente”, numa democracia, é um servo do povo, incluindo de ralph nader , dos muçulmanos americanos e dos pobres americanos, e, como tal, tem obrigação de os ouvir e responder ªas suas necessidades.
Lembro de que quando em 2000 , Nader supostamente “entregou a presidência aos republicanos” , os candidatos democratas eram o conservador Al Gore (parental advisory … ) e o beligerante Joe Lieberman. Provavelmente piores que McCain.
Como diz a outra: Money Talks.
E as preocupações do João Branco são legitimas. São aquelas que todos os americanos desejosos de change deviam ter.
Os cronies do costume passaram a apostar no cavalo democrata.
Resta saber quanto dos americanos, da america e do mundo ele vai-lhes ceder…
jb, desiluda-se. Obama tem mtas fraquezas, mas não vai de certeza escancarar o país aos mísseis russos, chineses e deixar os vossos amigos nazis do irão acabar com os judeus. E é preciso ter lata para falar em pobres dos usa como se falassem verdade. Pobres e presos são os norte coreanos, enquanto os vossos amigos comunas gastam fortunas em armas e o povo é dos mais miseráveis do planeta.
sátiro:
“Pobres e presos são os norte coreanos,”
Permita-me que acrescente: com uma população prisional de 2.5 milhões de habitantes nenhum país chega sequer perto dos Estados Unidos …
http://en.wikipedia.org/wiki/Prisons_in_the_United_States
e em termos de pobreza, a perspectiva não é animadora, 40 milhões de habitantes abaixo do limiar.
“enquanto os vossos amigos comunas gastam fortunas em armas e”
nenhum país gasta tanto em armas como os EUA.
nenhum país vende mais armas que os EUA.
estou a pensar nas enormes quantidades de armamento nuclear enviado para a Índia , mas também no seu cliente favorito, a ditadura fundamentalista wahabista da Arábia Saudita.
Quanto aos “meus amigos” Irão, Coreia do Norte etc. , aí está um boneco de palha a que o sátiro se atira com unhas e dentes mas fique sabendo que há poucos regimes que abomine mais do que essa ditaduras.
Mas não se esqueça que Israel é bem mais beligerante e expansionista que o Irão.
Por fim, Sátiro, permita-me perguntar-lhe: porque é que esta preocupação de Nader com os pobres e ostracizados lhe causou tanto vitriólio, ao ponto de me querer associar aos monstros Iraniano e Norte-Coreano? Há algum mal em lembrar-nos (e fazer ao novo presidente americano lembrar-se) dos miseráveis e discriminados?
João, o “conservador” Al Gore foi o autor do High Performance Computing and Communication Act of 1991 que citas num post anterior. É ecologista, figura maior do alerta contra as alterações climáticas e Prémio Nobel da Paz. Pergunto-te em que é que o McCain é melhor.
Se não consegues deixar de falar no Liebermann, não deves deixar de o comparar com a Sarah Palin.
A dupla Gore/Liebermann era muito melhor que a Bush/Cheney. O mundo hoje estaria muito melhor se tivessem sido eleitos. Eram essas as opções elegíveis em 2000, e eram essas que deveriam ter sido consideradas, pelo menos em estados onde a eleição fosse renhida (como a Florida).
O Ralph Nader era um tipo respeitável, mas foi reponsável (ele e os seus eleitores) pela eleição do Bush, sim. Se o Álvaro Cunhal tem pensado como tu em 1986, teríamos tido um presidente Freitas do Amaral.
Al Gore também foi co-responsável pela censura na música “parental advisory” … e para mais penso que a dupla seria mais “hawkish” que os próprios neo-cons (uma crítica que se fazia a Bush antes do 11/9 era que se virava demasiado para dentro)
restam as ecologias, mas relembro que nunca foi uma sua preocupação durante os seus 8 anos de vice-presidência (quando começou a boicotar o protocolo de quioto)
http://en.wikipedia.org/wiki/Kyoto_Protocol#United_States
de qualquer forma, se seguires o link que deixei verás que é um mito que Nader tenha sido responsável pela vitória de Bush Cheney.
Houve 7 candidatos na mesma situação que nader:
http://ventosueste.blogspot.com/2008/03/third-party-candidates-are-people-too.html
O “parental advisory” não é nenhuma censura na música. Se chamas “conservador” ao Gore por causa do “parental advisory”, não fazes ideia do que serão capazes os bigots americanos.
Queres comparar candidatos que tiveram centenas de votos com o Nader, que na Florida teve quase cem… mil? Claro que esses candidatos também são “um bocadinho” responsáveis. Digamos que o Nader é mil vezes mais responsável que eles pela eleição do Bush.
Foram “propositamente ignorados”. Adivinhe lá porquê…
Dorean:
os pobres:
1) a cultura americana preza menos o equitatismo. assim sendo os pobres são geralmente vistos como ociosos, indigentes, merecedores da sua sina. os “losers”. acho que tem que ver com calvinismo, não sei. Obama só falou em pobres no seu discurso para defender acesso à educação dos FILHOS das famílias pobres. Meritocracia portanto.
2) dos spin doctors da direita americana sairam soundbites que responsabilizavam os pobres pela crise : “estamos em crise porque houve gente que se encheu de dívidas para comprar casa etc. sabendo que não ia pagar”.
os muçulmanos
1) máquina de propaganda republicana, 11 de setembro, etc. , são os inimigos oficiais do regime
2) o lobby israelita, que caiu em cima de Obama por ele ter dito algo tão factual como “é enorme o sofrimento das crianças palestinas” num seu discurso há uns tempos.
Filipe:
numa eleição decidida por 500 votos mal contados, como foi a de 2000 todos e mais alguns podem ser culpabilizados. não faz sentido culpar nader, a não ser que se faça partilhar essa responsabilidade com todos e mais alguns. comece-se por estes:
Ainda sobre o caso Nader/Florida:
http://www.sscnet.ucla.edu/polisci/faculty/lewis/pdf/greenreform9.pdf
Se for mesmo verdade que os eleitores de Nader na Florida não votariam massivamente em Gore, ou seja, não distinguem politicamente Gore de Bush, então acuso-os de fanatismo e cegueira política. Seja o que tiver sido, e partindo do pressuposto que não houve fraudes, eles decidiram a eleição. (Se quiserem falar das fraudes a história é outra.)
Obama é “president-elect”, Branco, não sabias? Já não desempenha mais o cargo de senador. Mas essa tua picuíce rima com quê?