A experiência do mal


Os mecanismos que levam à obediência à autoridade, até à irracionalidade, foram testados há muitos anos na conhecida experiência de Milgram. Leia para complementar o post do Luís Rainha.
É provavelmente, o mesmo processo cognitivo que leva os assessores do primeiro-ministro a aceitar o Magalhães como computador de trabalho. O respeitinho é muito bonito.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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10 respostas a A experiência do mal

  1. Muitas vezes, como assessor de Valentim Loureiro apeteceu-me fugir de Gondomar. Mas ontem apeteceu-me fugir do país! Como escrevo no meu livro… esta classe política está num estado mórbido, muito agravado pelo facto do doente não ter consciência do seu estado!

  2. Milu diz:

    Pensando bem esta atitude está correcta! Devemos promover o que é nosso! Até que enfim que temos um Primeiro Ministro visionário, vê mais longe e melhor! Como podemos exportar para o mundo um produto nosso se, na nossa opinião, pensamos que não é digno de ser instrumento de trabalho para um ministro? Os ministros fazem bem em acatar as decisões do PM, tem que haver coesão, todos trabalhando com o mesmo objectivo, independentemente de quem estiver no momento a governar.

  3. xatoo diz:

    que bem achada está a comparação da experiência do judeu Milgram a dar choques eléctricos a actores para apurar comportamentos obedientes sobre vítimas do “holocausto” – não é mesmo coisa de nazi?, estes judeus americanos que ganharam a IIGG não ainda serão piores que os outros?

  4. xatoo,
    Francamente, esta experiência é das mais notáveis. Mostra os mecanismos cognitivos que explicam como funciona a obediência às autoridades.

    Milu,
    Qual é o critério da utilização das viagens de Estado e dos governantes para a venda de produtos e mercadorias? Há concurso público para isso ou é uma mera questão de simpatia ministrial? Sinceramente, uma coisa é levar empresários na comitiva do Estado outra é usar a representação do país e o tempo de intervenção numa cimeira internacional para vender produtos de uma empresa portuguesa que monta computadores da multinacional intel.

  5. xatoo diz:

    fez muito bem em não responder ao essencial –até porque não o poderia fazer dissociando a questão do seu contexto histórico (a prpoganda pró-judaica); nesta perspectiva a sua frase mostra também as dissonâncias cognitivas que não explicam o que é a “obediência” ou se o comportamento é igual quer as “autoridades” sejam legítimas ou ilegítimas

  6. xatoo,
    Eu não compartilho da sua ideia que o Holocausto foi um momento de propaganda. A meu ver foi muito mais do que isso, milhões de judeus e outras pessoas foram de facto exterminadas. A partir dai, acho legítima uma experiência de 1963, em plena guerra do vietname, que tente explicar como pessoas normais são compelidas a executar ordens que violam toda a noção de humanidade. O facto do cientista ser filho de gente que esteve em campos de concentração só lhe dá mais valor. Mas isso sou eu que não expulsava Marx da Internacional Comunista por ser judeu.

  7. xatoo diz:

    a época onde se insere o “holocausto” foi sem dúvida um momento de tragédia na história da humanidade. Pode ver-se pela desgraça inerente ao número de mortos das mais diversificadas proveniências étnicas. Por outro lado o “Holocausto” (na perspectiva judaica dos 6 milhões de mortos que está farto de ser provado ser uma mistificação) foi uma construção progressiva que só tomou importância modernamente a partir da administração Carter (a fundação do museu do “holocausto” em Washington, perdão: “United States Holocaust Memorial Museum“) justamente na terra dos vencedores, onde impera o lobie que declarou guerra à Alemanha e que esteve na origem da carnificina.
    Nesta perspectiva, o que vem aqui fazer a sua frase vingativa sobre o século XIX quando “os comunistas expulsaram um judeu da Internacional?”
    na época seria normal existir muitos traços de anti-semitismo, quando hoje essa barreira está já bem ultrapassada pela explicação cabal do que é a doutrina sionista de Israel. Felizmente há uma diferenciação clara entre o que é o anti-semitismo e o anti-sionismo

  8. Ricardo Santos Pinto diz:

    «Uma coisa é levar empresários na comitiva do Estado .»

    Desde que sejam eles a pagar, logicamente.

    «6 milhões de mortos que está farto de ser provado ser uma mistificação)»

    E se for 4 milhões, ou 3, ou 2, já não tem mal?

  9. xatoo diz:

    RSP
    com certeza que tem
    não sei se reparou, mas os russos tiveram 20 milhões de mortos e não têm nenhum museu de propaganda fora da terra deles

  10. Nuno Ramos de Almeida diz:

    xatoo,
    Primeiro uma correcção: morreram mais de 20 milhões de soviéticos.
    Segundo, eu estive em vários países com museus de homenagem às tropas soviéticas. Checoslováquia e RDA, por exemplo.
    Terceiro, aconselho-o a ler um livro de Michael Lowy chamado Revolta e Melancolia, salvo erro. Sobre o papel da diáspora judia no movimento revolucionário e, repescando as teses de Benjamin, sobre a importância da herança religiosa judaica na teoria revolucionária.

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