Dor de corno

Ainda estamos na pré-história. Corria o ano de 1967. Brel mostrava que o sofrimento produz muito melhor arte do que a felicidade. Como qualquer afirmação não precisa de sustentação, mas por desfastio pelos desconfiados dá-se um argumento de autoridade.Já explicava Orson Welles no começo do Terceiro Homem, num diálogo que não constava do livro de Graham Greene, que os italianos tinham tido séculos de guerras, massacres e assassinatos e tinham criado Botticelli , Leonardo da Vinci e Michelangelo. Os suiços tiveram 500 anos de paz e inventaram o relógio de cuco.
Nenhuma música é capaz de mostrar o imenso ridículo de um pobre coitado como Les Bonbons. Apesar disso, estou quase convencido que ele preferia estar a cantar o “Eu Tenho Dois Amores” e ficar com a outra. Sigam o meu conselho, fiquem com a rapariga, rapaz ou animal de estimação e vejam a grande interpretação de Brel.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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3 respostas a Dor de corno

  1. Cristina Gomes da Silva diz:

    Passou há dias no canal Arte um documentário sobre ele, que ajuda muito a querer manter viva a memória que cada um de nós foi construindo dele e com as canções que escreveu/cantou. Vale a pena rever.

  2. Pedro diz:

    Ó senhor, a versão com legendas em inglês faz parte da estratégia para internacionalizar o 5Dias?… Tomai lá esta, sem os gafanhotos em rodapé a distrair:

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