À atenção do Bloco

Depois de esgotado, até ver, o assunto do casamento entre nubentes do mesmo sexo, com que tema fracturante poderemos agitar as massas? A eutanásia é capaz de ser um pouco de mais; e as drogas leves, se calhar, dão aquela imagem algo janada que agora não convém.
Não desesperem, camaradas! A salvação, como tantas coisas boas, vem do Japão. Ali, já circula uma petição a exigir o mais que justo direito ao casamento interdimensional. Ou seja, solicitando a criação de leis que permitam a consumação legal do nosso amor por personagens em duas dimensões.
A dita petição está em Japonês, mas podem assinar à vontade, que o seu conteúdo consagra uma luta legítima, inadiável e imprescindível à nossa entrada na Modernidade: «We’ve no interest in the 3D. If we could, we’d like to live in a 2D world. However, with current technology, this is not possible. So at the very least, can we have marriage to 2D characters legally recognised?».
Os otakus que fiquem com as suas divas digitais de nomes impronunciáveis. Eu, por mim, reivindico desde já esta senhora.

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8 respostas a À atenção do Bloco

  1. M. Abrantes diz:

    Pode enviar-me uma cópia?

  2. ana diz:

    Tavas cá com uma sorte…

  3. João diz:

    O bloco vive apenas disso…das fracturas, dos temas ditos fracturantes…e de dizer mal do pc e bem do mac….

    o resto é tudo tão pobre….

    pena é que ainda há quem acredite…

    mas é como tudo na vida…

    os bons livros nem semprese vendem bem…

    e há livros de … a vender como o caraças…

  4. jpt diz:

    Desde que ficaram sozinhos, os militantes do 5 dias pouco mais fazem do que gozar o BE (e criticar, embora muito veladamente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo). Uma pergunta: estes rasgos de imaginação são mesmo da vossa cabeça, ou vem da Soeiro Pereira Gomes?

  5. Luis Rainha diz:

    Bem; julgo, por acaso, que bastantes de nós até tendem a votar no Bloco. Alguns serão mesmo militantes. Quanto ao resto, sou 100% a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não gosto é de ver causas destas ser utilizadas como aríetes tácticos.
    Já agora, pode auscultar aqui algumas opiniões oriundas da Soeiro: http://5dias.net/2008/10/28/quantos-sao-quantos-sao/#comments

  6. jpt diz:

    OK, as minhas desculpas pelo insulto (:-)), mas o post está ao mesmo nível dos que comparam o casamento gay à legalização da pedofilia, bestialismo e afins… Estão a comparar o incomparável.

  7. Luis Rainha diz:

    Não estou a comparar nada. A homologia coloca-se apenas ao nível dos chamados “temas fracturantes”: haverá agora que procurar o próximo. E, claro está, só por graça sugiro este.

  8. João diz:

    Quem diria que eu acabaria por concordar contigo (menos nessa cena de ser militante be)
    Mas eu também nada tenho contra o casamento gay, ou até entre três ou mais pessoas). Não é o meu paradigma, mas nada me move contra quem é feliz com uma pessoa do mesmo sexo, ou com várias pessoas ao mesmo tempo….

    O que me aflige é que se faça destas as, praticamente únicas, causas visíveis da intervenção de certos grupos, deixando pelo menos menos visíveis outras causas tão ou mais urgentes e essas sim é que dveriam ser fracturantes.

    O resto é o barulho das luzes…

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