A testa e os dentes

Caro Filipe, antes de começarmos a abordar as maravilhas da música vietnamita, levo-te à prova mais este francês. Repara que a música francesa transformou-se numa actividade para pequenas minorias. Acho que já nem no Congo Belga se fala francês – terão optado pelo flamengo?
Há obviamente novas bandas e interpretes, mas, na minha opinião, têm tudo para triunfar, menos a música (o Manu Chao é mais catalão). Deixo-te o Léo Ferré que dizia que a “inteligência das mulheres está nos ovários”. Podia ser pior. Há quem, conhecendo-as, conclua que não têm mesmo inteligência, o que vindo de homens, com os milhões de disparates cometidos e com vontade de ir para a cama, revela pouca inteligência. Resumindo, aconselho-te a nunca desistir de procurar a inteligência das outras e dos outros. Não encontrar não é prova que não exista. Deves ter procurado mal.
A conversa vai longa, ao contrário do Rainha, eu não percebo nada de música e de rock sinfónico dos anos 70. Por isso, deixo-te um hino e uma homenagem aos anarquistas, cantado. repito, pelo Léo Ferré. Moral da história: é preciso ter cabeça, mas sobretudo saber morder (mesmo que já te faltem dentes, como parece ser o caso).

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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