O outro lado da muralha de aço

O Porto de Lisboa apresentou as suas razões. Mas facto de estas existirem não justifica que se queira despachar uma decisão com um tal peso à pressa e sem dar muito nas vistas. Antes pelo contrário.

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8 respostas a O outro lado da muralha de aço

  1. À pressa? Isto anda a ser discutido há anos, Luís.

  2. Ricardo Santos Pinto diz:

    Claro que não tem nada a ver com a Mota-Engil. Nem com o Jorge Coelho.
    Como é que alguém podia pensar nisso! O senhor primeiro-ministro é tão sério!

  3. Eu gosto dessa paisagem! Dos contentores … dos cais … do ferro velho … dos barcos fantasma apodrecendo terra-adentro … É Bo-ni-to! Já estou enjoada de jardins ( Lisboa escassamente os contempla …) …
    Até gosto das casa devolutas … habitadas pelos seus fantasmas … as cortinas de pó que esvoaçam por entre os vidros quebrados. Que bo-ni-to.

  4. Luis Rainha diz:

    João,
    E com tanto tempo, não conseguiram fazer um concurso público?

  5. A notícia que citas não tem nada a ver com a modalidade de negociação da concessão e seu prolongamento, mas apenas com a questão da necessidade da expansão do terminal de contentores, a necessidade de ser ali mesmo e as suas consequências paisagísticas. Idem quanto ao meu comentário.

  6. Ricardo Santos Pinto diz:

    Para além da falcatrua preparada pela inefável dupla Sócrates & Coelho, uma frente ribeirinha como a de Lisboa ser ocupada com ainda mais sucata e ferro velho é um crime. Vai parecer Hamburgo. Não haveria outro local para fazer isso?
    Pessoalmente, até me estou marimbando, porque sou do Porto, mas não ia gostar nada de um monte de sucata e de ferro-velho em frente ao rio Douro. Está em Leixões, mesmo ao lado do Porto, e está muito bem.

  7. JPG diz:

    «(…) não justifica que se queira despachar uma decisão com um tal peso à pressa (…)»

    São 9,3 milhões de toneladas de peso, para ser exacto.

  8. Luis Serpa diz:

    Caro João Pinto e Castro,

    É absolutamente verdade que este assunto anda a ser discutido há anos. Duas perguntas:

    a) Como é que António Costa se presta a esta palhaçada da “apresentação” do projecto?

    b) Não há quem ponha fim aos projectos megalómanos e absurdos da APL, que há dezenas de anos faz o que quer e lhe apetece na cidade de Lisboa? Bolas, já temos um Alberto João Jardim, não precisamos de mais.

    Se as pessoas soubessem o que a cidade já perdeu devido à incompetência, arrogância e autismo da APL pensaram que a Ota era um mal menor.

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