O que não pode acontecer à Helena Matos?

O «que não pode estar a acontecer» é um grupo de professores ter gravado um pequeno vídeo, presume-se que durante uma acção de formação sobre o computador-quase-com-algo-de-português, o Magalhães. Eles cantam a “Grândola” com uma letra alusiva à ocasião, com ar bem disposto e folgazão.
O que será tão aberrante para a Helena Matos? Que alguém possa divertir-se no intervalo do trabalho? Que alguém saiba essa canção maldita? Que o Estado ande a investir na formação dos professores?
Depois, logo a horda de malucos do costume junta a sua voz à insânia. A desafinada cantoria é um caso de «roubo ao erário, de enriquecimento ilícito de alguns», perpetrada por atrasados mentais: «tente colocar uma questão mais complicada a ver se lhe conseguem responder».
É como diz o povo: quem procura porcos até as moitas lhe roncam. Em coro e tudo.

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26 respostas a O que não pode acontecer à Helena Matos?

  1. Ricardo Santos Pinto diz:

    Parecem todos malucos.
    Qual é o problema de um grupo de professores estar a cantar numas escadas uma música do Zeca com outra letra?
    Ofenderam os meninos, foi? Ofenderam o senhor primeiro-ministro? Ofenderam a canastrona da ministra, terá sido isso? Coitadinha dela, coitadinha.
    A única ofensa que eu poderia ver aqui seria ao Grândola, ao Zeca. Mas nem isso. O Zeca iria adorar isto. Como adorou, logo a seguir ao 25 de Abril, uma dançarina que fazia strip-tease ao som do Grândola, ali para os lados do Terreiro do Paço. Dizem que se fartou de rir.
    Que pena que ninguém venha dizer a verdade sobreo Classmate de 5.ª Geração que é vendido aos países do terceiro-mundo.

  2. Ricardo, novamente em sintonia …. eh ehe´somos clones (Lol).

    Belíssimo exercício!
    Ó Sic! Ó PT’s! Fora com a Gatada-fedorenta e CONTRATEM JÀ (!!!!!!!) estes Senhores!
    Que Classe (!) a Classe de Professores soube demonstrar!
    Muita sorte terão os seus alunos! Ali há gente que sabe que terra pisa e como viver a rir dela. Isso tb se ensina!
    LR: Vê lá outra vez Y reconsidera! Vale!

  3. Ouuuuuuups!
    Saltei uma linha. Sorrrrrry! Esquece a minha última frase! Vale.

  4. Ze dos Reis diz:

    Ricardo, já reparou que está a dar tiros ao lado? Aquilo foi patrocinado pelo governo, as críticas são de quem, como o Ricardo, o abominam. Que é um roubo que o ministério gaste dinheiro com coisas daquelas, que o magalhães é uma merda, etc. A sanha habitual de quem acha que computadores à borla ou quase para putos é uma coisa do demo. Que quem tem guito compre portáteis para os filhos, no problem, agora dá-los aos pobres, vade retro! E já agora, o magalhaes é um classmate de segunda geração. Note que nestas coisas quanto maior a geração maior a qualidade (em princípio). Creio que quereria dizer quinta categoria, não era? A das vendas ao 3º mundo é que não foi explícito, não dá para perceber se somos nós que o vendemos ao 3º mundo (não vejo qual o problema) se é a Intel que o vende ao 3º mundo. Vende sim. a todos, primeiro, segundo, terceiro, whatever. Pode obter mais explicações no site http://www.classmatepc.com.
    Boa tarde, até uma próxima oportunidade.

  5. FORTUNA diz:

    Essa cançao apenas demonstra o atraso do país.

  6. Que pobreza mental de post!
    Como é possível uma coisa destas no Cinco Dias?

  7. Ricardo Santos Pinto diz:

    “Essa cançao apenas demonstra o atraso do país.”

    Ó tia, não achou piada?

  8. bloom diz:

    como sempre, chego atrasado. o video já não está disponível. sniff.

  9. Ricardo Santos Pinto diz:

    Depois de tudo o que li por parte de quem esteve nessa acção de formação, parece-me que, afinal, as coisas não se passaram como eu pensava.
    Afinal, alguns professores decidiram colaborar, tipo pacóvios, na promoção do Magalhães. Como ñão prestei grande atenção ao vídeo, pensei que estavam a gozar com o Magalhães. Afinal, era ao contrário.
    Zé Reis, só critico nisto tudo o marketing. O computador totalmente português e coisas do género. Claro que acho uma boa medida, mas os exageros acabam por matá-la. E as palhaçadas também.

  10. Pingback: Louvores ao Magalhães « BLASFÉMIAS

  11. Zé Preto diz:

    Se a formação dos professores é isto, imagino a qualidade das Novas Oportunidades!

  12. A Helena Matos parece desconhecer que estas actividades de team-building há muito existem nas empresas.
    Americanices.

  13. OLp diz:

    Bem verdade o seu último parágrafo.
    Nunca tinha ouvido chamar á HM de moita.

  14. Jorge diz:

    É possível que o extracto seguinte, escrito por quem divulgou o primeiro destes vídeos, tenha algo a ver!

    Mas o que me choca no meio de tudo isto, e é por isso que escrevo este texto, é que todos os jornalistas com quem falei tentaram obter opiniões de muitos outros intervenientes na Acção e todos se recusaram a dar a cara ou uma simples opinião. Ora, parece-me, ou aliás, tenho a certeza, que as pessoas vivem hoje amedrontadas e parece que a Comunicação Social é algum papão para lhes desgraçar a vida.

    Eu gostava que todas as pessoas se sentissem livres, num Estado livre e não se coibissem de dar uma simples opinião que seja. Cidadãos interventivos e activos é que constroem uma sociedade democrática e participada.

    Entristece-me assistir a milhares e milhares de professores que vão gritando para dentro, chamando nomes feios a Governo e governantes, mas depois perante uma câmara ou um microfone, parece que algo os amedronta, como se dizer que discorda da Ministra, faça com que esta, no dia seguinte, os exonere!

    em:
    http://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%C2%ABmagalhaes%C2%BB/

  15. Jorge diz:

    É curioso como já li comentários com este mesmo teor referente ao team building em vários blogs. Conclui que team-building é a spin word do momento. Justificar o disparate com

    Por acaso já fiz acções de team building e não têam nada a ver com os objectivos duma acção de formação referente à forma de utilizar um novo instrumento tecnológico na educação. Como de resto basta ver o que texto da wikipedia sobre team building para perceber que isso nada tem a ver com a forma de usar o Magalhães para ensinar. Ah pois, era este o objectivo dessa acção de formação.

  16. Jorge diz:

    *uma frase saiu incompleta.

    Justificar o disparate com uma abordagem criativa.

  17. Luís, acho que estiveste distraído. Vai ao blogue do Pedro Carvalho e verás uma sessão de formação.

    http://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%C2%ABmagalhaes%C2%BB/

  18. Luis Rainha diz:

    “Num país normal, nada disto seria notícia; contudo, num país onde, por um lado, existe uma Comunicação Social ávida de «homens a morder cães» e um povo como que amedrontado de emitir opiniões públicas, isto tomou proporções absurdas”. Concordo com o Pedro de Carvalho: mais uma tempestade em copo de água.

  19. LR diz:

    Mas já deu para perceber que aquilo não era um intervalo, mas sim parte da formação. Mas já participei em coisas mais esquisitas ainda, nos EUA. Estive uma vez num seminário sobre apresentações que mais parecia o Chapitô.; é outra forma de encarar estas iniciativas motivacionais.
    Pegando num comentário ao tal blogue: «Uma acção de formação deve ter uma dinâmica própria e dificilmente poderá ser entendida por quem não pertence ao grupo. O facto de nos parecer ridículo não quer dizer que, no contexto da acção, o seja.»

  20. só quem nunca participou numa sessão de team bulding não sabe que neste tipo de iniciativas é mais que comum expor as pessoas a situações que, observadas de fora (e muitas vezes de dentro) são consideradas ridículas. Basta falar com profissionais que costuma desenvolver esse tipo e acções e perguntar por alguns exemplos de actividades.

    Podemos se militantes contra o “Magalhães” (que é uma óptima iniciativa com alguns defeitos que precisam de ser corrigidos), mas, como dizem os ingleses, enough is enough.

  21. Ainda bem que temos o João Miranda para nos mostrar a Luz e desmascarar os planos maquiavélicos de Sócrates e companhia para derrubar a democracia e instaurar um Estado Novo II, e tudo isto às costas de um computador portátil com nome de navegador… Parece-me até que ele já está a visualizar o Sócrates a cavalo a marchar sobre Lisboa, qual Gomes da Costa dos tempos modernos.

    Aliás, o João Miranda é muito bom a desmascarar extremistas e radicais. Só ainda não percebi muito bens os critérios que usa nessa seu desígnio. Por exemplo, segundo o João Miranda, Sócrates é um Estaline e potência, mas a Sarah Palin é um doce de pessoa. Como diz o outro, cada maluco com a sua mania…

    Mas voltando à sessão de formação do Magalhães, gostava que as paridas mentais do João Miranda não nos fizessem desviar do essencial – podemos achar que a “actividade” foi de mau gosto, podemos achar que foi infantil, podemos criticar a sua pertinência (como muitos professores têm feito), mas não me parece que daí venha legitimidade para nos pormos todos histéricos, como o João Miranda ou a Helena Matos, a gritar aqui del rey que vem aí o Salazar (Tão pouco podemos assumir que se trata de uma campanha de propaganda do Governo, uma vez que a formação foi organizada pela IBM).

  22. Jorge diz:

    Uma coisa é team building. Outra é formação. O primeiro serve para reforçar a forma de funcionamento em equipa. A segunda serve para aprender novos conceitos que, no caso, são relativos a como usar o computador no contexto de ensino.

    Misturar as duas coisas é propaganda.

  23. Luis Rainha diz:

    Porquê?

  24. qwerty diz:

    Não se percebe bem este post. Se não é ironia, é parvoeira.

  25. Tomaz diz:

    Eu já participei em sessões de team building. Até já organizei sessões de team building, com sucesso. Fazem todo o sentido, quando se pretende melhorar a dinâmica e a eficácia de uma equipa. Não fazem sentido nenhum quando o objectivo é dar formação objectiva sobre o uso e as potencialidades de um instrumento como o Magalhães numa sala de aula. O que se aprendeu nesta sessão? Quais as novas competências que cada um dos indivíduos levou?
    Facilitar o acesso dos alunos às tecnologias de informação é boa ideia. O Magalhães (Classmate) é boa ideia, ainda que com publicidade enganosa. Gastar tempo dos professores e dinheiro dos contribuintes em acções de formação sem utilidade é uma péssima ideia do Ministério da Educação!

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