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Gostamos mesmo é de Governos Fortes!

16 de Outubro de 2008 por Luis Rainha


Marco Fortes fez de si o novo grande ícone português quando reivindicou a primazia do descanso sobre o esforço; o inevitável triunfo da nossa indolente e divertida forma de ser. Por aqui, o Rui Tavares condenou todos os críticos deste bravo atleta a «uma vida triste e seca». So be it.
Somos madraços, procrastinadores e pouco rigorosos? Façamos então de tais defeitos as virtudes que nos vão armar para vencer os desafios do amanhã. E não paremos ao nível chão dos atletas. Vamos até ao topo, até ao nosso governo, se preciso for.
Mas não é mesmo preciso. Já todos sabemos das trapalhadas em redor do Orçamento de Estado. Da graçola a propósito do Magalhães, dos problemas informáticos, da entrega aos bochechos. Mais: todos ouvimos falar das noitadas à última hora para ter uma espécie de documento pronto a tempo. Mesmo à boa portuguesa: deixa-se tudo para o fim, remenda-se a obra à pressa, oferece-se uns pastéis de nata aos jornalistas e a coisa há-de passar.
Marco Fortes fez escola. E já ninguém se indigna com esta forma trangalhadanças, manhosa e medíocre de fazer as coisas. Alguém imagina quantas gralhas, quantos erros estarão escondidos num Orçamento feito em contra-relógio, em noitadas insones? Mas não há crise: com Santana Lopes, habituámo-nos a esperar o pior. Só que este governo está a fazer o seu melhor por baixar ainda mais a fasquia.

Comentários

Comentário de Bruno – Planetas
Data: 16 de Outubro de 2008, 16:02

O que me parece que continua a baixar a um ritmo acelerado é a margem da opisição…!

Comentário de Bruno – Planetas
Data: 16 de Outubro de 2008, 16:02

oposição

Comentário de GL
Data: 16 de Outubro de 2008, 16:11

Acerca de madraços e orçamentos. Estava inda agora a almoçar num restaurantezinho para turistas ingleses aqui do Estoril e um tio de lenço ao pescoço na mesa ao lado bradava contra o Governo. “Não passo cheques em branco para ninguém”… “O Estado gasta demais”, etc, etc…. enfim, os clichés do costume. Pus-me a pensar acerca do paradoxo que é, um país tão dependente do Estado, as pessoas reclamarem tanto do mesmo.

É de uma falta de gratidão colossal.

Desculpe se fugi do assunto.

Comentário de V
Data: 16 de Outubro de 2008, 16:27

O luís está mesmo apostado em dar cabo deste blogue.

Comentário de fernando antolin
Data: 16 de Outubro de 2008, 16:38

“…Só que este governo está a fazer o seu melhor por baixar ainda mais a fasquia….”

Oh meu caro,isso é blasfémia!! Espero que a brigada de costumes MFerrer e sus muchachos lhe aplique,rapidamente,o devido correctivo…:-))

Comentário de dsm
Data: 16 de Outubro de 2008, 17:02

“Alguém imagina quantas gralhas, quantos erros estarão escondidos num Orçamento [...]” (L.Rainha)

Eu cá não, mas, como se imagina (!), ficaria muito grato se o Luís me indicasse não só “quantas gralhas” e “quantos erros” conseguiu imaginar, mas também em que páginas e linhas imagina que eles estão.

“Mesmo à boa portuguesa: deixa-se tudo para o fim, remenda-se a obra à pressa, oferece-se uns pastéis de nata aos jornalistas e a coisa há-de passar.” (L.Rainha)

Tem toda a razão, Luís. O governo português só deveria autorizar crises financeiras mundiais até 15 de Julho de cada ano, para, por exemplo, as cimeiras europeias sobre as mesmas poderem ter lugar até, no máximo, 31 desse mês.

Sempre se poupavam uns pastéis de nata. Que, aliás, bem vistas as coisas, serão sempre desnecessários, porque é sabido que a maior parte dos jornalistas portugueses nem precisam de papas e bolos para.

Comentário de Luis Rainha
Data: 16 de Outubro de 2008, 17:19

8 e 11.

Quanto ao resto, claro que aqueles números santanescos foram normais e dignos. Claro.

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 16 de Outubro de 2008, 17:23

Caro V,
Tem toda a razão. Dizer mal do governo é a mãe de todos os pecados e, sobretudo, do grande líder. Dá cabo de tudo. Até de blogues.

Comentário de dsm
Data: 16 de Outubro de 2008, 18:04

Luís Rainha:

Não sei se “8 e 11″ é uma resposta à minha curiosidade sobre a sua performance imaginativa.

Mas, se é, ficam-me algumas dúvidas: são 8 erros e 11 gralhas? São dois erros ou duas gralhas, um/a na pág. 8 e outro/a na pág. 11? É um/a erro/gralha na linha 11 da pág. 8? De que documento ou documentos? Da proposta de lei (238 páginas!)? Do relatório (375 páginas!)? Dos mapas (não vou somar as páginas, porque consigo imaginar que são exactamente muitas…)?

Seja como for, não lhe gabo a sua capacidade imaginativa, Luís. Imagine que até eu, que não tenho grande treino nestas coisas de argumentar com o que imagino, sou capaz de imaginar que o conjunto dos documentos contém um número inimaginavelmente superior de erros e gralhas.

Só que não consigo imaginar-me a, com base nisso, tirar conclusões sobre as idiossincrasias dos portugueses, o filo-santanismo do governo, os pastéis de nata e as coisas que passam.

Comentário de Luis Rainha
Data: 16 de Outubro de 2008, 18:08

Sim.

Comentário de De Puta Madre
Data: 16 de Outubro de 2008, 18:36

Bolas! Esta coisa de vivermos no sistema … acabamos por não viver a vida! Esse Papão – grande pretexto para histerismos y apontador gratuito de defeitos e coisas-etc’as – o Famoso “Dead Line é um belo exemplo da Estupidez do sistema face à vida y àquilo qe ela é! Imitar a MORTE! Ao brincar aos tempinhos. Auto-promover o factorzinho morte mascaradinho é fantástico. Y o coro vocifera logo! Epa! Mas vale fazer as coisas bem feitas, ou não? …………. eh ehe ehe P. Exemplo temos que ler noticiazinhas todos os dias?? Ora, ora, a vida é mesmo feita de outros coisas também!
Flexibilidade! Flexibilidade … tb existe. Mas a “Morte” é fascinante.

Comentário de dsm
Data: 16 de Outubro de 2008, 18:40

Não sei se o Luís Rainha considera o “sim” uma forma airosa e inteligente de calar os outros, mas imagino que sim.

Comentário de Luis Rainha
Data: 16 de Outubro de 2008, 19:05

Pois.

Pingback de Palavra amiga. « Vida Breve
Data: 16 de Outubro de 2008, 20:06

[...] na caixa de comentários deste post em que Luis Rainha criticou as trapalhadas do Orçamento de [...]

Comentário de Francisco Clamote
Data: 16 de Outubro de 2008, 21:18

Desculpe a expressão, mas o seu “post” revela que deve estar a “passar-se”. Cumprimentos.

Comentário de josé Manuel Faria
Data: 16 de Outubro de 2008, 22:54

Para os “tugas” ou está tudo mal ou tudo bem. Os adversários juntam-se à mesa e ao fim de 1 hora de copos canta-se a internacional, a Grandola V. Morena ou a última do Tony.

Comentário de Sérgio
Data: 17 de Outubro de 2008, 9:13

Acho que o Francisco, o DSM e o V deviam era trabalhar lá no tachinho rosa onde estão em vez de andar a ler blogs…

Comentário de GL
Data: 17 de Outubro de 2008, 10:32

Acho piada a este último comentário. Sempre que alguém defende o governo, é acusado de estar a soldo. E quem critica, está a ser pago por quem? Onde é o tacho?

Comentário de luis eme
Data: 17 de Outubro de 2008, 12:59

ó Rainha, realmente consegues passar as marcas. e és jornalista, não és?

nem tão pouco conheces o Marco Fortes, para lhe chamares “icone” do que quer que seja.

só pelo facto de ter sido o primeiro português a ultrapassar a barreira dos vinte metros do lançamento do peso, devia merecer-te algum respeito.

não se batem recordes nem se fazem minimos olímpicos na “caminha”, como pensas…

Comentário de Lord
Data: 18 de Outubro de 2008, 20:38

Isso de atacar um atleta olímpico sem saber da missa a metade… Sem saber o esforço que o atleta fez ou deixou de fazer para estar onde está, sem saber os sacrifícios que este fez, sem contextualizar as palavras de Marco Fortes na altura, sem, sem…..

É a triste cultura portuguesa de atacar, atacar, atacar, com ou sem razão, isso fica para depois. Longa vida ao Rui Tavares.

Comentário de Luis Rainha
Data: 18 de Outubro de 2008, 21:08

Atacar? A única coisa aqui mencionada são as suas declarações. E essas foram infelizes, sem dúvida.