<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Scientia ancilla Theologiae</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 02:02:02 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; Inspectores forenses da vagina</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69583</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Inspectores forenses da vagina</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 12:39:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69583</guid>
		<description>[...] Pontifício para a família, presidido pelo mesmo Alfonso López Trujillo que considera que os preservativos são permeáveis ao HIV, debitou um documento de 57 páginas reafirmando todas as posições anteriores da Igreja de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Pontifício para a família, presidido pelo mesmo Alfonso López Trujillo que considera que os preservativos são permeáveis ao HIV, debitou um documento de 57 páginas reafirmando todas as posições anteriores da Igreja de [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Parente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69568</link>
		<dc:creator>António Parente</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 10:40:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69568</guid>
		<description>Ibidem

Já agora, para que no futuro não acuse a &quot;ICAR&quot; de ser responsável pelo fracasso do preservativo feminino em Portugal, deixo-lhe aqui esta notícia:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&amp;id_news=353418</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ibidem</p>
<p>Já agora, para que no futuro não acuse a &#8220;ICAR&#8221; de ser responsável pelo fracasso do preservativo feminino em Portugal, deixo-lhe aqui esta notícia:</p>
<p><a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&#038;id_news=353418" rel="nofollow">http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&#038;id_news=353418</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Parente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69565</link>
		<dc:creator>António Parente</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 09:56:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69565</guid>
		<description>Ibidem

Citei números oficiais do Ministério da Saúde das Filipinas. Quanto aos casos não detectados vi estimativas que vão dos 9 mil até aos seus 12 mil...

É curioso que quando a taxa de incidência do HIV é baixa num país em que 80% da população se afirma como católica a Ibidem não aponte o factor religioso como sendo a causa da baixa taxa de incidência mas quando a taxa porventura é alta, mesmo o país não sendo maioritariamente católico, então a &quot;culpa&quot; é da &quot;ICAR&quot;. É um tipo de análise enviesada.

É curioso, também, que a Ibidem, finalmente reconheça que há factores diversos, e não a &quot;política&quot; da &quot;ICAR&quot; sobre o preservativo, que podem influenciar a disseminação do HIV. Aliás dá um bom exemplo: compara um país com forte influência católica com outro país em que a Igreja Católica é minoritária. Em ambos os casos a taxa de infecção é reduzida. Há qualquer coisa que não bate certo. Se os seus argumentos fossem válidos então teríamos taxas de incidência do HIV muito díspares.

É curioso que a Ibidem desvie agora o tema para os &quot;milhõezecos&quot; de abortos e mulheres mortas (por acaso também vi estatísticas oficiais que não confirmam o que afirma) quando fala do HIV. Não é disso que estávamos a falar.

No fim da nossa conversa, finalmente vejo-a deixar a defesa irracional do preservativo em qualquer situação e circunstância e apresentar um modelo global de combate à doença que tem aspectos com os quais eu concordo e discordo. Foi um passo importante da sua parte.

Quanto à &quot;teocracia&quot; filipina sabe muito bem que é um exagero de linguagem da Palmira. O único Estado teocrático cristão é o Vaticano.

Foi um prazer conversar consigo. Nestas coisas não há vencedores nem vencidos. Há só pessoas que falam sobre as suas visões do mundo.

Bom Domingo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ibidem</p>
<p>Citei números oficiais do Ministério da Saúde das Filipinas. Quanto aos casos não detectados vi estimativas que vão dos 9 mil até aos seus 12 mil&#8230;</p>
<p>É curioso que quando a taxa de incidência do HIV é baixa num país em que 80% da população se afirma como católica a Ibidem não aponte o factor religioso como sendo a causa da baixa taxa de incidência mas quando a taxa porventura é alta, mesmo o país não sendo maioritariamente católico, então a &#8220;culpa&#8221; é da &#8220;ICAR&#8221;. É um tipo de análise enviesada.</p>
<p>É curioso, também, que a Ibidem, finalmente reconheça que há factores diversos, e não a &#8220;política&#8221; da &#8220;ICAR&#8221; sobre o preservativo, que podem influenciar a disseminação do HIV. Aliás dá um bom exemplo: compara um país com forte influência católica com outro país em que a Igreja Católica é minoritária. Em ambos os casos a taxa de infecção é reduzida. Há qualquer coisa que não bate certo. Se os seus argumentos fossem válidos então teríamos taxas de incidência do HIV muito díspares.</p>
<p>É curioso que a Ibidem desvie agora o tema para os &#8220;milhõezecos&#8221; de abortos e mulheres mortas (por acaso também vi estatísticas oficiais que não confirmam o que afirma) quando fala do HIV. Não é disso que estávamos a falar.</p>
<p>No fim da nossa conversa, finalmente vejo-a deixar a defesa irracional do preservativo em qualquer situação e circunstância e apresentar um modelo global de combate à doença que tem aspectos com os quais eu concordo e discordo. Foi um passo importante da sua parte.</p>
<p>Quanto à &#8220;teocracia&#8221; filipina sabe muito bem que é um exagero de linguagem da Palmira. O único Estado teocrático cristão é o Vaticano.</p>
<p>Foi um prazer conversar consigo. Nestas coisas não há vencedores nem vencidos. Há só pessoas que falam sobre as suas visões do mundo.</p>
<p>Bom Domingo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: o sátiro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69539</link>
		<dc:creator>o sátiro</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 05:30:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69539</guid>
		<description>ora aí está um post exemplo do desprezo pelos doentes da sida. Sentados diante do pc, vomitam calúnias contra a icar, enquanto a icar cuida dos doentes. Já alguma vez cuidaram de alguém? Enquanto isso, impingem a infalibilidade do preserv. A grande maioria dos doentes não sabe o k é a icar, ou está-se borrifando para a &quot;padralhada&quot;; não querem saber do k diz a icar, e depois a culpa é da icar? Haja sensatez! E esse cartão do DA é execrável: em tempos cheguei a ler lá textos do estilo: &quot;madre teresa d calcutá era uma sádica genocida&quot; . Mais execrável e desprezível do k isto é impossível.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ora aí está um post exemplo do desprezo pelos doentes da sida. Sentados diante do pc, vomitam calúnias contra a icar, enquanto a icar cuida dos doentes. Já alguma vez cuidaram de alguém? Enquanto isso, impingem a infalibilidade do preserv. A grande maioria dos doentes não sabe o k é a icar, ou está-se borrifando para a &#8220;padralhada&#8221;; não querem saber do k diz a icar, e depois a culpa é da icar? Haja sensatez! E esse cartão do DA é execrável: em tempos cheguei a ler lá textos do estilo: &#8220;madre teresa d calcutá era uma sádica genocida&#8221; . Mais execrável e desprezível do k isto é impossível.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ibidem</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69525</link>
		<dc:creator>Ibidem</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 01:54:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69525</guid>
		<description>António, está de volta? Bons olhos o leiam. Folgo em vê-lo tão preocupado com o destino das mulheres filipinas que morrem de abortos clandestinos ou envelhecem prematuramente carregadas de filhos. E regozijo-me também pelos bispos terem finalmente &quot;liberado&quot;, neste anno domini de 2008, o &quot;malvado preservativo&quot; para uso exclusivo de casais seropositivos. 

É verdade que as Filipinas têm uma taxa muito baixa de prevalência de SIDA (apenas 0.01%, segundo a UNAIDS, que registava 12 mil seropositivos em 2005 – o que não bate certo com os &quot;3 399 casos entre 1984 e Agosto de 2008&quot; de que fala, porque, como sabe, o número de casos despistados não equivale ao número real, já que nem todos os casos são detectados). 

A UNAIDS atribui o facto a uma combinação de factores, incluindo o reduzido número de toxicodependentes que consomem estupefacientes por via intravenosa, a baixa ratio de clientes por prostitutas, o elevado número de circuncisões (o que, segundo alguns estudos, pode diminuir o potencial de contágio até 60% a 80%), e o baixo número de outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis que facilitariam o contágio, mas tanto aquele organismo como a Organização Mundial de Saúde afirmam que &quot;o potencial para a explosão de uma epidemia está lá&quot; e insistem que a proibição de preservativos não é uma forma de combater a doença. 

Note que países como a Alemanha (com sensivelmente o mesmo número de pessoas que as Filipinas mas com políticas de prevenção da SIDA que insistem no uso do preservativo) têm exactamente a mesma taxa de prevalência (apenas 0.01%).

Espero que o António não esteja a sugerir que a proibição de contraceptivos é responsável pelo reduzido número de casos de seropositos, fazendo coro com os cardeais que dizem que os preservativos provocam a SIDA. Deverei assumir que acha que o caso filipino é um modelo de sucesso da doutrina sexual da ICAR (se descontarmos uns milhõezecos de abortos clandestinos e mulheres mortas)? Acha que devemos exportar a teocracia filipina, para usar a feliz expressão da Palmira, para o resto do mundo – ie, banir os preservativos das farmácias e passar a vender cintos de castidade? 
 
Pergunto-me que modelo de combate à SIDA e sobretudo que modelo de sociedade é que defende, afinal. Eu posso dizer-lhe o que defendo. Educação sexual nas escolas e ampla informação sobre controlo de natalidade e doenças sexualmente transmissíveis. Acesso fácil a contraceptivos e preservativos, tendencialmente gratuito para grupos de risco, adolescentes e pessoas com baixos recursos económicos. Campanhas que, alertando embora as pessoas para os riscos que correm, deixem nas suas mãos a responsabilidade pelos seus comportamentos sexuais. Em suma, políticas que não ponham em causa a autodeterminação sexual e a dignidade dos seres humanos e não comunguem de moralismos (sexo só depois do casamento, por exemplo, ou só para procriação, são coisas que não me ouvirá defender).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>António, está de volta? Bons olhos o leiam. Folgo em vê-lo tão preocupado com o destino das mulheres filipinas que morrem de abortos clandestinos ou envelhecem prematuramente carregadas de filhos. E regozijo-me também pelos bispos terem finalmente &#8220;liberado&#8221;, neste anno domini de 2008, o &#8220;malvado preservativo&#8221; para uso exclusivo de casais seropositivos. </p>
<p>É verdade que as Filipinas têm uma taxa muito baixa de prevalência de SIDA (apenas 0.01%, segundo a UNAIDS, que registava 12 mil seropositivos em 2005 – o que não bate certo com os &#8220;3 399 casos entre 1984 e Agosto de 2008&#8243; de que fala, porque, como sabe, o número de casos despistados não equivale ao número real, já que nem todos os casos são detectados). </p>
<p>A UNAIDS atribui o facto a uma combinação de factores, incluindo o reduzido número de toxicodependentes que consomem estupefacientes por via intravenosa, a baixa ratio de clientes por prostitutas, o elevado número de circuncisões (o que, segundo alguns estudos, pode diminuir o potencial de contágio até 60% a 80%), e o baixo número de outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis que facilitariam o contágio, mas tanto aquele organismo como a Organização Mundial de Saúde afirmam que &#8220;o potencial para a explosão de uma epidemia está lá&#8221; e insistem que a proibição de preservativos não é uma forma de combater a doença. </p>
<p>Note que países como a Alemanha (com sensivelmente o mesmo número de pessoas que as Filipinas mas com políticas de prevenção da SIDA que insistem no uso do preservativo) têm exactamente a mesma taxa de prevalência (apenas 0.01%).</p>
<p>Espero que o António não esteja a sugerir que a proibição de contraceptivos é responsável pelo reduzido número de casos de seropositos, fazendo coro com os cardeais que dizem que os preservativos provocam a SIDA. Deverei assumir que acha que o caso filipino é um modelo de sucesso da doutrina sexual da ICAR (se descontarmos uns milhõezecos de abortos clandestinos e mulheres mortas)? Acha que devemos exportar a teocracia filipina, para usar a feliz expressão da Palmira, para o resto do mundo – ie, banir os preservativos das farmácias e passar a vender cintos de castidade? </p>
<p>Pergunto-me que modelo de combate à SIDA e sobretudo que modelo de sociedade é que defende, afinal. Eu posso dizer-lhe o que defendo. Educação sexual nas escolas e ampla informação sobre controlo de natalidade e doenças sexualmente transmissíveis. Acesso fácil a contraceptivos e preservativos, tendencialmente gratuito para grupos de risco, adolescentes e pessoas com baixos recursos económicos. Campanhas que, alertando embora as pessoas para os riscos que correm, deixem nas suas mãos a responsabilidade pelos seus comportamentos sexuais. Em suma, políticas que não ponham em causa a autodeterminação sexual e a dignidade dos seres humanos e não comunguem de moralismos (sexo só depois do casamento, por exemplo, ou só para procriação, são coisas que não me ouvirá defender).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ibidem</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69507</link>
		<dc:creator>Ibidem</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 22:36:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69507</guid>
		<description>Cara Palmira,

O problema é que há pessoas impermeáveis a quaisquer argumentos, mas extremamente porosas aos sermões da ICAR. Algumas das mensagens e posts que li a propósito deste novo ataque do papa aos contraceptivos raiam a esquizofrenia. É que não se acredita que 10 milhões de portugueses saquem todos os dias religiosamente do termómetro, nem que cheguem todos virgens ao casamento ou tenham taxas de fidelidade de 100%. Mas apesar de não praticarem em casa o que o papa manda, e de serem os primeiros a abrir excepções sem qualquer apoio na doutrina agora reafirmada pela ICAR, pretendem à força que, se toda a gente seguisse integralmente as recomendações do sumo pontífice, não haveria SIDA (versão mais rebuscada do clássico &quot;Faz o que eu digo, não faças o que eu faço&quot;). 

Eu não cumpro, tu não cumpres, ele não cumpre, mas se ELES cumprissem, tudo iria bem no melhor dos mundos. 

Alegar depois candidamente que, se os católicos não seguem o sumo pontífice numas coisas (abstinência e fidelidade), então também não o seguem na proibição do uso do preservativo – ergo te absolvo, papa, pela disseminação da SIDA e gravidezes indesejadas –, é um argumento tributário dessa mesma lógica abstracta e idealista que ignora a vida real e a complexidade do comportamento humano, e não sobrevive fora do castelo das ideias. Como se a ambivalência de uma mensagem que diaboliza o sexo pré-marital e condena os contraceptivos mesmo no casamento não condicionasse a autonomia e influenciasse, a um nível pelo menos inconsciente e de forma duradoura, comportamentos de avestruz. &quot;Sê responsável sexualmente&quot;, diz a ICAR, &quot;mas não uses contraceptivos&quot;. &quot;Controla-te&quot;, ordena o papa, &quot;mas não adoptes o controlo da tua sexualidade&quot;. Quem depois não resiste ao instinto ó mil vezes natural da sexualidade, não vai necessariamente a correr buscar um preservativo, para mais quando toda a gente sabe que os ditos não são eficazes, ICAR dixit.

Acharão mesmo que uma mensagem como esta promove uma vivência sexual saudável, responsável e autónoma? País de panglossianos: está a vista de todos que a moral sexual evoluiu e que os papas (a começar pelo antecessor) não acompanharam a passada. Mas apesar de os mais devotos casais católicos (digo-o sem qualquer ironia) terem a pílula ou os preservativos à cabeceira, ao lado do crucifixo, continuam a insistir que não há nada de intrinsecamente errado na mensagem. Algures num laboratório de ideias virtual – uma espécie de Second Life Católico –, a mensagem do papa continua válida. Dêem-nos o ambiente asséptico das ideias e dos jogos de computador e os meus 100% de eficácia via abstinência &amp; fidelidade ganham ao teu preservativo – YOU LOSE, GAME OVER.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Palmira,</p>
<p>O problema é que há pessoas impermeáveis a quaisquer argumentos, mas extremamente porosas aos sermões da ICAR. Algumas das mensagens e posts que li a propósito deste novo ataque do papa aos contraceptivos raiam a esquizofrenia. É que não se acredita que 10 milhões de portugueses saquem todos os dias religiosamente do termómetro, nem que cheguem todos virgens ao casamento ou tenham taxas de fidelidade de 100%. Mas apesar de não praticarem em casa o que o papa manda, e de serem os primeiros a abrir excepções sem qualquer apoio na doutrina agora reafirmada pela ICAR, pretendem à força que, se toda a gente seguisse integralmente as recomendações do sumo pontífice, não haveria SIDA (versão mais rebuscada do clássico &#8220;Faz o que eu digo, não faças o que eu faço&#8221;). </p>
<p>Eu não cumpro, tu não cumpres, ele não cumpre, mas se ELES cumprissem, tudo iria bem no melhor dos mundos. </p>
<p>Alegar depois candidamente que, se os católicos não seguem o sumo pontífice numas coisas (abstinência e fidelidade), então também não o seguem na proibição do uso do preservativo – ergo te absolvo, papa, pela disseminação da SIDA e gravidezes indesejadas –, é um argumento tributário dessa mesma lógica abstracta e idealista que ignora a vida real e a complexidade do comportamento humano, e não sobrevive fora do castelo das ideias. Como se a ambivalência de uma mensagem que diaboliza o sexo pré-marital e condena os contraceptivos mesmo no casamento não condicionasse a autonomia e influenciasse, a um nível pelo menos inconsciente e de forma duradoura, comportamentos de avestruz. &#8220;Sê responsável sexualmente&#8221;, diz a ICAR, &#8220;mas não uses contraceptivos&#8221;. &#8220;Controla-te&#8221;, ordena o papa, &#8220;mas não adoptes o controlo da tua sexualidade&#8221;. Quem depois não resiste ao instinto ó mil vezes natural da sexualidade, não vai necessariamente a correr buscar um preservativo, para mais quando toda a gente sabe que os ditos não são eficazes, ICAR dixit.</p>
<p>Acharão mesmo que uma mensagem como esta promove uma vivência sexual saudável, responsável e autónoma? País de panglossianos: está a vista de todos que a moral sexual evoluiu e que os papas (a começar pelo antecessor) não acompanharam a passada. Mas apesar de os mais devotos casais católicos (digo-o sem qualquer ironia) terem a pílula ou os preservativos à cabeceira, ao lado do crucifixo, continuam a insistir que não há nada de intrinsecamente errado na mensagem. Algures num laboratório de ideias virtual – uma espécie de Second Life Católico –, a mensagem do papa continua válida. Dêem-nos o ambiente asséptico das ideias e dos jogos de computador e os meus 100% de eficácia via abstinência &amp; fidelidade ganham ao teu preservativo – YOU LOSE, GAME OVER.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Moreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69498</link>
		<dc:creator>Luis Moreira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 21:41:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69498</guid>
		<description>E se a Igreja se peocupasse com os seus pedófilos? Os santarrões da Opus
se poderem enviam toda a gente para o inferno...que os parta! Palmira e Ibidem estava para fazer uma investigação sobre o assunto, mas como esgotaram a matéria fico na bancada a apoiar :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E se a Igreja se peocupasse com os seus pedófilos? Os santarrões da Opus<br />
se poderem enviam toda a gente para o inferno&#8230;que os parta! Palmira e Ibidem estava para fazer uma investigação sobre o assunto, mas como esgotaram a matéria fico na bancada a apoiar <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Parente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69496</link>
		<dc:creator>António Parente</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 21:29:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69496</guid>
		<description>Ibidem

Vamos falar do HIV/SIDA nas Filipinas. Segundo o último relatório publicado pelo Ministério da Saúdade filipino entre 1984 e Agosto de 2008 registaram-se 3 399 casos de seropositividade. As Filipinas têm uma população de 96 milhões de pessoas.

Convido a Palmira a actualizar o seu arquivo com esta notícia:

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid205847,0.htm

O relatório do governo filipino pode ser encontrado em:

&quot;www.doh.gov.ph/files/NEC_HIV_Aug-AIDSreg2008.pdf&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ibidem</p>
<p>Vamos falar do HIV/SIDA nas Filipinas. Segundo o último relatório publicado pelo Ministério da Saúdade filipino entre 1984 e Agosto de 2008 registaram-se 3 399 casos de seropositividade. As Filipinas têm uma população de 96 milhões de pessoas.</p>
<p>Convido a Palmira a actualizar o seu arquivo com esta notícia:</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid205847,0.htm" rel="nofollow">http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid205847,0.htm</a></p>
<p>O relatório do governo filipino pode ser encontrado em:</p>
<p>&#8220;www.doh.gov.ph/files/NEC_HIV_Aug-AIDSreg2008.pdf&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Palmira Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69484</link>
		<dc:creator>Palmira Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 20:13:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69484</guid>
		<description>Cara Ibidem:

Este post era apenas um preãmbulo, já estava um pouco farta das tretas sobre a «permeabilidade» e insegurança dos preservativos.

Há uns anos acabei um post que escrevi no Diário Ateísta sobre as Filipinas

http://www.ateismo.net/2005/10/25/cultura-de-morte-nas-filipinas/

&lt;i&gt;Infelizmente, como se lamenta o Dr. Diego Danila que supervisiona este flagelo do aborto clandestino e as mortes maternais para o Departamento de Saúde filipino, todas as propostas de introdução de políticas de planeamento familiar têm sido vigorosamente boicotadas pela poderosa Igreja Católica! Que recentemente, via um grupo católico oximoronicamente chamado pró-vida, propôs uma lei que pretende proibir a venda da pílula e de dispositivos intra-uterinos nas Filipinas. Ou seja, não foram os contraceptivos mas a «santa» Igreja que de facto propiciou e continuará a propiciar uma política e uma cultura de morte para as mulheres filipinas com a sua posição inflexível, a do Vaticano, contra qualquer tipo de contraceptivos.&lt;/i&gt;

Como tão bem conta, nada mudou,  e as Filipinas continuam um dos últimos redutos da teocracia católica...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Ibidem:</p>
<p>Este post era apenas um preãmbulo, já estava um pouco farta das tretas sobre a «permeabilidade» e insegurança dos preservativos.</p>
<p>Há uns anos acabei um post que escrevi no Diário Ateísta sobre as Filipinas</p>
<p><a href="http://www.ateismo.net/2005/10/25/cultura-de-morte-nas-filipinas/" rel="nofollow">http://www.ateismo.net/2005/10/25/cultura-de-morte-nas-filipinas/</a></p>
<p><i>Infelizmente, como se lamenta o Dr. Diego Danila que supervisiona este flagelo do aborto clandestino e as mortes maternais para o Departamento de Saúde filipino, todas as propostas de introdução de políticas de planeamento familiar têm sido vigorosamente boicotadas pela poderosa Igreja Católica! Que recentemente, via um grupo católico oximoronicamente chamado pró-vida, propôs uma lei que pretende proibir a venda da pílula e de dispositivos intra-uterinos nas Filipinas. Ou seja, não foram os contraceptivos mas a «santa» Igreja que de facto propiciou e continuará a propiciar uma política e uma cultura de morte para as mulheres filipinas com a sua posição inflexível, a do Vaticano, contra qualquer tipo de contraceptivos.</i></p>
<p>Como tão bem conta, nada mudou,  e as Filipinas continuam um dos últimos redutos da teocracia católica&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ibidem</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69481</link>
		<dc:creator>Ibidem</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 20:01:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69481</guid>
		<description>Se fosse só o preservativo... Então e a perseguição à pílula, o DIU, e tudo o que não passe pelo método das temperaturas?

Nas Filipinas, a população vive refém da toda-poderosa ICAR, que faz lobbying e ameaça governantes para impedir qualquer política de planeamento familiar que contrarie os éditos de Roma. Em Manila, cognominada a &quot;primeira cidade pró-vida&quot; do mundo, o anterior presidente da Câmara, sob a influência da Igreja, proibiu em 2000 a distribuição de pílulas e preservativos nos centros de planeamento familiar (que só podem aconselhar &quot;métodos naturais&quot; de controlo da natalidade, como o método das temperaturas e a abstinência nos períodos férteis), conduzindo rusgas para encontrar e destruir preservativos. 

Oito anos depois de os contraceptivos terem sido banidos, e apesar de entretanto a cidade ter outro presidente, a proibição continua a vigorar, tornando impossível às mulheres, especialmente as mais pobres, obtê-los. Num país onde há anualmente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil abortos clandestinos (uma das taxas mais altas na Ásia), e onde 70% das gravidezes não desejadas acabam em aborto, segundo o Pro-Life Philippines (um grupo anti-aborto), as ONGs são obrigadas a distribuir contraceptivos de forma clandestina às famílias pobres. 

Mas para o antigo presidente da Câmara e actual secretário de Estado do Ambiente, Jose Lito Atienza, os defensores do planeamento familiar são meras &quot;vítimas da lavagem cerebral&quot; do Ocidente, gabando-se de ter conseguido, com a proibição, ensinar às &quot;inocentes e ignorantes&quot; mulheres de Manila os &quot;verdadeiros valores da família nas Filipinas&quot;. Em Setembro deste ano, apelou à rejeição de uma lei que visa garantir o acesso das famílias a métodos de controlo da natalidade (e não prevê a legalização do aborto), afirmando que, se o diploma for aprovado, conduzirá à &quot;falência moral&quot; do país.
 
Fala a uma voz com a ICAR, que continua a considerar a pílula e o preservativo como &quot;métodos abortivos&quot; e classifica a lei de &quot;dizimadora das famílias&quot;. O arcebispo Paciano Aniceto, que preside a Comissão para a Família e a Vida na mui influente &quot;Catholic Bishop&#039;s Conference in the Philippines&quot;, apuda os que querem garantir o acesso a métodos de controlo de natalidade de &quot;propagandistas da cultura de morte&quot;. A Lei que prevê o acesso das famílias a contraceptivos tem sido bloqueada pela ICAR, que tem tentado por todos os meios ao seu alcance impedir a aprovação do diploma.  

Testemunho das devastadores políticas de Atienza e da ICAR em Manila, e monumento maior da política deste devoto católico, é o &quot;Haven for Angels&quot; (Paraíso para anjos), um cemitério criado por ele e a mulher para enterrar os fetos abortados que se encontram a pontapé pelas ruas da cidade. No documentário da BBC de 2003, &quot;Sex and the Holy City&quot;, citado pela Palmira, Atienza gabava-se de enterrar e baptizar &quot;os fetos encontrados nas ruas, no lixo (…), nos passeios da cidade, não reclamados pelas suas irresponsáveis mães&quot; - as mesmas a quem é negado qualquer acesso a meios de controlo da natalidade.

Um grupo de 19 mulheres (incluindo uma católica com sete filhos) apresentou no início deste ano uma acção judicial contra o Estado filipino, alegando que os casais têm o direito de planear quantos filhos querem ter de acordo com as suas convicções, e que a proibição viola a Constituição e as convenções internacionais. De acordo com uma sondagem de 2007 da organização Catholics for Choice, 77% dos filipinos são a favor do uso do preservativo no combate à SIDA, e 90 % dizem que votariam num candidato que apoiasse a introdução de meios modernos de controlo da natalidade, segundo um inquérito de 2007 do &quot;Legislators&#039; Committee for Population and Development&quot;, um orgão filipino.

Manila é longe, e podemos desvalorizar estes horrores como exotismo asiático. Mas basta transpô-los para Portugal para sermos percorridos por um arrepio de horror. Imagine-se que em Lisboa a única forma de obter preservativos e pílulas era no mercado negro, a preços exorbitantes. Que os católicos eram ameaçados de excomunhão se recorressem a métodos de controlo de natalidade &quot;artificiais&quot;, mesmo casados. Que uma ateia como eu e milhares de pessoas não pudessem decidir quando e se queremos ter filhos - não pudéssemos, em suma, ser senhores e senhoras dos nossos corpos, apesar de não comungarmos das visões reducionistas da autonomia humana da ICAR. Que, impedidos de, de forma responsável, tomar medidas para evitar a gravidez, tivéssemos de abortar em vãos de escada ou ir parar à prisão (esperem lá, isto começa a soar estranhamente familiar...).

Que se vede às pessoas a possibilidade de recorrer a métodos contraceptivos e se imponha, a todos, uma visão cozinhada por papas misóginos e sexofóbicos, dá bem a medida do &quot;Estado de direito&quot; que a ICAR, se pudesse, nos impunha a todos. 

P.S. Palmira, desculpe a invasão da caixa de comentários, mas receio que esta discussão não passe das taxas de eficácia do preservativo versus comportamentos sexuais responsáveis, como se uma coisa excluísse a outra, e como se o que estivesse em causa fossem simples &quot;recomendações&quot; morais proferidas do alto do púlpito, de católicos para católicos, e não uma verdadeira cruzada contra a autodeterminação sexual que não poupa ninguém, crentes e não crentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se fosse só o preservativo&#8230; Então e a perseguição à pílula, o DIU, e tudo o que não passe pelo método das temperaturas?</p>
<p>Nas Filipinas, a população vive refém da toda-poderosa ICAR, que faz lobbying e ameaça governantes para impedir qualquer política de planeamento familiar que contrarie os éditos de Roma. Em Manila, cognominada a &#8220;primeira cidade pró-vida&#8221; do mundo, o anterior presidente da Câmara, sob a influência da Igreja, proibiu em 2000 a distribuição de pílulas e preservativos nos centros de planeamento familiar (que só podem aconselhar &#8220;métodos naturais&#8221; de controlo da natalidade, como o método das temperaturas e a abstinência nos períodos férteis), conduzindo rusgas para encontrar e destruir preservativos. </p>
<p>Oito anos depois de os contraceptivos terem sido banidos, e apesar de entretanto a cidade ter outro presidente, a proibição continua a vigorar, tornando impossível às mulheres, especialmente as mais pobres, obtê-los. Num país onde há anualmente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil abortos clandestinos (uma das taxas mais altas na Ásia), e onde 70% das gravidezes não desejadas acabam em aborto, segundo o Pro-Life Philippines (um grupo anti-aborto), as ONGs são obrigadas a distribuir contraceptivos de forma clandestina às famílias pobres. </p>
<p>Mas para o antigo presidente da Câmara e actual secretário de Estado do Ambiente, Jose Lito Atienza, os defensores do planeamento familiar são meras &#8220;vítimas da lavagem cerebral&#8221; do Ocidente, gabando-se de ter conseguido, com a proibição, ensinar às &#8220;inocentes e ignorantes&#8221; mulheres de Manila os &#8220;verdadeiros valores da família nas Filipinas&#8221;. Em Setembro deste ano, apelou à rejeição de uma lei que visa garantir o acesso das famílias a métodos de controlo da natalidade (e não prevê a legalização do aborto), afirmando que, se o diploma for aprovado, conduzirá à &#8220;falência moral&#8221; do país.</p>
<p>Fala a uma voz com a ICAR, que continua a considerar a pílula e o preservativo como &#8220;métodos abortivos&#8221; e classifica a lei de &#8220;dizimadora das famílias&#8221;. O arcebispo Paciano Aniceto, que preside a Comissão para a Família e a Vida na mui influente &#8220;Catholic Bishop&#8217;s Conference in the Philippines&#8221;, apuda os que querem garantir o acesso a métodos de controlo de natalidade de &#8220;propagandistas da cultura de morte&#8221;. A Lei que prevê o acesso das famílias a contraceptivos tem sido bloqueada pela ICAR, que tem tentado por todos os meios ao seu alcance impedir a aprovação do diploma.  </p>
<p>Testemunho das devastadores políticas de Atienza e da ICAR em Manila, e monumento maior da política deste devoto católico, é o &#8220;Haven for Angels&#8221; (Paraíso para anjos), um cemitério criado por ele e a mulher para enterrar os fetos abortados que se encontram a pontapé pelas ruas da cidade. No documentário da BBC de 2003, &#8220;Sex and the Holy City&#8221;, citado pela Palmira, Atienza gabava-se de enterrar e baptizar &#8220;os fetos encontrados nas ruas, no lixo (…), nos passeios da cidade, não reclamados pelas suas irresponsáveis mães&#8221; &#8211; as mesmas a quem é negado qualquer acesso a meios de controlo da natalidade.</p>
<p>Um grupo de 19 mulheres (incluindo uma católica com sete filhos) apresentou no início deste ano uma acção judicial contra o Estado filipino, alegando que os casais têm o direito de planear quantos filhos querem ter de acordo com as suas convicções, e que a proibição viola a Constituição e as convenções internacionais. De acordo com uma sondagem de 2007 da organização Catholics for Choice, 77% dos filipinos são a favor do uso do preservativo no combate à SIDA, e 90 % dizem que votariam num candidato que apoiasse a introdução de meios modernos de controlo da natalidade, segundo um inquérito de 2007 do &#8220;Legislators&#8217; Committee for Population and Development&#8221;, um orgão filipino.</p>
<p>Manila é longe, e podemos desvalorizar estes horrores como exotismo asiático. Mas basta transpô-los para Portugal para sermos percorridos por um arrepio de horror. Imagine-se que em Lisboa a única forma de obter preservativos e pílulas era no mercado negro, a preços exorbitantes. Que os católicos eram ameaçados de excomunhão se recorressem a métodos de controlo de natalidade &#8220;artificiais&#8221;, mesmo casados. Que uma ateia como eu e milhares de pessoas não pudessem decidir quando e se queremos ter filhos &#8211; não pudéssemos, em suma, ser senhores e senhoras dos nossos corpos, apesar de não comungarmos das visões reducionistas da autonomia humana da ICAR. Que, impedidos de, de forma responsável, tomar medidas para evitar a gravidez, tivéssemos de abortar em vãos de escada ou ir parar à prisão (esperem lá, isto começa a soar estranhamente familiar&#8230;).</p>
<p>Que se vede às pessoas a possibilidade de recorrer a métodos contraceptivos e se imponha, a todos, uma visão cozinhada por papas misóginos e sexofóbicos, dá bem a medida do &#8220;Estado de direito&#8221; que a ICAR, se pudesse, nos impunha a todos. </p>
<p>P.S. Palmira, desculpe a invasão da caixa de comentários, mas receio que esta discussão não passe das taxas de eficácia do preservativo versus comportamentos sexuais responsáveis, como se uma coisa excluísse a outra, e como se o que estivesse em causa fossem simples &#8220;recomendações&#8221; morais proferidas do alto do púlpito, de católicos para católicos, e não uma verdadeira cruzada contra a autodeterminação sexual que não poupa ninguém, crentes e não crentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Scientia ancilla Theologiae &#124; A Teologia no mundo cibernético</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69432</link>
		<dc:creator>Scientia ancilla Theologiae &#124; A Teologia no mundo cibernético</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 15:10:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69432</guid>
		<description>[...] http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/    You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] <a href="http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/" rel="nofollow">http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/</a>    You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rita</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69426</link>
		<dc:creator>rita</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 14:16:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69426</guid>
		<description>Toda a posição da ICAR em relação ao preservativo é criminosa!!!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a posição da ICAR em relação ao preservativo é criminosa!!!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jaime Roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/scientia-ancilla-theologiae/comment-page-1/#comment-69423</link>
		<dc:creator>Jaime Roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 13:39:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=7544#comment-69423</guid>
		<description>&quot;«Eu conheço dois países na Europa que fabricam preservativos contendo o vírus da sida. Eles querem acabar com os Africanos, é o programa. Se nós não nos prevenirmos, seremos exterminados dentro de um século.»&quot;

Dizer isto é que é criminoso</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;«Eu conheço dois países na Europa que fabricam preservativos contendo o vírus da sida. Eles querem acabar com os Africanos, é o programa. Se nós não nos prevenirmos, seremos exterminados dentro de um século.»&#8221;</p>
<p>Dizer isto é que é criminoso</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

