Na segunda fase do metro do Porto II

Pois é, Filipe, o grande ídolo autárquico nacional esperneia por o governo lhe ter atirado a linha da Boavista para 2022 (a.k.a calendas gregas). Fá-lo por um sentido de justiça inato e defesa dos valores municipais e da autonomia regional.

O facto de o mesmo edil, há uns anos, ter posto a empresa Metro do Porto a fazer obras na Boavista para a realização de uma prova automobilística, alegando que as mesmas obras iriam antecipar a construção da linha não tem nada a ver com o assunto. E a possibilidade de a CMP se arriscar a ter de indemnizar a Metro do Porto pelas obras também não.

E é claro como a água que as intenções do governo foram puramente eleitoralistas e anti-PSD. Afinal, entre a linha do Campo Alegre, que passa por um hospital (Hospital Geral de Santo António), 6 estabelecimentos de ensino superior (Faculdade de Letras, Ciências e Arquitectura, mais ISAI e Universidade Católica), dois bairros populosos (Aleixo e Pasteleira), 2 locais turísticos (Cordoaria e Foz), uma zona verde (Jardins do Palácio de Cristal) e um equipamento cultural (Biblioteca Almeida Garrett), e a linha da Boavista, que passaria por três consulados (África do Sul, Reino Unido e Brasil), o estádio de um clube na falência (Bessa), duas escolas do ensino secundário (Clara de Resende e Garcia de Orta), um monumento (ao Empresário), um prédio do Souto de Moura,  a Bolsa do Porto, a Pedro Arroja Consultores, a loja de Agatha Ruiz de la Prada, o Parque da Cidade, um museu (Serralves), os palacetes da Avenida Marechal Gomes da Costa e uma zona de prostituição, a diferença é praticamente nula.

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