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	<title>Comentários em: Esperança, Kant e o &#8216;mal radical&#8217; (e mais umas coisas)</title>
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		<title>Por: ezequiel</title>
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		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:29:25 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Lidador,

As ideologias utópicas existem como interpretações sociais, muitas vezes sem existirem  institucionalmente, por exemplo?? Não?

cumps
ezequiel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lidador,</p>
<p>As ideologias utópicas existem como interpretações sociais, muitas vezes sem existirem  institucionalmente, por exemplo?? Não?</p>
<p>cumps<br />
ezequiel</p>
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		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67882</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:23:35 +0000</pubDate>
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		<description>Caro João, 
este é um post interessantíssimo.
o que me interessa aqui é o seguinte.

&quot;Human improvement depends upon happenings that have not yet taken place, and that in fact may never take place — it requires a “contingent event” in order to be realized. But nonetheless, the “phenomenon” of a capacity towards such improvement is in itself perfectly and altogether real.&quot;

Há aqui uma invisible hand (neste caso: mind) marota. Vou tentar explicar o que pretendo dizer. 

A posição Kantiana: Inscrever, a todo o vapor,  na natureza do mundo uma concepção arquitectural da razão (Kantiana). O movimento é simples: da reflexão ou da vontade (assunto delicado nos Kantien studien, dizem os interessados)  para o mundo. Naturalmente, a noção da &quot;possibilidade&quot; e do real tem que ser invocada nesta afirmação da utopia (paradoxo interessante que permeia todas as utopias: a presunção da sua actualização...impossível). O improvement é uma possibilidade real. No entanto, afirmar que algo pode existir (possibilidade) não é o mesmo que demonstrar que algo existe (o que existe, desculpa-me o simplismo). A &quot;possibilidade&quot; existe, não o nego, mas existe de certa forma. A forma de existir da possibilidade (por assim dizer) não é equivalente, nem pode ser, á forma de existir da realidade. (bem, este texto está uma merda, mas, olha, é isto que consigo escrever por agora). Não estou a dividir a coisa. Tudo isto está bem juntinho. Mas não é um território uniforme. Logo, quando  Shapiro afirma que...

&quot;But nonetheless, the “phenomenon” of a capacity towards such improvement is in itself perfectly and altogether real.&quot;

...ele está a invocar, subtilmente, um consenso acerca do real. Sim, as possibilidades existem.  Não pretendo dissociar ou separar as possibilidades da realidade. Não é isto que está em causa. O que está em causa é que não são igualmente reais. São ambas reais (possibilidade-realidade) mas com modos de existência distintos. O Shapiro, nesta parte deste texto, não elucida esta questão. O que ele faz, muito subtilmente, quase implicitamente,  é transportar a veracidade do real  &quot;factual&quot; para o real da possibilidade. Isto, a meu ver, é um erro perigoso....in other words, it is not &quot;perfectly&quot; real!... and, by the way, what the hell is perfectly real? 

Belo Post e comentários.

Abraço, 
Cumprimentos
ezequiel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,<br />
este é um post interessantíssimo.<br />
o que me interessa aqui é o seguinte.</p>
<p>&#8220;Human improvement depends upon happenings that have not yet taken place, and that in fact may never take place — it requires a “contingent event” in order to be realized. But nonetheless, the “phenomenon” of a capacity towards such improvement is in itself perfectly and altogether real.&#8221;</p>
<p>Há aqui uma invisible hand (neste caso: mind) marota. Vou tentar explicar o que pretendo dizer. </p>
<p>A posição Kantiana: Inscrever, a todo o vapor,  na natureza do mundo uma concepção arquitectural da razão (Kantiana). O movimento é simples: da reflexão ou da vontade (assunto delicado nos Kantien studien, dizem os interessados)  para o mundo. Naturalmente, a noção da &#8220;possibilidade&#8221; e do real tem que ser invocada nesta afirmação da utopia (paradoxo interessante que permeia todas as utopias: a presunção da sua actualização&#8230;impossível). O improvement é uma possibilidade real. No entanto, afirmar que algo pode existir (possibilidade) não é o mesmo que demonstrar que algo existe (o que existe, desculpa-me o simplismo). A &#8220;possibilidade&#8221; existe, não o nego, mas existe de certa forma. A forma de existir da possibilidade (por assim dizer) não é equivalente, nem pode ser, á forma de existir da realidade. (bem, este texto está uma merda, mas, olha, é isto que consigo escrever por agora). Não estou a dividir a coisa. Tudo isto está bem juntinho. Mas não é um território uniforme. Logo, quando  Shapiro afirma que&#8230;</p>
<p>&#8220;But nonetheless, the “phenomenon” of a capacity towards such improvement is in itself perfectly and altogether real.&#8221;</p>
<p>&#8230;ele está a invocar, subtilmente, um consenso acerca do real. Sim, as possibilidades existem.  Não pretendo dissociar ou separar as possibilidades da realidade. Não é isto que está em causa. O que está em causa é que não são igualmente reais. São ambas reais (possibilidade-realidade) mas com modos de existência distintos. O Shapiro, nesta parte deste texto, não elucida esta questão. O que ele faz, muito subtilmente, quase implicitamente,  é transportar a veracidade do real  &#8220;factual&#8221; para o real da possibilidade. Isto, a meu ver, é um erro perigoso&#8230;.in other words, it is not &#8220;perfectly&#8221; real!&#8230; and, by the way, what the hell is perfectly real? </p>
<p>Belo Post e comentários.</p>
<p>Abraço,<br />
Cumprimentos<br />
ezequiel</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67869</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 17:28:49 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Quanto a isso dos taxistas, presumo que haja muitos que já leram bastante mais Marx do que você&quot;

Como penso já lhe ter exlicado, eu tb era assim como você, cheio de amor pelas causas e isso. Mas um dia li Marx, li mesmo.
E cheguei à conclusão de que sou um caso perdido, porque gosto muito mais do capital que do trabalho.
E só me dedico ao 2º, porque preciso do 1º.
Lá se foi o meu marxismo...
E você?
Prefere o capital ou o trabalho?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quanto a isso dos taxistas, presumo que haja muitos que já leram bastante mais Marx do que você&#8221;</p>
<p>Como penso já lhe ter exlicado, eu tb era assim como você, cheio de amor pelas causas e isso. Mas um dia li Marx, li mesmo.<br />
E cheguei à conclusão de que sou um caso perdido, porque gosto muito mais do capital que do trabalho.<br />
E só me dedico ao 2º, porque preciso do 1º.<br />
Lá se foi o meu marxismo&#8230;<br />
E você?<br />
Prefere o capital ou o trabalho?</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: João Galamba</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67862</link>
		<dc:creator>João Galamba</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:45:01 +0000</pubDate>
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		<description>Luís,

quando critico os Marxistas refiro-me à vulgata em que redundou o pensamento do mestre. eu gosto do marx inicial, mas não tenho paciência para a rigidez das suas pretensões científicas. Gosto —como já tinha dito ao Nuno—da tradição critica que nele se inspirou. No entanto, não é de todo descabido traçar semelhanças formais entre uma certa ideia de marxismo e liberalismo, sobretudo no que ao fim da história diz respeito</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís,</p>
<p>quando critico os Marxistas refiro-me à vulgata em que redundou o pensamento do mestre. eu gosto do marx inicial, mas não tenho paciência para a rigidez das suas pretensões científicas. Gosto —como já tinha dito ao Nuno—da tradição critica que nele se inspirou. No entanto, não é de todo descabido traçar semelhanças formais entre uma certa ideia de marxismo e liberalismo, sobretudo no que ao fim da história diz respeito</p>
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	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67861</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:39:39 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Utopia&quot; é substantivo. &quot;Utópico&quot; é adjectivo. Um sistema pode almejar uma utopia, existir, e, sendo utópico, não ser uma utopia.
Quanto a isso dos taxistas, presumo que haja muitos que já leram bastante mais Marx do que você.
Mas já cá faltava mesmo a receita do costume: despejar banalidades, ignorância e insultos a esmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Utopia&#8221; é substantivo. &#8220;Utópico&#8221; é adjectivo. Um sistema pode almejar uma utopia, existir, e, sendo utópico, não ser uma utopia.<br />
Quanto a isso dos taxistas, presumo que haja muitos que já leram bastante mais Marx do que você.<br />
Mas já cá faltava mesmo a receita do costume: despejar banalidades, ignorância e insultos a esmo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67860</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:25:55 +0000</pubDate>
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		<description>&quot; A democracia por exemplo é um dos sistemas sociopolíticos menos natural e mais utópico que existem.&quot;

Considerando a definição de utopia, eu diria que esta frase é um oximoro.
Se existe, não é utopia, ó cromo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; A democracia por exemplo é um dos sistemas sociopolíticos menos natural e mais utópico que existem.&#8221;</p>
<p>Considerando a definição de utopia, eu diria que esta frase é um oximoro.<br />
Se existe, não é utopia, ó cromo!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67859</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:23:53 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;no dia em que o Estado acabasse&quot;

Mais um cromo a quem meteram na cabeça que anarquismo é sinónimo de liberalismo.
Travestido de homens de palha, à medida do freguês, o liberalismo dá para tudo.
Num instante é marxismo, no outro logo a seguir é anarquismo.

Bora lá atirar tomates.

 &quot;Marxismo é muito mais do que uma receita. Começando por ser uma análise das relações sociais e económicas do seu tempo.&quot;

Bem, o taxismo (teoria que se ouve nos táxis) tb é uma &quot;análise das relações sociais e económicas do seu tempo&quot;

E ligeiramente melhor do que a do Tio Marx, que nem sequer guiava um táxi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;no dia em que o Estado acabasse&#8221;</p>
<p>Mais um cromo a quem meteram na cabeça que anarquismo é sinónimo de liberalismo.<br />
Travestido de homens de palha, à medida do freguês, o liberalismo dá para tudo.<br />
Num instante é marxismo, no outro logo a seguir é anarquismo.</p>
<p>Bora lá atirar tomates.</p>
<p> &#8220;Marxismo é muito mais do que uma receita. Começando por ser uma análise das relações sociais e económicas do seu tempo.&#8221;</p>
<p>Bem, o taxismo (teoria que se ouve nos táxis) tb é uma &#8220;análise das relações sociais e económicas do seu tempo&#8221;</p>
<p>E ligeiramente melhor do que a do Tio Marx, que nem sequer guiava um táxi.</p>
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	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67847</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:03:07 +0000</pubDate>
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		<description>O Marxismo é muito mais do que uma receita. Começando por ser uma análise das relações sociais e económicas do seu tempo.
E claro que essa última frase funciona porque definirás &quot;verdadeiro&quot; de modo a dar incluir essa dependência da utopia :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Marxismo é muito mais do que uma receita. Começando por ser uma análise das relações sociais e económicas do seu tempo.<br />
E claro que essa última frase funciona porque definirás &#8220;verdadeiro&#8221; de modo a dar incluir essa dependência da utopia <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67846</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:00:43 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;utopia não degenera necessariamente em Black Mass&quot;

Claro que não.
Cair de um 20º andar tb não degenera necessariamente numa colocação a 7 palmos abaixo do chão.
Mas é o que normalmente acontece.

E eu diria mais: o verdadeiro voo livre não existe sem uma certa relação com a gravidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;utopia não degenera necessariamente em Black Mass&#8221;</p>
<p>Claro que não.<br />
Cair de um 20º andar tb não degenera necessariamente numa colocação a 7 palmos abaixo do chão.<br />
Mas é o que normalmente acontece.</p>
<p>E eu diria mais: o verdadeiro voo livre não existe sem uma certa relação com a gravidade.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67839</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:28:40 +0000</pubDate>
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		<description>A verdade é que a realidade também é construída por idealismos e utopias. A democracia por exemplo é um dos sistemas sociopolíticos menos natural e mais utópico que existem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A verdade é que a realidade também é construída por idealismos e utopias. A democracia por exemplo é um dos sistemas sociopolíticos menos natural e mais utópico que existem.</p>
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	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67837</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:27:29 +0000</pubDate>
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		<description>“Nada é inevitável na existência social e só o pensamento faz com que as coisas sejam o que são&quot;. Hayek</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Nada é inevitável na existência social e só o pensamento faz com que as coisas sejam o que são&#8221;. Hayek</p>
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	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/02/esoeranca-kant-e-o-mal-radical-e-mais-umas-coisas/comment-page-1/#comment-67836</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:26:16 +0000</pubDate>
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		<description>“A conversa de alguns “liberais” assemelha-se a uma tradução da teoria da luta de classes. Em vez de proletariado ou classe oprimida há cidadãos, pessoas, indivíduos. Em vez de burguesia ou classe opressora há o estado. O Estado dedica-se a explorar o cidadão, ficando-lhe com a mais-valia. O bom do cidadão é consumido a tentar libertar-se das garras estatais. Uma luta heróica que esperam poder conduzir a uma sociedade sem Estado, assente no pressuposto do bom selvagem, hoje transformado em homem de mérito, negócios e livre iniciativa. Curiosos, estes “liberais”. No meio de tanta dialéctica marxista nunca lhes ocorreu que, no dia em que o Estado acabasse, eles seriam dos primeiros a ficar sem cabeça.”</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“A conversa de alguns “liberais” assemelha-se a uma tradução da teoria da luta de classes. Em vez de proletariado ou classe oprimida há cidadãos, pessoas, indivíduos. Em vez de burguesia ou classe opressora há o estado. O Estado dedica-se a explorar o cidadão, ficando-lhe com a mais-valia. O bom do cidadão é consumido a tentar libertar-se das garras estatais. Uma luta heróica que esperam poder conduzir a uma sociedade sem Estado, assente no pressuposto do bom selvagem, hoje transformado em homem de mérito, negócios e livre iniciativa. Curiosos, estes “liberais”. No meio de tanta dialéctica marxista nunca lhes ocorreu que, no dia em que o Estado acabasse, eles seriam dos primeiros a ficar sem cabeça.”</p>
]]></content:encoded>
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