Fim do mundo em cuecas (2)

A fazer fé nas palavras do nosso iluminado ministro das Finanças, o mundo que conhecemos está a dar as últimas. Um destes dias, acordamos e o nosso dinheiro só vale como papel para reciclar. Lá regressaremos ao mundo feliz e simples da economia de trocas. Para não me acusarem de prognósticos a posteriori, já comecei a tomar providências há uns tempos. Troquei todas as minhas poupanças por um generoso stock de antibióticos de largo espectro, munições de caçadeira e latas de feijão. Estou a mudar a minha hipoteca imobiliária para o banco que é meu cliente. Abordei o dono da minha cervejaria preferida no sentido de permutar umas refeiçõezitas por uns quantos reclamos. Adoraria saber como é que o João Miranda se anda a preparar.

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5 respostas a Fim do mundo em cuecas (2)

  1. gibel diz:

    receita sefardita: ter algumas libras em ouro, uma casa (paga!) e terra para cultivar o que se precisar.

  2. Gibel,
    receita seja-o-que-Deus-quiser: ter um amigo que tem algumas libras em ouro, uma casa (paga!) e terra para cultivar o que se precisar.

  3. Luis Rainha diz:

    Estais portanto convidados para passar uns anos na minha vasta propriedade serrana. Levem é sementes de alcachofra e um ou dois castanheiros de médio porte, que ainda não tenho.

  4. lampiao diz:

    Luis, acho que vão antes aproveitar a minha (ou seja, do BES) tem menos área produtiva e não sendo na serra é mais fácil de cultivar.

  5. “uma casa (paga!)”

    Pois é, olha a ver se algum sefardita é inquilino! 🙂
    Um abraço, pá.

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