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	<title>Comentários em: Tentativa de resposta</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Vasco Campilho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/tentativa-de-resposta/comment-page-1/#comment-66749</link>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 22:46:44 +0000</pubDate>
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		<description>Caro João,

muito obrigado pela sua tentativa de resposta. Relativamente ao primeiro parágrafo acho que já não vale a pena tentarmos entender-nos. Adiante, de facto. Mas no segundo acho que há por onde progredir. O entendimento que eu faço do que disse é que:
1) tanto o Estado como o mercado têm o seu papel a cumprir - segundo lógicas autónomas - na criação da garantia de pensões decentes;
2) esses papéis podem - e devem - ser articulados;
3) se um deles falhar o outro não pode ter sucesso.

Que conclusões eu tiraria, neste estádio da reflexão, em termos de políticas públicas? As seguintes:
1) promover (ou não impedir) a maximização do produto potencial deve ser um dos benchmarks de topo para qualquer política pública;
2) o modelo da segurança social deve ser escolhido em função da eficiência do seu financiamento para uma dada exigência de eficácia na prossecução de objectivos sociais politicamente definidos, e não em função de modelos a priori.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,</p>
<p>muito obrigado pela sua tentativa de resposta. Relativamente ao primeiro parágrafo acho que já não vale a pena tentarmos entender-nos. Adiante, de facto. Mas no segundo acho que há por onde progredir. O entendimento que eu faço do que disse é que:<br />
1) tanto o Estado como o mercado têm o seu papel a cumprir &#8211; segundo lógicas autónomas &#8211; na criação da garantia de pensões decentes;<br />
2) esses papéis podem &#8211; e devem &#8211; ser articulados;<br />
3) se um deles falhar o outro não pode ter sucesso.</p>
<p>Que conclusões eu tiraria, neste estádio da reflexão, em termos de políticas públicas? As seguintes:<br />
1) promover (ou não impedir) a maximização do produto potencial deve ser um dos benchmarks de topo para qualquer política pública;<br />
2) o modelo da segurança social deve ser escolhido em função da eficiência do seu financiamento para uma dada exigência de eficácia na prossecução de objectivos sociais politicamente definidos, e não em função de modelos a priori.</p>
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		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/tentativa-de-resposta/comment-page-1/#comment-66722</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 19:25:27 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;&quot;Primeiro, importa reafirmar que, ao contrário daquilo que o Vasco continua a defender, o dinheiro é uma realidade intertemporal, que não existe sem expectativas de abundância futura.&quot;&lt;/i&gt;

Homessa. Porquê?

&lt;i&gt;&quot;O mercado pressupõe um futuro de crescimento e aumento de prosperidade.&quot;&lt;/i&gt;

Porquê? Na história da humanidade já tivémos períodos de cem anos sem crescimento e nem por isso os mercados deixaram de funcionar.

Na verdade o João Galamba está a trocar tudo. Quem promete crescimento imparável é o estado, com este sistema de pensões redistributivas. É o estado que nos quer fazer acreditar que os nossos filhos vão ser mais ricos que nós e garante-nos uma reforma satisfatória com base nessa convicção.

Num sistema com uma componente de capitalização, cada um terá o valor do que contribuiu mais a eventual valorização ou menos a também possível desvalorização. Se valorizou mais recebe mais, se valorizou menos recebe menos. Não se sabe. Podemos ter esperança mas não sabemos. 

Mas uma coisa é certa: se num sistema de capitalização a longo prazo as coisas derem para o torto, o estado também vai estar falido. A riqueza que paga um sistema é também a riqueza que paga o outro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Primeiro, importa reafirmar que, ao contrário daquilo que o Vasco continua a defender, o dinheiro é uma realidade intertemporal, que não existe sem expectativas de abundância futura.&#8221;</i></p>
<p>Homessa. Porquê?</p>
<p><i>&#8220;O mercado pressupõe um futuro de crescimento e aumento de prosperidade.&#8221;</i></p>
<p>Porquê? Na história da humanidade já tivémos períodos de cem anos sem crescimento e nem por isso os mercados deixaram de funcionar.</p>
<p>Na verdade o João Galamba está a trocar tudo. Quem promete crescimento imparável é o estado, com este sistema de pensões redistributivas. É o estado que nos quer fazer acreditar que os nossos filhos vão ser mais ricos que nós e garante-nos uma reforma satisfatória com base nessa convicção.</p>
<p>Num sistema com uma componente de capitalização, cada um terá o valor do que contribuiu mais a eventual valorização ou menos a também possível desvalorização. Se valorizou mais recebe mais, se valorizou menos recebe menos. Não se sabe. Podemos ter esperança mas não sabemos. </p>
<p>Mas uma coisa é certa: se num sistema de capitalização a longo prazo as coisas derem para o torto, o estado também vai estar falido. A riqueza que paga um sistema é também a riqueza que paga o outro.</p>
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		<title>Por: Justiniano</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/tentativa-de-resposta/comment-page-1/#comment-66658</link>
		<dc:creator>Justiniano</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 14:36:28 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo J Galamba!
Muito bem!
Só uma pequena correcção, não a si, ao V Campilho, o dinheiro, efectivamente, também nasce das Árvores!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo J Galamba!<br />
Muito bem!<br />
Só uma pequena correcção, não a si, ao V Campilho, o dinheiro, efectivamente, também nasce das Árvores!</p>
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		<title>Por: Antónimo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/tentativa-de-resposta/comment-page-1/#comment-66644</link>
		<dc:creator>Antónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 14:12:47 +0000</pubDate>
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		<description>Esse Vasco, com apelido patrocinado por uma importante marca de água, escreve num sítio que durante alguns anos gravitou em volta de uma revista subsidiodependente (bastava ver que vendia sete ou oito exemplares, fora os exemplares que eram entregues em blçoco às mães dos escribas, mas mesmo assim conseguia publicidade), recheada  de ex-funcionários de um jornal que ganhou fama a atacar Cavaco por usar meias brancas e que com isso revolucionou o jornalismo em Portugal. Ele deve saber do que fala quando fala do que vale o dinheiro, por isso não o contraries, Galamba!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse Vasco, com apelido patrocinado por uma importante marca de água, escreve num sítio que durante alguns anos gravitou em volta de uma revista subsidiodependente (bastava ver que vendia sete ou oito exemplares, fora os exemplares que eram entregues em blçoco às mães dos escribas, mas mesmo assim conseguia publicidade), recheada  de ex-funcionários de um jornal que ganhou fama a atacar Cavaco por usar meias brancas e que com isso revolucionou o jornalismo em Portugal. Ele deve saber do que fala quando fala do que vale o dinheiro, por isso não o contraries, Galamba!</p>
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