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	<title>Comentários em: O perímetro da ignorância</title>
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		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64948</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 12:42:17 +0000</pubDate>
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		<description>Palmira, repare nas datas em que essas tentativas do cristianismo de ocupar o espaço da ciencia começaram a tomar corpo. 
Já Santo Agostinho interpretava a Biblia de forma não literal, o literalismo começou a tomar corpo numa fase já bastante tardia da idade media. Se a memoria não me trai nas suas confissões ele depois de analisar a natureza do tempo a partir dos 2 1ºs versiculos da Biblia, chegando a conclusões bastante proximas das perfiladas pela fisica atual, afirmava que Deus teria criado as leis fisicas e deixado o universo a evoluir naturalmente a partir daí. 
No cristianismo é intrinseca a separação entre Deus e a criação, aliás como entre a igreja e o reino terreno, entre servir a Deus e a César. 
Quando começaram a surgir e a avolumar-se cisões religiosas dentro do cristianismo, inicialmente no ocaso das cruzadas (o fim do inimigo externo faz sobresair as divisões internas), começam  crescer as acusações entre facções de negligenciar os textos biblicos.  É no contexto desta crispação interna e no contexto do desenvolvimento da monarquia absolutista (em grande parte resultado do estudo do direito romano promovido por outra negra invenção da ICAR, as universidades), que se dá o desenvolvimento do literalismo e do fanatismo religioso que resulta depois nas condenações de Galileu e outras. 
Repare que o clerigo Copernico publicou as ideias de galileu sem que fossem levantados problemas. Bem antes de Galileu. Que ocorreu entre Copernico e Galileu para Galileu ter sido condenado pelas mesmas afirmações que Copernico fez? 
Lutero. O surgimento do protestantismo levou a acusações mutuas de laxismo, isso resultou numa deriva religiosa fanatizante e os textos biblicos passaram a ser interpretados à letra. A igreja que na baixa idade media tinha salvo a cultura antiga, tinha promovido o conhecimento e a ciencia (com atritos mas promovido) tornou-se fanatica e obscurantista. Tambem confundiu com o estado. No entanto da mesma forma que para o cristianismo a religião e a politica terrena são reinos separados tambem a ciencia e a religião estão intrinsecamente separadas. Num dado periodo historico os conflitos religiosos tiveram como resultado que essa distinção foi obscurecida. 
Esta distinção, como já tinha referido o J.S. Bastos é uma originalidade cristã. Não existe para o paganismo politeista (evidentemente), nem para o budismo (que é mais uma metafisica que uma religião) nem mesmo para o islamismo.  O cristianismo ao desacralizar a natureza facilita muito o surgimento do espirito cientifico. É uma das principais razões pelas quais a europa apesar de ter estado atrás do mundo islamico, da china e da india, na baixa idade media começa a partir da alta idade média (aonde a nefasta igreja desenvolve as universidades a partir das escolas dos grandes mosteiros) a arrancar a liderança mundial em termos cientifico-tecnologicos. Sem a intrinseca distinção entre Deus criador e natureza criada, isto seria muito mais dificil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Palmira, repare nas datas em que essas tentativas do cristianismo de ocupar o espaço da ciencia começaram a tomar corpo.<br />
Já Santo Agostinho interpretava a Biblia de forma não literal, o literalismo começou a tomar corpo numa fase já bastante tardia da idade media. Se a memoria não me trai nas suas confissões ele depois de analisar a natureza do tempo a partir dos 2 1ºs versiculos da Biblia, chegando a conclusões bastante proximas das perfiladas pela fisica atual, afirmava que Deus teria criado as leis fisicas e deixado o universo a evoluir naturalmente a partir daí.<br />
No cristianismo é intrinseca a separação entre Deus e a criação, aliás como entre a igreja e o reino terreno, entre servir a Deus e a César.<br />
Quando começaram a surgir e a avolumar-se cisões religiosas dentro do cristianismo, inicialmente no ocaso das cruzadas (o fim do inimigo externo faz sobresair as divisões internas), começam  crescer as acusações entre facções de negligenciar os textos biblicos.  É no contexto desta crispação interna e no contexto do desenvolvimento da monarquia absolutista (em grande parte resultado do estudo do direito romano promovido por outra negra invenção da ICAR, as universidades), que se dá o desenvolvimento do literalismo e do fanatismo religioso que resulta depois nas condenações de Galileu e outras.<br />
Repare que o clerigo Copernico publicou as ideias de galileu sem que fossem levantados problemas. Bem antes de Galileu. Que ocorreu entre Copernico e Galileu para Galileu ter sido condenado pelas mesmas afirmações que Copernico fez?<br />
Lutero. O surgimento do protestantismo levou a acusações mutuas de laxismo, isso resultou numa deriva religiosa fanatizante e os textos biblicos passaram a ser interpretados à letra. A igreja que na baixa idade media tinha salvo a cultura antiga, tinha promovido o conhecimento e a ciencia (com atritos mas promovido) tornou-se fanatica e obscurantista. Tambem confundiu com o estado. No entanto da mesma forma que para o cristianismo a religião e a politica terrena são reinos separados tambem a ciencia e a religião estão intrinsecamente separadas. Num dado periodo historico os conflitos religiosos tiveram como resultado que essa distinção foi obscurecida.<br />
Esta distinção, como já tinha referido o J.S. Bastos é uma originalidade cristã. Não existe para o paganismo politeista (evidentemente), nem para o budismo (que é mais uma metafisica que uma religião) nem mesmo para o islamismo.  O cristianismo ao desacralizar a natureza facilita muito o surgimento do espirito cientifico. É uma das principais razões pelas quais a europa apesar de ter estado atrás do mundo islamico, da china e da india, na baixa idade media começa a partir da alta idade média (aonde a nefasta igreja desenvolve as universidades a partir das escolas dos grandes mosteiros) a arrancar a liderança mundial em termos cientifico-tecnologicos. Sem a intrinseca distinção entre Deus criador e natureza criada, isto seria muito mais dificil.</p>
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		<title>Por: Palmira Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64922</link>
		<dc:creator>Palmira Silva</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 09:10:16 +0000</pubDate>
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		<description>Cam:

Não sei onde foi buscar essa da intrínseca separação da fé e da ciência no cristianismo. Aliás basta ver as patetadas criacionistas para se ver que isso não faz sentido.

Poderia elaborar sobre o tema, nomeadamente em relação ao atomismo, prescrito pela Igreja porque para além do mais negava a transubstanciação do pão e do vinho ou mesmo em relação à cor. Mas pensaria que, sei lá, a morte na fogueira de Giordano Bruno ou o julgamento de Gallileu, fossem suficientes para mesmo o mais devoto ter um bocadinho de pudor antes de debitar tal enormidade!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cam:</p>
<p>Não sei onde foi buscar essa da intrínseca separação da fé e da ciência no cristianismo. Aliás basta ver as patetadas criacionistas para se ver que isso não faz sentido.</p>
<p>Poderia elaborar sobre o tema, nomeadamente em relação ao atomismo, prescrito pela Igreja porque para além do mais negava a transubstanciação do pão e do vinho ou mesmo em relação à cor. Mas pensaria que, sei lá, a morte na fogueira de Giordano Bruno ou o julgamento de Gallileu, fossem suficientes para mesmo o mais devoto ter um bocadinho de pudor antes de debitar tal enormidade!</p>
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	<item>
		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64919</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 07:55:33 +0000</pubDate>
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		<description>Ora bem, como referiu o J.S.Bastos, é a intrinseca distinção entre fé e ciência, tipica do cristianismo, uma das principais razões para ter sido na Europa que se deu a aceleração do desenvolvimento cientifico.
Com o cristianismo a natureza deixa de ser considerada algo de sagrado, logo pode ser manipulada e estudada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora bem, como referiu o J.S.Bastos, é a intrinseca distinção entre fé e ciência, tipica do cristianismo, uma das principais razões para ter sido na Europa que se deu a aceleração do desenvolvimento cientifico.<br />
Com o cristianismo a natureza deixa de ser considerada algo de sagrado, logo pode ser manipulada e estudada.</p>
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	<item>
		<title>Por: tina</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64889</link>
		<dc:creator>tina</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 21:29:20 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sempre achei o Rui A. um liberal muito conservador. Acho que estar a usá-lo como exemplo dos liberais na blogoesfera não é correcto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre achei o Rui A. um liberal muito conservador. Acho que estar a usá-lo como exemplo dos liberais na blogoesfera não é correcto.</p>
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		<title>Por: Luis Moreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64878</link>
		<dc:creator>Luis Moreira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 18:27:55 +0000</pubDate>
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		<description>jcd, essa é assassína ! Mas bem comparada o que não abona em nada o Busch e seus muchachos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jcd, essa é assassína ! Mas bem comparada o que não abona em nada o Busch e seus muchachos&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: mynameisfairplay</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64874</link>
		<dc:creator>mynameisfairplay</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 17:52:31 +0000</pubDate>
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		<description>Exclussivo:
Documentos oficiais do Governo Regional e Nacional na posse de Paulo Almeida.

Saiba aqui a razão do governo Açoriano não apoiar e ser contra o fair play.
(Doc. Socrates brevemente)

http://www.mynameisfairplay.com/HomeAzores.html

Paulo Almeida - emigrado nos E.U.A. desde 25 de Abril de 2007</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Exclussivo:<br />
Documentos oficiais do Governo Regional e Nacional na posse de Paulo Almeida.</p>
<p>Saiba aqui a razão do governo Açoriano não apoiar e ser contra o fair play.<br />
(Doc. Socrates brevemente)</p>
<p><a href="http://www.mynameisfairplay.com/HomeAzores.html" rel="nofollow">http://www.mynameisfairplay.com/HomeAzores.html</a></p>
<p>Paulo Almeida &#8211; emigrado nos E.U.A. desde 25 de Abril de 2007</p>
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	<item>
		<title>Por: J.S. Bastos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64848</link>
		<dc:creator>J.S. Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:08:50 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Iluminismo renascentista&quot;? Tal coisa não existiu, não poluamos palavras.
O iluminismo  - que desponta em finais do séc. XVII pouco deve a Aristótoles. Deve a Hobbes (muito interessante a leitura que este útlimo faz do primeiro. Vd. a este propósito, Kuhn). A questão da recepção de Aristoteles pela Igreja Católica - e há em Aristóteles razões específicas para tal - não obnubila a outra, primeira, que marcou a fé católica e as concepções do Ocidente  com o fabrico e admissão  de sistemas de convivência entre a fé a ciência (a sua visão é um pouco eurocêntrica e esquece que essa distinção não existe em todo o mundo muçulmano ou na civilização chinesa, que produziu uma medicina que é, numericamente falando, a mais praticada no planeta) O actual Papa vê nessa coexistência da fé e da ciência - que pode tomar  e tomou várias formas, mesmo a da confrontação - um dos sinais de marca da civilização europeia e que não ocorre em qualquer outra civilização.
Nota: os liberais da blogosesfera padecem da pecha de que todos os outros padecem: discutem mal assuntos que há muito são discutidos noutros termos. É uma consequência do atraso e baixo nível cultural do país.
Acho interessante que se comece a citar (e a ler?) CP Snow, que li há 25 anos, recomendado por quem o tinha conhecido bem em Inlgaterra. Era desconhecido aqui, até há pouco tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Iluminismo renascentista&#8221;? Tal coisa não existiu, não poluamos palavras.<br />
O iluminismo  &#8211; que desponta em finais do séc. XVII pouco deve a Aristótoles. Deve a Hobbes (muito interessante a leitura que este útlimo faz do primeiro. Vd. a este propósito, Kuhn). A questão da recepção de Aristoteles pela Igreja Católica &#8211; e há em Aristóteles razões específicas para tal &#8211; não obnubila a outra, primeira, que marcou a fé católica e as concepções do Ocidente  com o fabrico e admissão  de sistemas de convivência entre a fé a ciência (a sua visão é um pouco eurocêntrica e esquece que essa distinção não existe em todo o mundo muçulmano ou na civilização chinesa, que produziu uma medicina que é, numericamente falando, a mais praticada no planeta) O actual Papa vê nessa coexistência da fé e da ciência &#8211; que pode tomar  e tomou várias formas, mesmo a da confrontação &#8211; um dos sinais de marca da civilização europeia e que não ocorre em qualquer outra civilização.<br />
Nota: os liberais da blogosesfera padecem da pecha de que todos os outros padecem: discutem mal assuntos que há muito são discutidos noutros termos. É uma consequência do atraso e baixo nível cultural do país.<br />
Acho interessante que se comece a citar (e a ler?) CP Snow, que li há 25 anos, recomendado por quem o tinha conhecido bem em Inlgaterra. Era desconhecido aqui, até há pouco tempo.</p>
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	<item>
		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64833</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 08:08:53 +0000</pubDate>
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		<description>Porque não pintar o tempo de cor de laranja?
Pintar o espaço é fácil, interessante seria pintar o tempo.
Não tenho grande fé nos acasos, menos ainda quando eles ocorrem em grande escala. Com tanto mundo por aí tinha de ser na europa cristã que a ciencia acelerou irresistivelmente? E acelerou bem da descoberta do rerum natura, em concreto na alta idade média.
É chato o mundo não ser maniqueista embora fosse muito mais simples se fosse. Seria tão mais facil se o mundo fosse a preto e branco. 
Com o desgosto de o mundo não ser a preto e branco há quem compre oculos coloridos, assim podem ver toda a paisagem apenas com diferentes tonalidade de vermelho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Porque não pintar o tempo de cor de laranja?<br />
Pintar o espaço é fácil, interessante seria pintar o tempo.<br />
Não tenho grande fé nos acasos, menos ainda quando eles ocorrem em grande escala. Com tanto mundo por aí tinha de ser na europa cristã que a ciencia acelerou irresistivelmente? E acelerou bem da descoberta do rerum natura, em concreto na alta idade média.<br />
É chato o mundo não ser maniqueista embora fosse muito mais simples se fosse. Seria tão mais facil se o mundo fosse a preto e branco.<br />
Com o desgosto de o mundo não ser a preto e branco há quem compre oculos coloridos, assim podem ver toda a paisagem apenas com diferentes tonalidade de vermelho.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64798</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 23:20:40 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;&quot;Haverá lá catástrofe maior para a humanidade do que oito anos de Bush seguidos de quatro de Palin?&quot;&lt;/i&gt;

Se sobrevivemos a mais de 70 anos de União Soviética, não é uma dúzia de anos de gente de quem se pode dizer mal que nos vai fazer mossa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Haverá lá catástrofe maior para a humanidade do que oito anos de Bush seguidos de quatro de Palin?&#8221;</i></p>
<p>Se sobrevivemos a mais de 70 anos de União Soviética, não é uma dúzia de anos de gente de quem se pode dizer mal que nos vai fazer mossa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Palmira Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64795</link>
		<dc:creator>Palmira Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 23:13:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=5677#comment-64795</guid>
		<description>Agora mais a sério, Roberto Grosseteste (mentor de Roger Bacon) e Alberto Magno (professor de Tomás de Aquino) podem ser considerados contributores para o iluminismo renascentista já que tornaram aceitáveis pela Igreja Católica as obras do “pagão” empiricista Aristóteles, introduzidas na Europa no século XII pelo filósofo muçulmano Averrois.

Mas também é verdade que Roger Bacon enfatizou o papel primordial da observação e da experimentação, embora, tal como Alberto Magno, acreditasse na iluminação divina dos dados experimentais. Por exemplo, Bacon explicou o arco-íris com Genesis (IX): Deus fez o arco-íris para selar o fim do dilúvio, portanto para eliminar uma quantidade excessiva de água.

A interpretação mística de dados experimentais quer por parte de Roger Bacon quer de Alberto Magno, propiciaram a dissolução da ambição de ambos os teólogos: unir numa síntese sólida a teologia natural e a teologia revelada. Especialmente devido à influência crescente dos filósofos árabes, em particular Averrois, que exaltava com vigor essa separação.

As obras de Averrois foram proibidas pela Igreja, por instigação de Tomás de Aquino e Alberto Magno, porque, para além de advogarem a supremacia da razão sobre a fé e a mortalidade da alma, os averroístas aceitavam a concepção aristotélica de Deus como o motor imóvel que move eternamente um mundo eternamente existente não criado nem conhecido por ele.

Mas essencialmente foi com a redescoberta do De Rerum Natura que renasceu a ideia de ciência que me comove embora o seu parto de facto tenha acontecido há mais de 2500 anos com os filósofos gregos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agora mais a sério, Roberto Grosseteste (mentor de Roger Bacon) e Alberto Magno (professor de Tomás de Aquino) podem ser considerados contributores para o iluminismo renascentista já que tornaram aceitáveis pela Igreja Católica as obras do “pagão” empiricista Aristóteles, introduzidas na Europa no século XII pelo filósofo muçulmano Averrois.</p>
<p>Mas também é verdade que Roger Bacon enfatizou o papel primordial da observação e da experimentação, embora, tal como Alberto Magno, acreditasse na iluminação divina dos dados experimentais. Por exemplo, Bacon explicou o arco-íris com Genesis (IX): Deus fez o arco-íris para selar o fim do dilúvio, portanto para eliminar uma quantidade excessiva de água.</p>
<p>A interpretação mística de dados experimentais quer por parte de Roger Bacon quer de Alberto Magno, propiciaram a dissolução da ambição de ambos os teólogos: unir numa síntese sólida a teologia natural e a teologia revelada. Especialmente devido à influência crescente dos filósofos árabes, em particular Averrois, que exaltava com vigor essa separação.</p>
<p>As obras de Averrois foram proibidas pela Igreja, por instigação de Tomás de Aquino e Alberto Magno, porque, para além de advogarem a supremacia da razão sobre a fé e a mortalidade da alma, os averroístas aceitavam a concepção aristotélica de Deus como o motor imóvel que move eternamente um mundo eternamente existente não criado nem conhecido por ele.</p>
<p>Mas essencialmente foi com a redescoberta do De Rerum Natura que renasceu a ideia de ciência que me comove embora o seu parto de facto tenha acontecido há mais de 2500 anos com os filósofos gregos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Palmira Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64794</link>
		<dc:creator>Palmira Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 23:08:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=5677#comment-64794</guid>
		<description>Caro J.S Bastos:

Não sei bem a que parte da obra tomista se está a referir mas espero que não seja à Suma Teológica nomeadamente à parte (II/II 11, 3c) que ditou a forma como as dissidências da ciência foram tratadas:

Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro J.S Bastos:</p>
<p>Não sei bem a que parte da obra tomista se está a referir mas espero que não seja à Suma Teológica nomeadamente à parte (II/II 11, 3c) que ditou a forma como as dissidências da ciência foram tratadas:</p>
<p>Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: J. S. Bastos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64792</link>
		<dc:creator>J. S. Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 22:53:19 +0000</pubDate>
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		<description>(I)t is impossible for the that one and the same thing should be believed and seen by the
same person. Hence it is equally impossible for one and the same thing to be an object of
science and of belief…”
St. Thomas Aquinas (ST 2-2.1.5)

Creio que não conhece a obra de São Tomás de Aquino e não faz a menor ideia de onde e quando nasceu - ou começou a nascer - a ideia de ciência que tanto a parece comover.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(I)t is impossible for the that one and the same thing should be believed and seen by the<br />
same person. Hence it is equally impossible for one and the same thing to be an object of<br />
science and of belief…”<br />
St. Thomas Aquinas (ST 2-2.1.5)</p>
<p>Creio que não conhece a obra de São Tomás de Aquino e não faz a menor ideia de onde e quando nasceu &#8211; ou começou a nascer &#8211; a ideia de ciência que tanto a parece comover.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64760</link>
		<dc:creator>Model500</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 15:18:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=5677#comment-64760</guid>
		<description>Se Sarah Palin ganhar as eleições e nem assim nos for enviado um novo Messias, então podemos concluir que Deus não existe. Haverá lá catástrofe maior para a humanidade do que oito anos de Bush seguidos  de quatro de Palin?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se Sarah Palin ganhar as eleições e nem assim nos for enviado um novo Messias, então podemos concluir que Deus não existe. Haverá lá catástrofe maior para a humanidade do que oito anos de Bush seguidos  de quatro de Palin?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64759</link>
		<dc:creator>Model500</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 15:10:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=5677#comment-64759</guid>
		<description>“Ciência e religião movem-se em esferas diferentes e, considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas, parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça…”

Não acho assim tão improvável. Basta que Deus nos envie um novo Messias e que desta vez nos explique tudo direitinho. Dessa forma a ciência concilia-se para sempre com a religião.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Ciência e religião movem-se em esferas diferentes e, considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas, parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça…”</p>
<p>Não acho assim tão improvável. Basta que Deus nos envie um novo Messias e que desta vez nos explique tudo direitinho. Dessa forma a ciência concilia-se para sempre com a religião.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: activia</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64754</link>
		<dc:creator>activia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 13:59:43 +0000</pubDate>
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		<description>Uma das ciências da net.
http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/09/um-badameco.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das ciências da net.<br />
<a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/09/um-badameco.html" rel="nofollow">http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/09/um-badameco.html</a></p>
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		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/13/o-perimetro-da-ignorancia/comment-page-1/#comment-64749</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 13:27:51 +0000</pubDate>
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		<description>&quot; Ou seja, os mesmos que se insurgem contra a «ingerência» estatal na autonomia económica negam tão enfaticamente a autonomia moral da sociedade civil....&quot;

Eles-as não são liberais, Palmira.  São umas &quot;mutações&quot; enigmáticas. eh ehe he

spot on :)

you&#039;re spoiling us


cumps
ezequiel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; Ou seja, os mesmos que se insurgem contra a «ingerência» estatal na autonomia económica negam tão enfaticamente a autonomia moral da sociedade civil&#8230;.&#8221;</p>
<p>Eles-as não são liberais, Palmira.  São umas &#8220;mutações&#8221; enigmáticas. eh ehe he</p>
<p>spot on <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>you&#8217;re spoiling us</p>
<p>cumps<br />
ezequiel</p>
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