Graças ao Google, dei com uma estimável criatura que, no seu Hi5, declara ter como livro da sua vida uma coisa que escrevi há uns tempos (sob pseudónimo). Quando, quase comovido, contei isto a uma colega publicitária, ouvi esta resposta letal: «olha; se calhar, já tocas as vidas das pessoas. E sem ser a enganá-las”.




é mesmo possível demolir em três segundos um ego construído, ainda que parcialmente, com recurso a pesquisas sobre o próprio no google?
É. E não é nada difícil. Pois.
é o advento da modernidade. substituimos os uppers químicos por um auto googlanço. é mais saudável e mais barato.
E sempre mantemos um (ténue, confesso) laço com a realidade. No entanto, um bom cognac (químico ou não) continua a parecer-me bem mais adequado.
Qual era o pseudónimo?
Poesia? Ou Romance?
Posso saber?
é mesmo possível demolir em três segundos um ego construído, ainda que parcialmente, com recurso a pesquisas sobre o próprio no google?
Também é possível alimentar um ego com recursos a essas mesmas pesquisas. É só puxar os botões certos
António, quando o ego anda faminto, assume comportamentos omnívoros: tudo lhe serve, tudo o sacia.
Clara, peço perdão, mas isso fica cá entre mim e o meu generoso leitor
P ou R?
Vá lá!
Agora sou eu quem está às escuras
PS: Ah. Pronto. Afinal, essa é fácil: nunca tive qualquer espécie de inclinação ou talento para escrever Poesia.
Bolas, tenho q ter mais tino na língua.
Mas o ego é como as caudas das lagartos, cresce outravez!
beijinhos da colega desbocada
Ora ora, para alimentar o ego, basta escolher criteriosamente as fotografias boas da vida (escondendo as más), colocá-las num album e deixá-lo por “esquecimento” num local bem visível da sala
Mas ter um texto que faz parte …”da vida de alguém”… só merece um comentário: sinceros parabéns.