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Comparações eventualmente pertinentes

5 Setembro 2008 | por João Galamba

Seria interessante comparar o que a direita lusitana escreveu sobre a cultura política de Santana e Menezes com a sua excitação pela batalha dos ‘common folks’ dos EUA contra as elites liberais arrogantes. Assim torna-se difícil perceber porque é que não atribuem os mesmos direitos a Gaia. Pelos vistos as excentricidades culturais são muito bonitas, mas só quando promovidas por outros. Isto sim é relativismo, e revela uma certa condescendência cultural.

Comentários

Comentário de Filipe
Data: 5 Setembro 2008, 18:07

Verdade.

Comentário de António Figueira
Data: 5 Setembro 2008, 18:58

Não é Matosinhos, é Gaia; o resto está certo.

Comentário de ezequiel
Data: 5 Setembro 2008, 19:54

os common folks yankee não acusam as elites liberais de serem arrogantes…os liberais são muito PC, muito solidários e repletos de compaixão ehe he eh

Acusam-lhes de serem estúpidos, de serem fracos, de não saberem administrar a bendita economia e de lhes retirarem os dólares dos bolsos para os entregar a uma cambada de burocratas que pouco ou nada se importam com o seu bem estar…

as elites conservadoras-republicanas é que não se cansam de acusar as elites liberais de serem arrogantes….mas estes-as não são common folk…muito pelo contrário…

mas gostei do intuito da comparação…:)

Comentário de GL
Data: 5 Setembro 2008, 20:15

Gaia é no Norte. Nunca teria uma hipótese com os sulistas.

Este país precisa urgentemente de uma regionalização. Faltou esta reforma.

Comentário de ezequiel
Data: 5 Setembro 2008, 20:27

PS: faltou-me precisar o seguinte: e entregar os seus dólarezinhos a burocratas que NADA fazem e que chegaram ao estado por caminhos obscuros, pouco transparentes e nada consistentes com o ethos de uma Républica. Percebes, João????? Não, acho que não.

Comentário de RAF
Data: 5 Setembro 2008, 23:22

Eu, da minha parte, estou como peixe na água. Fiquei satisfeito com a vitória de Menezes contra o nabo do Marques Mendes, e tenho pena que não tenha conseguido aproveitar a sua oportunidade. Quanto a Palin, dizer que ela é a face dos dos ‘common folks’ dos EUA contra as elites liberais arrogantes não corresponde à realidade, ela de facto apresenta-se como a representante dos Estados secundários e das cidades menos relevantes, mas não cultivou, pelo menos até agora, um discurso de afronta contra as pretensas “elites”. Acresce que a própria Pallin tem um discurso bem mais liberal que o status quo republicano, pelo que a comparação só serve para que o João Galamba possa construir este post.

Comentário de João Galamba
Data: 5 Setembro 2008, 23:48

RAF,

estamos a falar da mesma Palin ou andas a tomar alguma droga?

Comentário de pedro picoito
Data: 6 Setembro 2008, 0:30

É fácil ter uma certa condescendência cultural em relação a Menezes e Santana, admito. Mas compreende-se: tomara aos dois juntos, e a todos os seus marcos e santanettes alinhados em fila indiana daqui até ao Alasca, valerem metade do braço pior de McCain.

Comentário de Nuno Lobo
Data: 6 Setembro 2008, 1:53

Antes de querer comparar o caso americano com o português, deverá primeiro começar por compreender o americano (dou de barato que já conhece o português). O João Galamba nem sequer consegue acertar no alvo e já quer acertar no bullseye (se preferir, na mouche). A questão da dicotomia EUA-Europa e Urbanidade-Ruralidade tem raízes filosóficas, históricas e políticas de séculos, que nada têm a ver com a questão do “populismo” como ele é actualmente falado nos jornais, na TV e nos blogs. Eu diria que o seu problema é muito actual: muita leitura dos pós-modernos e um fraco conhecimento dos antigos e dos primeiros modernos. NL

Comentário de João Galamba
Data: 6 Setembro 2008, 11:12

Nuno Lobo,

O Nuno Lobo deve achar que Aristóteles e Tocqueville subscrevem a narrativa cultural que o partido republicano nos tenta vender. Suponho que os antigos e primeiros modernos sejam esses, ou será que estou enganado?

Pedro,

O populismo a que me refiro não é o de MacCain, mas o da sua parceira e da mitificação construída em torno dela. A ideia de que ela é ‘fresca’, de que vem fora do ‘establishment’ e de que está (e que só ela está) em sintonia com a ‘verdadeira’ américa tem semelhanças significativas com o discurso de Menezes e é de um populismo cultural muito rasteiro e anti-intelectual (e irracional e obscurantista—o VPV parece concordar comigo…)

Cumprimentos aos dois

Comentário de RAF
Data: 7 Setembro 2008, 23:41

Caro Galamba,

“RAF, estamos a falar da mesma Palin ou andas a tomar alguma droga?”

Não sei se estamos a falar da mesma Palin, e se eventualmente andamos a tomar as mesmas drogas. Se calhar, talvez seja essa a razão de algumas das nossas diferenças, essencialmente quimicas ou de raiz (que é, como quem diz, da ervanária).

Ab
RAF

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