Ponto em um ou outro i
2 de Setembro de 2008 por Rogério da Costa PereiraLonge de ser um obamaníaco, como o Rui Tavares se confessa, a verdade é que me agradaria ver uma mudança, ténue que fosse, na política externa norte americana. E essa mudança passa pela escolha de Obama que, pouca dúvidas tenho, arrebatará o ceptro.
Claro que não tenho ilusões e sei que a esquerda europeia ficará desiludida com a governação, no terreno, de Obama (é inevitável), assim como espero, com ansiedade, para ver como esta mesma esquerda, depois de tantos anos de diabolização dos EUA, lidará com esse mesmo país liderado por um Obama que não governará para 200 mil berlinenses, mas para 300 milhões de norte-americanos.
Nada disso me vai atentar por aí além porque nem pertenço à esquerda europeia, nem tenho qualquer espécie de agenda política que me cerceie os movimentos, ou me cartilhe os pensamentos
Agora que deixei claro o que me move e o que não me move, quero também clarificar que repudio veementemente a utilização que alguns blogues norte-americanos fizeram da gravidez da filha de Sarah Palin. Inicialmente avançaram com a ideia de que o filho mais novo desta não seria seu filho mas seu neto, filho da filha que ora se revela grávida. Feita a revelação de que a tal filha, afinal, está grávida de 5 meses, e como o filho que seria neto tem 4 meses, meteram a viola no saco e deixaram cair o assunto.
De resto, o facto de estar solidário com os Palin, o que estou certo os enternece, no que toca à absurda questão atrás relatada, não me impede de manter a minha estranheza pela escolha de Sarah Palin, a qual parece ser extensível a grande parte dos norte americanos, como as primeiras sondagens realizadas após escolha dos VP já demonstraram.
A escolha de Palin caiu que nem mel na sopa de Obama - alguém imagina uma Sarah Palin, perante o impedimento de McCain, a governar os EUA? E mutatis mutandis para a dupla Obama-Biden? Bem diferente, há que admitir.
Em tempo: An Astonishingly Arrogant V.P. Selection, de Peter Scoblic

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