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Causa de despedimento: um post

21 de Agosto de 2008 por Luis Rainha

A Liliana cometeu a imprudência de escrever sobre o ambiente laboral de uma empresa. Escrevo no pretérito porque ela foi pressurosamente despedida da Comunicasom, no meio de um clima de intimidação digno de Torquemada. Como poderão ler no texto que salvei graças ao cache do Google (foi entretanto retirado pela autora), ela não mencionou nomes nem pormenores específicos. Nada disso interessa a quem gosta de se armar em paladino dos trabalhadores… desde que não se metam com ele.

Comentários

Comentário de Rogério da Costa Pereira
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:24

Despedida, despedida não há-de ter sido. Pelo menos ainda, atendendo à data do post.

Comentário de Luis Rainha
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:26

Tem o processo de despedimento em curso, tendo sido de imediato mandada para casa.

Comentário de rosa maria
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:37

Não percebo os pedidos de desculpa posteriormente apresentados pr Liliana Fernandes no seu blog!…Lendo o texto, não havia necessidade.. (digo eu)! E de nada lhe valeram, sempre foi despedida, ou suspensa com processo de despedimento em curso!!!

Comentário de Rogério da Costa Pereira
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:40

Esta caixa de comentários parece que foi à guerra e perdeu.

Comentário de Vicissitude(s)
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:40

Acho bem.

A subversão faz-se em http no e-buddy. E não à descarada no MSN.

Nem parece que esta gente esteve no tarrafal!

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 21 de Agosto de 2008, 16:41

Se calhar não foi despedida… desde que pedisse desculpa. Foi o que ela fez.
Como todos nós, precisa de trabalhar…

Comentário de rosa maria
Data: 21 de Agosto de 2008, 17:00

A forma como apresentou desculpas é humilhante e imprópria da própria ! (a Liliana)
Cheira a texto obrigatório e redigido pelo interessado!!..
Só falta saber, porque carga de água, a Liliana aceitou fazer tal coisa, uma vez que a matéria publicada em nada lhe podia ser legalmente desfavorável! A ser despedida, esse acto seria ilegal e abusivo!!!
Relevante o excerto do comentário de Ricardo Santos Pinto: ..como todos nós precisa de trabalhar..” A dignidade ainda vale mais que o pão que se come… (para mim, obviamente).

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 21 de Agosto de 2008, 17:29

Experimente passar fome, cara Rosa Maria, ou não ter como alimentar a filhinha de dois anos, e logo verá que a dignidade e a coerência são inimigas do bolso. Só fala assim quem não precisa!
Como eu compreendo a Liliana Fernandes!

Comentário de Luis Moreira
Data: 21 de Agosto de 2008, 17:33

Rosa Maria pedir desculpas não é uma indignidade e a forma tambem não me parece humilhante.O que não compreendo é como se pode trabalhar e receber salário de uma empresa que se detesta.

Comentário de A. Pinto de Sá
Data: 21 de Agosto de 2008, 17:42

Apenas com base no texto em causa, nenhum processo poderia levar ao despedimento da Liliana. No caso de este ser decidido pela empresa, o tribunal fatalmente o revogaria.
Fez mal, portanto, a Liliana ao escrever o texto em que pede desculpa.
É que, ao pedir desculpa, reconhece ter agido mal, o que a fragiliza na defesa dos seus eventuais interesses (v.g., indeminzação, etc.).

Comentário de De Puta Madre
Data: 21 de Agosto de 2008, 18:07

UAU! Não tem ponta por onde se lhe pegue .. do patrão ao empregado, da “injustiça” … é frescote de barriga-cheia … Nem arranjo neurónio que se apresente voluntário para decifrar o “arrufo”… Parece de moral: ” o rico perdeu um cêntimo”.

Comentário de rosa maria
Data: 21 de Agosto de 2008, 18:23

“A Ditadura do Século XXI,” encaixa muito bem na situação da Liliana Fernandes, ( e dos trabalhadores em geral) que nem liberdade tem para defender a sua liberdade individual e a sua dignidade, enquanto trabalhadora, porque está “refém” dessa sua condição … Daí o pedido de desculpas humilhante que faz!
É esta liberdade que não temos, porque estamos reféns dos Bancos, que nos emprestam o dinheiro para as casas, para os carros , para as férias, para pagar os impostos, para dar de comer aos filhos…porque o ordenado não chega!
Estamos cada vez mais”ligados” por um laço ” a essa gente”que nos aperta o pescoço, - financeiros e empresários sem escrúpulos que só pagam salários decentes a eles próprios - e que puxam o laço e apertam até onde querem…
A nós só nos resta estrebuchar… É o que faz a Liliana!
Luís Moreira: pedir desculpas nunca é indignidade quando não se tem ou teve razão! É mesmo uma atitude louvável! Mas abdicar da razão que se tem, é perdê-la e entregá-la numa bandeja aos prevaricadores!
Mas compreendo que na sociedade de hoje, e com todas as dificuldades das pessoas, (que o sector financeiro ajudou a criar)cada vez mais sejam menos aqueles que não ousam trocar a dignidade ( o que é isso????) pela prestação da casa!…porque cada vez há mais “prestações a pagar”…
Esta é de facto a Ditadura do Século XXI! Liliana Fernandes, não peça desculpa pelo título!!! Estupendo título!…

Comentário de Luis Moreira
Data: 21 de Agosto de 2008, 19:00

Rosa Maria para lá do que escreveu a Liliana e dos bancos que nos levam a massa (em serviços,spreads ,arredondamentos…) a questão fulcral é saber se podemos (ou devemos) criticar,fora do contexto da empresa,o que lá se passa.E não devemos! Porque isso contribui para o enfraquecimento da empresa,o que não é suposto ser feito por quem é pago para a robustecer.E estamos todos á vontade para dizer isto,já que a Liliana nada mudaria no ambiente da empresa com o seu post.Mal dizer porque sim? Porque não gosto do tipo?Diga-lho na cara ! Escravos do século XXI são os que não têm emprego,são os que trabalham e nem assim saem da miséria.

Comentário de mf
Data: 21 de Agosto de 2008, 19:45

Eu cá acho que ela não foi despedida pelo post em si , mas por ter passado a ideia de que não é avessa a truques para passar o tempo na brincadeira no local de trabalho. Tempo esse pago pelo patrão com dinheiro verdadeiro e não de brincar.

Comentário de A. Pinto de Sá
Data: 21 de Agosto de 2008, 20:32

Ao que parece, a Rosa Maria, se pudesse, acabava com os bancos, os financeiros, os empregadores, os empresários, sei lá…
Seria, seguramente, um mundo de grande felicidade, algo a que não falta quem chame céu…
Pelos vistos, ainda há quem creia sinceramente nos amanhãs que cantam.

Comentário de Paulo Querido
Data: 21 de Agosto de 2008, 22:44

É esta Comunicasom: http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=892720 . Gente fina.

Comentário de Paulo Querido
Data: 21 de Agosto de 2008, 22:47

Pelos vistos, APS, também ainda há quem acredite nos ontens que nos trouxeram aqui, como espécie.

Comentário de Luis Moreira
Data: 21 de Agosto de 2008, 23:20

Isto é um assalto á mão armada.E porquê?perguntaremos nós que não temos acesso a “off shores”.Porque vale a pena.No máximo cobram o que encontrarem e siga a armada.Estas empresas que têm contratos com o Estado se fossem impedidas de fazer negócios com o Estado,nenhuma correria semelhante risco.Mas o que nos mostra esta economia de casino é que são grandes empresas que todos os dias se sentam nas Administrações ao lado dos gestores públicos,que negoceiam por cima da mesa,e fogem ás suas responsabilidades por baixo.Enquanto não houver uma separação transparente entre o Estado e a Economia,vamos continuar a ser os pobresinhos da UE! Olhem o que passa no BCP!Alguem foi para a prisão?

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 0:01

«Os bancos, os financeiros, os empregadores, os empresários, sei lá…», no fim de contas, são todos uns beneméritos. Não querem ter lucros, só querem fazer o bem a quem os rodeia.
Como dizia o Fausto Bordalo Dias, em «O Patrão e Nós», em 1977, cada operário produzia sete peças por dia e recebia 100 escudos. Mas cada peça custava cem escudos, portanto o patrão recebia seiscentos ao fim do dia. «Mas isto vai acabar / à porrada no patrão». Grande Fausto!
Razão tem o Hugo Chávez.

Comentário de rosa maria
Data: 22 de Agosto de 2008, 0:10

Luis Moreira: o Estado está “preso” aos grandes grupos económicos !… Os inquilinos dos Ministérios passaram a ser os representantes dos Administradores dessas Empresas e desses Bancos!… São eles que mexem os cordelinhos! Os políticos são marionetas!!! O povo vota livremente, mas não tem voz! Cada vez o calam mais e melhor!…este caso da jornalista Liliana Fernandes demonstra que é para aí que caminhamos.
Não acredito nos “amanhãs que cantam”, acredito é que os amanhãs serão piores que os ontem, e não serão para cantar, mas para chorar!
Estamos “entregues aos bichos,” e não há Procurador Geral da República nem polícias para tanto criminoso de gravata, intocáveis, a roubar sentados em grandes salões, em cadeirões de pele, secretárias de mogno e alcatifas de Arraiolos!..
(onde não entram os pretos, os ciganos e os imigrantes…claro!)

Pingback de Certamente! tecnologia: Ex-jornalista Manolo Bello despede jornalista por causa de um post
Data: 22 de Agosto de 2008, 0:27

[...] se ler gajos antigos como eu — e sobretudo o Luís Rainha, mais lapidar que eu, no 5 Dias: Causa de despedimento: um post. É que foi disso que se tratou. Despediu uma trabalhadora — que antes lhe merecera rasgados [...]

Comentário de filinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 7:40

Não sei se a Liliana não poderia apoiar-se no caso http://www.diariodeumjornalista.blogspot.com/ que está explicado no livro do Pedro F. “Blogues Proibidos”. Paralelamente, custou lembrar, ao ler este post, que o 5dias passou ao lado do despedimento dos jornalistas de O Primeiro de Janeiro.

Comentário de Pedro
Data: 22 de Agosto de 2008, 10:21

“O que não compreendo é como se pode trabalhar e receber salário de uma empresa que se detesta.”

Hahahahaha, esta é a piada do ano! Irmãos, vamos amar as empresas onde trabalhamos! Luis Moreira, obrigado por este momento de riso matinal.
Já agora, Luis, quem não compreende isso, não compreende nada da vida e do mundo em que vive, deixe-me que lhe diga. E não vou ser eu a insultar a sua inteligência explicando que a maioria das pessoas trabalha em empresas de que não gosta e em tarefas de que não gosta, simplesmente porque tem de ganhar a vida e os empregos fantásticos não caem do céu.

Comentário de Pedro
Data: 22 de Agosto de 2008, 10:23

Liliana, filha, faz o que te convier melhor, porque tu é que sabes da tua vida. O resto é treta.

Comentário de joao henriques
Data: 22 de Agosto de 2008, 11:12

Insatisfação no emprego, creio que poderá ser esta uma das doenças mais ocultas da nossa economia/sociedade e provavelmente uma das grandes alavancas da tal “produtividade” que nos anda a falhar à anos, pese embora o esforço de subida da mesma andar todo do lado da contenção salárial. Alguns admiram-se de haver gente que está no trabalho que detesta, quiçá dessa forma visem fazer nascer a semente da mudança ou sómente para provocar o desgraçado que por lá anda a arrastar os pés, a todos prejudicando inclusivé a si próprio. Outros respondem que sim sr, que tem que ser, é a lei da vida que havemos de nós de fazer. Se o “sonho” comanda a vida, eu acrescentaria também a palavra, peço a todos que (re)aprendam a sonhar, investindo no vosso desenvolvimento pessoal e tão importante como isso, alterem a forma como falam/escrevem, alterem a vossa palavra, sejam estupidamente optimistas, não assumam nunca a vossa resignação, rejeitem-na, passem de vitimas a actores.

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 13:53

Pedro o mal é esse mesmo.Mas você nunca compreenderá que é por aí que temos que fazer um grande esforço,patrões e trabalhadores.E já agora a culpa do que afirma é dos patrões?

João Henriques é sensato o que diz.Longe de mim querer brincar com coisa tão séria.Há 30 anos que sou gestor de empresas e uma das minhas grandes preocupações foi sempre tornar a vida dos meus colaboradores o mais agradável possível.Mas os trabalhadoes não devem exteriorizar para o que lhes vai na alma.Se o Pedro visse trabalhadoras a ficarem sem dedos em máquinas do século passado,aqui á porta de Lisboa,perceberia que o caso da jornalista merece simpatia mas não mais do que isso…

Comentário de Desiludida
Data: 22 de Agosto de 2008, 14:21

Infelizmente, este é o estado em que se encontra a “classe”, cada vez com menos classe, dos jornalistas. Estamos a pagar o que semeámos: a falta de união, a coluna vergada, os fretes para manter o empreguito, o apontar do dedo a camaradas mais reivindicativos, o “lamber das botas” aos directores, a cada vez maior incompetência, a falta de conhecimento, a falta de curiosidade, a desonestidade intelectual, etc.
A classe que deveria não ter medo de ninguém, está a ser comprada por tostões. A minha solidariedade está com a Liliana, embora o pedido de desculpas à entidade patronal, que considero humilhante, atenuar o meu respeito por ela.

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 14:41

Pois, mas a frase do Pedro “empregos fantásticos não caem do céu” mostra á evidência um dos grandes dramas das nossas empresas.Estamos á espera do céu,ou da UE algum ente superior que nos salve.Ora os Pedros é que têm de dar ao pedal.Coitado de quem tem ironia matinal e não tem capacidade de arranjar uma actividade onde ganhe a vida com prazer. Eu quando tinha a sua idade coloquei a mim próprio dois objectivos: Ser gestor de empresas (já que não tenho determinação para ser empreendedor) e deixar de trabalhar aos 55 anos.O segundo objectivo vem a caminho.E sempre fiz o que gostava.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 22 de Agosto de 2008, 14:42

Que injustiça, Filinto, ora veja

Comentário de De Puta Madre
Data: 22 de Agosto de 2008, 15:23

Huuummm.
Escravatura??
Está bem! Aqui vai: em 2004 contactei todosos Jornais do País, Pois a Delta-Café tinha recebido um Projecto meu que inicialmente promteu participar na qualidade de colaboradora, depois desistiu ( com essa desisteência, o projecto teve que ir para a gaveta …) Entretanto, um ano depos de ter conhecimento do projecto colocou-o na RUA em Pompa e Circunstância, AUTO-PROMOVENDO-SE como Empresa Empreendedora da Responsabilidade Social da Empresa No País ( UAU que Auto-Prestígio, que Exemplo, que Nível. UAU. UAU).
Pois. Pois. O Meu Projecto visava Celebrar e Promover a Língua Portuguesa Duranto um mês ( do dia Poesia ao Dia do Livro) e com isso demonstra que era possível canalizar recursoss financeiros para a POESIA. Pois. Pois. Tais recursos estão Há quatro anos a ser DESVIADOS pela Delta-Cafés para ela Própria quem em $$$ quer Em Empresa Tida Como Exemplar. Pois. Pois. Ou acham que os Pacotes de Açúcar terem aquele lado de Interpelação ao Consumidor de Café Foi Fruto dos céebros da DELTA?? ( á sei. Não. Não. A NICOLA ROUBOU PRIMEIRO!! Pois. Pois. Andaram todos na mesma Escola!) …
Da-me vontade de rir este MCultura todo alucindo com o Valor da Língua. Pois. Pois. Com tão Desavergonhado Furto da Delta, Jornalista encolheu os ombros! A Delta Paga - e muito bem - Páginas de Jornal.
PS.: A Justiça existe sim senhor, mas como luxo de Rico.

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 15:35

Quanto á classe dos jornalistas está a pagar não ter coragem de vir a terreiro quando pseudo jornalistas envergonham a profissão.A solidariedade devia começar desde logo pela prática de bom jornalismo.depois do que se vê estão á espera de serem respeitados por quem paga? Logo que os patrões perceberam que há jornalistas para tudo…

Comentário de Desiludida
Data: 22 de Agosto de 2008, 16:08

Luís, primeiro: esse acento no “a” faz-me muita confusão. Quanto à classe dos jornalistas, está, de facto, a pagar pela falta de coragem de enfrentar os directores, que são cada vez mais comerciais e menos jornalistas. De qualquer forma, o povo também há-de pagar este “deixa andar” neste País do poucochinho, das telenovelas (mesmo em horas de noticiários). Quando o País perceber que os jornalistas sérios, é porque voltámos ao tempo do lápis azul. De qualquer forma, essa é uma censura mais honesta do que aquela que vivemos hoje.

Comentário de Desiludida
Data: 22 de Agosto de 2008, 16:16

emenda no comentário anterior: Quando o País perceber que os jornalistas sérios são precisos, é porque voltámos ao tempo do lápis azul. De qualquer forma, essa é uma censura mais honesta do que aquela que vivemos hoje

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 17:30

Desiludida é natural que os acentos lhe façam confusão.É a sua profissão ,ter cuidado com os acentos.Eu, por mim, acentuo, que há anos que só escrevo aqui nos comentários.Há muito que pago a quem faça isso por mim.É, pois, natural cometer erros que lhe façam confusão.Como a mim me faz confusão ler pessoas que acham que os empregos fantasticos lhes caiam do céu. Ou que criticam em público quem lhes paga.

Comentário de Pedro
Data: 22 de Agosto de 2008, 17:43

Parabéns, Luis Moreira. É competente, brilhante, mereceu o que tem, e vida sorri-lhe e um dia chegará ainda mais alto. Mas não vá tão alto que não consiga olhar para o Mundo cá em baixo. A sua surpresa ao saber que há pessoas que não abandonam os trabalhos de que não gostam, é que é surpreendente. O Mundo não o Luis Moreira. As pessoas não abandonam simplesmente os empregos de que não gostam. Um casal com filhos, classes baixa ou média, em que os membros não são tão brilhantes como o Luis Moreira, não pode dar-se ao luxo de recusar empregos de que não gostam. Não estão à espera do que caia do céu, nas suas palavras, e por isso vão trabalhar onde os aceitem. Ou você acha que as empregadas de limpeza que limpam o seu brilhante e próspero escritório, sentem muito prazer em despejar o seu cesto de papéis para um saco de lixo preto?
E quem é que disse que a culpa é dos patrões?

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:15

Pedro, as pessoas têm expectativas que devem ser proporcionais à sua vontade e às suas capacidades .Uma das vantagens de se ter trabalhado para se ter capacidades é trabalhar no que se gosta.A maioria das pessoas não equaciona esta questão.Acha que o fundamental é ganhar dinheiro e se a sua visão de vida é essa não podem queixar-se depois.É, claro, que há muita gente que faz limpezas e gosta do que faz.Mas ninguem gosta de perceber que podia ter uma vida melhor.Isso é diferente de se odiar o emprego e a profissão. O que é profundamente lamentável é haver pessoas que estão no desemprego e aquelas outras que trabalhando, nem assim saem da miséria.Quem trabalha tem de estar feliz por ter trabalho o que não obsta a tentar melhorar. Já viu no que dá.Funcionários públicos,emprego fixo,vencimento certinho,não trabalham porque…professores não têm a carreira assegurada,apresentam maus resultados,estão insatisfeitos porque…Juízes,magistrados,não têm condições,não trabalham porque…o que impede esta gente de mudar de profissão? Comodismo,vencimento certo,férias na hora,mordomias,aversão ao mérito.E para que saiba não pense que eu ando a cantar no meu trabalho.Adapto-me,reuno-me de pessoas de quem gosto.

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:16

Já não gosto de ser professor, sobretudo por causa de quem me paga, a Ministra, que é uma pessoa ordinária ao máximo.
Será que não posso dizer mal dela?
Será que não posso não gostar da minha profissão?
Devo abandoná-la? Mas irei trabalhar onde?
(podem vir as críticas. Já fui um professor excelente e motivado, já fui o melhor professor da vida de muitos dos meus alunos. Desde há 3 anos, cansei-me de ser enxovalhado. E agora?)

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:19

E quanto ao meu brilhantismo,devo dizer-lhe que vim para Lisboa aos 18 anos a viver em quartos e a estudar.O meu brilhantismo tem um nome.Trabalho!

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:38

Tenho pena Ricardo mas esse seu “estado de alma” não beneficia ninguem.Tem de sair disso.Não gosta da ministra diga-o alto e bom som mas sem ofender.Numa empresa é mais difícil.Se calhar estará a dar trunfos aos concorrentes.Eu se estivesse no seu lugar (é natural que após anos de profissão haja algum desgaste) metia pré-reforma e das duas:ou arranjava um part-time ou ía gozar a vida. É uma coisa muito boa “estar a fazer nada”! É o que dizem os velhotes das aldeias,sentados na ombreira da porta.Agora odiar o que se faz é que nunca! Já saí mais de uma vez de situações de que não gostava.

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:48

E sabe uma coisa Ricardo, a ministra tem muita razão em muitas coisas.E os professores cometeram o mesmo erro dos jornalistas.Deixaram que o “igualitarismo” assentasse arraias.Todos iguais,com atestados médicos,sem avaliação,sem responsabilização dos maus resultados. Basta levantarem-se da cama.Todos chegam ao topo, e depois os melhores (como no seu caso) ficam no caminho.Sem avaliação,sem mérito!Há que aceitar que somos todos desiguais e que a única coisa que podemos pedir “são oportunidades iguais para todos”! O mérito introduz desigualdades que são oportunidades para os melhores.O “igualitarismo”tem destruído profissões inteiras neste país!Todos odeiam o que fazem! E nenhum de nós tem culpa de nada!

Comentário de filinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:52

Ana, espere um bocadinho que vou-me esconder ali num canto do armário, ok? Mil desculpas. E obrigado.

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 18:56

Com 37 anos, é um bocado difícil meter a pré-reforma.
Destes 15 anos que levo de carreira, 13 foram como contratado. Agora sou dos Quadros mas ainda estou a 200 km de casa.
Vou fazendo uns biscates aqui e ali. Foi o que me valeu ao longo dos anos de contratado, sobretudo naquele período em que os professores não tinham direito ao subsídio de desemprego.
E ainda tenho de levar com a dita senhora a dizer que os professores não querem é fazer nada e que são os unicos culpados dos problemas do sistema educativo em Portugal.
Ganho 250 contos e a minha mulher, que é professora contratada numa Câmara Municipal, vai ganhando 100, com recibo verde, apenas 9 meses por ano, sendo que nos meses de férias escolares ganha apenas as aulas que deu (no último mês de Março - Páscoa - ganhou 30 contos).
Pago 160 contos por mês ao Banco, tenho de alugar quarto na terra para onde vou dar aulas, tenho de vir a casa ao fim-de-semana, ando num Clio de 1993 com 200 mil km a cair de podre e sempre a avariar.
Ah, e o mais importante de tudo, tenho uma filhinha de 5 semanas a quem nunca poderá faltar nada.
Por isso, não dá para mudar. Não dá para arranjar um part-time. Nem ir para a soleira da porta não fazer nada. É a vida!

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 22 de Agosto de 2008, 19:07

Filinto, nãããão, não o quero escondido ;-)

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 19:21

Luis Moreira,
Sou completamente a favor da avaliação, mas de uma avaliação justa para todos. Para além dos 17 impressos que estão envolvidos na avaliação de cada um (uma loucura!), alguns dos factores que decidem a avaliação do professor são absurdos.
É o caso do abandono escolar, do insucesso escolar, da opinião dos pais ou dos cargos ocupados. Ora, trabalho no distrito de Viseu, onde a emigração para Espanha é enorme (os putos vão-se embora e eu é que pago?); o insucesso escolar é muito maior do que nas grandes cidades e por razões sociais que vêm da família (sou ultrapassado pelos colegas das cidades, ou então dou boas notas a todos); a opinião dos pais, como é óbvio, não é imparcial (preferia até a opinião dos meninos); os cargos ocupados são-no por nomeação do Conselho Executivo - que culpa tenho de não ocupar cargos?)
Avaliem, mas a sério, senão não vão escolher os melhores e tudo vai ficar na mesma.

Comentário de De Puta Madre
Data: 22 de Agosto de 2008, 19:51

Luís Moreira:
Falta-lhe equacionar um dado no seu “desenho” sobre os profs.. Faço um boneco para se perceber melhor a coisa: Um Licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade Nova ou Clássica ( e mais Profissionalização) tem pelo menos 2anos de Latim no seu curriculum.
Um Licenciado Em Estudos portugueses pelo Piaget ( + Profissionalização) não tem nem lamirés de Latim, tem umas vagas redacções onde descobre que há um Tipo Fernando Pessoa que escreveu poemas, parece que foi poemas.
Acontece que aos primeiros não é reconhecida Habilitação para leccionarem o 2 ciclo ( antigos 5 e 6 anos), mas aos segundos é dada a exclusividade. Agora aplique o critérios à Matemática Tirada na UN e na UC. À Química, à Física, à Biologia e etc.
Sublinhe-se que quem tem média de 10/ 12 e esteve 4 anos para concluir o 12 anos é o grande consumidor do Piaget. Fez bem. Tem Trabalho.

EXAMES NACIONAIS DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE ( tal-qual-como-em-Espanha) era não só uma forma de repor a Justiça como de resolver esta desavergonhice com MATURDADE.

PS.: Não sei se o Ricardo Santos Pinto concorda?, ou se estou a dizer um disparate. ( Fui colega durante seis anos, sou de filosofia, logo não é por poder ser parte interessada nesta “solução” que a sugestiono)

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 20:20

Parabens, Ricardo, você tem uma vida bonita,uma boa família e uma profissão meritória.Lute para que a escola seja melhor.Eu trabalhei num banco,entrava ás 8 horas e trabalhava até ás 14 horas com um intervalo de meia hora.De tarde ía para as aulas.Comia na “pensão da morte lenta”ali ao Rossio.Estudava no Palladium até á hora de fecho (2 horas da manhá) ! Dormia num quarto esconso ali ao Chile ! Porra tinha vinte e tal anos era o rei do mundo! Saí do banco quando o 25 de Abril começava a levantar vendavais.Estive desempregado em 1975 quando era difícil arranjar emprego.O meu filho nasceu um ano depois!Sabe uma coisa?Só queria ter 37 anos !Pode crer que ninguem me ouvia dizer que estou á espera que esta ou outra ministra se vá embora…

Comentário de Luis Moreira
Data: 22 de Agosto de 2008, 20:28

E levei com 4 anos de tropa aos tiros,11 dias num hospital a atá-las…por amor de Deus vocês têm tudo.Não deixem que tão pequenos problemas vos amargurem a vida! E desculpem se vos falei na minha vida que,evidentemente,não é exemplo para ninguem ,mas que mostra que os obstáculos só mudaram. Sempre foi assim.Ou nos lamentamos ou vamos á luta!

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 20:30

De Puta Madre,

Subscrevo tudo o que disse. Em relação ao Piaget e em relação ao exame de acesso à carriera docente.

Luis Moreira,

Obrigado pelas palavras. Vou tentar seguir o seu conselho. É difícil, mas vou tentar.

Comentário de Pedro
Data: 22 de Agosto de 2008, 21:56

Luis, olhe que não há muita gente que goste de fazer limpezas, e ainda assim, estranhamente, faz limpezas… mas sempre pode fazer esse discurso motivacional às empregadas de limpeza do seu escritório. Você é bom nisso. O Ricardo viu a luz, e pode ser que as senhoras da limpeza também tenham uma epifania;). Você diz ao Ricardo que ele devia “lutar para que a escola fosse melhor”, e ele agradeceu muito penhorado as palavras e disse que ia tentar seguir o conselho (?). Isto, dito por alguém com 17 anos de experiência no ensino. Isto é o poder mágico das caixas de comentários do 5 Dias.

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 22 de Agosto de 2008, 22:15

Ó Pedro, não foi por causa das palavras do Luis Moreira que eu disse que ia tentar motivar-me para o ensino. Foi porque, se não me conseguir motivar, não sei como vou conseguir aguentar mais 20 anos ou mais de inferno a aturar putos ranhosos e malcriados. Claro que, com esta ministra, não há motivação que resista.
Achei piada à ironia, mas esteja descansado: ainda não vi a luz, ainda não conheço «o segredo».

Comentário de rui
Data: 22 de Agosto de 2008, 22:19

uma pessoa é despedida depois de obrigada a humilhar-se e os comentários destes gajos são: eu, eu, eu, eu… e o que acham de relevante no caso é que ela não deveria andar a dizer mal da “sua” empresa, ou não deveria trabalhar numa empresa “de que não gostava”…
quem é que se escandalizou com o entusiasmo dos alemães pela construção do Terceiro Reino?

Comentário de Desiludida
Data: 23 de Agosto de 2008, 1:12

Um jornalista, na minha modestíssima opinião, não deve lealdade a quem lhe paga. Deve receber em dinheiro o que dá em trabalho competente, isso sim. A lealdade de um jornalista deve ser para com a verdade dos factos. Tal como a de um professor deve ser para com o conhecimento e a partilha desse mesmo conhecimento e não para com a ministra. Mas esta é apenas a minha opinião. No que respeita ao despedimento da Liliana, só não me solidarizo com ela no que concerne ao pedido de desculpas. É devido a pedidos de desculpas e à humilhação que os profissionais de comunicação social - não confundir com assessores, relações públicas e senhores do marketing - se encontram nesta situação. Não se trata de trabalhar em empresas de que gostamos ou deixamos de gostar. Trata-se de respeito e de dignidade. E já há muito tempo - tempo de mais, e não demais como se lê em alguns jornais -, que os jornalistas são tratados como carne para canhão. Os directores dos jornais substimam, até, os seus leitores, dando-lhes cada vez menos qualidade nas páginas que todos os dias são editadas. Basta ler os títulos. Nem sei o que possa dizer mais. Apenas penso que um país que se constrói desta forma, caminha para trás.

Comentário de Luis Moreira
Data: 23 de Agosto de 2008, 1:18

Pedro e Rui o que vos estou a tentar dizer é que as pessoas para fazerem bem e singrarem na vida têm que se auto-motivar,Quem aos trinta anos só se lamenta que ambição tem? É claro que há pessoas que gostam de trabalhar nas limpezas e são boas empregadas.Isso é claríssimo quando se comparam os trabalhos de pessoas que fazem a mesma função.Acha mesmo que vai arranjar um trabalho de que goste e onde ganhe bem sem mostrar primeiro que é bom?( nas juventudes partidárias…).Quanto ao Ricardo é óbvio que ele tem que dar valor ao que tem, que é muito!

Comentário de Pedro
Data: 23 de Agosto de 2008, 9:44

Meu caro Luis, uma coisa é ser competetente na sua profissão e ter brio no que se faz, outra coisa diferente é gostar do que se faz. Muitas pessoas, apesar de não se sentirem realizadas, dão o melhor de si no que fazem, por uma questão de brio. Não é necessário gostar do que se faz, para se ser bom. Você, com a idade que parece ter, devia saber isso. O resto, desculpe que lhe diga, os conselhos, o paternalismo, e tudo o mais, é… treta, desculpe a expressão.

Comentário de Desiludida
Data: 23 de Agosto de 2008, 10:06

Pedro, o que me parece é que o Luís é um self made man que se dá muito bem neste liberalismo selvático em que vivemos. E ainda bem para ele. Acredito que seja um bom profissional e que mereça todo o dinheirinho que ganha e que lhe escrevam as cartas com as frases muito bem alinhadas e os acentros muito bem postos. Assim espero. Há, no entanto, profissões em que o modelo defendido pelo Luís não se aplica. Há muito bons profissionais, que gostam do que fazem, que lutam diariamente contra a incompetência, a ambição desmedida, a falta de qualificação e formação, a desonestidade…dos seus empregadores.

Comentário de rosa maria
Data: 23 de Agosto de 2008, 16:34

Com a devida vénia, faço minhas as palavras da Desiludida!

Comentário de Curiosamente
Data: 27 de Agosto de 2008, 13:17

Curiosamente, o Luis tem toda a razão. As pessoas devem estar motivadas, devem ter auto-estima, e devem trabalhar onde gostam.
O próprio Luis, NO entanto, reconhece não ter capacidades para ter sido empreendedor.
Ou seja, empresário.
Para muitas pessoas, infelismente, não terão a sua capacidade nem para ser gestor de empresas, nem para ser empreendedor, tal como o Luis, não teve essas capacidades.

É nesses limites seus, que tem que pensar que outros terão os deles.
E lá por ser um bom patrão, ou melhor , gestor, repare que nem toda a gente o é. Muitos são umas bestas.
No fundo, se o Luis tivesse sido empreendedor, teria contribuido para que houvesse mais e melhores locais de trabalho.
Foi pena não ter essa capacidade e motivação.

Mas, não deixo de lhe dar razão, que em portugal há muita falta de motivação. Mas essa falta, vem de algum lado.
Não podemos só culpar as pessoas.
O seu discurso, até ajudou uma ou outras pessoas, mas no fundo, não vai mudar o mundo que temos.
É esse link, que lhe falta, curiosamente.
Curiosamente, deixo a todos a mensagem para tentarem ser aquilo que o LMoreira não conseguiu ser. Empreendedor.
É do que o Pais mais precisa neste momento. Empresas. E sejam bons patrões depois, embora o começo seja dificil.

Evidente, não veja o LMoreira, critica ou ataque pessoas nas minhas palavras, que respeito muito outras opiniões suas.

Comentário de Eu
Data: 28 de Agosto de 2008, 21:11

O que eu sei é que ainda ninguém fez referência às acusações que esta menina faz no texto. Acusar alguém de andar a espionar as conversas dos empregados é grave! E caros amigos, uma coisa é certa, não se levantam suspeitas destas sem ter a certeza. No nosso país há liberdade de expressão, mas não podemos escrever num blog público toda a espécie de disparates que nos passam pela cabeça… ou melhor, podemos, mas arriscamo-nos a levar com um processo em cima e é isso que vai acontecer à tal de Liliana.
Para mim este texto é um acto de enorme burrice!

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 28 de Agosto de 2008, 22:10

Liberdade de expressão?
Que o diga o professor Charrua, demitido do cargo por ter chamado filho da puta, em privado, ao primeiro-ministro.

Comentário de Desiludida
Data: 29 de Agosto de 2008, 11:01

A tal (de) Liliana não diz no texto qual é a empresa. O “dono”, ou melhor, o “cão do dono” é que se ofendeu muito. Deve ter-lhe servido a carapuça, não acha? Quanto à “burrice “, não me parece que esse seja um atributo da “menina” em causa. Em relação à liberdade de expressão, não me parece que haja melhor forma de aniquilá-la do que amedrontar as pessoas com o fantasma do despedimento. Por último, não me pareceu ler no post da Liliana qualquer disparate.

Comentário de Daniel Martins
Data: 17 de Novembro de 2008, 22:26

O Manolo, não só tem coração, como também, outras emoções e, quem o conhece, é que compreende, talvez, porquê que ele agio assim (?)
Portanto, vamos lá ver então; se a reacção dele, foi excessiva, é porque, como todos os impresários, não é perfeito, mas é bom saber que, sabe escutar e auto-criticar. Faz tudo parte da sua sensibilidade. Comete erros, se os cometer, porque é, no final, um ser humano. Mas há casos mais complicados !
Se a liberdade, em Portugal, ainda, é assunto que se deve discutir, que se discuta primeiro, porquê que existe, ainda, tanta injustiça social, neste país fatalista. Devemos começar por aí, mas primeiro, adiar as novelas e jogos de futebol !
Quanto á estimada Liliana, ela, com a sua integridade e ‘experiência’ decerto vai ser uma profissional daquelas, de ascuar admiração.

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