Um mapa da vergonha sexista em Lisboa

Para @s camaradas mais solidári@s, aqui fica uma ferramenta tecnológica inestimável no combate à exploração da mulher pelo macho opressor. Um verdadeiro levantamento geográfico da opressão sexista. Homens da capital: acumulemo-nos, em fraterno e imparável protesto, junto a cada um destes covis da fascizante coisificação das mulheres. Manifestemos já o nosso protesto e quebremos as grilhetas destas mulheres, porta a porta, alcova a alcova!

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46 respostas a Um mapa da vergonha sexista em Lisboa

  1. Maria João Pires diz:

    E eu a pensar que irias era exigir um mapa igual de género distinto, pá.

  2. diz:

    as grilhetas, podem ser de peluche cor-de-rosa?

  3. Luis Rainha diz:

    No outro dia, vi umas bem giras em cabedal, no catálogo do La Redoute…

  4. Maria João Pires diz:

    Cabedal, latex, bof… isso é material muito batido.

  5. Miguel diz:

    Calindo!
    As novas tecnologias ao serviço da mais velha profissão do mundo!
    Se fosse gajo pa chorar, chorava.

  6. Fará se a coisa fosse legal …

  7. Eu gostava é de saber quem é que disse que queremos acabar com a exploração, acho que o Luís está a esticar-se um bocado.

  8. LR diz:

    Mas a coisa é mesmo ilegal, por cá? Ou apenas o lenocínio?

  9. Pois é, De-Explorada-Mãe, mais uma daquelas coisas em que proibir dá um resultadão!

  10. depois, ainda têm a lata de dizer mal da imigração brasileira.

  11. LR diz:

    Vocês não querem acabar com a exploração do macho pela fêmea. Isso é assunto outro.

  12. É proibido o lenocídio e, julgo eu, a organização de locais para o efeito; como também é proibido fazê-lo na rua, resta-nos que a pessoa se pode prostituir… nas nuvens.

  13. Ele há explorações e explorações, LR, independentemente de quem por quem.

  14. rvn diz:

    luis,

    «Manifestemos já o nosso protesto e quebremos as grilhetas destas mulheres, porta a porta, alcova a alcova!»

    Uma espécie de Greenpeace do putedo, dizes tu?
    (leia-se convívio)

    hum…

  15. Uns ingratos, Nuno, uns ingratos. Todos umas mães de Bragança.

  16. greenpeace do putedo é lindo

  17. Luis Rainha diz:

    Inês,
    Diz-me quem sabe da poda que estas moças são maioritariamente free-lancers que não calcorreim passeios, limitando-se a ceder uma percentagem da receita aos organizadores destes e-clubes. Ignoro se isso pode ser considerado lenocínio.
    Não resisto a uma derradeira provocação, usando as imortais palavras do avô de um meu amigo: “a diferença entre sexo grátis e sexo pago é que o sexo grátis sai muito mais caro”.

  18. Maria João Pires diz:

    Como já há misturas de temáticas ecológicas fica bem relembrar o site militante Fuck For Forest (http://www.fuckforforest.com/ ).

  19. Eu sei, Luís, é mais uma forma de contornar a coisa, de modo a poder trabalhar com um bocadinho de conforto e segurança. Mas não creio que legalmente tal arranjo possa ser explícito. Como disse atrás, há proibições fadadas à desobediência.

    O avô do teu amigo era sábio, como bom avô. Então há uns anos atrás a frase fazia mesmo muito sentido.

  20. …posso estar enganada, mas julgo que a única forma que respeita a lei é uma infelizmente pouco usada: grupos de prostitutas/os que aluguem uma casa entre si, uma espécie de cooperativa, que permite fazer a coisa num local privado, e ao mesmo tempo terem-se mutuamente como garantia de segurança. Assim, não há lenocídio, porque os organizadores são os próprios/as.

  21. Luis Moreira diz:

    Na minha zona nem sombra.O respeitinho é muito bonito!

  22. xico diz:

    Era o avô do teu amigo é o caralho! Era o teu avozinho que te dizia isso, ora confessa lá…

  23. Luís Moreira, é uma zona sem árvores? Posso contar outra vez o estranho que me parecia, quando era miúda, que no fim da Internacional se pedisse “uma terra sem árvores”? Pois. Sem putas também não acho bem.

  24. argh, era lenocínio, of course – embora lenocídio dê um ar mais giro.

  25. Luis Moreira diz:

    Mas vou protestar.Não tinha visto o assunto por esse ângulo! Conheço uma madame a Cristina,tem apartamento montado ali na Duque d’Avila.Vou convidá-la a montar negócio aqui nas Olaias.A verdade é que desde que o Taveira saiu daqui isto já não é a mesma coisa.Eu andava desconfiado. Tem razão Inês, isto sem meninas é menos colorido..Temos que ser umas para as outras outras! Vou pôr as Olaias no mapa!

  26. Caro Luís

    Aproveite a “Ferramenta” e use os números de telefone para saber, de entre todas as “Meninas” se haverá alguma que:
    – Tem um macho opressor;
    – Se tiver “Macho Opressor”, se este a obriga a usar grilhetas;
    – Acha que vive num “covil fascizante”;

    Se houver então liberte-a!

  27. Luis Moreira diz:

    O negócio/romance é assim.Um senhor/investidor apaixona-se por uma menina/puta que encontrou numa noite de confidências após ter passado por um susto (primeira vez em que falha a segunda) e por um ataque de panico (segunda vez em que falha a primeira) .A puta da mulher deu-lhe cabo da vida e ele é um desgraçado.Como tem tudo em nome dela não se pode divorciar.Mas ela não precisa de andar naquela vida.Monta-lhe uma casa séria onde só vão senhores de dinheiro .Ela será a madame.Atende telefones,apresenta as meninas e faz a caixa.O apartamento é todo forrado a vermelho “bourdeux! As meninas ( do mais fino) andam naquela vida umas para acabarem o curso outras para arranjarem dinheiro para se estabelecerem.Meio por meio.Uma hora (completa) 100,00 euros com banho.Meia hora 80,00 euros com banho.Tambem se arranjam esquemas.Os senhores têm á disposição um bar para conhecerem as meninas com um dedo de conversa.O namorado da madame não é conhecido e nunca lá vai.Tudo muito sério e limpo.A porteira do prédio está por conta e as vizinhas têm medo de chamar a polícia!Têm um site na Internet mas as meninas das fotografias estão de folga.Tudo com IVA incluído!

    O foi o meu avô que me contou.

  28. só a ideia de um “macho opressor” a obrigar uma daquelas brasileiras a “usar grilhetas ” já me deixa fora de mim…

  29. ALR diz:

    Roto de rot@s não gosta.

  30. ana diz:

    Estou a ver que o avozinho, além de gostar muito de mulheres, se manteve actualizado…

  31. TND diz:

    f-se, não encontro a Soraia Chaves :/

  32. Luis Moreira diz:

    Ana nestes casos há os que fazem e os que dizem que não fazem.O meu avô (é verdade)tinha perto de 80 anos e ía todas as semanas ás meninas.Eu dizia-lhe que era um dinheirão e que ele não precisava com aquela frequência.Pois sim!Eu que me acautela-se pois pelo que lhe parecia e pelo que ouvia quem tinha razões de queixa era a minha namorada na altura.Quando soube que tinha um cancro espalhado pedia-me para que dissesse ás meninas que em breve estaria de volta,embora eu não fosse por lá bem visto..Estas putas (como lhes chama a Inês) dão conforto a muita gente.E o problema é que na aldeia (pequena) toda a gente sabia a razão da sua deslocação semanal á cidade (Castelo Branco).Morreu aqui no Amadora/Sintra a dizer-me,é pá, desliga essa merda,quem não fodeu,fodesse! Adorava mulheres!

  33. Eu chamo-lhes putas, como podia chamar-lhes trabalhadoras do sexo – o que se calhar era mais adequado aos intuitos libertadores dos povos do LR.

  34. ana diz:

    Caro Luís eu não tenho nada contra a prostituição, na teoria. Quando elas ou eles preferem vender ou comprar sexo, para mim tudo bem. Até percebo essas histórias de paixão de lupanar, que as coisas assim a seco….
    Não gosto muito é de ver as cachopas pelas ruas, com um ar de quem está a ressacar, ou ver as miudinhas negras que nem português falam, com ar assustado, enquanto uns tristes andam pelas cercanias a ver montras…
    E também percebo que o teu avô com oitenta anos, e se estava para aí virado, lá tinha de ir a Castelo Branco, porque duvido que se safasse na aldeia, as senhoras da idade dele não deviam estar para aí viradas, e novas deviam existir poucas. Tenho uma amiga que trabalha com um lar da terceira idade, e fica desesperada a pensar como levar lá uma rapariga que seja simpática com as necessidades dos velhotes. Fala-se pouco sobre sexo na nossa sociedade, e fala-se, nas mais das vezes, por falar…

    Mas, poças, todas as semanas?

  35. Luis Moreira diz:

    É! tens toda a razão,o problema são as que não tiveram qualquer hipótese além de serem putas.Agora estas meninas estão habituadas a ganharem montes de massa.Num hotel de luxo (que tem a mais bela vista sobre Lisboa)onde vou de vez em quando beber um copo,nas noites de inverno,há lá uma pequena que é uma tentação.Pago-lhe um copo e estamos ali á conversa.Ataca homens de negócios.Ganha montes de massa que eu não tenho.Dia sim,dia não, saca um.A maioria só quer companhia e conversa.É uma profissão e tem as qualidades necessárias.Inteligente,culta e linda! E a maior parte das vezes gosta do sexo que vende!

  36. Luis Moreira diz:

    E quando o velhote descobriu (fui eu que lhe falei) no Viagra? Sabes o que ele me disse após as primeiras experiências?Agora sim,as mulheres íriam ser felizes!Mulheres,como? É pá um gajo aguenta-se o tempo todo e a mulher diverte-se como nunca.Estava feliz pelas mulheres.Ele percebeu logo o que agora já é claro.O Viagra é, realmente, a segunda libertação sexual da mulher.Os homens têm “os danos colaterais”.Deixam de dar negas mas com o Viagra não atingem a ejeculação! Sabedorias!

  37. rvn diz:

    senhores,
    uma particularidade interessante da biografia de José Régio tem a ver com aquilo que ele próprio descreveu como as suas “urgências do amor”. Em prosas, mais que uma, e versos, vários também, Régio perorava sobre as suas vindas mensais a Lisboa (ele vivia em Portalegre, onde se ouve ali antes de se dizer aqui, ainda hoje, lá era asceta) e explicava pormenorizadamente, em palavras carregadas de erotismo meio reprimido (e por isso mesmo quase saboreado) as tais urgências.
    Era uma peça catita, o nosso Zé. Garanhão de gabardine, até ao fim.

  38. As que não tiveram oportunidade e continuam a não ter escolhas alternativas viáveis; e as que por falta de meios materiais e culturais desempenham a profissão em condições de falta de segurança física e de saúde atrozes.

  39. Repetindo-me, os avôs e avós são criaturas sábias.

  40. ana diz:

    Caro Luís, sabes que eu não acredito muito nessas Damas das Camélias que escolhem os clientes, e que gostam do sexo com eles….eu também, se estivesse no ramo, ia dizer a toda a gente que não há coisa melhor no mundo do que a profissão que escolhi. Mas, desculpa lá, acho tudo isso visões românticas da coisa. Grande parte das prostitutas nem sequer gosta de sexo com homens, são lésbicas, e as que se fazem pagar bem, mais ainda, que não têm a necessidade profissional ou cultural dos proxenetas.
    E isso de ser só conversa….até pode ser, mas nem sempre. E põe-tu na posição contrária (não sei porquê, mas nesta frase há qualquer coisa que não me soa bem…). Eras mesmo capaz de gostar?

  41. Luis Moreira diz:

    Chapeau, Inês!

  42. manuela diz:

    “O Viagra é, realmente, a segunda libertação sexual da mulher.”

    Oh Luís, e como? O sexo para as mulheres está garantido com a 1ª revolução, agora quando muito são ‘ganhos colaterias’.

  43. Luis Moreira diz:

    Ganho colaterais do melhor.O Viagra tambem resulta directamente nas mulheres.O efeito é o mesmo.Tudo boas notícias para as mulheres.Quanto ás meninas há de tudo.Mas ninguem aguenta se não gostar.Até porque a este nível podem escolher!Quanto á hipótese de estar eu nessa situação vou contar-te esta: Quando chegavamos a África todas as mulheres eram negras.Passados 6 meses todas as mulheres eram brancas! E não é por ser racista é porque não gosto de mulheres negras.

    O chapeau para a Inês não é por pensar que ela seja a Medeiros.É mesmo para a Inês porque estou de acordo com o que diz neste assunto!

  44. ana diz:

    Luis, desculpa acabar com as tuas ilusões…eu, por acaso, quando as hormonas começam a pular nos olhos, também é tudo apetecível… 🙂 a retina ganha um filtro. Mas por dinheiro… sei lá, que nunca estive aí, mas não sei se as hormonas tb branqueiem…as mulheres gostam tanto de sexo como os homens, o que quer dizer que algumas gostam mais, gostam o mesmo, gostam assimassim, não gostam de todo, mas que as prostitutas gostam de sexo com os clientes…tem lá santa paciência…

  45. Ricardo Santos Pinto diz:

    Só falta agora um mapa dos rapazes agrilhoados nas teias da prostituição. Também há…

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