Utilizando este modelo, a história da carochinha, tal como consta da tradição portuguesa, sobretudo na sua versão de referência e semelhantes, quereria dizer que, se o João ratão não conseguiu ultrapassar o estádio oral, o rei fixa-se na fase anal. O final da história não seria, pois, senão uma repetição, com maior carga simbólica, do destino do João Ratão. Assim, não admira que o conto em que o João Ratão morre tenha sido aumentado com a história de um rei e de uma rainha infecundos, não porque fossem da mesma espécie mas porque se encontram em estádios inconciliáveis.
Lages, Mário F., Vida/Morte e diafania do mundo na história da carochinha, Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 2006, p. 244
ps: a referência bibliográfica completa serve para amansar a fúria corporativa das sensibilidades mais letradas desta casa




Dá cá a orelhinha porque estamos contentes convosco (credo, estou a ver q tenho que voltar a dedicar-me à leitura, não tinha dado pela fase oral e anal).
Acho que vou começar a responder com a «Breve história dos Ismaelitas», por ex., «O cisma nizari-musta’li de 487/1094»
Eu estou a descobrir que não tinha dado por fase nenhuma.Não podem simplex?
FizesteS bem, amiguinho, só prós calares.
Adelante, Joana.
Pedro, se vais começar a negar o polimorfismo perverso das carochinhas a gente zanga-se