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	<title>Comentários em: ainda a resposta de pacheco pereira e a pergunta do dn e a minha resposta às perguntas e respostas sobre a pergunta (uff)</title>
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		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
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		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 14:20:23 +0000</pubDate>
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		<description>Não me parece que o Público tenha feito qualquer campanha contra o Primeiro-Ministro. Apenas seguiu linhas de investigação que, a confimarem-se, seriam de interesse público. Só quem não conhce o trabalho do jornalista José António Cerejo ao longo de muitos anos é que pode pensar o contrário.
Ao contrário do que diz o comentador Sapka, acho que os jornalistas não são «uma cambada». São gente séria na maior parte dos casos. Tenho grande apreço por eles.
Já não ponho ao mesmo nível directores de jornais e muito menos proprietários de jornais.
E no caso do Primeiro-Ministro, tenho a certeza que bastaria uma palavra de Belmiro de Azevedo para aquelas investigações abortarem. E se Belmiro de Azevedo nada disse, é porque era para continuar.
Dou um exemplo de que tenho conhecimento directo. Há uns anos, José António Cerejo iniciou uma investigação acerca das obras ilegais feitas por Mário Soares no Colégio Moderno, numa altura em que o seu fillho era Presidente da Câmara. Ora, o director José Manuel Fernandes foi pressionado e a investigação abortou. Cerejo ficou furioso, mas teve de cumprir as ordens. Da mesma forma que também José Manuel Fernandes teve de as cumprir.
Conclusão: a imprensa é livre, os jornalistas não!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não me parece que o Público tenha feito qualquer campanha contra o Primeiro-Ministro. Apenas seguiu linhas de investigação que, a confimarem-se, seriam de interesse público. Só quem não conhce o trabalho do jornalista José António Cerejo ao longo de muitos anos é que pode pensar o contrário.<br />
Ao contrário do que diz o comentador Sapka, acho que os jornalistas não são «uma cambada». São gente séria na maior parte dos casos. Tenho grande apreço por eles.<br />
Já não ponho ao mesmo nível directores de jornais e muito menos proprietários de jornais.<br />
E no caso do Primeiro-Ministro, tenho a certeza que bastaria uma palavra de Belmiro de Azevedo para aquelas investigações abortarem. E se Belmiro de Azevedo nada disse, é porque era para continuar.<br />
Dou um exemplo de que tenho conhecimento directo. Há uns anos, José António Cerejo iniciou uma investigação acerca das obras ilegais feitas por Mário Soares no Colégio Moderno, numa altura em que o seu fillho era Presidente da Câmara. Ora, o director José Manuel Fernandes foi pressionado e a investigação abortou. Cerejo ficou furioso, mas teve de cumprir as ordens. Da mesma forma que também José Manuel Fernandes teve de as cumprir.<br />
Conclusão: a imprensa é livre, os jornalistas não!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sapka</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57494</link>
		<dc:creator>Sapka</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 20:56:48 +0000</pubDate>
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		<description>Esta discussão é enjoativa. 

O Público é um jornal de cruzadas, a mais notória de todas é contra o Sócrates. O P.P. reconheceu-o, porque o P.P. não ganha nada nesse grupo. 

O DN faz fretes ou bretes, já se sabia, mas não é obsessivo nem sistemático como o Público. 

O D.O. é mais Balsemão.

Os jornalistas são uma cambada, com excepções.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta discussão é enjoativa. </p>
<p>O Público é um jornal de cruzadas, a mais notória de todas é contra o Sócrates. O P.P. reconheceu-o, porque o P.P. não ganha nada nesse grupo. </p>
<p>O DN faz fretes ou bretes, já se sabia, mas não é obsessivo nem sistemático como o Público. </p>
<p>O D.O. é mais Balsemão.</p>
<p>Os jornalistas são uma cambada, com excepções.</p>
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		<title>Por: PALAVROSSAVRVS REX</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57471</link>
		<dc:creator>PALAVROSSAVRVS REX</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 16:59:54 +0000</pubDate>
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		<description>Sem comentários.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem comentários.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Antónimo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57428</link>
		<dc:creator>Antónimo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 12:24:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=4046#comment-57428</guid>
		<description>A pergunta de Céu e Silva é mais do que legítima e abre uma frente de combate bem pouco habitual em Portugal. A do cascar nos péssimo e acomodado jornalismo que se faz em Portugal. Infelizmente, JMF parece não pegar o touro de frente, o que seria mais saudável. Se um tipo acha que o Público faz cruzadas e o DN faz fretes (o termo técnico começa por B.) porque raios é que não se há-de perguntar noutros jornais? A pergunta traz água de concorrente no bico? E depois? Há muitos que a coloquem. Considero Sócrates um péssimo primeiro-ministro e chego mesmo a desconfiar do carácter dele. Mas o caso da Independente é um claro exemplo de um péssimo trabalho jornalístico. Tirando, o PS (para desconfiar) alguém o denunciou com energia? Se quiserem, ponham aqui as peças feitas na ocasião para dissecar. A denúncia jornalística é só do poder económico e político? Ainda andamos para aqui todos convencidos que os jornais e jornalistas são todos muito assépticos, puros e objectivos quando estão bem longe de o ser. Daniel Oliveira e Nuno Ramos de Almeida não têm razão nenhuma. Se esta é a forma de pôr o trabalho dos jornais e das suas direcções sob escrutínio não vejo qual é o mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta de Céu e Silva é mais do que legítima e abre uma frente de combate bem pouco habitual em Portugal. A do cascar nos péssimo e acomodado jornalismo que se faz em Portugal. Infelizmente, JMF parece não pegar o touro de frente, o que seria mais saudável. Se um tipo acha que o Público faz cruzadas e o DN faz fretes (o termo técnico começa por B.) porque raios é que não se há-de perguntar noutros jornais? A pergunta traz água de concorrente no bico? E depois? Há muitos que a coloquem. Considero Sócrates um péssimo primeiro-ministro e chego mesmo a desconfiar do carácter dele. Mas o caso da Independente é um claro exemplo de um péssimo trabalho jornalístico. Tirando, o PS (para desconfiar) alguém o denunciou com energia? Se quiserem, ponham aqui as peças feitas na ocasião para dissecar. A denúncia jornalística é só do poder económico e político? Ainda andamos para aqui todos convencidos que os jornais e jornalistas são todos muito assépticos, puros e objectivos quando estão bem longe de o ser. Daniel Oliveira e Nuno Ramos de Almeida não têm razão nenhuma. Se esta é a forma de pôr o trabalho dos jornais e das suas direcções sob escrutínio não vejo qual é o mal.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Fernandes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57419</link>
		<dc:creator>Carlos Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 11:08:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=4046#comment-57419</guid>
		<description>Dra. F. Câncio, sobre perguntas que os jornalistas fazem é mentira que através de uma pergunta um jornalista pode dizer isto ou aquilo (sob a forma de pergunta, mas di-lo na mesma!) e tentar &quot;lixar&quot; o entrevistado(a)? De resto há um livro da sua colega Judite de Sousa, que tem um livro com o esclarecedor título &quot;o poder da pergunta&quot;.
  Para além do mais a maioria das pessoas não se apercebe, mas o jornalista, como é evidente a quem perceba um pouco de psicologia, ao fazer as perguntas assume uma posição psicológica superior, pois em qualquer dialogo, quem faz as perguntas é quem tem posição superior e quem comanda o diálogo;  ou não é por isso que muitos políticos e homens de negócio só querem responder a perguntas por escrito, é claro que é por isso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dra. F. Câncio, sobre perguntas que os jornalistas fazem é mentira que através de uma pergunta um jornalista pode dizer isto ou aquilo (sob a forma de pergunta, mas di-lo na mesma!) e tentar &#8220;lixar&#8221; o entrevistado(a)? De resto há um livro da sua colega Judite de Sousa, que tem um livro com o esclarecedor título &#8220;o poder da pergunta&#8221;.<br />
  Para além do mais a maioria das pessoas não se apercebe, mas o jornalista, como é evidente a quem perceba um pouco de psicologia, ao fazer as perguntas assume uma posição psicológica superior, pois em qualquer dialogo, quem faz as perguntas é quem tem posição superior e quem comanda o diálogo;  ou não é por isso que muitos políticos e homens de negócio só querem responder a perguntas por escrito, é claro que é por isso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Barbosa de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57411</link>
		<dc:creator>Carlos Barbosa de Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 09:31:37 +0000</pubDate>
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		<description>Deixe-me aplaudir, Fernanda! Provavelmente o DO esquece-se rapidamente do que ecreve e de algumas coisas que diz no &quot;Eixo do Mal&quot; ( que vejo raras vezes, por não ter pachorra). A defesa que faz de Pacheco Pereira é a defesa da &quot;classe&quot; dos comentadores. 
É tão criticável fazer a defesa acérrima de um governo, como criticá-lo por cada medida que toma. Talvez DO já se tenha esquecido de algumas premissas do jornalismo, desde que virou comentador...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Deixe-me aplaudir, Fernanda! Provavelmente o DO esquece-se rapidamente do que ecreve e de algumas coisas que diz no &#8220;Eixo do Mal&#8221; ( que vejo raras vezes, por não ter pachorra). A defesa que faz de Pacheco Pereira é a defesa da &#8220;classe&#8221; dos comentadores.<br />
É tão criticável fazer a defesa acérrima de um governo, como criticá-lo por cada medida que toma. Talvez DO já se tenha esquecido de algumas premissas do jornalismo, desde que virou comentador&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57406</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 09:20:57 +0000</pubDate>
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		<description>daniel, já agora podias ler os textos aos quais respondes. estou como o ezequiel, já me falta a paciência e a energia, mas que remédio.

por partes, pois:

escreves &#039;Se te incomoda esta teoria, porque raio só te incomoda quando falo do DN e a achas irrelevante quando o DN a espalha (não pela primeira vez) em relação ao Público? Se achas que ela ofende a dignidade dos jornalistas do DN, porque não achas que a afirmação do jornalista não ofende a dignidade dos jornalistas do Público? Será ela menos importante?&#039;

ora eu escrevi: &#039;a mim cansa-me sobremaneira a teoria dos fretes. não que não os haja, mas porque são, felizmente, muitíssimo menos que aquilo que os profissionais da conspiração certificam&#039;. 

e acrescentei: &#039;no mundo delirante dos teorizadores do frete, não só todas as notícias do público contra o governo e o pm são escritas pelo próprio belmiro, que se imagina decerto a dar ‘ordens’ a pacheco pereira e aos outros colunistas e a passar ‘dossiers’ aos jornalistas, como a pergunta do joão céu e silva veio directamente do gabinete do primeiro ministro&#039;. 

e ainda: &#039;não acho que se deva dizer que o público como jornal tenha declarado guerra santa a josé sócrates, mesmo que a generalidade da opinião nele contida, incluindo a do director, e algumas linhas de investigação tenham adquirido uma tonalidade de obsessão persecutória&#039;.

creio que isto deveria ter respondido à tua pergunta por antecipação. 

aliás, no texto aqui publicado mais abaixo -- &#039;o jornalismo de josé manuel fernandes&#039; -- eu escrevera já: &#039;ao contrário de josé manuel fernandes, eu, sendo jornalista e trabalhando em meios de comunicação social, não costumo confundir os meios com os directores nem com quaisquer outras personalidades, incluindo colunistas e accionistas. sei que os jornais são feitos por muitas pessoas e que raramente têm um carácter unívoco.&#039;

prosseguindo: não consigo perceber o teu raciocínio quando dizes que não faz sentido fazer a pergunta a pacheco pereira porque &#039;não é jornalista nem director do público&#039;. acho que a esta já respondi no texto original que escrevi para o dn, que também me parece que não terás lido. 

o mesmo se aplica à afirmação que fazes em relação ao &#039;vestir da camisola&#039;: não a entendo. o joão céu e silva fez uma pergunta pertinente a alguém que passa a vida a analisar os produtos jornalísticos e a fazer a apologia da &#039;imparcialidade&#039;, como aliás reconheces no teu post. é irrelevante se ele, joão céu e silva, faz a pergunta no dn ou noutro meio qualquer. essa do &#039;vestir a camisola&#039; é aberrante.

não sei a que editorial do dn te referes, mas deixa-me dizer-te que inferir, do facto de alguém ter uma opinião que é favorável a uma determinada posição, que &#039;está a ajudar&#039; essa posição com o sentido que dás à palavra &#039;ajuda&#039; me causa a maior estranheza. creio que é possível ter opiniões e posições distintas em diferentes momentos sem que isso tenha de significar a submissão a quaisquer lógicas aparachikenses. cuidado, daniel. nem toda a gente vive submetida a lealdades político-partidárias.

dizer que alguém faz um frete como disseste do joão céu e silva é um insulto directo que não depende da sensibilidade. é o mínimo reconhecer isso. do mesmo modo, ao falares como falaste do dn -- e volto a frisar que nunca o fiz em relação ao público -- obviamente insultas-me a mim e aos meus colegas. e se &#039;a linha editorial&#039; de um jornal é definida pela direcção deste, é óbvio que não é a direcção que escreve todos os textos ou decide a oportunidade e a abordagem de todas as notícias. qualquer pessoa que já tenha trabalhado num jornal minimamente democrático -- e o dn é-o, como presumo o seja o público -- sabe isso, e tens obrigação de o saber. 

não estou zangada contigo, daniel. zango-me com relativa dificuldade, apesar do que possa parecer. um beijo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>daniel, já agora podias ler os textos aos quais respondes. estou como o ezequiel, já me falta a paciência e a energia, mas que remédio.</p>
<p>por partes, pois:</p>
<p>escreves &#8216;Se te incomoda esta teoria, porque raio só te incomoda quando falo do DN e a achas irrelevante quando o DN a espalha (não pela primeira vez) em relação ao Público? Se achas que ela ofende a dignidade dos jornalistas do DN, porque não achas que a afirmação do jornalista não ofende a dignidade dos jornalistas do Público? Será ela menos importante?&#8217;</p>
<p>ora eu escrevi: &#8216;a mim cansa-me sobremaneira a teoria dos fretes. não que não os haja, mas porque são, felizmente, muitíssimo menos que aquilo que os profissionais da conspiração certificam&#8217;. </p>
<p>e acrescentei: &#8216;no mundo delirante dos teorizadores do frete, não só todas as notícias do público contra o governo e o pm são escritas pelo próprio belmiro, que se imagina decerto a dar ‘ordens’ a pacheco pereira e aos outros colunistas e a passar ‘dossiers’ aos jornalistas, como a pergunta do joão céu e silva veio directamente do gabinete do primeiro ministro&#8217;. </p>
<p>e ainda: &#8216;não acho que se deva dizer que o público como jornal tenha declarado guerra santa a josé sócrates, mesmo que a generalidade da opinião nele contida, incluindo a do director, e algumas linhas de investigação tenham adquirido uma tonalidade de obsessão persecutória&#8217;.</p>
<p>creio que isto deveria ter respondido à tua pergunta por antecipação. </p>
<p>aliás, no texto aqui publicado mais abaixo &#8212; &#8216;o jornalismo de josé manuel fernandes&#8217; &#8212; eu escrevera já: &#8216;ao contrário de josé manuel fernandes, eu, sendo jornalista e trabalhando em meios de comunicação social, não costumo confundir os meios com os directores nem com quaisquer outras personalidades, incluindo colunistas e accionistas. sei que os jornais são feitos por muitas pessoas e que raramente têm um carácter unívoco.&#8217;</p>
<p>prosseguindo: não consigo perceber o teu raciocínio quando dizes que não faz sentido fazer a pergunta a pacheco pereira porque &#8216;não é jornalista nem director do público&#8217;. acho que a esta já respondi no texto original que escrevi para o dn, que também me parece que não terás lido. </p>
<p>o mesmo se aplica à afirmação que fazes em relação ao &#8216;vestir da camisola&#8217;: não a entendo. o joão céu e silva fez uma pergunta pertinente a alguém que passa a vida a analisar os produtos jornalísticos e a fazer a apologia da &#8216;imparcialidade&#8217;, como aliás reconheces no teu post. é irrelevante se ele, joão céu e silva, faz a pergunta no dn ou noutro meio qualquer. essa do &#8216;vestir a camisola&#8217; é aberrante.</p>
<p>não sei a que editorial do dn te referes, mas deixa-me dizer-te que inferir, do facto de alguém ter uma opinião que é favorável a uma determinada posição, que &#8216;está a ajudar&#8217; essa posição com o sentido que dás à palavra &#8216;ajuda&#8217; me causa a maior estranheza. creio que é possível ter opiniões e posições distintas em diferentes momentos sem que isso tenha de significar a submissão a quaisquer lógicas aparachikenses. cuidado, daniel. nem toda a gente vive submetida a lealdades político-partidárias.</p>
<p>dizer que alguém faz um frete como disseste do joão céu e silva é um insulto directo que não depende da sensibilidade. é o mínimo reconhecer isso. do mesmo modo, ao falares como falaste do dn &#8212; e volto a frisar que nunca o fiz em relação ao público &#8212; obviamente insultas-me a mim e aos meus colegas. e se &#8216;a linha editorial&#8217; de um jornal é definida pela direcção deste, é óbvio que não é a direcção que escreve todos os textos ou decide a oportunidade e a abordagem de todas as notícias. qualquer pessoa que já tenha trabalhado num jornal minimamente democrático &#8212; e o dn é-o, como presumo o seja o público &#8212; sabe isso, e tens obrigação de o saber. </p>
<p>não estou zangada contigo, daniel. zango-me com relativa dificuldade, apesar do que possa parecer. um beijo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57371</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 03:56:41 +0000</pubDate>
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		<description>uff ao segundo uff...é melhor desistir..senão a uffada nunca mais acaba...um caos, é o que é...resposta---contra-resposta...que energia que vocês tem!!! Eu fico cansado. É mesmo uff. uffistical. switch off samurainofsky.(é preciso alguma disciplina) 

eu não li o post...não sei se consigo ler seja o que for, a esta hora..e a multiplicação da coisa: este diz isto o outro aquilo e eu isto..esta cornucópia  de segundos..acho maravilhoso que isto possa acontecer...mas não me interessa...as coisas ficam demasiadamente subjectivied (como diria o panasca do outro) ...prefiro o freestyling! 

abraço, 

mas vi o uff :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>uff ao segundo uff&#8230;é melhor desistir..senão a uffada nunca mais acaba&#8230;um caos, é o que é&#8230;resposta&#8212;contra-resposta&#8230;que energia que vocês tem!!! Eu fico cansado. É mesmo uff. uffistical. switch off samurainofsky.(é preciso alguma disciplina) </p>
<p>eu não li o post&#8230;não sei se consigo ler seja o que for, a esta hora..e a multiplicação da coisa: este diz isto o outro aquilo e eu isto..esta cornucópia  de segundos..acho maravilhoso que isto possa acontecer&#8230;mas não me interessa&#8230;as coisas ficam demasiadamente subjectivied (como diria o panasca do outro) &#8230;prefiro o freestyling! </p>
<p>abraço, </p>
<p>mas vi o uff <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57353</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 01:23:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=4046#comment-57353</guid>
		<description>Já agora, acho que raramente os fretes são feitos pelos jornalistas (também os há) e quase sempre pelas suas direcções, algumas vezes demasiado próximas das administrações. 

Acho normal que um jornal seja vigilante em relação a um governo. Desde que a informação que veicula seja relevante. Em quase todos os casos que irritaram o PS eram relevantes e notícia em qualquer lugar do Mundo. Acho mais estranho quando uma direcção de um jornal resolve passar ao lado das notícias. E acho que os fretes que o DN tem feito têm sido quase todos por omissão ou nas capas que vai fazendo. Responsabilidade da direcção. Assim como é responsabilidade da direcção da tabloidização das primeiras páginas e a menor pluralidade ideológica da opinião.

Sobre o Público já fiz críticas bem mais duras do que estas, incluindo quando resolveram convidar JPP para director por um dia (podes ir ler). Ninguém, e não me faltam lá amigos, resolveu, como aqui fizeste, pessoalizar a coisa. Mas não faz mal. Amigos como antes. Continuo a ser teu fã e companheiro no alvo da fúria politicamente incorrecta.

Beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, acho que raramente os fretes são feitos pelos jornalistas (também os há) e quase sempre pelas suas direcções, algumas vezes demasiado próximas das administrações. </p>
<p>Acho normal que um jornal seja vigilante em relação a um governo. Desde que a informação que veicula seja relevante. Em quase todos os casos que irritaram o PS eram relevantes e notícia em qualquer lugar do Mundo. Acho mais estranho quando uma direcção de um jornal resolve passar ao lado das notícias. E acho que os fretes que o DN tem feito têm sido quase todos por omissão ou nas capas que vai fazendo. Responsabilidade da direcção. Assim como é responsabilidade da direcção da tabloidização das primeiras páginas e a menor pluralidade ideológica da opinião.</p>
<p>Sobre o Público já fiz críticas bem mais duras do que estas, incluindo quando resolveram convidar JPP para director por um dia (podes ir ler). Ninguém, e não me faltam lá amigos, resolveu, como aqui fizeste, pessoalizar a coisa. Mas não faz mal. Amigos como antes. Continuo a ser teu fã e companheiro no alvo da fúria politicamente incorrecta.</p>
<p>Beijos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/ainda-a-resposta-de-pacheco-pereira-e-a-pergunta-do-dn-e-a-minha-resposta-sobre-as-perguntas-sobre-a-pergunta/comment-page-1/#comment-57352</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 01:09:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=4046#comment-57352</guid>
		<description>Fernanda,

Mas a teoria que está explicitada na pergunta, que é evidentemente uma afirmação, já que usa a expressão &quot;cruzada declarada&quot; (declarada por quem? Pelo DN?), não será, já que resolves pessoalizar, um insulto a muito boa gente que trabalha no Público? Não é ela a teoria do frete ao contrário? Se te incomoda esta teoria, porque raio só te incomoda quando falo do DN e a achas irrelevante quando o DN a espalha (não pela primeira vez) em relação ao Público? Se achas que ela ofende a dignidade dos jornalistas do DN, porque não achas que a afirmação do jornalista não ofende a dignidade dos jornalistas do Público? Será ela menos importante?

A pergunta não é inocente, mas não é por causa de uma qualquer intensão jornalistica. É porque não tem como destinatário Pacheco Pereira, que é quem está a ser entrevistado, nem quer ser uma pergunta. É uma afirmação que tem como destinatário José Manuel Fernandes.

Não, não acho a opinião de JPP sobre o jornalismo do Público relevante. JPP não é jornalista do Público, não é seu director (sou insuspeito de simpatia por um e por outro) e de jornalismo e jornais sabe coisa nenhuma apesar do que julga saber. Se o que o jornalista queria saber era se JPP participa politicamente nas opções do Público fazia-lhe essa pergunta. Se não, o que raio interessa esta pergunta a não ser para deixar no ar a insinuação?

O único sentido que encontro nesta pergunta é transformar-se numa afirmação de quem veste a camisola de um jornal contra outro, o que acho estar longe de ser a função de um jornalista. 

A acusação que está expressa na pergunta de retórica (pois se o jornalista acha que a cruzada é &quot;declarada&quot;...) é grave, bem mais grave do que a resposta de um simples colunista, por mais idiota que seja a resposta e que eu, já agora, também assinalei. O director do DN já fez, num editorial, em mais um momento de ajuda ao PS, esta acusação ao Público, até insinuando a mesma teoria que o PS andou a espalhar. E foi tendo isso em conta que fiz o comentário que fiz.

Se o meu post pode insultar alguém é o jornalista que fez a pergunta (se for sensível e não aceitar a crítica) e a direcção do DN (que tem um curriculo de agenda política, na altura de ajuda ao PSD no governo, que já vem do Correio da Manhã) que, sim, acho que está vergonhosamente &quot;vendida&quot; ao governo. 

Não vejo como posso insultar os jornalistas do DN com o que escrevi. Não avalio os jornalistas do DN pela sua direcção. Se os jornalistas do DN resolverem começar a tomar as dores desta direcção nada posso fazer. Não deixarei de criticar um director que representa o que de pior há no jornalismo português por isso.

Quem define a linha editorial de um jornal é a sua direcção. Tenho alguns amigos no DN e não incluo os jornalistas em geral em críticas que faço ao jornal. O mesmo se passa, como deves imaginar, quando critico o Público. Não estou a pensar nas &quot;pessoas que lá trabalham&quot;

Um abraço

PS: leio o DN quase todos os dias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda,</p>
<p>Mas a teoria que está explicitada na pergunta, que é evidentemente uma afirmação, já que usa a expressão &#8220;cruzada declarada&#8221; (declarada por quem? Pelo DN?), não será, já que resolves pessoalizar, um insulto a muito boa gente que trabalha no Público? Não é ela a teoria do frete ao contrário? Se te incomoda esta teoria, porque raio só te incomoda quando falo do DN e a achas irrelevante quando o DN a espalha (não pela primeira vez) em relação ao Público? Se achas que ela ofende a dignidade dos jornalistas do DN, porque não achas que a afirmação do jornalista não ofende a dignidade dos jornalistas do Público? Será ela menos importante?</p>
<p>A pergunta não é inocente, mas não é por causa de uma qualquer intensão jornalistica. É porque não tem como destinatário Pacheco Pereira, que é quem está a ser entrevistado, nem quer ser uma pergunta. É uma afirmação que tem como destinatário José Manuel Fernandes.</p>
<p>Não, não acho a opinião de JPP sobre o jornalismo do Público relevante. JPP não é jornalista do Público, não é seu director (sou insuspeito de simpatia por um e por outro) e de jornalismo e jornais sabe coisa nenhuma apesar do que julga saber. Se o que o jornalista queria saber era se JPP participa politicamente nas opções do Público fazia-lhe essa pergunta. Se não, o que raio interessa esta pergunta a não ser para deixar no ar a insinuação?</p>
<p>O único sentido que encontro nesta pergunta é transformar-se numa afirmação de quem veste a camisola de um jornal contra outro, o que acho estar longe de ser a função de um jornalista. </p>
<p>A acusação que está expressa na pergunta de retórica (pois se o jornalista acha que a cruzada é &#8220;declarada&#8221;&#8230;) é grave, bem mais grave do que a resposta de um simples colunista, por mais idiota que seja a resposta e que eu, já agora, também assinalei. O director do DN já fez, num editorial, em mais um momento de ajuda ao PS, esta acusação ao Público, até insinuando a mesma teoria que o PS andou a espalhar. E foi tendo isso em conta que fiz o comentário que fiz.</p>
<p>Se o meu post pode insultar alguém é o jornalista que fez a pergunta (se for sensível e não aceitar a crítica) e a direcção do DN (que tem um curriculo de agenda política, na altura de ajuda ao PSD no governo, que já vem do Correio da Manhã) que, sim, acho que está vergonhosamente &#8220;vendida&#8221; ao governo. </p>
<p>Não vejo como posso insultar os jornalistas do DN com o que escrevi. Não avalio os jornalistas do DN pela sua direcção. Se os jornalistas do DN resolverem começar a tomar as dores desta direcção nada posso fazer. Não deixarei de criticar um director que representa o que de pior há no jornalismo português por isso.</p>
<p>Quem define a linha editorial de um jornal é a sua direcção. Tenho alguns amigos no DN e não incluo os jornalistas em geral em críticas que faço ao jornal. O mesmo se passa, como deves imaginar, quando critico o Público. Não estou a pensar nas &#8220;pessoas que lá trabalham&#8221;</p>
<p>Um abraço</p>
<p>PS: leio o DN quase todos os dias.</p>
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