Parece certo que o assunto da urgente comunicação de hoje era mesmo “de relevância para o País”. Só que se tratava de um país remoto e pouco conhecido, delimitado pelas paredes cranianas do nosso presidente. Assim mais ou menos como a Mirandéria, mas com um folclore ainda mais estranho.





O Presidente escolheu o dia de hoje para se dirigir ao País porque amanhã entra a gosto.
Nada de surpreendente. Esta manhã, previ tudo isto lá no meu Rochedo. E não sou bruxo!
O exercício comunicacional de Belém durante o dia de hoje respeitou em absoluto o espírito olímpico do momento: foi indiscutivelmente a obra de amadores.
Na Madeira, o “Alberto João” insulta todos os portugueses que votaram no “Sócrates” quando, no “copofódromo” do Chão-da-Lagoa diz que é um insulto ter aquele como PM e onde o poder dura há quase tantos anos como no Zimbabué, e a promiscuidade da actividade empresarial se confunde com o poder político num regime de ausência de incompatibilidades obsceno.
Nos Açores, onde o Presidente do Governo Regional não frequenta “copofódromos”, o PR, numa evidente encenação política, põe o país en”tabu”ado durante um dia inteiro e borra os sapatos que andou a engraxar na Madeira.
Melhor que isto só os posts da Marta Rebelo no 5Dias.net
Voltámos ao tempo dos tabus – desta vez só por um dia, desta vez não para fazer segredo, mas para garantir plateia que o aplaudisse… (Naturalmente contando com o apoio de quem não se incomodou, ou já se esqueceu, da Madeira – daquela tristíssima, inconveniente e vergonhosa visita em que Cavaco se esqueceu por completo de que estava ali como Presidente da República e não se preocupou com a dignidade do cargo nem com a vergonha dos portugueses)
Submeter o diploma ao Tribunal Constitucional, em caso de dúvida, é perfeitamente normal, convém e entende-se. Depois disso, insistir – como se percebeu do seu discurso – na inconstitucionalidade de outros pontos para além dos que foram declarados como tal pelo órgão que a Constiruição da República considera capacitado para se pronunciar a respeito, deixou-me estupefacta.
O TC pronunciou-se dando razão a algumas das suas dúvidas, não aceitou as outras – paciência! Tem ainda o recurso de devolver o diploma à AR e, portanto, não precisava de ter vindo à ribalta “fazer queixinhas”, como se houvesse uma conspiração ou como se fosse a primeira vez que duvida, que hesita e submete a apreciação (eu até gosto de saber que tem dúvidas, ao menos de vez em quando…)
Subscrevo inteiramente o comentário de “J” e espero que, como da primeira vez, o assunto seja tratado à margem dos interesses partidários.
Na época difícil que atravessamos, não precisamos de mais polémicas que nos dividam e e debilitem.
a arrogância fascizante com k o ps açores brindou o pr qdo enviou o estatuto ao tc merecia mto pior. E têm a lata em falar em ética republicana! Cavaco é p da república. E queriam proibi-lo d exercer competências da CRP d1976.