Não é João Jardim que me faz recusar a regionalização


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25 respostas a Não é João Jardim que me faz recusar a regionalização

  1. Pela mesma razão, e neste caso a fotografia podia ser a do primeiro de Itália, também poderia recusar a democracia…
    Não é um gafanhoto que faz uma nuvem.

  2. Filipe: Não dês ideias ao AJJardim!, lembra-te da coitadinha da menina da língua gestual, no trabalho que ela vai ter para traduzir tal discursos aos que não têm a graça de não (o)ouvir.

  3. renegade diz:

    pois é, chama-se a isto querer lançar a confusao de forma gratuita. a liga norte nao tem paralelo com nenhum movimento politico em portugal. a situação da “padania” que a liga inventou não tem paralelo com nenhuma região portuguesa. a constituição portuguesa proibe partifdos regionais,etc, etc. Talvez fosse mais interessante o filipe moura perguntar-se por que razão portugal é um dos poucos países da UE que não estão regionalizados e o que perde com isso. ou, visto do avesso, o que terá levado os outros a regionalizar-se.

  4. Filinto diz:

    será da hora a que leio este post ou a associação não faz mesmo qualquer sentido? era para ter graça? será que os americanos que queimam as bandeiras desde 2001 são contra a federação?

  5. Gilson diz:

    Não percebo a relação. Sugere que a regionalização promova o nacionalismo e o separatismo?

    Gostava de perceber porquê. Confesso que tentar estabelecer essa relação denota algum oportunismo. Ou falsidade ideológica.

  6. Luís Lavoura diz:

    A notícia referida tem a ver com a situação em Itália, na qual há movimentos independentistas. Em Portugal não existem quaisquer veleidades independentistas de qualquer região, pelo que este post não faz sentido.

    Mas, mesmo que houvesse veleidades independentistas, qual era o mal? Eu por mim, quem quiser ser independente que o seja. A mim tanto se me dá viajar com Bilhete de Identidade como com Passaporte.

  7. jorge c. diz:

    “será que os americanos que queimam as bandeiras desde 2001 são contra a federação?”
    Há relação nisto? Acho que é mesmo da hora, caro Filinto, principalmente para quem despreza a xenofobia. Uma coisa é querermos um estatuto de regiões autónomas outra coisa é alimentar o ódio. Ainda por cima por quem anda em joguinhos de poder regionalista.

  8. Tárique diz:

    Não te imaginava tão melindrado ao respeito pelos símbolos da pátria …

    … e até te digo mais: como europeísta, (federalista?) que és, seria para ti coerente defenderes regionalizações. 🙂

  9. Também não é o pobre do Jerónimo de Sousa que me faria ser anti-comunista. Mas o Filipe Moura, absolutamente!

  10. Dinis diz:

    Ó Filipe…ó filipe que saudade das suas “boutades”. Tem andado desaparecido! Volte sempre, a blogosfera não é a mesma sem si.

    Post Scriptum: acaso ocorrerá pensar que para recusar a regionalização, convinha que soubesse o que isso é?! Assim por alto, claro, mas vá lá umas ideias mínimas sobre o assunto…
    Não, pois não!??

  11. Dinis diz:

    “não é jardim que me faz recusar aregionalização”
    Claro que não. É apenas o facto de não saber rigorosamente nada acerca do seja regionalização. Do que seja Itália, do que seja Portugal, do que seja a história política de ambos… do que seja a diferença entre região administrativa e região autónoma, do que seja Estado unitário, do que seja Estado descentralizado, das várias e diferentes “matrizes” de autonomia, que nunca por nunca se confundem com descentralização administrativa,enfim…
    mas escreve e opina…é extrordinário!

  12. Tárique, Portugal é uma região da Europa, que eu considero o meu país.
    Há uma confusão fundamental, se me permites: não me incomoda nada que os portuenses digam mal de Portugal. Eu digo mal de Portugal quando é preciso: não tenho pejo nenhum nisso. Incomoda-me que alguns nortenhos (e particularmente portuenses – mas aqui não quero generalizar) digam mal de Lisboa da forma como dizem, por se considerarem melhores que os lisboetas (e que o resto do país – não só os lisboetas). Da mesma forma o Bossi e a Liga do Norte consideram-se melhores que os restantes italianos. Basta recordar a história da “criação de riqueza”, dos “impostos pagos a Lisboa” (no fundo o que interessa aos portuenses regionalistas é só isto): de uma forma mais tímida é um discurso apesar de tudo muito parecido com o do Bossi. O princípio é o mesmo.
    O Bossi não estava a insultar a Itália, Tárique. Se o fizesse era-me indiferente. O Bossi estava a insultar (como insulta regularmente) uma boa parte dos italianos.

    Dinis: acaso ocorrerá pensar que para comentar deve ter algo relevante a dizer? Eu não escrevi nada no meu texto e, no entanto, você conclui logo sobre o que eu sei e “não sei rigorosamente nada”. E escreve e opina e comenta. Enfim, é extraordinário!

  13. Ant.º das Neves Castanho, você também é senhorio?

  14. Nuno Cruz diz:

    Um pequeno (mas assim muito pequeno pormenor), Filipe Moura: o Norte é a região mais rica de Itália ; o Norte é a região mais pobre de Portugal.

  15. fernando alves diz:

    Caro Filipe, os queques de Lisboa não nos mostram o dedo do meio mas têm outras formas de nos f****. Venha viver para o interior durante um ano e depois diga-me se é a favor ou não da regionalização.

  16. Se a regionalização fosse implementada em Portugal a conflituosidade seria muito mais radical, desde logo por Portugal ser A-REGIONAL, e ao fim de 20 anos seríamos uma manta de retalhos, com tudo à batatada.
    Alguém comentou aqui que em Portugal não estão autorizados partidos regionais. Pois, e é só abrir bem os olhos, eles surgirão, desta vez, logo durante a campanha do Referendo se vier a ser feito.
    Para além de Jardim, outros nomes bem conhecidos pelo seu caciquismo se preparam para retalhar Portugal.
    Os que defendem a regionalização estão assustados com, apesar de graves problemas por que passamos, transformações importantes por que passa a sociedade portuguesa – para muito melhor, no meu entender.

  17. Dinis diz:

    Meu caro Filipe Moura: e digo-o (meu caro) com absoluta sinceridade. O meu caro amigo (acredite que é) faz-me falta! Pelo menos até Setembro (altura em que estreia o novo do Gato Fedorento).
    O seu comentário das 19.08 é desconcertante: é melhor que Monty Phyton. É autofágico e ainda assim, é sublime. Repare: é vossa excelência, ao abrigo da liberdade absoluta que se refere a um post escrito por si: “EU NÂO DISSE NADA”.
    O meu amigo confessa, com uma lucidez invejável: eu escrevo, mas não digo nada!

    É possível dialogar com tal eminência?! Eis o dilema.

  18. Dinis diz:

    Fernadno Marques: a regionalização VAI ser implementada em Portugal. E nenhum desses fantasmas descerá à terra. É só esperar meia dúzia de anos. Vai uma aposta?

  19. Dinis diz:

    As vírgulas, Filipe, as vírgulas. Vc tem, também, um problemas com as vírgulas. Já lhe disse que é o meu herói da actualidade?

  20. A grande questão é saber se conhecemos os políticos que temos ou não… se alguém acredita piamenet na sua alta qualidade e responsabilidade então que esperem calmamente a meia dúzia de anos que fala o Dinis e veremos em que ponto estamos. Pessoalmente penso estaremos com meio caminha andado para um semi-feudalismo de partidos e barões locais.

  21. Fernando Marques, daqui a seis anos temos regionalização e quem se meter com o Dinis leva!

    Nuno Cruz, e daí, pergunto-lhe eu? O facto de o norte da Itália ser rico justifica o procedimento do Bossi? Se o norte de Portugal fosse rico já seria aceitável terem um Bossi?

    Já agora, o norte de Portugal é a zona mais rica, sim, ou pelo menos onde há mais riqueza (as maiores fortunas). Se é também – e nisso tem razão – a zona onde há mais pobreza, é porque há uma gritante desigualdade na distribuição dessa riqueza. Que culpa é que “Lisboa” (ou de um modo geral as outras zonas do país) tem disso? Como é que a regionalização vai contribuir para melhorar esta situação?

  22. Nuno Cruz diz:

    Filipe Moura, com toda a franqueza: que chorrilho de disparates: essa afirmaçao é baseada em que dados? Ou são apenas frases atiradas para o ar e baseadas na percepção individual?

    A zona Norte, incluindo o Porto!, tem o valor do PIB mais pequeno da Península Ibérica. Cerca de dois terços do de Lisboa e Vale do Tejo, e com tendência a crescer mais lentamente que este. Estamos a falar de dados objectivos. Que culpa é que tem Lisboa? Ora, a culpa de ter acumulado e centralizado o poder durante as centenas de anos em que foi capital.

    O debate italiano não tem nada, mas mesmo nada a ver com o debate português. Nem a nossa regionalização com um qualquer sentimento de xenofobia.

  23. No pequenino “mundjinho” do sô Filipe Moura, só se pode ser inquilino ou senhorio. Ele será o quê?

    Pois olhe, seu curiosinho, eu não sou nem uma coisa nem outra. Nem antes pelo contrário…

    Abaixo a Regionalização! Viva o Centralismo!

    Gostoue?

  24. filinto diz:

    O que está explícito no post, Filipe, é que ficou ofendido por o senhor ter levantado o middle finger ao hino. Por isso fiz a alusão à bandeira americana e questionei se os americanos que queimam as stars and stripes serão assim uma espécie de Pinto da Costa ou Valentim Loureiro (o tipo de personagens que pessoas como o Filipe gostam de associar ao Porto por preguiça de buscar melhor argumentação).

    Não conheço ninguém no Porto que tenha qualquer sentimento de superioridade em relação aos lisboetas. Desvalorizam os argumentos das pessoas que moram em Lisboa e divertem-se com as suas derrotas futebolísticas (e com as minhas enquanto benfiquista). E é isso. Nunca me apresente aos seus amigos do Porto, por favor.

    Filipe, já agora, por que será que daqui a seis anos temos Regionalização? Quando é que acaba o QREN? Já viu a coincidência? Mas deve ser só mais um teoria de conspiração.

  25. Ant.º das Neves Castanho, no meu pequeno mundinho idealmente não deve haver senhorios nem inquilinos, empregados nem patrões.

    Filinto, repito que eu não escrevi nada… Essa de que eu fiquei ofendido por o senhor ter levantado o dedo do meio ao hino é uma leitura sua, mas não é isso que eu quero dizer. Leia a minha resposta ao Tárique.

    Nuno Cruz, tenha paciência mas

    “A zona Norte, incluindo o Porto!, tem o valor do PIB mais pequeno da Península Ibérica.”

    não contradiz em nada

    “o norte de Portugal é a zona onde há as maiores fortunas. Se é também – e nisso tem razão – a zona onde há mais pobreza, é porque há uma gritante desigualdade na distribuição dessa riqueza. Que culpa é que “Lisboa” (ou de um modo geral as outras zonas do país) tem disso? Como é que a regionalização vai contribuir para melhorar esta situação?”

    O Nuno não respondeu a isto. E também não respondeu à outra pergunta que lhe fiz.

    “O debate italiano não tem nada, mas mesmo nada a ver com o debate português. Nem a nossa regionalização com um qualquer sentimento de xenofobia.”

    Se tem ou não tem, eis a questão… Digo-lhe com franqueza: o discurso anti-Lisboa dos regionalistas mais ferrenhos (não estou aqui de forma nenhuma a generalizar a todos os regionalistas) é xenófobo. Como é o do Bossi. A ideia principal em discussão neste post é esta.

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